Porque tinha que ser assim; não bastava lhe conquistar; teve que ser na hora certa e agora eu me pergunto se você já sabia disso ou se foi apenas o destino. Até porque, quanto mais me pego aproveitando da milésimo de segundo ao seu lado, mais eu penso 'será que seria assim tão bom se ela tivesse dito sim logo'? Acho que nunca vou ter a resposta.
Sempre fui bem desastrado, falando pelos cotovelos, tentando concertar as coisas que estavam corretas só por achar que era a melhor coisa a se fazer, mas foi nos seus olhos que percebi que, independene do que fizesse, você ia me arrebatar facilmente com esse sorriso que só você sabe dar. E aí eu ficava ainda mais a procura de respostas; do que você sentia enquanto eu me montava e desmontava pra lhe fazer sorrir.
O engraçado é que não preciso de respostas, nem de destino, nem do futuro ou do passado; hoje eu só preciso de uma escolha; e eu escolho você. Pra estar comigo, bem agora, simples assim.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Escolha
Poeta pros boemios, Boemio pros sábios, Sábio pros tolos, Tolo pra mim mesmo
Rompante
Me deu aquele olhar,
Rompante,
Como só ela sabia dar.
Roubou meu ar,
Era um desafiar,
Um novo Romance.
Fui tenaz,
Nunca fui desistir,
Quando tive ela pra mim,
Soube ser feliz.
Rompante,
Como só ela sabia dar.
Roubou meu ar,
Era um desafiar,
Um novo Romance.
Fui tenaz,
Nunca fui desistir,
Quando tive ela pra mim,
Soube ser feliz.
Poeta pros boemios, Boemio pros sábios, Sábio pros tolos, Tolo pra mim mesmo
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sou
Ultimamente percebo que estou no meio da pista. Naquela dúvida entre seguir em frente e dar ré; e como o tempo não para, cada vez mais percebo que pensar em não fazer nada já é pensar em fazer; foi o que me disseram, foi o que a vida trouxe pra mim.
Dizem por aí que tudo não passa de uma viagem, que devemos nos preocupar menos com o destino e aproveitar o trajeto; acho que é isso que estou tentando fazer e, pela primeira vez em anos, eu esteja realmente conseguindo fazer o que me dizem pra fazer; às vezes é o melhor a se fazer, desligar a mente e o coração, parar de querer decidir tudo, planejar e almejar; simplesmente deixar que os conselhos alheios me mostrem como desviar dos buracos que a estrada me oferece; cansei de tentar fazer tudo por mim mesmo.
E aí, literalmente, estou no meio da pista, como a letra 's'; que tem inicio na 'saudade', fica bem no meio do 'redescobrir' e termina no 'nós'.
Independente do ponto em que a minha vida esteja o céu ainda vai variar entre cinza, azul, anil, vermelho ou laranja; o mar vai quebrar contra as areias e depois recuar; o vento vai soprar e eu vou viver, sempre esperando o que o amanhã tem pra oferecer; sempre procurando um alguém para me virar de ponta cabeça e tornar o meu 'sou' num 'nós'.
Poeta pros boemios, Boemio pros sábios, Sábio pros tolos, Tolo pra mim mesmo
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Como As Estrelas
-Olhe pras estrelas – Zooey apontou o céu quando ele voltou
de sua cabine com lágrimas nos olhos, estivera falando com o pai no telefone. –
conte vinte e uma estrelas e faça um desejo.
Ele
assentiu e fez o que ela mandou.
-O que
pediu?
-Quer saber
mesmo?
-Não, tem
que ser segredo – ela riu de si mesma – elas parecem brilhar pra você.
-Elas
brilham por tudo o que você me faz.
Os dois se
encararam e sorriram, partiram o pequeno bolo que ela conseguira comprar num
supermercado que ficava a vinte minutos de caminhada de onde o barco estava.
Tinha sido um bom esforço.
-Vinte e
um...
-E você é
idiota com quando tinha oito anos.
Os olhos
azuis que a encaram estavam serenos como a água do mar numa calmaria.
-Você acha?
-Não, só
implicância... Você sabe...
-É... – ele
meneou a cabeça – acho que progredi tanto... E foi tudo graças a você.
-Como
assim?
-Sei lá,
você me ensinou que o desapego é bom, mas que aproveitar a companhia alheia é
tão melhor.
-Foi?
-Foi, tudo
de um jeito tão amarelo.
-Amarelo? –
ela não entendeu a última parte.
-Tudo tão
iluminado pelo sol... Sabe eu projetei sonhos e metas, e ultrapassei tudo com
louvor...
-Metido.
-Por sua causa...
– ele continuou como se ela não tivesse interrompido – você me é muito
preciosa.
-Eu sei,
sou sua melhor amiga.
-Uma amiga
eterna – ele acrescentou – se você não viesse comigo pelo oceano, acho que
levaria o oceano até você...
-Você está
soando confuso demais.
-É o
conhaque – ele sorriu abobalhado. Havia bebido quase um quarto de uma garrafa
de conhaque que descobrira no cofre do veleiro, presente pai e da irmã – sua
pele é amarela...
-Agora está
ficando vermelha de tanto sol – a garota replicou se aproximando – me dê esse
copo.
-Só se você
me der isso – e a puxou para um beijo intenso, ela resistiu e depois se deixou
levar.
-Feliz
aniversário – disse se afastando dele – agora precisa dormir.
-Preciso?
-Precisa...
-Ok – ele
se levantou obediente – mas saiba que são como as estrelas...
-O que?
-Seus
olhos... Amarelos e brilhantes como as estrelas... Que me guiam, as minhas
estrelas. – e com um sorriso débil ele foi até sua cabine.
Poeta pros boemios, Boemio pros sábios, Sábio pros tolos, Tolo pra mim mesmo
Montanha-russa
Todo dia é sim,
Uma montanha-russa,
Sobe e desce aqui dentro,
Um confusão de sentimento.
Tudo ao redor,
Me lembra você,
Me faz tão só,
Querendo voltar atrás.
Ê coração sem jeito,
Dói no peito,
A saudade de você.
Ê coração bobinho,
Quis ficar sozinho,
E agora chora sem lhe ter aqui.
Tudo sempre assim,
Uma montanha-russa,
Cheia de esperança,
De lhe ver feliz.
Só resta acreditar,
Que o tempo há de vir,
E de lhe curar,
As magoas que eu lhe fiz.
Ê coração bandido,
Depois de ter perdido,
Quis se arrepender.
Ê coração danado,
Fica apertado,
Por não lhe ter aqui.
Seguindo nessa dança,
Na esperança,
Que tudo vai voltar,
E seu amor ganhar.
Como uma montanha-russa,
De sensações,
Você vem e volta,
Na minha cabeça, no coração,
E me atormenta,
Sem me ligar.
Ê coração esperto,
Mesmo sem lhe ter por perto,
Não quer lhe esquecer.
Ê coração valente,
Vai seguindo em frente,
Esperando lhe reencontrar.
Uma montanha-russa,
Sobe e desce aqui dentro,
Um confusão de sentimento.
Tudo ao redor,
Me lembra você,
Me faz tão só,
Querendo voltar atrás.
Ê coração sem jeito,
Dói no peito,
A saudade de você.
Ê coração bobinho,
Quis ficar sozinho,
E agora chora sem lhe ter aqui.
Tudo sempre assim,
Uma montanha-russa,
Cheia de esperança,
De lhe ver feliz.
Só resta acreditar,
Que o tempo há de vir,
E de lhe curar,
As magoas que eu lhe fiz.
Ê coração bandido,
Depois de ter perdido,
Quis se arrepender.
Ê coração danado,
Fica apertado,
Por não lhe ter aqui.
Seguindo nessa dança,
Na esperança,
Que tudo vai voltar,
E seu amor ganhar.
Como uma montanha-russa,
De sensações,
Você vem e volta,
Na minha cabeça, no coração,
E me atormenta,
Sem me ligar.
Ê coração esperto,
Mesmo sem lhe ter por perto,
Não quer lhe esquecer.
Ê coração valente,
Vai seguindo em frente,
Esperando lhe reencontrar.
Poeta pros boemios, Boemio pros sábios, Sábio pros tolos, Tolo pra mim mesmo
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