Foi fácil como respirar, viciante como se coçar. Terminou mais rápido do que a vontade poderia suportar. A Primavera se foi, em seu lugar se instalou um calor tão gostoso de aproveitar.
As palavras se perderam, os olhares diziam tudo. Só que as definições de tudo, nada e infinito não pareciam significar qualquer coisa perante aquela ponte que se instalou entre os dois olhares.
Isabel respirou fundo e se levantou. Daniel sorriu, e a seguiu. Eles até trocaram palavras, mas elas pareciam não ter significado algum para aqueles dois corações aturdidos que palpitavam descompasadamente, em suas respectivas carapaças.
O tempo passou, a intensidade aumentou. Eles sabiam que aquilo que consumaram era proibido, porém não conseguiam evitar um mal tão desejoso como aquele. O calor que ela sentia dos braços dele; a tranquilidade que ele sentia ao conversar com ela. Era o verão tornando todos os dias, melhores que os outros.
-Você não vai me querer, eu esou te avisando - ele comentou numa conversa qualquer, enquanto ela lhe afagava os cabelos, tentando fazê-lo sorrir.
-Por que não iria querer?
-Não sei, eu sou defeituoso; quebrado, um brinquedo torto - ele se levantou e a olhou nos olhos - e uma hora vou te machucar.
-Pois que você tente, tenho uma proteção muito forte para isso.
-É sério - ele alisou a bochecha dela com um indicador - eu queimo todos com o gelo que meu coração libera.
-Que eu derreta então. - os olhos dela o encararam firmemente - não vou ceder.
-Você...
-É, eu nunca vou deixá-lo ir.
Assim como a chuva passa, os dias cinzas dele se foram. E o sol voltou a brilhar para os dois. Foi só uma chuva de verão; foi o que ela disse para si mesma.
-Não mais - ela protestou quando ele lhe roubou um terceiro beijo.
-Só mais um - ele insistiu se aproximando.
-Não.
-Você é teimosa.
-Olha quem fala - ela se afastou sorrindo - hora de ir.
-Ok - ele a seguiu e quando chegaram a escada, aproveitou da sua altura avantajada, colocou-a em um degrau mais alto e ainda assim ficou meia cabeça acima dela.
-Me solta - ela alertou quando viu que os braços dele prendiam sua cintura.
-Só com um beijo.
-Não vou dar.
-Então eu roubo - e ele o fez.
A tenacidade que ela teve de tentar impedi-lo, se desfez no momento que a voracidade controlou sua língua, e todos seus sentidos. Ele só aproveitou, e se perdeu naquela imensidão de sensações distintas.
Só que o tempo nunca para de girar, e aos poucos, rotinas distintas começaram a afastá-los. Ela se manteve como estava, imutável. Às vezes conseguindo resistir a ele, às vezes cedendo. Só que ele não conseguiu o mesmo.
Um coração deformado, tem a infeliz tendencia de oscilar vez ou outra, e ela não acreditava que isso pudesse acontecer.
-Não dá mais. - ele concluiu após várias explicações confusas, após desculpas pífias e distorções de situações.
-Eu não sei porque você está fazendo isso - ela engoliu o amargo que se formava na garganta. Era tão ruim de sentir aquilo. Ela sempre esperou aquilo; mas era tão pior.
-Porque eu sou assim. Eu te avisei, lembra?
-Não precisa ser assim.
-Precisa. Não aguento mais. Eu sou o egoísta. Eu que te quero pra mim, sem aceitar que você não é um brinquedo, eu que...
-Dan.
-É melhor assim, Isabel.
-Não me chama assim...
-Não dá mais pra você ser a 'bel'. É sério. Eu me vou. Uma lástima. Mas me vou.
E assim que ele desapareceu, ela sentiu tudo esfriar, e percebeu que algumas coisas caíam ao seu redor. Mas não tinha certeza do que realmente eram; As folhas flutuando no ar, avisando a todos da chegada do Outono, ou os pedaços do seu coração trincado, que caía junto com as lágrimas que prometera nunca mais derramar.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Jogos Vazios
Todo dia,
A mesma vontade,
De quebrar esse ciclo tedioso,
De ser protagonista de seu próprio romance.
Toda noite,
A mesma covardia,
De mudar o certo pelo duvidoso,
De se arriscar por algo que não está ao seu alcance.
Enquanto isso, a gravata aperta,
A alma permanece à espera,
De uma lixívia que possa mudar tudo.
Vivendo num mundo vazio,
Participando de jogos sem sentido.
Mesmo com todo o barulho da avenida movimentada,
Mesmo com tantos rostos desconhecidos,
Mesmo com a profusão sobre si mesmo,
Mesmo com o escárnio sobre a sociedade,
Ele voltou a levantar a cabeça, e quis dar um passo atrás.
Tentou chamar seu nome,
Mas você estava longe demais,
Repousada no seu ponto de saciedade,
Fingindo não sentir saudade,
Daquele furacão vicioso que impregnou seu coração.
É verdade que o diamante cortou seu peito,
Bem mais fundo do que você acreditou alguém ser capaz,
Mas agora que a ferida cicatrizou,
E ele não consegue mais lhe balançar,
Muito menos invadir seu abrigo,
Percebe como você está vivendo um mundo vazio?
Eu estou bem, um pouco entediado,
Mas nada como ele, que toda noite sente o frio,
De não ter mais seu sorriso consigo.
A mesma vontade,
De quebrar esse ciclo tedioso,
De ser protagonista de seu próprio romance.
Toda noite,
A mesma covardia,
De mudar o certo pelo duvidoso,
De se arriscar por algo que não está ao seu alcance.
Enquanto isso, a gravata aperta,
A alma permanece à espera,
De uma lixívia que possa mudar tudo.
Vivendo num mundo vazio,
Participando de jogos sem sentido.
Mesmo com todo o barulho da avenida movimentada,
Mesmo com tantos rostos desconhecidos,
Mesmo com a profusão sobre si mesmo,
Mesmo com o escárnio sobre a sociedade,
Ele voltou a levantar a cabeça, e quis dar um passo atrás.
Tentou chamar seu nome,
Mas você estava longe demais,
Repousada no seu ponto de saciedade,
Fingindo não sentir saudade,
Daquele furacão vicioso que impregnou seu coração.
É verdade que o diamante cortou seu peito,
Bem mais fundo do que você acreditou alguém ser capaz,
Mas agora que a ferida cicatrizou,
E ele não consegue mais lhe balançar,
Muito menos invadir seu abrigo,
Percebe como você está vivendo um mundo vazio?
Eu estou bem, um pouco entediado,
Mas nada como ele, que toda noite sente o frio,
De não ter mais seu sorriso consigo.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
80 weeks (Primavera)
Essa não é uma narrativa sobre um romance. É apenas um conto sobre egoísmo, sorrisos, beijos roubados e corações machucados. Dividida em quatro atos, assim como uma translação solar é dividida em quatro estações.
Tudo se deu inicio, quando ele começou a fitá-la num bar, em plena quinta-feira à tarde, onde ambos dividiam a mesa de amigos em comum.
Ela já havia reparado há muito nos olhares dele, mas não comentou nada, apenas se concentrou em devolver tais olhares.
-Não deveria beber isso. - foi a primeira vez que ele dirigiu sua voz rouca a ela, mesmo sem saber o nome dela.
-Por que não? - ela indagou em resposta, tentando se decidir se ele era ousado ou um idiota qualquer.
-É feio.
-Por que sou mulher?
-Justamente - os dois se encararam quando ele respondeu. Ela deu de ombros e virou sua pequena dose de cachaça. Involutariamente fez uma careta quando a água ardente lhe queimou a garganta. - eu avisei. - ele acrescentou num tom casual.
A tarde passou rápido, sem que eles conversassem, mas ela continuava a sentir os olhos castanhos dele sobre ela, e aquilo realmente a incomodava.
Sem saber porquê, ela acabou cumprimentando-o quando eles se viram. E depois disso eles passaram a conversar diariamente, sobre qualquer coisa. A intimidade prosperou, sem que eles tivessem tempo de colocar limites no que surgia.
Foi como se a primavera tivesse chegado para os dois. Para ele, foi como se toda a neve e gelo acumulados em seu coração finalmente começassem a derreter perante o sorriso dela. Para ela, foi como se pela primeira vez, seu coração florescesse, se enchendo de cores e sensações que ela jamais experimentara.
-Já percebeu as peculiaridades que nós temos?
-Como assim?
-Meu nome é Daniel, e o seu; Isabel. Os dois terminam com "el" e tem 6 letras, A primeira letra do seu nome é o 'I', a nona letra do alfabeto assim como meu aniversário é no dia 9 de fevereiro, e o seu no dia 4 correspondendo a letra inicial do meu nome que é a quarta letra do alfabeto. - ele pausou sorrindo - O "I" também é a terceira vogal, e o "D" a terceira consoante, ambos somos piscianos e...
-Você tem muito tempo ocioso pra pensar essas besteiras não tem? - ela o interrompeu censurando-o.
-Se você considera seus olhos com de âmbar como besteira, sim, eu tenho...
-Eles são verdes - Isabel retrucou.
Era sempre assim. Daniel falava o tempo todo, e ela ouvia e sorria. Os dois viviam escrevendo sobre eles dois, embora não admitissem um ao outro sobre aquilo. Em poucos meses, parecia que se conheciam a anos. Só havia um porém: ela já pertencia a um outro alguém.
E o romance ia fluindo, como a primavera. Os dois aproveitavam o clima, e descobriam um no outro, coisas cada vez mais agradáveis. Ele a incentivou a não ter vergonha daquilo que escrevia e como ela escrevia, e isso o fazia sorrir como jamais sorrira. Se pegava abobalhado relendo o mesmo texto, inúmeras vezes.
Daniel via em Isabel, um vício inexplicável. Ele bem sabia que não devia flertar com ela, mas não resistia. Era como se ela tivesse sido moldada para ele. Como se o destino tivesse se atrasado em apresentá-los. Os cabelos claros dela, que contornavam seu rosto em forma de coração agraciado por dois olhos de um verde mais claro que a cor do mar, lhe faziam sorrir até as bochechas doerem. E ele a queria pra si, como nunca quisera nada antes.
-O que há de errado se você quer?
-Não é certo e pronto - ela finalizou pela enésima vez aquela conversa.
Só que ultimamente as coisas estavam fugindo do controle dela. E ele já notara isso.
Para Isabel, aquele jovem moreno de olhos castanhos e sorriso galante, era bastante atraente, mas não era isso que a fazia ficar balançada. Eram sempre as palavras. Algumas Palavras. Que a confundiam para esclarecer. Ele sempre sabia as palavras certas, que a surpreendiam, que lhe arrancavam sorrisos, e nunca se tornava repetitivo.
Segundo ela mesma, era como um livro que parecia estar sendo escrito, e que cada vez mais se aproximava de um clímax melhor e mais intenso. Só que ela não sabia o que ele sentia, e receosa como era, preferia guardar para si tudo aquilo que sentia.
-Você quer - ele afirmou num sussurro preso em seu sorriso.
Quando os olhos dos dois se encontraram, ela não sabia o que sentia. Se era amor, ou vontade. E finalmente, ela cedeu, talvez pela curiosidade, talvez pela insistência.
Já passava da vigésima semana que eles se conheciam quando ele finalmente lhe roubou os lábios, numa tarde quente demais para a primavera. E ela soube, no âmago do seu peito, que a primavera se acabara, e aquele calor que sentia só podia significar uma coisa: O Verão havia chegado.
Tudo se deu inicio, quando ele começou a fitá-la num bar, em plena quinta-feira à tarde, onde ambos dividiam a mesa de amigos em comum.
Ela já havia reparado há muito nos olhares dele, mas não comentou nada, apenas se concentrou em devolver tais olhares.
-Não deveria beber isso. - foi a primeira vez que ele dirigiu sua voz rouca a ela, mesmo sem saber o nome dela.
-Por que não? - ela indagou em resposta, tentando se decidir se ele era ousado ou um idiota qualquer.
-É feio.
-Por que sou mulher?
-Justamente - os dois se encararam quando ele respondeu. Ela deu de ombros e virou sua pequena dose de cachaça. Involutariamente fez uma careta quando a água ardente lhe queimou a garganta. - eu avisei. - ele acrescentou num tom casual.
A tarde passou rápido, sem que eles conversassem, mas ela continuava a sentir os olhos castanhos dele sobre ela, e aquilo realmente a incomodava.
Sem saber porquê, ela acabou cumprimentando-o quando eles se viram. E depois disso eles passaram a conversar diariamente, sobre qualquer coisa. A intimidade prosperou, sem que eles tivessem tempo de colocar limites no que surgia.
Foi como se a primavera tivesse chegado para os dois. Para ele, foi como se toda a neve e gelo acumulados em seu coração finalmente começassem a derreter perante o sorriso dela. Para ela, foi como se pela primeira vez, seu coração florescesse, se enchendo de cores e sensações que ela jamais experimentara.
-Já percebeu as peculiaridades que nós temos?
-Como assim?
-Meu nome é Daniel, e o seu; Isabel. Os dois terminam com "el" e tem 6 letras, A primeira letra do seu nome é o 'I', a nona letra do alfabeto assim como meu aniversário é no dia 9 de fevereiro, e o seu no dia 4 correspondendo a letra inicial do meu nome que é a quarta letra do alfabeto. - ele pausou sorrindo - O "I" também é a terceira vogal, e o "D" a terceira consoante, ambos somos piscianos e...
-Você tem muito tempo ocioso pra pensar essas besteiras não tem? - ela o interrompeu censurando-o.
-Se você considera seus olhos com de âmbar como besteira, sim, eu tenho...
-Eles são verdes - Isabel retrucou.
Era sempre assim. Daniel falava o tempo todo, e ela ouvia e sorria. Os dois viviam escrevendo sobre eles dois, embora não admitissem um ao outro sobre aquilo. Em poucos meses, parecia que se conheciam a anos. Só havia um porém: ela já pertencia a um outro alguém.
E o romance ia fluindo, como a primavera. Os dois aproveitavam o clima, e descobriam um no outro, coisas cada vez mais agradáveis. Ele a incentivou a não ter vergonha daquilo que escrevia e como ela escrevia, e isso o fazia sorrir como jamais sorrira. Se pegava abobalhado relendo o mesmo texto, inúmeras vezes.
Daniel via em Isabel, um vício inexplicável. Ele bem sabia que não devia flertar com ela, mas não resistia. Era como se ela tivesse sido moldada para ele. Como se o destino tivesse se atrasado em apresentá-los. Os cabelos claros dela, que contornavam seu rosto em forma de coração agraciado por dois olhos de um verde mais claro que a cor do mar, lhe faziam sorrir até as bochechas doerem. E ele a queria pra si, como nunca quisera nada antes.
-O que há de errado se você quer?
-Não é certo e pronto - ela finalizou pela enésima vez aquela conversa.
Só que ultimamente as coisas estavam fugindo do controle dela. E ele já notara isso.
Para Isabel, aquele jovem moreno de olhos castanhos e sorriso galante, era bastante atraente, mas não era isso que a fazia ficar balançada. Eram sempre as palavras. Algumas Palavras. Que a confundiam para esclarecer. Ele sempre sabia as palavras certas, que a surpreendiam, que lhe arrancavam sorrisos, e nunca se tornava repetitivo.
Segundo ela mesma, era como um livro que parecia estar sendo escrito, e que cada vez mais se aproximava de um clímax melhor e mais intenso. Só que ela não sabia o que ele sentia, e receosa como era, preferia guardar para si tudo aquilo que sentia.
-Você quer - ele afirmou num sussurro preso em seu sorriso.
Quando os olhos dos dois se encontraram, ela não sabia o que sentia. Se era amor, ou vontade. E finalmente, ela cedeu, talvez pela curiosidade, talvez pela insistência.
Já passava da vigésima semana que eles se conheciam quando ele finalmente lhe roubou os lábios, numa tarde quente demais para a primavera. E ela soube, no âmago do seu peito, que a primavera se acabara, e aquele calor que sentia só podia significar uma coisa: O Verão havia chegado.
domingo, 15 de maio de 2011
Dois Anos (Amor, Amor, Amor)
Estava fazendo um balanço de tudo que aconteceu na minha vida nos últimos dois anos, e por incrível que pareça só consigo pensar uma coisa: que minha vida passou a ter graça depois que te coloquei nela. Isso é exagero? Talvez fosse se meu dia não melhorasse totalmente toda vez que escuto um ‘eu te amo’.
Nos momentos mais estranhos, em que eu estou pensando a toa, eu acabo sendo levado a pensar em chocolate e calor. É que eu me lembro dos seus olhos e do seu beijo. Quando eu deito minha cabeça no travesseiro eu penso em futuro, em família, e muito mais muito amor.
Você já pensou no quanto tudo mudou em dois anos. Quem diria que dois anos à frente eu estaria tão responsável, tão menos irredutível, tão mais sorridente, tão menos egoísta, tão... Feliz. É, em dois anos muita coisa mudou. Nós tivemos tudo para dar errado, e mesmo assim continuamos a dar mais certo do que tudo que eu conheço. Simplesmente porque somos chatos demais para desistir, e acabamos conseguindo que tudo desse certo não é?
Pois é, já são dois anos de muita coisa acontecendo. E eu só tenho a te agradecer. Pelo seu amor, pelo seu carinho. Pelas brigas também. Por tudo. Porque você simplesmente me faz um bem imensurável. Faz-me querer ser uma boa pessoa, só para te fazer feliz. Faz-me acreditar que a vida é mesmo algo bom de viver.
Pensando melhor, quando eu olho para esses dois anos, só consigo ter memórias boas de tudo que a gente vivenciou. Porque você sempre esteve ao meu lado, mesmo sem querer em algumas ocasiões.
Você já pensou no que o futuro reserva para o nosso amor? Nós poderemos estar agarradinhos num cinema qualquer, sem estarmos enjoados daquelas comédias românticas que só nos fazem ter certeza que nosso amor é muito melhor que aqueles que são produzidos em hollywood. E quando sairmos para esticar as pernas pelas ruas, o sol vai brilhar em você, e em mim; seus olhos vão ficar mais achocolatados ainda, e vamos sorrir, apenas por existirmos um ao lado do outro.
Posso ver como tudo vai acontecer em cada detalhe. Eu vou te roubar um beijo, e você vai protestar, mas vai esquecer rapidamente, porque vou te mostrar uma nuvem com um formato de um avião. Vai haver sol e nuvens brancas em todos nossos dias, porque eu estarei contando minhas piadas idiotas, e você estará gargalhando delas como sempre.
Nós também vamos nos lembrar quando costumávamos a discutir por causa que eu roubei um pedaço do seu sanduíche, e sorrir bastante, pois era isso que nos divertia naquela época. Vamos poder ficar até tarde na varanda, numa noite quente bebendo vinho, nos divertindo, e bebendo. Só rindo. Isso porque nesses dois últimos anos aprendemos a apreciar a companhia um do outro mais do que qualquer coisa. E na nossa cabeça só vai ficar ecoando uma palavra: Amor, Amor, Amor.
Pode ser meio fantasioso, mas é tudo o que vem na minha mente quando olho pro seu sorriso; Que o futuro que nos aguarda é tão melhor do que o presente que temos agora; E olha que é impossível superar a felicidade que sinto agora.
Acabei de lembrar, quando eu te ver da próxima vez eu vou dizer "Eu nunca fui tão feliz quanto estou agora", e você vai sorrir e responder "É, eu nunca pensei que poderia ser tão feliz quanto eu sou quando estou com você" Tudo vai ser Amor. Carinho e chamego. Algumas brigas, e beliscões. Beijos e mordidas. Mas principalmente amor. Por toda a eternidade.
E quando os meus dias cinzas chegarem, você vai estar lá para me animar, dizer que é besteira minha e me mandar sorrir e te beijar; como fez nos últimos dois anos. Quem sabe até, você consiga finalmente extingui-los da minha vida. Não sei se você notou, mas eles são tão raros ultimamente, isso porque dois anos atrás minha vida era cinza, agora só alguns dias perdidos são assim. Tal igual eu vou estar aqui o tempo todo para te dar dengo, me apaixonar mais ainda pelo se risinho de tão apaixonado, e pelo seu bico cheio de mimo. É, do passado ao futuro vai ser só Amor, Amor,, Amor.
Infelizmente, tenho que te dizer que pode ser também, que daqui a dois anos, a gente nem se encontre mais. Pode ser que a gente nem se conheça mais. A gente pode não se dar bem. Talvez a gente só se estranhe e se perca. Mas independente do caminho que tomemos, sempre vai existir amor. Aonde você for, vai ter amor. Todo esse amor que eu carrego por você.
Hmm. Sinceramente, do jeito que sou insistente, duvido que você algum dia consiga fugir desse meu amor todo. Então esquece essa possibilidade de não existir pra mim. Pois te quero muito mais que o infinito anseia por um fim. Então que esses dois anos sejam ínfimos em comparação a eternidade que quero passar junto com você.
Lembre-se do que meu ‘eu te amo carrega’ e sorria, porque nossos dois anos transbordam de Amor, Amor, Amor.
domingo, 24 de abril de 2011
Sobrepõe
Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe.
Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos.
Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu?
Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz.
E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.
Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos.
Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu?
Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz.
E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Chocolate Das Estrelas
Bem, as estrelas, que sempre estarão no céu, podem até ser ofuscadas pelas nuvens, mas pense bem, elas sempre estão lá. Brilhando.
Acho que sou muito feliz, por esse brilho. E agora, que meu pés seguem para onde a bússola do meu coração aponta, qualquer solavanco poderia me deixar perdido, e vai ser nessas horas, que vou olhar para as estrelas; Esperando que elas me guiem.
E as estrelas sempre estão no seu olhar, brilhando para mim. Como uma noite fria de outono, em que seus suspiros me arrepiam.
Enquanto estou preso aos solavancos do ônibus, fico sorrindo lembrando de como amo seu cabelo; que do arrumado, passa ao despenteado, mantendo um cheiro tão intenso. De como só de pensar no seu sorriso, minhas bochechas já começam a doer, porque eu não consigo diminuir meu próprio sorriso. Eu amo cada partezinha, aquela cicatriz no seu nariz; e o jeito como seus pés ficam tronchos quando você está de pé, envergonhada. Como seu rabo de cavalo a faz falar como uma pirralha; como seu amor é tão puro e brilhante.
Isso sim me faz feliz.
Amo o jeito como você percebe a verdade em todas as minhas farsas, me deixando sem palavras. Em como você ainda se delicia com minha velhas-inéditas cantadas. Porque você se hipnotiza com minhas palavras, mas conhece cada falha que minha voz enuncia; Porque você confia no meu coração, e elimina qualquer disfarce que ele tente te projetar.
É isso sim, é o que me faz feliz.
Agora, só agora, eu percebo que não há mais necessidade de congelar meu coração. Não há necessidade de mantê-lo guardado, porque ele já é todo seu. Desde que numa tarde quente de outono, você me disse que ia valer a pena.
Ah, seus olhos de chocolate brilham bem mais que qualquer estrela.
Acho que sou muito feliz, por esse brilho. E agora, que meu pés seguem para onde a bússola do meu coração aponta, qualquer solavanco poderia me deixar perdido, e vai ser nessas horas, que vou olhar para as estrelas; Esperando que elas me guiem.
E as estrelas sempre estão no seu olhar, brilhando para mim. Como uma noite fria de outono, em que seus suspiros me arrepiam.
Enquanto estou preso aos solavancos do ônibus, fico sorrindo lembrando de como amo seu cabelo; que do arrumado, passa ao despenteado, mantendo um cheiro tão intenso. De como só de pensar no seu sorriso, minhas bochechas já começam a doer, porque eu não consigo diminuir meu próprio sorriso. Eu amo cada partezinha, aquela cicatriz no seu nariz; e o jeito como seus pés ficam tronchos quando você está de pé, envergonhada. Como seu rabo de cavalo a faz falar como uma pirralha; como seu amor é tão puro e brilhante.
Isso sim me faz feliz.
Amo o jeito como você percebe a verdade em todas as minhas farsas, me deixando sem palavras. Em como você ainda se delicia com minha velhas-inéditas cantadas. Porque você se hipnotiza com minhas palavras, mas conhece cada falha que minha voz enuncia; Porque você confia no meu coração, e elimina qualquer disfarce que ele tente te projetar.
É isso sim, é o que me faz feliz.
Agora, só agora, eu percebo que não há mais necessidade de congelar meu coração. Não há necessidade de mantê-lo guardado, porque ele já é todo seu. Desde que numa tarde quente de outono, você me disse que ia valer a pena.
Ah, seus olhos de chocolate brilham bem mais que qualquer estrela.
domingo, 17 de abril de 2011
Além-das-nuvens
Essa é uma mensagem para qualquer um, que tenha um coração vivo, pulsante no peito, machucado ou não, recuperado ou não. Essa é uma mensagem para quem não quer sair da cama, quer se agarrar aos cobertores e as lágrimas, tentando entender como aquele sentimento tão intenso acabou assim, em olhos marejados e gosto salgado nos lábios.
Essa é a última mensagem que escrevo, pensando em você. A última vez que permito sorrir, lembrando do seu sorriso.
Acho que já passou a hora de deixar essa lembranças para trás, deixar o vento levar para longe as promessas não cumpridas, as possibilidades esquecidas. Vou deixar que as nuvens venham, e lavem tudo. Deixar que o céu chore de tristeza por esse amor perdido. Eu bem sei o quão dificil é isso, mas existe um futuro além-das-nuvens.
Me pego olhando o céu com meus óculos escuros, tentando não exibir a janela da minha alma, não enquanto não consertar tudo que foi bagunçado pelo seu sorriso. E percebo que não estou preocupado, apenas nostálgico. Esse não é o fim; Só finalmente percebi, que não podemos continuar assim. Não do jeito que eu quis. Não do jeito que você deixou acontecer. Eu sei o quão difícil vai ser; Por isso, essa é a última mensagem que escrevo sobre nós; É a última vez que me permito fraquejar.
As nuvens já estão indo embora. A chuva está estiando. O arco-íris está surgindo. Tudo estará limpo e sereno em breve.
E eu vou me empenhar ao máximo para sorrir, pois hoje, amanhã, ou depois, o céu sempre será azul; Por trás, bem no além-das-nuvens que possam vir a eclipsá-lo, sempre será azul. É, o céu de amanhã será azul, e a luz que ele transbordará vai me guiar como um sonho. Bem no meu coração, no recinto que você cativou, guardo esse céu azul, que eternamente me guiará, como seu sorriso por muito tempo já o fez.
Essa é a última mensagem que escrevo, pensando em você. A última vez que permito sorrir, lembrando do seu sorriso.
Acho que já passou a hora de deixar essa lembranças para trás, deixar o vento levar para longe as promessas não cumpridas, as possibilidades esquecidas. Vou deixar que as nuvens venham, e lavem tudo. Deixar que o céu chore de tristeza por esse amor perdido. Eu bem sei o quão dificil é isso, mas existe um futuro além-das-nuvens.
Me pego olhando o céu com meus óculos escuros, tentando não exibir a janela da minha alma, não enquanto não consertar tudo que foi bagunçado pelo seu sorriso. E percebo que não estou preocupado, apenas nostálgico. Esse não é o fim; Só finalmente percebi, que não podemos continuar assim. Não do jeito que eu quis. Não do jeito que você deixou acontecer. Eu sei o quão difícil vai ser; Por isso, essa é a última mensagem que escrevo sobre nós; É a última vez que me permito fraquejar.
As nuvens já estão indo embora. A chuva está estiando. O arco-íris está surgindo. Tudo estará limpo e sereno em breve.
E eu vou me empenhar ao máximo para sorrir, pois hoje, amanhã, ou depois, o céu sempre será azul; Por trás, bem no além-das-nuvens que possam vir a eclipsá-lo, sempre será azul. É, o céu de amanhã será azul, e a luz que ele transbordará vai me guiar como um sonho. Bem no meu coração, no recinto que você cativou, guardo esse céu azul, que eternamente me guiará, como seu sorriso por muito tempo já o fez.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Enferrujar-se-ia
-Você é responsável pelo que cativa. – foram minhas palavras mais covardes, ao seu pé do ouvido – eu me apaixonei por você. Pelo seu jeito de sorrir, pelo seu jeito de contar uma história, e pelos trejeitos efusivos que você demonstra pra qualquer um. Mais, acima de tudo, me apaixonei pelo seu abraço, que me traz sensações oscilantes entre o que é certo e o que é errado; entre a possibilidade e o arrependimento...
-Eu... – você tentou balbuciar algo em resposta, mas foi calada pelo encontro dos nossos olhares.
-Só quero um beijo para saber o que estou perdendo. – e sem esperar por resposta, meus lábios lhe roubaram qualquer reação.
Eu sabia que ia ser assim. Desde o momento que te quis. É egoísmo demais querer ter para si uma pessoa que ama? Acho que sim, quando seu coração já não lhe pertence mais.
Provavelmente, acontecerá conosco o que acontece com todos os amores. O tempo passa, a onda quebra contra o cais, a maré vira, a maresia voa. Tudo enferruja.
-Chega... – você suspirou finalmente se livrando do beijo como um alguém que volta a respirar depois de quase se afogar. Entretanto, sua expressão não era de alivio, era de dor. Uma expressão de agonia por ter parado algo que muito provavelmente estava sendo avassalador.
-Eu...
-Não precisa dizer nada – seus olhos fugiam dos meus, assim como seu corpo recuava. Havia muita confusão naquele momento.
Esse jogo de flerte e cantadas que começamos só podia dar nisso. Sem nenhum vencedor, apenas perdedores. Eu nunca ouvi falar de ninguém que jogou com o amor e venceu; acho que essa é minha sina. Tenho de confessar que não sou tão perdedor, pois, pelo menos uma parte do meu coração continuará feliz por não deixar de pertencer a ela.
Talvez essa seja a verdadeira resposta não? Você vai perder independente da estratégia que definir. Não peço desculpas, pois não me arrependo do que fiz. Só lamento por ser um só, e não poder ser tão seu, quanto deveria ser, e o quanto você quis ser minha; por não poder ser para você, nada mais que um amor de possibilidades. Um amor, que não se transformar em algo áureo.
-Tem certeza? – falei tentando reverter palavras que não voltariam mais, que lhe arranharam e rasgaram em locais que eu nunca mais poderia reparar ou curar.
-Tenho. Está tudo bem – não sei se você lembra, mas eu conhecia (e ainda conheço) cada um dos seus sete tipos de sorrir. E aquele que você me exibiu naquele momento era sorriso falso, que não transparece nada além de uma magoa fria.
-Então tudo bem – eu lhe retribui com meu sorriso opaco, aquele que você chamou de uma tristeza cinza em outros tempos, mas que não conseguiu ou não quis reparar nessa última vez. Sabíamos, ambos, que essa despedida não terminará em reticências.
O tempo passou mais uma vez. Só que dessa vez, sem viradas na maré. Apenas a constante maresia corroendo nosso amor. E se foi. Nosso amor enferrujar-se-ia.
Ainda lamento pelo que foi, pelo que não foi e pelo que poderia ser, guardando, acima de tudo essa despedida. Um algo melhor do que as nuances de um amor oxidado; caindo aos pedaços.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 2 de março de 2011
Mundo Paralelo (Tequila)
Tenho que confessar, que às vezes nem eu gosto da minha forma de ser. Logo, sem dar explicação, desapareço, e nem eu entendo muito bem porquê. Volto a me esconder, a procura do que já achei há muito. Perto de mim, dentro da minha estrada, eu carrego as miragens, que minha imaginação cria; todas só tem um fator comum: você.
Toda vez que volto, trago uma lábia toda romantica, não para que você me perdoe, apenas para que você se apaixone mais ainda, é a minha única vontade, ter você cada vez mais, enebriada pelo meu jeito de ser.
Chega mais um entardecer, e eu decido partir mais uma vez. Só que dessa vez, eu saio com palavras gentis, e você esbanja um sorriso; demonstrando que juntando tudo, eu lhe faço muito bem, apesar de saudade constante; só de me ter por perto, você sente um recomeço.
Eu confesso, quero vcê com tequila. Para queimar a garganta, e esquecer qualquer problema ao meu redor. Quero teu sorriso como um sol, pairando no azul, brilhando vermelho, iluminando seus olhos.
Sei bem que não podemos ficar juntos; mais por causa de mim, do que por qualquer coisa. Simplesmente porque quero você agora, e depois, não o tempo todo, subindo e descendo; queimando, ardendo, me embriagando.
Posso também lhe confessar, que nunca acreditei na felicidade; porém, em alguns momentos; poucos momentos que estou com você, seu sorriso se parece com ela; mas talvez seja a pura casualidade, de um eu embriago pela sua presença. Quero você, vindo e voltando, como a maré sobe e desce, como a tontura da tequila me toma e me deixa.
Sonhei com um mundo paralelo, onde você era o sol; onde lhe dava direito a um amor comum. Mas eu acordei, e senti inveja do sonho, uma inveja besta, pois lá eu tinha você o tempo todo. Abanei a cabeça, e deixei pra lá, não é bom viver embriagado.
Chupei um limão, lhe encontrei, coloquei um pouco de sal na língua e decidi: Lhe quero por perto, mesmo não sendo toda minha. Só por perto, pois com você, sinto que recomeço a sorrir.
Toda vez que volto, trago uma lábia toda romantica, não para que você me perdoe, apenas para que você se apaixone mais ainda, é a minha única vontade, ter você cada vez mais, enebriada pelo meu jeito de ser.
Chega mais um entardecer, e eu decido partir mais uma vez. Só que dessa vez, eu saio com palavras gentis, e você esbanja um sorriso; demonstrando que juntando tudo, eu lhe faço muito bem, apesar de saudade constante; só de me ter por perto, você sente um recomeço.
Eu confesso, quero vcê com tequila. Para queimar a garganta, e esquecer qualquer problema ao meu redor. Quero teu sorriso como um sol, pairando no azul, brilhando vermelho, iluminando seus olhos.
Sei bem que não podemos ficar juntos; mais por causa de mim, do que por qualquer coisa. Simplesmente porque quero você agora, e depois, não o tempo todo, subindo e descendo; queimando, ardendo, me embriagando.
Posso também lhe confessar, que nunca acreditei na felicidade; porém, em alguns momentos; poucos momentos que estou com você, seu sorriso se parece com ela; mas talvez seja a pura casualidade, de um eu embriago pela sua presença. Quero você, vindo e voltando, como a maré sobe e desce, como a tontura da tequila me toma e me deixa.
Sonhei com um mundo paralelo, onde você era o sol; onde lhe dava direito a um amor comum. Mas eu acordei, e senti inveja do sonho, uma inveja besta, pois lá eu tinha você o tempo todo. Abanei a cabeça, e deixei pra lá, não é bom viver embriagado.
Chupei um limão, lhe encontrei, coloquei um pouco de sal na língua e decidi: Lhe quero por perto, mesmo não sendo toda minha. Só por perto, pois com você, sinto que recomeço a sorrir.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Dose Forte (Reencontro)
E teve um fim. Como nós achamos que nunca ia ter. Teve fim. Por mais que eu tenha mentido pra mim, pra você, e para nós que seria 'pra sempre', teve um fim. E eu me fui; fugi de você, de mim, de nós; do Nó.
Segui em frente. Não sei se ainda fugindo, sem olhar pra trás, ou apenas tropeçando, porque a vida simplesmente não para. E eu não parei, e me lembrei, do quanto tu me fizesse sorrir. Fiquei confuso; carreguei uma culpa no peito, não resisti, cedi a abstinencia, voltei a flertar com uma nuance do que nós já fomos um para o outro.
Foi confuso. Não vou negar. A garganta secou, os lábios sorriram, mas ao fim, só consegui dizer "obrigado", por todos os sorrisos que você me ensinou a ostentar.
E aí, tomei um chá de tempo; esperando que o reencontro, não precisasse vir. Até que, vi seu habitat, senti o peito descompassar; fiquei nervoso, olhei ao redor, mas as orbes âmbar não estavam lá;
Suspirei. Não sei se foi de alivio, ou de frustração. E percebi, que meu desejo tinha se realizado, eu não tive o temido reencontro; e no lugar recebi uma dose forte de saudade.
Segui em frente. Não sei se ainda fugindo, sem olhar pra trás, ou apenas tropeçando, porque a vida simplesmente não para. E eu não parei, e me lembrei, do quanto tu me fizesse sorrir. Fiquei confuso; carreguei uma culpa no peito, não resisti, cedi a abstinencia, voltei a flertar com uma nuance do que nós já fomos um para o outro.
Foi confuso. Não vou negar. A garganta secou, os lábios sorriram, mas ao fim, só consegui dizer "obrigado", por todos os sorrisos que você me ensinou a ostentar.
E aí, tomei um chá de tempo; esperando que o reencontro, não precisasse vir. Até que, vi seu habitat, senti o peito descompassar; fiquei nervoso, olhei ao redor, mas as orbes âmbar não estavam lá;
Suspirei. Não sei se foi de alivio, ou de frustração. E percebi, que meu desejo tinha se realizado, eu não tive o temido reencontro; e no lugar recebi uma dose forte de saudade.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Princesa Bêbada
Em algum lugar do caminho,
Eu tropecei em você,
E você foi me mostrando algo bem interessante.
Em algum lugar do seu caminho,
Você transformou inocencia em rancor,
Um pouquinho mais no futuro,
Seu rancor virou precaução.
Foi nesse ponto,
Que subi no seu trem, chamado coração,
Ofereci um pouco de uísque, e uma casinha,
Suas lágrimas se tornaram minhas,
As minhas se tornaram suas, e na dor,
Nós achamos risadas.
Com sorriso de princesa, trejeitos de bêbado,
Você foi cativando,
E pra nós dois, cativar é bem importante.
Seguindo sua vida a galopes,
A precaução virou alopração,
E com um incentivo destilado,
Mais tarde já era insanidade.
Foi ai, que apreciei sua amizade,
Você Marina Lopes,
Pode seguir seus trilhos,
Que os grilhões que cativas em seu peito,
Não lhe deixarão tão facilmente.
E se mesmo assim fizerem,
É só seguir em frente, como sempre fez.
Isso porque,
Mais que todo mundo,
Quando chega sua vez,
Você sabe aproveitar cada segundo,
Sabe sorrir, pelo que te faz bem,
E fugir do que te faz mal.
Se você está certa ou errada,
Isso cabe ao esquecimento,
Daquele que você escolher como perfeito pra você.
Daquele que vai trocar a alopração pela emoção,
Em algum lugar do caminho, a emoção virará amor,
E isso, tenho certeza que vai apagar qualquer dor.
Só tome conta daquilo que cativou,
Pois, com isso criasse laços,
E esses laços se tornam grilhões.
Porém, tome cuidado, às vezes dê um temp no tom aloprado,
Pois o essencial é invisível para os olhos,
E, assim, despedidas, acabam passando despercebidas.
Bruno M. Tôp
Eu tropecei em você,
E você foi me mostrando algo bem interessante.
Em algum lugar do seu caminho,
Você transformou inocencia em rancor,
Um pouquinho mais no futuro,
Seu rancor virou precaução.
Foi nesse ponto,
Que subi no seu trem, chamado coração,
Ofereci um pouco de uísque, e uma casinha,
Suas lágrimas se tornaram minhas,
As minhas se tornaram suas, e na dor,
Nós achamos risadas.
Com sorriso de princesa, trejeitos de bêbado,
Você foi cativando,
E pra nós dois, cativar é bem importante.
Seguindo sua vida a galopes,
A precaução virou alopração,
E com um incentivo destilado,
Mais tarde já era insanidade.
Foi ai, que apreciei sua amizade,
Você Marina Lopes,
Pode seguir seus trilhos,
Que os grilhões que cativas em seu peito,
Não lhe deixarão tão facilmente.
E se mesmo assim fizerem,
É só seguir em frente, como sempre fez.
Isso porque,
Mais que todo mundo,
Quando chega sua vez,
Você sabe aproveitar cada segundo,
Sabe sorrir, pelo que te faz bem,
E fugir do que te faz mal.
Se você está certa ou errada,
Isso cabe ao esquecimento,
Daquele que você escolher como perfeito pra você.
Daquele que vai trocar a alopração pela emoção,
Em algum lugar do caminho, a emoção virará amor,
E isso, tenho certeza que vai apagar qualquer dor.
Só tome conta daquilo que cativou,
Pois, com isso criasse laços,
E esses laços se tornam grilhões.
Porém, tome cuidado, às vezes dê um temp no tom aloprado,
Pois o essencial é invisível para os olhos,
E, assim, despedidas, acabam passando despercebidas.
Bruno M. Tôp
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Quatro Letras, Três Palavras, Duas Pessoas, Uma Definição.
Sempre estive a procura, talvez por ser inocente demais, talvez por ser carente demais; eu realmente não sei o motivo principal dessa vontade toda existir em mim; a vontade de ter um Amor, mas não um amor qualquer, um Amor com A maiúsculo, daqueles muito mais empolgante que o da novela das 8, muito mais feliz que o romance-tragédia vencedor de 11 oscar’s... Um Amor pra dizer que vivi nesse mundo sabe? Talvez essa seja uma das raízes do desejo, quando era criança li que um homem precisa fazer três coisas na vida: “Achar um amor, plantar uma árvore e escrever um livro”... É, acho que é isso mesmo; ou talvez foi só destino ter te achado, gosto das duas alternativas.
Eu pelejei muito, até te achar, e até confesso, que antes de ti, já havia encontrado um sentimento forte o bastante para eu achar que era amor, mas não foi amor de verdade; não, foi uma obsessão. Um Romance de criança, que cativou meu coração recém-destruído. E só agora, só depois de te conhecer, te ter, te perder, achar que te tinha, achar que não te tinha, e finalmente te ter de verdade, e aí sim, eu entendi o que realmente significava essa palavra de quatro letras, e tantas definições...
Seu sorriso foi algo muito peculiar, que se impregnou no lóbulo esquerdo do meu cérebro, devastando memórias mais importantes, e menos galantes. Me apaixonei por ele, e mais tarde, o tempo veio me dizer, que estava amando a portadora desse sorriso tão... Sem definição, já que o infinito não se define.
Cata-vento, Sol, Dengo, Feiticeira. Você renasceu em tantas definições diferentes aos meus olhos e lábios, que a infinidade de sensações que você trouxe a minha vida, tornou meus orbes límpidos o bastante para ver que até chegar a você, minha trajetória foi de um preto-e-branco tão entediante quanto os classificados de obituário.
Enquanto sua nuca emanava um perfume digno de luar, fui aceitando que já tinha sido vencido, derrotado, e cá estava acorrentado, ao seu jeito, cheio de camadas, que me fascinava cada vez mais, como se o tear do destino estivesse me mostrando o melhor livro que eu jamais acabaria de ler, caso fugisse como sempre fugi. Não, com você eu segui em frente, me arrisquei, e decidi que se havia um tipo de mulher para mim, esse tipo era você.
Como já te repeti tantas vezes, é impossível explicar de verdade o que é o amor, é como uma fotografia de uma fogueira, você sabe que é uma lareira acesa, mas não chega nem a 10% da sensação de ver uma de verdade; de sentir o calor, o aconchego. Bem, essa comparação, sendo tão boa, ainda assim não demonstra a verdadeira distancia das minhas belas palavras quando tento explicar o que sinto por ti, é algo imensurável.
Eu li tantos romances, criei tantos personagens; a maioria baseados em mim, tentando imaginar como seria, quando eu encontrasse um amor de verdade, e todos eles, não passam de fantasmas velados, quase sem nenhuma semelhança quando comparado ao que achei em você.
O jeito como você dança, me abraça, me toca; me enfeitiça, e me faz pensar que eu finalmente posso ser eu mesmo, que na verdade, eu posso ser o que eu quiser, porque te tenho comigo; porque conquistei algo que é meu, só meu. E como egoísta que sou, só quero você pra mim, sem mais.
Pra você, guardei toda essa vontade, e um pouco mais. Guardei a esperança, de ter em você um ponto de felicidade indefinível, e como tudo que a vida me deu, você não foi aquilo que eu esperava, foi muito mais. Muito de um mais, que nem o infinito chega a beirar nele.
Pode parecer mentira, mas eu guardei isso tudo pra ti, não sou idiota ao ponto de afirmar que sabia que seria para ti, da pra entender? Eu guardei bem, para uma pessoa especial, mas não sabia que existiria uma pessoa na minha vida que tornaria isso que guardei real. Ficou confuso né? Acho que toda vez que tento falar sobre essa palavra de quatro letras, me atrapalho todo. Foi tentando te explicar, e sempre achando que a explicação era fraca demais para o que eu sentia, acabei por perceber, que explicação nenhuma isso requer. Como Nando Reis diz em sua música “Se o coração bater forte e arder, No fogo o gelo vai queimar”; e queimou. Todo o gelo acumulado por anos de atrofia sensitiva derreteu ao resplandecer do seu sorriso. Esse mesmo sorriso, que tem uma grandeza muito maior que a dais infinitas constelações que contemplamos durante a noite; tem um brilho muito mais áureo que o da Lua, na noite mais linda e romântica; tem muito mais calor que o sol pode transmitir no dia mais quente. E sempre me pego, sem aviso, admirando-o, achando, por mais estranho que pareça, uma parte nova, que me faz te amar cada vez mais.
A cada mudança no ciclo da lua, tento de novo e de novo, percorrer todo teu corpo, para decorar cada sinal, imperfeição, cicatriz, cílio, cravo, ou qualquer outro detalhe, insignificante para os outros, que me façam poder ter certeza que guardei todo o seu ser na minha memória. Mas é impossível, pois em todos os poucos segundos tentando te fotografar com os olhos, me perco admirando um detalhe tão normal, e que pra mim é perfeito, por mais idiota que isso possa parecer. E você pergunta ‘o que é você tava olhando?’ e eu respondo ‘Você’. É tão difícil de entender, que quando o assunto é você, existe muito mais que dê pra me saciar?
O Tempo às vezes passa tão rápido, e às vezes tão devagar, que pensando na teoria física, entendi que quando o assunto é o nosso amor, o tempo deixa de ser constante, ele se torna uma variável, totalmente dependente do nosso amor, assim como todas as minhas ações. Por isso eu sei que é amor; que o que sinto, vejo, inalo, presencio, abraço, acaricio e tenho tomando todo meu ser é a definição mais exata para a palavra Amor. Assim como me sinto eriçar cada célula do meu corpo quando meus lábios beijam tua pela, quando sinto o contato teu em mim, quando deixamos de ser dois, quando nos tornamos um só; quando somos mais que Deuses, quando tornamos o amor simples, quando tiramos o ‘s’ do nós, e assim ficamos só o ‘nó’, juntos. E por mais breve que esse momento seja, é mais eterno que mil nascimento de estrelas, que um milhão de arco-íris percorrendo o céu.
Eu sempre soube que você tinha o manual de instruções pra me ter, e só agora entendo porque você o tem, é porque você nasceu para ser minha, e eu para ser seu, e nós para sermos um nó, sem mais, sem menos. Sem precisar explicar, apenas amar. Pois gelo nenhum sobrará, enquanto o sol lhe iluminar.
Só há Um jeito de dizer, o que une nós Dois, em Três palavras, que define essa palavra de Quatro letras: Eu te amo. E isso, será pra sempre.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Um Beijo Súbito
Tropeçando desajeitado,
Carregamento pensamentos complexados,
Na rua principal,
Palco da sua primeira aparição,
Do dia que seu sorriso brilhou no meio da multidão.
Um beijo súbito,
Você pôde ler minha mente.
Eu nunca desisti de alcançar aquele sonho,
Mas você me fez apagá-lo, da memória,
Até que, de repente, foi embora.
Os bons tempos se misturaram as boas lembranças,
E eu me perdi, procurando seus olhos na caixa de fotografias,
Nos versos que você cantou para mim.
O homem de coração honesto,
Simplesmente desapareceu,
A alma obstinada, foi substituída,
A convicção da alegria, foi destruída.
Você pôde ler minha mente,
E assim, sem me avisar, voltou,
Com aquele mesmo beijo súbito,
Fazendo meu peito brilhar,
Com fantasmas que já deveriam ter sido exorcizados.
Os solavancos que meu estomâgo deu,
O arrepio que meu corpo percorreu,
Era algo muito anormal.
Um beijo súbito,
E eu não me importei, porque você não se importou.
Percebi a grande verdade,
Eu não brilho, se você não brilhar,
Se você desaparecer mais uma vez,
A escuridão voltará a me apossar.
Os sonhos passados, não são nada perto do seu abraço,
Toda a vida que conheci, não pode ser chamada de vida,
Você coloriu tudo, transformando a minha história, no mais tedioso cinza.
Um beijo súbito,
E você tem todo meu eu, só pra você.
Bruno M. Tôp
Carregamento pensamentos complexados,
Na rua principal,
Palco da sua primeira aparição,
Do dia que seu sorriso brilhou no meio da multidão.
Um beijo súbito,
Você pôde ler minha mente.
Eu nunca desisti de alcançar aquele sonho,
Mas você me fez apagá-lo, da memória,
Até que, de repente, foi embora.
Os bons tempos se misturaram as boas lembranças,
E eu me perdi, procurando seus olhos na caixa de fotografias,
Nos versos que você cantou para mim.
O homem de coração honesto,
Simplesmente desapareceu,
A alma obstinada, foi substituída,
A convicção da alegria, foi destruída.
Você pôde ler minha mente,
E assim, sem me avisar, voltou,
Com aquele mesmo beijo súbito,
Fazendo meu peito brilhar,
Com fantasmas que já deveriam ter sido exorcizados.
Os solavancos que meu estomâgo deu,
O arrepio que meu corpo percorreu,
Era algo muito anormal.
Um beijo súbito,
E eu não me importei, porque você não se importou.
Percebi a grande verdade,
Eu não brilho, se você não brilhar,
Se você desaparecer mais uma vez,
A escuridão voltará a me apossar.
Os sonhos passados, não são nada perto do seu abraço,
Toda a vida que conheci, não pode ser chamada de vida,
Você coloriu tudo, transformando a minha história, no mais tedioso cinza.
Um beijo súbito,
E você tem todo meu eu, só pra você.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Fogueira
Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida.
Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno.
Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira.
Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente.
E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa.
Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar.
Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim.
Pois por definição, romance tem que ter um fim.
Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno.
Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira.
Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente.
E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa.
Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar.
Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim.
Pois por definição, romance tem que ter um fim.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Diabinha Veste Verde
Eu te conheço faz tempo,
E desde sempre, gostei do teu jeito de ser,
De sorrir, conversar,
Seu jeito de olhar o céu, encarar um estranho,
E gostar de viver;
Sei lá, sempre gostei.
A gente nunca se aproximou,
Mas sempre se deu bem,
Tinha aquela possibilidade de ir além,
Só que nunca tentamos.
E aí, do nada, eis que me apareces toda intrometida,
Querendo falar da tua vida,
Mergulhando de vez na minha;
Só podia ser mesmo uma diabinha.
Você, Eduarda Menezes,
Que nem sempre é forte o bastante,
Pra mim é verde, às vezes, muitas vezes!
Como uma fruta que ainda não é madura,
Uma diabinha que veste verde,
Pois ainda não está pronta para o mundo,
E mesmo assim vai com tudo,
Pois não quer perder nem o segundo,
A chance de aproveitar sua vida.
Como uma autentica escorpiana,
Gosta de um carinho e de um ombro amigo,
Impulsiva e emotiva, sempre insegura;
Surgisse mais na minha rotina mais incoveniente que uma conjutivite,
Folgada, contagiosa, e que não deixa em paz,
Mas eu simplesmente tomei gosto por isso; vai entender.
Meu tipo preferido de amiga,
Pra aconselhar, instruir e fazer sorrir.
Pode parecer meio artificial,
Porém, eu garanto que não é, gosto de muito de ti, assim, de graça.
Sei bem que quando o ano chegar ao final,
A gente pode nem dar manutenção nessa nova amizade,
Mas sei lá, eu gostei tanto, que senti vontade de demonstrar,
Que tou aqui sempre, pra você me aperriar.
É sério, cada vez mais, gosto um tanto assim de você,
Já que num mundo cheio de pseudo-anjos,
Nada mais confiável que uma diabinha insegura não é verdade?
Pois bem, serei seu advogado e conselheiro,
E espero que não só por agora,
Que seja uma dessas amizades pra todas as horas,
Que você simplesmente não vá embora.
Simplesmente porque me apeguei a você,
Não quero abrir mão de convencer a aloprar,
Nem de acordar contigo ligando pra me aperriar.
É sério, te quero como uma amiga,
Por muito tempo,
Como um pacto que se faz com uma diabinha,
Você será uma amiga, bem minha.
Bruno M. Tôp
E desde sempre, gostei do teu jeito de ser,
De sorrir, conversar,
Seu jeito de olhar o céu, encarar um estranho,
E gostar de viver;
Sei lá, sempre gostei.
A gente nunca se aproximou,
Mas sempre se deu bem,
Tinha aquela possibilidade de ir além,
Só que nunca tentamos.
E aí, do nada, eis que me apareces toda intrometida,
Querendo falar da tua vida,
Mergulhando de vez na minha;
Só podia ser mesmo uma diabinha.
Você, Eduarda Menezes,
Que nem sempre é forte o bastante,
Pra mim é verde, às vezes, muitas vezes!
Como uma fruta que ainda não é madura,
Uma diabinha que veste verde,
Pois ainda não está pronta para o mundo,
E mesmo assim vai com tudo,
Pois não quer perder nem o segundo,
A chance de aproveitar sua vida.
Como uma autentica escorpiana,
Gosta de um carinho e de um ombro amigo,
Impulsiva e emotiva, sempre insegura;
Surgisse mais na minha rotina mais incoveniente que uma conjutivite,
Folgada, contagiosa, e que não deixa em paz,
Mas eu simplesmente tomei gosto por isso; vai entender.
Meu tipo preferido de amiga,
Pra aconselhar, instruir e fazer sorrir.
Pode parecer meio artificial,
Porém, eu garanto que não é, gosto de muito de ti, assim, de graça.
Sei bem que quando o ano chegar ao final,
A gente pode nem dar manutenção nessa nova amizade,
Mas sei lá, eu gostei tanto, que senti vontade de demonstrar,
Que tou aqui sempre, pra você me aperriar.
É sério, cada vez mais, gosto um tanto assim de você,
Já que num mundo cheio de pseudo-anjos,
Nada mais confiável que uma diabinha insegura não é verdade?
Pois bem, serei seu advogado e conselheiro,
E espero que não só por agora,
Que seja uma dessas amizades pra todas as horas,
Que você simplesmente não vá embora.
Simplesmente porque me apeguei a você,
Não quero abrir mão de convencer a aloprar,
Nem de acordar contigo ligando pra me aperriar.
É sério, te quero como uma amiga,
Por muito tempo,
Como um pacto que se faz com uma diabinha,
Você será uma amiga, bem minha.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Gravidade
Se eu te disser que um sonho virou fato,
Que algo, antes tão abstrato,
Hoje é tão nítido e real,
Quanto o azul do céu e do mar.
Sempre quis ter um amor assim,
Para que todos pudessem invejar,
Que transbordasse de mim,
Fazendo sorrir o sol, a lua e o que pudesse amar.
E simplesmente, eu consegui isso em você,
Acho que por isso sou tão grato,
Por toda vez que te tenho nos meus braços.
Se eu pudesse fazer um desejo,
A uma andarilha estrela cadente,
Seria poder me eternizar num dos nossos beijos,
Poder gravar permanentemente,
Cada sorriso seu, que me aquece tão docemente.
E cada vez mais, eu sinto que vou me apaixonando,
De uma forma que ninguém poderia achar ser possível.
Vou te querendo mais e mais,
Anseiando pelos momentos que posso estar contigo,
Pelos únicos momentos em que meu coração tem paz;
Quando te enlaço no meu peito,
Te dando abrigo.
Eu me enfeiticei pelo seu brilho,
Se antes eu achava que eu gostava dele,
Hoje tenho certeza que não se compara ao que sinto hoje;
Muito maior do que a grandeza do infinito,
Da incerteza do que é verdade e do que é mito.
Hoje você é pra mim,
Nada mais que um sol, cheio de dengo,
Com preguiça de queimar, e assim suave,
Vem me esquentar, derreter, acalentar.
Eu te amo,
E é como se eu te amasse desde sempre.
Como se nosso amor fosse o sentido pra tudo.
Como se o que me prendesse hoje ao mundo,
Não fosse a gravidade,
E sim o amor que sinto por você.
É como se tudo que prendeu-se a minha vida no passado,
Tivesse sido cortado,
E no lugar, fui preso a um novo laço,
Bem forte, como um cabo-de-aço,
Preso ao seu sorriso, ao seu olhar,
Ao seu modo de respirar.
Que algo, antes tão abstrato,
Hoje é tão nítido e real,
Quanto o azul do céu e do mar.
Sempre quis ter um amor assim,
Para que todos pudessem invejar,
Que transbordasse de mim,
Fazendo sorrir o sol, a lua e o que pudesse amar.
E simplesmente, eu consegui isso em você,
Acho que por isso sou tão grato,
Por toda vez que te tenho nos meus braços.
Se eu pudesse fazer um desejo,
A uma andarilha estrela cadente,
Seria poder me eternizar num dos nossos beijos,
Poder gravar permanentemente,
Cada sorriso seu, que me aquece tão docemente.
E cada vez mais, eu sinto que vou me apaixonando,
De uma forma que ninguém poderia achar ser possível.
Vou te querendo mais e mais,
Anseiando pelos momentos que posso estar contigo,
Pelos únicos momentos em que meu coração tem paz;
Quando te enlaço no meu peito,
Te dando abrigo.
Eu me enfeiticei pelo seu brilho,
Se antes eu achava que eu gostava dele,
Hoje tenho certeza que não se compara ao que sinto hoje;
Muito maior do que a grandeza do infinito,
Da incerteza do que é verdade e do que é mito.
Hoje você é pra mim,
Nada mais que um sol, cheio de dengo,
Com preguiça de queimar, e assim suave,
Vem me esquentar, derreter, acalentar.
Eu te amo,
E é como se eu te amasse desde sempre.
Como se nosso amor fosse o sentido pra tudo.
Como se o que me prendesse hoje ao mundo,
Não fosse a gravidade,
E sim o amor que sinto por você.
É como se tudo que prendeu-se a minha vida no passado,
Tivesse sido cortado,
E no lugar, fui preso a um novo laço,
Bem forte, como um cabo-de-aço,
Preso ao seu sorriso, ao seu olhar,
Ao seu modo de respirar.
Você não percebeu ainda,
Mas assim como o sol tem seu sistema solar,
Girando ao seu redor,
Meu andar, respirar, pensar e pestanejar,
É atraído por toda sua completude;
Você meu sol, me atraiu,
Como se fosse a minha Gravidade.
Quero que nosso tempo,
Seja bem maior que o tempo,
Assim como nosso amor,
É maior que o próprio amor.
Eu te amo,
E obrigado por me fazer tão bem,
Que me fez sonhar bem além.
Bruno M. Tôp
Seja bem maior que o tempo,
Assim como nosso amor,
É maior que o próprio amor.
Eu te amo,
E obrigado por me fazer tão bem,
Que me fez sonhar bem além.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Brinquedo Novo
Simplesmente não fazia muito sentido. Nunca fez nenhum, na verdade; sempre foi assim mesmo. Não era amor, nem saudade; era uma vontade guardada, ou algo por aí.
Era como um brinquedo novo, que estava escondido no guarda-roupas do seu pai. Ela abriu o embrulho, mesmo sem saber se era dela; brincou, e antes que o pai chegasse colocou no lugar; não podia se apegar ao brinquedo, não sabia se era seu, não deixaria seu coração se machucar levianamente.
Foi o sonho que ela teve, dois meses e meio depois que eles pusseram um fim naquele hiatus aberto, chamado de amor-amizade.
Manteve os olhos fechados, não queria se distanciar do sonho; era de quando ainda era criança, e os únicos problemas do seu coração eram brinquedos novos. Tinha sido fisgada dos sonhos pelo som de uma sms nova no celular, mas não queria olhar, preferia tentar voltar para o sonho.
Desistiu quando sentiu uma saudade apertar. A saudade cheirava a alecrim. Sentiu água na boca, uma vontade de sorvete de acerola; a memória voou, para a última vez em que ela se deixou ser dele.
Ele insistente apareceu na casa dela, a pleno meio-dia de terça-feira, só para trocar os presentes que haviam prometido um pro outro, ela estava fugindo há tempos desse encontro a sós; ele anseando. Não podia tê-lo só para si, então preferia não tê-lo, preferia só estar perto dele. Só que ele não queria isso, no final, fraquejou à vontade dele, e pronto; prometeram que nunca mais repetiririam isso até que ele pudesse ser dela.
Olhou a sms, e sentiu o peito apertar, nó na garganta. Tudo porque ele tinha sido egoísta para não querer seguir adiante sem que eles pudessem se ter. Ele prometeu, é verdade, que não tentaria mais, e para cumprir a promessa, estava fugindo dela. Já fazia dois meses que fugia, e fugia. Egoísta e covarde. Re-leu a sms e deixou os lábios se contraírem. Esse jeito poetico sempre a fazia sorrir um pouco.
'Queria conversar contigo, nada de mais, sobre tudo, sobre nada, uma conversa de botas batidas sabe?'
Ela queria vê-lo, queria mesmo, não aceitava bem a história dele ter fugido.
Levantou e decidiu não se importar mais; deixar que o acaso guiasse o coração, como tinha que ser. Respondeu apenas o seguinte.
'To com saudade de você, dos palpites e sorrisos'; e deixou que ele voltasse para jogar sua vida num liquidificador novamente; lá no fundo ela gostava; seu coração era louco, bem sabia, e não iria ser ela que iria impedi-lo de se divertir.
Bruno M. Tôp
Era como um brinquedo novo, que estava escondido no guarda-roupas do seu pai. Ela abriu o embrulho, mesmo sem saber se era dela; brincou, e antes que o pai chegasse colocou no lugar; não podia se apegar ao brinquedo, não sabia se era seu, não deixaria seu coração se machucar levianamente.
Foi o sonho que ela teve, dois meses e meio depois que eles pusseram um fim naquele hiatus aberto, chamado de amor-amizade.
Manteve os olhos fechados, não queria se distanciar do sonho; era de quando ainda era criança, e os únicos problemas do seu coração eram brinquedos novos. Tinha sido fisgada dos sonhos pelo som de uma sms nova no celular, mas não queria olhar, preferia tentar voltar para o sonho.
Desistiu quando sentiu uma saudade apertar. A saudade cheirava a alecrim. Sentiu água na boca, uma vontade de sorvete de acerola; a memória voou, para a última vez em que ela se deixou ser dele.
Ele insistente apareceu na casa dela, a pleno meio-dia de terça-feira, só para trocar os presentes que haviam prometido um pro outro, ela estava fugindo há tempos desse encontro a sós; ele anseando. Não podia tê-lo só para si, então preferia não tê-lo, preferia só estar perto dele. Só que ele não queria isso, no final, fraquejou à vontade dele, e pronto; prometeram que nunca mais repetiririam isso até que ele pudesse ser dela.
Olhou a sms, e sentiu o peito apertar, nó na garganta. Tudo porque ele tinha sido egoísta para não querer seguir adiante sem que eles pudessem se ter. Ele prometeu, é verdade, que não tentaria mais, e para cumprir a promessa, estava fugindo dela. Já fazia dois meses que fugia, e fugia. Egoísta e covarde. Re-leu a sms e deixou os lábios se contraírem. Esse jeito poetico sempre a fazia sorrir um pouco.
'Queria conversar contigo, nada de mais, sobre tudo, sobre nada, uma conversa de botas batidas sabe?'
Ela queria vê-lo, queria mesmo, não aceitava bem a história dele ter fugido.
Levantou e decidiu não se importar mais; deixar que o acaso guiasse o coração, como tinha que ser. Respondeu apenas o seguinte.
'To com saudade de você, dos palpites e sorrisos'; e deixou que ele voltasse para jogar sua vida num liquidificador novamente; lá no fundo ela gostava; seu coração era louco, bem sabia, e não iria ser ela que iria impedi-lo de se divertir.
Bruno M. Tôp
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O que um ‘Eu te amo’ carrega.
Já percebeu como a gente se dá tão bem? Do nada bate uma vontade de estar contigo, te abraçar, dar beijo, como a gente não pode se ver o tempo todo; a solução é te ligar só pra dizer ‘eu te amo’, mandar uma sms cheia de declarações. Pode ser em qualquer dia, ou qualquer hora; na verdade, a grande graça dessas atitudes é não ter hora marcada não é mesmo? E o mais engraçado é que nós dois fazemos isso, sempre que sentimos vontade.
Às vezes eu tenho medo que seja muito piegas de minha parte, ficar dizendo ‘eu te amo’, tantas vezes, mas é que essa frase carrega tantas coisas que eu quero falar, mas que não consigo expressar. É complicado demais, por isso repito-a tanto, para que você nunca duvide disso. Deixa eu tentar explicar, uma pequena parte do que meus inúmeros ‘eu te amo’ significam:
Você me é assim um tanto especial; digna de receber tantos apelidos carinhosos quanto minha imaginação de poeta pode concretiza, por mais abstrato que amor seja, para mim ele é completamente concreto nos laços que atamos juntos.
Mesmo sendo tão diferente, é como se simplesmente fossemos feito um para o outro. A nossa vontade de ficar juntos foi tão grande, apesar de tantas adversidades (impostas por nós ou não) que se tornou Amor; um daqueles que até O Tempo sentiu inveja. Eu não o culpo; de todas as pessoas, divindades e tudo o mais que observam nossa sincronia, quem não sente inveja da gente? O nosso amor é assim tão puro e belo, perfeito até nos defeitos e desentendimentos. Você me faz um bem enorme, que o tempo que passamos juntos, é ínfimo, tão pouco, quase nada comparado a minha vontade de você. Agora parando pra pensar, acho O Tempo percebeu isso, e como não podia roubar de nós a intensidade de nosso amor, decidiu tomar de nós o tempo que tínhamos para ficar juntos, a sós, aproveitando a companhia um do outro; só que ele falhou em ir veloz, pois a saudade só fez aumentar a necessidade que eu tenho por você, a dependência que meu corpo sente pelo teu abraço.
Desde que me levanto pela manhã, sinto um comichão gostoso surgir pela minha face, eu dou um sorriso e lembro do sonho bom que tive com você; daí em diante já fico aguardando o dia que vem, pra poder te ver, e tentar fazer o tempo esperar, como esperei, numa eternidade (mesmo que sejam os dois segundos que fiquei esperando você voltar do toalete). Quanto mais eu paro pra pensar, mais penso em você; e quanto mais lembro; mais lento o tempo decide passar para mim, tanto que ele parece estagnar, de uma forma que só um Tempo invejoso sabe fazer! E quando finalmente tenho você, já nem sei que dia é hoje, nem sei se passaram semanas, anos, minutos ou meses desde que comecei a encarar o seu olhar; é como se esse olhar me levasse até uma dimensão a parte, onde o tempo não tem vez, e que cada vez mais, brilha intensamente, toda vez que ficamos a nos encarar.
Se eu olho para trás (para o tempo em que estamos juntos) fico muito confuso; às vezes acho que já passou tanto tempo, pela intimidade e intensidade que a gente construiu, e ao mesmo tempo, acho que não passou quase nada, que nosso futuro precisará de muito mais que milênios para se concretizar. E o tempo vai passando assim devagar, do jeito que eu sempre quis; nosso amor é daqueles tão raros e místicos, capaz de alterar o espaço-e-tempo contínuo; não só para mim, para nós dois.
Eu sempre desejei poder domar O Tempo, e agora percebi que nunca pude fazê-lo; só quem tem essa habilidade é o Amor, e ele o faz, forçando o tempo a passar devagar quando estou contigo, e ao mesmo tempo tão rápido! Na verdade, os parâmetros que conhecemos para o tempo, simplesmente não funcionam. Você entende o que quero dizer? (na verdade nem eu entendo muito, só sei que faz muito mais sentido quando paro de pensar com a cabeça e passo a pensar com o coração).
Se um dia eu conseguir lhe mostrar o tempo que vivenciei antes de ti, talvez você entenda o porquê de eu não querer sentar para discutir, de eu ser assim meio retraído, simplesmente por saber que o tempo vai passar rápido para mim! Nem adianta fazer birra, embora aquele biquinho seja extremamente lindo, você tem que me entender quando peço um tempo para você me ouvir (ou apenas para eu me ouvir).
É meio difícil de aceitar eu sei, mas é a única solução para mim; que congelei, fugindo do amor; até lhe conhecer estava tendo êxito, mas por me auto congratular, acabei caindo nessa armadilha, e não sabia como me portar, quando o amor veio me chamar (acho que esse foi o grande x do problema de termos demorado tanto a dar certo); quando você me descongelou, roubando da raposa a escolha de amar, acabou por me deixar nessa dúvida tremenda: será que o tempo vai ter tempo para amar? Ou será que no fim, eu terei que ficar só, como fiquei tão bem quando me congelei? E então, se todas as cicatrizes voltarem a latejar, para onde vou poder fugir? Bem você, sem perceber me deu essa resposta! Se tudo o mais falhar, poderei me esconder no único abrigo que confiaram a mim; o seu coração, único ponto onde me sinto confortável o suficiente para não temer o futuro; pois quando meus olhos estão refletidos nos teus, sei que o tempo vai esperar, até a eternidade do nosso amor se perpetuar.
Agora você consegue entender quanta coisa o meu ‘eu te amo’ carrega? Eu te amo.
Bruno M. Tôp
Às vezes eu tenho medo que seja muito piegas de minha parte, ficar dizendo ‘eu te amo’, tantas vezes, mas é que essa frase carrega tantas coisas que eu quero falar, mas que não consigo expressar. É complicado demais, por isso repito-a tanto, para que você nunca duvide disso. Deixa eu tentar explicar, uma pequena parte do que meus inúmeros ‘eu te amo’ significam:
Você me é assim um tanto especial; digna de receber tantos apelidos carinhosos quanto minha imaginação de poeta pode concretiza, por mais abstrato que amor seja, para mim ele é completamente concreto nos laços que atamos juntos.
Mesmo sendo tão diferente, é como se simplesmente fossemos feito um para o outro. A nossa vontade de ficar juntos foi tão grande, apesar de tantas adversidades (impostas por nós ou não) que se tornou Amor; um daqueles que até O Tempo sentiu inveja. Eu não o culpo; de todas as pessoas, divindades e tudo o mais que observam nossa sincronia, quem não sente inveja da gente? O nosso amor é assim tão puro e belo, perfeito até nos defeitos e desentendimentos. Você me faz um bem enorme, que o tempo que passamos juntos, é ínfimo, tão pouco, quase nada comparado a minha vontade de você. Agora parando pra pensar, acho O Tempo percebeu isso, e como não podia roubar de nós a intensidade de nosso amor, decidiu tomar de nós o tempo que tínhamos para ficar juntos, a sós, aproveitando a companhia um do outro; só que ele falhou em ir veloz, pois a saudade só fez aumentar a necessidade que eu tenho por você, a dependência que meu corpo sente pelo teu abraço.
Desde que me levanto pela manhã, sinto um comichão gostoso surgir pela minha face, eu dou um sorriso e lembro do sonho bom que tive com você; daí em diante já fico aguardando o dia que vem, pra poder te ver, e tentar fazer o tempo esperar, como esperei, numa eternidade (mesmo que sejam os dois segundos que fiquei esperando você voltar do toalete). Quanto mais eu paro pra pensar, mais penso em você; e quanto mais lembro; mais lento o tempo decide passar para mim, tanto que ele parece estagnar, de uma forma que só um Tempo invejoso sabe fazer! E quando finalmente tenho você, já nem sei que dia é hoje, nem sei se passaram semanas, anos, minutos ou meses desde que comecei a encarar o seu olhar; é como se esse olhar me levasse até uma dimensão a parte, onde o tempo não tem vez, e que cada vez mais, brilha intensamente, toda vez que ficamos a nos encarar.
Se eu olho para trás (para o tempo em que estamos juntos) fico muito confuso; às vezes acho que já passou tanto tempo, pela intimidade e intensidade que a gente construiu, e ao mesmo tempo, acho que não passou quase nada, que nosso futuro precisará de muito mais que milênios para se concretizar. E o tempo vai passando assim devagar, do jeito que eu sempre quis; nosso amor é daqueles tão raros e místicos, capaz de alterar o espaço-e-tempo contínuo; não só para mim, para nós dois.
Eu sempre desejei poder domar O Tempo, e agora percebi que nunca pude fazê-lo; só quem tem essa habilidade é o Amor, e ele o faz, forçando o tempo a passar devagar quando estou contigo, e ao mesmo tempo tão rápido! Na verdade, os parâmetros que conhecemos para o tempo, simplesmente não funcionam. Você entende o que quero dizer? (na verdade nem eu entendo muito, só sei que faz muito mais sentido quando paro de pensar com a cabeça e passo a pensar com o coração).
Se um dia eu conseguir lhe mostrar o tempo que vivenciei antes de ti, talvez você entenda o porquê de eu não querer sentar para discutir, de eu ser assim meio retraído, simplesmente por saber que o tempo vai passar rápido para mim! Nem adianta fazer birra, embora aquele biquinho seja extremamente lindo, você tem que me entender quando peço um tempo para você me ouvir (ou apenas para eu me ouvir).
É meio difícil de aceitar eu sei, mas é a única solução para mim; que congelei, fugindo do amor; até lhe conhecer estava tendo êxito, mas por me auto congratular, acabei caindo nessa armadilha, e não sabia como me portar, quando o amor veio me chamar (acho que esse foi o grande x do problema de termos demorado tanto a dar certo); quando você me descongelou, roubando da raposa a escolha de amar, acabou por me deixar nessa dúvida tremenda: será que o tempo vai ter tempo para amar? Ou será que no fim, eu terei que ficar só, como fiquei tão bem quando me congelei? E então, se todas as cicatrizes voltarem a latejar, para onde vou poder fugir? Bem você, sem perceber me deu essa resposta! Se tudo o mais falhar, poderei me esconder no único abrigo que confiaram a mim; o seu coração, único ponto onde me sinto confortável o suficiente para não temer o futuro; pois quando meus olhos estão refletidos nos teus, sei que o tempo vai esperar, até a eternidade do nosso amor se perpetuar.
Agora você consegue entender quanta coisa o meu ‘eu te amo’ carrega? Eu te amo.
Bruno M. Tôp
domingo, 3 de outubro de 2010
palavras não-ditas
Eu decidi publicar isso aqui mesmo, pra vê se eu perco logo essa vergonha/ mania de não declarar abertamente o que realmente sinto, pra vê se de fato eu consigo acabar essas palavras não-ditas.
Nem sei por onde começar, porque é tanta coisa, e ao mesmo tempo é bem simples: eu te amo, desde sempre e pra sempre. É algo muito abrangente e muito simplório né? Então vou entrar em detalhes. Sabemos que relacionamentos entre irmãos são muito complicados, e que é assim mesmo, implicância predominando, poucas palavras de carinho, bem nós não íamos ser diferentes dessa regra, só que cada vez mais eu percebo que essa regra é uma tremenda idiotice! Sabe me bateu um medo tão grande que talvez, por futilidade minha eu não iria conseguir dizer tudo que quero, e há muito tempo quis dizer a ti; não eu decidi mudar as coisas, tirar esse peso do peito sabe?
Todo mundo tem um herói na vida, você é o meu; mais que isso: meu objetivo, meu rival, meu alvo, meu amigo, meu ponto de apoio, meu baricentro, sem perceber, desde pequeno eu me foquei em você. Thiago era como se fosse o outro baricentro, se é que isso faz sentido; e se houve uma coisa que nossos pais fixaram na nossa cabeça foi ‘cuide de seu irmão, família é o que há de mais importante’; eles não podiam imaginar as conseqüências que isso ia ter nas nossas cabeças após aquilo que aconteceu. Não foi culpa de ninguém, foi uma fatalidade; só que mesmo assim, todos nos culpamos, um vazio se instaurou, tomou conta, e as palavras que normalmente não eram ditas, foram extintas.
Eu tentei de todas as formas, dominar-me para dizer isso, que não era sua culpa, que você nos protegeu muito mais do que um super-herói faria, mas nunca consegui. Fui infantil demais, egoísta demais, tímido demais. E eu fui te perdendo, a gente foi se afastando, você continuou a me proteger, silenciosamente, e eu continuei a aceitar isso, silenciosamente; as palavras se perderam entre nós dois.
Hoje bateu uma saudade enorme, de te ter por perto, saber que tu estás aqui era suficiente pra eu ficar bem sabe? Em paz. Eu não sei explicar, só sei que me sentia muito bem indo no teu quarto fedorento te dar um cascudo, ou te fazer dizer ‘saii porra!’; sei lá, deve ser coisa de irmãos!
Tudo que eu fiz, e que faço, é pensando em ti sabia? Tudo é derivado de uma comparação que faço contigo, com teu passado, com teu futuro, com o que tu vai pensar, como tu vai agir; e acho que é por isso que tenho andado tão perdido ultimamente. É que tu nunca me julgasse de verdade, tu nunca falou nada sabe? Então eu segui em frente, sempre; pois quem cala consente, tu sempre estivesse aí me olhando, guardando, e eu fui vivendo, pra te orgulhar. O que mais quero na vida, é ter um filho e torná-lo teu afilhado, pra que ele te admire tanto quanto te admiro, para que ele tenha alguém tão bom pra se espelhar, pra se projetar! Painho e mainha são pessoas excepcionais, não tenho duvidas disso, mas se existe alguém que admiro cegamente, é você, talvez pelo que a vida nos proporcionou, talvez pela nossa incompatibilidade conversacional; não sei se tu percebeu, mas somos tão parecidos em gostos e tudo o mais, e mesmo assim, somos tão distantes. Não quero que isso mude não! Simplesmente seria estranho que tu chegasse para mim para dizer cada detalhe da tua vida, HSUIHSUIHUS, ia ser até assustador. Mas eu queria voltar aquela época dos meus 14 anos quando ia dormir no teu quarto e contava um pouco da minha vida, e perguntava da tua sabe? Ter mais que ações expressadas. Em algum ponto da nossa vida, a gente esqueceu que as palavras também demonstram sentimentos, não são só ações, acho que por isso que estou escrevendo esse texto.
Quero te dizer, que tudo passa, menos o nosso laço. Um dia, provavelmente, painho e mainha terão ido, e só restará nós dois; poderemos ter nossas próprias famílias, só que ainda assim, meu baricentro será você; muito provavelmente eu vou ter esse mesmo laço com meus filhos, e quero educá-los do jeito que fomos educados por nossos pais, para que meus filhos amem os irmãos no mínimo a metade do que te amo.
Se existe alguém que me conhece, sem eu nunca ter me explicado é você, eu pelo menos acredito nisso. Cada mentira, cada detalhe, cada disfarce, tu conhece e reconhece.
Obrigado por existir, obrigado por me proteger. Desculpa por esse tempo todo que me escondi, é só que, as palavras queriam sair, e eu tinha medo da tua reação após ouvi-las. Eu tentei, por duas vezes falar isso pra tu esse ano, no aeroporto, e no dia do teu aniversário, e falhei miseravelmente em ambas né? Só que a partir de agora, espero que seja diferente, vou moldar as palavras não-ditas em sorrisos, que virão a existir após eu expressá-las.
Não precisa voltar agora não, eu agüento de saudade, o destino é teu, a vida é tua; só não esquece disso, independente do que for, seja de boa ou de má índole, eu vou te de ajudar e apoiar, sempre, posso até fazer de má vontade, mais nunca vou te negar nada, de verdade, por isso, conta comigo pra tudo, pois eu preciso de apoiar, como teu irmão mais novo, como Thiago faria junto comigo. Hoje eu vivo por nós dois, por nós três, para sempre. Esquece disso não ta? Te amo, meu herói, grande irmão. Fica com Deus, e continue sendo essa pessoa maravilhosa, que um dia, eu chegarei aos pés.
P.S.: na minha cabeça o texto tinha ficado bem melhor, olhando no papel, ficou meio piegas, mas foi o que saiu ao mesmo tempo que desciam umas lágrimas e o nó apertava na garganta!
P.S.2: APROVEITA AS NEGAS AI DA EUROPA! Hehe, tinha que dizer isso.
Bruno M. Tôp
Nem sei por onde começar, porque é tanta coisa, e ao mesmo tempo é bem simples: eu te amo, desde sempre e pra sempre. É algo muito abrangente e muito simplório né? Então vou entrar em detalhes. Sabemos que relacionamentos entre irmãos são muito complicados, e que é assim mesmo, implicância predominando, poucas palavras de carinho, bem nós não íamos ser diferentes dessa regra, só que cada vez mais eu percebo que essa regra é uma tremenda idiotice! Sabe me bateu um medo tão grande que talvez, por futilidade minha eu não iria conseguir dizer tudo que quero, e há muito tempo quis dizer a ti; não eu decidi mudar as coisas, tirar esse peso do peito sabe?
Todo mundo tem um herói na vida, você é o meu; mais que isso: meu objetivo, meu rival, meu alvo, meu amigo, meu ponto de apoio, meu baricentro, sem perceber, desde pequeno eu me foquei em você. Thiago era como se fosse o outro baricentro, se é que isso faz sentido; e se houve uma coisa que nossos pais fixaram na nossa cabeça foi ‘cuide de seu irmão, família é o que há de mais importante’; eles não podiam imaginar as conseqüências que isso ia ter nas nossas cabeças após aquilo que aconteceu. Não foi culpa de ninguém, foi uma fatalidade; só que mesmo assim, todos nos culpamos, um vazio se instaurou, tomou conta, e as palavras que normalmente não eram ditas, foram extintas.
Eu tentei de todas as formas, dominar-me para dizer isso, que não era sua culpa, que você nos protegeu muito mais do que um super-herói faria, mas nunca consegui. Fui infantil demais, egoísta demais, tímido demais. E eu fui te perdendo, a gente foi se afastando, você continuou a me proteger, silenciosamente, e eu continuei a aceitar isso, silenciosamente; as palavras se perderam entre nós dois.
Hoje bateu uma saudade enorme, de te ter por perto, saber que tu estás aqui era suficiente pra eu ficar bem sabe? Em paz. Eu não sei explicar, só sei que me sentia muito bem indo no teu quarto fedorento te dar um cascudo, ou te fazer dizer ‘saii porra!’; sei lá, deve ser coisa de irmãos!
Tudo que eu fiz, e que faço, é pensando em ti sabia? Tudo é derivado de uma comparação que faço contigo, com teu passado, com teu futuro, com o que tu vai pensar, como tu vai agir; e acho que é por isso que tenho andado tão perdido ultimamente. É que tu nunca me julgasse de verdade, tu nunca falou nada sabe? Então eu segui em frente, sempre; pois quem cala consente, tu sempre estivesse aí me olhando, guardando, e eu fui vivendo, pra te orgulhar. O que mais quero na vida, é ter um filho e torná-lo teu afilhado, pra que ele te admire tanto quanto te admiro, para que ele tenha alguém tão bom pra se espelhar, pra se projetar! Painho e mainha são pessoas excepcionais, não tenho duvidas disso, mas se existe alguém que admiro cegamente, é você, talvez pelo que a vida nos proporcionou, talvez pela nossa incompatibilidade conversacional; não sei se tu percebeu, mas somos tão parecidos em gostos e tudo o mais, e mesmo assim, somos tão distantes. Não quero que isso mude não! Simplesmente seria estranho que tu chegasse para mim para dizer cada detalhe da tua vida, HSUIHSUIHUS, ia ser até assustador. Mas eu queria voltar aquela época dos meus 14 anos quando ia dormir no teu quarto e contava um pouco da minha vida, e perguntava da tua sabe? Ter mais que ações expressadas. Em algum ponto da nossa vida, a gente esqueceu que as palavras também demonstram sentimentos, não são só ações, acho que por isso que estou escrevendo esse texto.
Quero te dizer, que tudo passa, menos o nosso laço. Um dia, provavelmente, painho e mainha terão ido, e só restará nós dois; poderemos ter nossas próprias famílias, só que ainda assim, meu baricentro será você; muito provavelmente eu vou ter esse mesmo laço com meus filhos, e quero educá-los do jeito que fomos educados por nossos pais, para que meus filhos amem os irmãos no mínimo a metade do que te amo.
Se existe alguém que me conhece, sem eu nunca ter me explicado é você, eu pelo menos acredito nisso. Cada mentira, cada detalhe, cada disfarce, tu conhece e reconhece.
Obrigado por existir, obrigado por me proteger. Desculpa por esse tempo todo que me escondi, é só que, as palavras queriam sair, e eu tinha medo da tua reação após ouvi-las. Eu tentei, por duas vezes falar isso pra tu esse ano, no aeroporto, e no dia do teu aniversário, e falhei miseravelmente em ambas né? Só que a partir de agora, espero que seja diferente, vou moldar as palavras não-ditas em sorrisos, que virão a existir após eu expressá-las.
Não precisa voltar agora não, eu agüento de saudade, o destino é teu, a vida é tua; só não esquece disso, independente do que for, seja de boa ou de má índole, eu vou te de ajudar e apoiar, sempre, posso até fazer de má vontade, mais nunca vou te negar nada, de verdade, por isso, conta comigo pra tudo, pois eu preciso de apoiar, como teu irmão mais novo, como Thiago faria junto comigo. Hoje eu vivo por nós dois, por nós três, para sempre. Esquece disso não ta? Te amo, meu herói, grande irmão. Fica com Deus, e continue sendo essa pessoa maravilhosa, que um dia, eu chegarei aos pés.
P.S.: na minha cabeça o texto tinha ficado bem melhor, olhando no papel, ficou meio piegas, mas foi o que saiu ao mesmo tempo que desciam umas lágrimas e o nó apertava na garganta!
P.S.2: APROVEITA AS NEGAS AI DA EUROPA! Hehe, tinha que dizer isso.
Bruno M. Tôp
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Maria Crítica, Minha Cítrica
Toda recalcada
Detém uma língua bastante afiada;
Aprendeu a repelir qualquer aproximação,
Temendo a soma de mais um arranhão,
Numa alma cansada de ter a confiança machucada.
Se me recordo bem,
Na nossa primeira conversa,
O que prevaleceu foram opiniões diversas,
E ao final de farpas e olhares de nojo,
Restou um rancor consistente.
Sem sabermos, éramos (a ainda somos),
Opostos de signo e ascendentes,
Dos signos mais desconfiados, carentes e apaixonados:
Eu, câncer, não cedia minha concha,
Ela, capricórnio, apontava seu corno como uma lança,
Cada qual se protegia como podia,
E por isso acabamos batendo de frente,
Olhando para outro amarguradamente.
Já que tínhamos algo em comum,
Que não iríamos abrir mão de jeito nenhum,
O tempo foi o melhor remédio para mostrar,
Que nossa discordância,
Na verdade podia era uma grande semelhança.
Seu ascendente era meu signo, e vice-versa,
Talvez por isso, que a cada nova conversa,
Começávamos a nos dar tão bem.
Isso porque Maria Resende,
Tinha aquele seu tom crítico,
Que somado ao seu sorriso cítrico,
Azedo para quem não aprecia,
Refrescante para quem compreende,
Cada vez mais se tornou necessária no meu dia-a-dia.
Foi assim que cada vez mais,
Fui sendo cativado a entender o jeito ela sorria,
Um sorriso digno do nome Maria;
Daqueles tímidos e aprochegados;
Sem perceber, nós, que antes víamos no outro o oposto,
Descobrimos ter quase o mesmo gosto.
E eu que sempre quis ter uma Maria,
Pra chamar de ‘Minha Maria’,
Hoje tenho uma amiga,
Muito melhor que todas e qualquer outra Maria famosa.
A minha é de toda amorosa,
Uma amiga meio receosa, cítrica do seu jeito de ser,
Da formar como aprendi a amar e proteger;
Dona de um coração deveras raro de encontrar,
E mais ainda de não se apaixonar,
É uma amiga grande amiga pra todas as horas,
Uma das únicas que nunca vou deixar ir embora.
Bruno M. Tôp
Detém uma língua bastante afiada;
Aprendeu a repelir qualquer aproximação,
Temendo a soma de mais um arranhão,
Numa alma cansada de ter a confiança machucada.
Se me recordo bem,
Na nossa primeira conversa,
O que prevaleceu foram opiniões diversas,
E ao final de farpas e olhares de nojo,
Restou um rancor consistente.
Sem sabermos, éramos (a ainda somos),
Opostos de signo e ascendentes,
Dos signos mais desconfiados, carentes e apaixonados:
Eu, câncer, não cedia minha concha,
Ela, capricórnio, apontava seu corno como uma lança,
Cada qual se protegia como podia,
E por isso acabamos batendo de frente,
Olhando para outro amarguradamente.
Já que tínhamos algo em comum,
Que não iríamos abrir mão de jeito nenhum,
O tempo foi o melhor remédio para mostrar,
Que nossa discordância,
Na verdade podia era uma grande semelhança.
Seu ascendente era meu signo, e vice-versa,
Talvez por isso, que a cada nova conversa,
Começávamos a nos dar tão bem.
Isso porque Maria Resende,
Tinha aquele seu tom crítico,
Que somado ao seu sorriso cítrico,
Azedo para quem não aprecia,
Refrescante para quem compreende,
Cada vez mais se tornou necessária no meu dia-a-dia.
Foi assim que cada vez mais,
Fui sendo cativado a entender o jeito ela sorria,
Um sorriso digno do nome Maria;
Daqueles tímidos e aprochegados;
Sem perceber, nós, que antes víamos no outro o oposto,
Descobrimos ter quase o mesmo gosto.
E eu que sempre quis ter uma Maria,
Pra chamar de ‘Minha Maria’,
Hoje tenho uma amiga,
Muito melhor que todas e qualquer outra Maria famosa.
A minha é de toda amorosa,
Uma amiga meio receosa, cítrica do seu jeito de ser,
Da formar como aprendi a amar e proteger;
Dona de um coração deveras raro de encontrar,
E mais ainda de não se apaixonar,
É uma amiga grande amiga pra todas as horas,
Uma das únicas que nunca vou deixar ir embora.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Teto
A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos.
Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem.
É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis.
O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim.
Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.
Bruno M. Tôp
Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem.
É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis.
O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim.
Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Guardado na Gaveta
E um dia, eu simplesmente acordei livre.
Os grilhões que me prendiam a você sumiram. A abstinência finalmente passou; a necessidade, vontade, anseio e desejo; simplesmente se esvairam.
Enquanto bocejava, sentia uma nostalgia estranha; era como se um peso tivesse sido tirado do meu peito; era um alívio e ao mesmo tempo, triste.
Sem perceber, enquanto escovava os dentes, duas lágrimas escorreram pelo meu rosto; um sorriso de compreensão se espalhou pelos meus lábios.
Fui até meu quarto, até a estante que havia escondido nossa foto, aquela boa e velha amassada foto, que foi molhada por lágrimas de alegria e tristeza, que foi amassada e restaurada, beijada e quase rasgada; a observei. Olhei seu sorriso, e nada. Nenhum arrepio, nenhuma saudade, apenas o nada. E eu a guardei novamente, lá no fundo de uma gaveta, para amores passados.
Parece que finalmente a minha decisão de desaparecer deu certo. Abri a cortina, vi algumas nuvens escondendo o sol; hoje vai chover, mas não importa, eu simplesmente estou livre de você.
Bruno M. Tôp
Os grilhões que me prendiam a você sumiram. A abstinência finalmente passou; a necessidade, vontade, anseio e desejo; simplesmente se esvairam.
Enquanto bocejava, sentia uma nostalgia estranha; era como se um peso tivesse sido tirado do meu peito; era um alívio e ao mesmo tempo, triste.
Sem perceber, enquanto escovava os dentes, duas lágrimas escorreram pelo meu rosto; um sorriso de compreensão se espalhou pelos meus lábios.
Fui até meu quarto, até a estante que havia escondido nossa foto, aquela boa e velha amassada foto, que foi molhada por lágrimas de alegria e tristeza, que foi amassada e restaurada, beijada e quase rasgada; a observei. Olhei seu sorriso, e nada. Nenhum arrepio, nenhuma saudade, apenas o nada. E eu a guardei novamente, lá no fundo de uma gaveta, para amores passados.
Parece que finalmente a minha decisão de desaparecer deu certo. Abri a cortina, vi algumas nuvens escondendo o sol; hoje vai chover, mas não importa, eu simplesmente estou livre de você.
Bruno M. Tôp
terça-feira, 17 de agosto de 2010
pra sua coleção.
Você é sempre assim, instável, diferente, desse tipo, que conquista dizendo não querer, mas na verdade, nós dois sabemos que você quer. Um dos piores cafajestes já existentes, aquele tipo que alega ser cafajeste, tendo boa intenção, e que na verdade, é muito pior, sem pudor, sem amor, sem sentimento… É, você foi me dando palpites, me mostrando atalhos sobre seu jeito de ser, como um livro complicado que é, e que ainda não terminou de escrever, me dando apenas frases soltas, que me custaram muito tempo, e lágrimas para te entender… É, só você tem esse poder.
Quando aparece, quer me monopolizar, meu amor tem que ser só seu; porém, já te disse, eu te amo, só que não te amo pra querer te ter só pra mim, porque sei que você já ama outra (ou outras), e não posso exigir monopolio, eu sou assim, insegura, pessimista, e também, nunca te quis tanto assim. Acho que essa é minha sorte, eu ter me protegido, ter me precavido, me impedido de deixar esse sentimento aumentar, veja bem, se te amo assim, do jeito que somos, imagina se fossemos um casal ‘normal’, você me teria não só na mão e no coração (que você já tem), como teria numa gaiola, presa para quando você quisesse brincar de conquistador de corações; E se meu amor não for só seu, você fica estranho, não reage bem, e às vezes, resolve me conquistar mais ainda. Me pergunto se o destino foi cruel ou não, em me apresentar a você.
Nos viciamos mutuamente no contato diário, no carinho, nos abraços, nas conversas, nos conselhos, nas cantadas, e foras. Você parecia saber como fazer, sem ter noção do que fazer, e acabou dando no que deu, no que somos.
E ai, você desaparece, me deixando com um buraco no peito, buraco que não pode ser preenchido por outro, que por você ter um coração deformado, acabou por deformar o meu, e agora, eu separei um pedaço (bem grande) só pra você, só pra nossa relação, e eu tenho medo, que você decida realmente desaparecer, decida que não sou mais importante pra você, porque eu sei que você já fez isso com outras, você nunca me disse, mas é minha intuição, e ela, quando se trata de coração, não erra.
Te vejo errando mais uma vez, não tenho porque me meter, afinal não é pecado, é seu jeito de ser, um jeito que você me fez amar, só que eu tenho medo, que esse seu jeito (de viver, de sonhar), acabe fazendo outra pessoa sangrar, como eu sangro, toda vez que você some de mim, e depois volta com juras de amor, dizendo que sempre terei meu espaço em você, mas que espaço é esse? Já que existem tantas outras, e no minimo duas com posições superiores a minha? O pior é que você sabe que está errando, admite isso, com toda a convicção do mundo, e dá esse sorriso encantador, dizendo ‘o mundo é assim mesmo, não existe ninguém perfeito, esse é um dos meus defeitos, e não quero modificá-los’ na maior cara de pau, sabendo, que lá no fundo, você me convence, que errar, nem é tão ruim assim… Logo, me fazendo errar ao me entregar para você.
E então, como eu já sabia, mais uma mudança. Você percebeu? Está fugindo da minha vida, e o pior, está fazendo isso de forma lenta… Eu deveria te expulsar de vez não é? Mas eu também não tenho juízo no coração, por isso, se estiver perdido, é só avisar, que eu te mostro o caminho de volta… Eu sei que sou louca, mas a insanidade, nessa situação faz todo o sentido! Estou aproveitando cada segundo, antes que isso aqui vire uma tragédia.
Se quiser, pode procurar uma timbre mais timido que o meu quando estou com vergonha das suas cantadas, ou um sorriso mais belo que o meu, quando fico escarlate analisando seu sorriso, porém, o que você quer, na verdade ainda está em mim, logo, não adianta procurar muito, eu sempre estive aqui, só você não ainda não percebeu isso. Todas as minhas amigas vivem me bombardeando com perguntas sobre ‘nós’, e eu digo que somos amigos que se querem muito bem. Elas não sabem, nem você, mas quando você se vai, e leva o ‘s’, mas ainda resta o ‘nó’, que deu no meu coração.
E mais uma vez, você volta, só que dessa vez, eu estou preparada, mesmo que não consiga resistir, vou te encarar nos olhos, e fingir que nada aconteceu… Só que você me vê vermelha e acha graça, só que sei que não ficarei bem na sua coleção de corações, você o deformou, para encaixá-lo no seu coração, e agora, ele não tem valor nenhum, a não ser pra mim. O deixa assim, pairando no ar, sem nada, sem graça, só com esse amor tortuoso, e meu espirito está assim cansado, intacto, calado, só inala, exala, e guarda você.
Se pudesse realizar um desejo, queria que só por hoje não mais te ver… Gostaria de sumir, desaparecer, passar por ti, e não consegui te sentir, não ansiar por esse sorriso torto e simétrico, nem branco nem amarelado que faz minhas pernas tremer; só por hoje, não vou tomar minha dose de você, quero afastar essas borboletas do estomâgo que começam a voar quando sinto teu abraço…
Sabe, eu cansei. De chorar feridas que não se fecham mais, de cicatrizes sempre abertas e fechadas por um dono que nem sabe se quer meu bem ou mal. Apenas me quer, pois é egoísta o bastante para admitir que me quer, e mentir dizendo que me ama ao pé do meu ouvido.
Afinal, eu sou tenho apenas essa Utilidade para você não é? Não, só por hoje, quero ficar longe de você.
E essa Abstinencia, uma hora, vai passar.
Bruno M. Tôp
Quando aparece, quer me monopolizar, meu amor tem que ser só seu; porém, já te disse, eu te amo, só que não te amo pra querer te ter só pra mim, porque sei que você já ama outra (ou outras), e não posso exigir monopolio, eu sou assim, insegura, pessimista, e também, nunca te quis tanto assim. Acho que essa é minha sorte, eu ter me protegido, ter me precavido, me impedido de deixar esse sentimento aumentar, veja bem, se te amo assim, do jeito que somos, imagina se fossemos um casal ‘normal’, você me teria não só na mão e no coração (que você já tem), como teria numa gaiola, presa para quando você quisesse brincar de conquistador de corações; E se meu amor não for só seu, você fica estranho, não reage bem, e às vezes, resolve me conquistar mais ainda. Me pergunto se o destino foi cruel ou não, em me apresentar a você.
Nos viciamos mutuamente no contato diário, no carinho, nos abraços, nas conversas, nos conselhos, nas cantadas, e foras. Você parecia saber como fazer, sem ter noção do que fazer, e acabou dando no que deu, no que somos.
E ai, você desaparece, me deixando com um buraco no peito, buraco que não pode ser preenchido por outro, que por você ter um coração deformado, acabou por deformar o meu, e agora, eu separei um pedaço (bem grande) só pra você, só pra nossa relação, e eu tenho medo, que você decida realmente desaparecer, decida que não sou mais importante pra você, porque eu sei que você já fez isso com outras, você nunca me disse, mas é minha intuição, e ela, quando se trata de coração, não erra.
Te vejo errando mais uma vez, não tenho porque me meter, afinal não é pecado, é seu jeito de ser, um jeito que você me fez amar, só que eu tenho medo, que esse seu jeito (de viver, de sonhar), acabe fazendo outra pessoa sangrar, como eu sangro, toda vez que você some de mim, e depois volta com juras de amor, dizendo que sempre terei meu espaço em você, mas que espaço é esse? Já que existem tantas outras, e no minimo duas com posições superiores a minha? O pior é que você sabe que está errando, admite isso, com toda a convicção do mundo, e dá esse sorriso encantador, dizendo ‘o mundo é assim mesmo, não existe ninguém perfeito, esse é um dos meus defeitos, e não quero modificá-los’ na maior cara de pau, sabendo, que lá no fundo, você me convence, que errar, nem é tão ruim assim… Logo, me fazendo errar ao me entregar para você.
E então, como eu já sabia, mais uma mudança. Você percebeu? Está fugindo da minha vida, e o pior, está fazendo isso de forma lenta… Eu deveria te expulsar de vez não é? Mas eu também não tenho juízo no coração, por isso, se estiver perdido, é só avisar, que eu te mostro o caminho de volta… Eu sei que sou louca, mas a insanidade, nessa situação faz todo o sentido! Estou aproveitando cada segundo, antes que isso aqui vire uma tragédia.
Se quiser, pode procurar uma timbre mais timido que o meu quando estou com vergonha das suas cantadas, ou um sorriso mais belo que o meu, quando fico escarlate analisando seu sorriso, porém, o que você quer, na verdade ainda está em mim, logo, não adianta procurar muito, eu sempre estive aqui, só você não ainda não percebeu isso. Todas as minhas amigas vivem me bombardeando com perguntas sobre ‘nós’, e eu digo que somos amigos que se querem muito bem. Elas não sabem, nem você, mas quando você se vai, e leva o ‘s’, mas ainda resta o ‘nó’, que deu no meu coração.
E mais uma vez, você volta, só que dessa vez, eu estou preparada, mesmo que não consiga resistir, vou te encarar nos olhos, e fingir que nada aconteceu… Só que você me vê vermelha e acha graça, só que sei que não ficarei bem na sua coleção de corações, você o deformou, para encaixá-lo no seu coração, e agora, ele não tem valor nenhum, a não ser pra mim. O deixa assim, pairando no ar, sem nada, sem graça, só com esse amor tortuoso, e meu espirito está assim cansado, intacto, calado, só inala, exala, e guarda você.
Se pudesse realizar um desejo, queria que só por hoje não mais te ver… Gostaria de sumir, desaparecer, passar por ti, e não consegui te sentir, não ansiar por esse sorriso torto e simétrico, nem branco nem amarelado que faz minhas pernas tremer; só por hoje, não vou tomar minha dose de você, quero afastar essas borboletas do estomâgo que começam a voar quando sinto teu abraço…
Sabe, eu cansei. De chorar feridas que não se fecham mais, de cicatrizes sempre abertas e fechadas por um dono que nem sabe se quer meu bem ou mal. Apenas me quer, pois é egoísta o bastante para admitir que me quer, e mentir dizendo que me ama ao pé do meu ouvido.
Afinal, eu sou tenho apenas essa Utilidade para você não é? Não, só por hoje, quero ficar longe de você.
E essa Abstinencia, uma hora, vai passar.
Bruno M. Tôp
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
1/3
Quando estou sozinho sinto o amanhã tão distante,
Pois desde que você me roubou para si,
Meu futuro já não pertence só a mim.
Mesmo se tivessemos todo o tempo do mundo,
Ainda assim não seria o bastante,
Para saciar minha vontade de estar com você,
É como se a eternidade não completasse um segundo.
Se eu tivesse todos os meios para expressar como me sinto,
Eu não seria capaz de lhe mostrar nem um terço,
De todo os sentimentos e sensações,
Que você provoca em todo meu ser.
Toda vez que estou contigo,
Meus olhos não param de dizer,
Que eu te amo um tanto assim.
Numa longa noite sem sono,
Meus pensamentos voam para seus olhos achocolatados,
Para seu sorriso mais envergonhado,
Para nossos abraços mais apertados,
É o único jeito para eu dormir feliz.
Quando adormeço, sempre vou te buscar,
Pra poder te falar, mais uma vez,
Que sem teu amor, não há luz calor,
O meu mundo é frio, um estranho vazio.
Quanto mais fico longe de você,
Mais eu percebo o quão preciosa você é para mim,
Quanto mais tempo fico contigo, mais sinto algo sendo preenchido,
Meu coração.
Pode não parecer, mas tem tantas coisas que ainda quero te falar,
Que anseio por te mostrar... Os meus sonhos bons,
Da minha vida boba, com todos os seus tons,
Todo o meu amor.
Então, por favor, fique aqui até o infinito,
Me dê seu sorriso, e terei dias brilhantes,
Enquanto eu ainda puder te abraçar,
E saber que você é minha,
As trêmulas palpitações do meu coração,
Vão se transformar em suspiros sinceros,
Chamando pelo seu carinho.
Te darei dengo, afeto, mimo e outras coisas mais.
Aperreio, chatisse e tudo que me faz,
Ser assim, um bobo apaixanado, apenas por ti.
Fique comigo, e mais que um terço,
Te darei toda a minha vida.
Bruno M. Tôp
Pois desde que você me roubou para si,
Meu futuro já não pertence só a mim.
Mesmo se tivessemos todo o tempo do mundo,
Ainda assim não seria o bastante,
Para saciar minha vontade de estar com você,
É como se a eternidade não completasse um segundo.
Se eu tivesse todos os meios para expressar como me sinto,
Eu não seria capaz de lhe mostrar nem um terço,
De todo os sentimentos e sensações,
Que você provoca em todo meu ser.
Toda vez que estou contigo,
Meus olhos não param de dizer,
Que eu te amo um tanto assim.
Numa longa noite sem sono,
Meus pensamentos voam para seus olhos achocolatados,
Para seu sorriso mais envergonhado,
Para nossos abraços mais apertados,
É o único jeito para eu dormir feliz.
Quando adormeço, sempre vou te buscar,
Pra poder te falar, mais uma vez,
Que sem teu amor, não há luz calor,
O meu mundo é frio, um estranho vazio.
Quanto mais fico longe de você,
Mais eu percebo o quão preciosa você é para mim,
Quanto mais tempo fico contigo, mais sinto algo sendo preenchido,
Meu coração.
Pode não parecer, mas tem tantas coisas que ainda quero te falar,
Que anseio por te mostrar... Os meus sonhos bons,
Da minha vida boba, com todos os seus tons,
Todo o meu amor.
Então, por favor, fique aqui até o infinito,
Me dê seu sorriso, e terei dias brilhantes,
Enquanto eu ainda puder te abraçar,
E saber que você é minha,
As trêmulas palpitações do meu coração,
Vão se transformar em suspiros sinceros,
Chamando pelo seu carinho.
Te darei dengo, afeto, mimo e outras coisas mais.
Aperreio, chatisse e tudo que me faz,
Ser assim, um bobo apaixanado, apenas por ti.
Fique comigo, e mais que um terço,
Te darei toda a minha vida.
Bruno M. Tôp
domingo, 8 de agosto de 2010
Me Vou
Porque eu não soube entender meu coração. Não percebi o que realmente queria quando te conheci. Era bem simples, e ao mesmo tempo tão complexo, meu ego triunfou sobre minha consciência e acabei seguindo um rumo injusto.
Não entendi que meu coração era simplesmente só mais um coração, único a seu modo de ser, estagnado entre o medo da solidão, e a tenacidade de um amor inédito. Foi aí que te conheci, sem ter controle das minhas ações, repeti aquilo que não podia mais fazer; roubar corações agora para uma pessoa como eu, se tornara um crime, e mesmo assim, eu o fiz.
Seria mentira se afirmasse que não significas nada pra mim, não, és muito importante para meu coração, só que, não deveria ser. Eu, mais que os outros, que sei a condolência daquele que tem o coração ermo, não deveria sair por aí, acossando seu coração quando não posso outorgar o meu a ti.
Seus cabelos castanhos, tão meticulosamente desarranjados a uma tez clara e os olhos num verde que sempre gostei de denominar como âmbar me cativaram rapidamente. Hoje sei que dificilmente vou escutar uma de nossas tantas músicas sem lembrar de ti, porém, é algo que devo tentar.
Por isso me vou, para te deixar em paz, desse amor vicioso, que não pode fazer bem a você; te mantive por tempo demais, e agora temo ter te dado a perspectiva errada dos fatos. Eu te amo, mas não vejo um futuro com nós dois, pois, na verdade, tudo começou apenas com meu egoísmo de querer ter mais e mais corações na minha coleção.
Não vou chorar e dizer que não mereço isso, se existe algum culpado, sou eu, entretanto, lá no fundo, não quero admitir isso.
Porque sei que existe algo melhor a tua espera, alguém que saiba te querer com amor, só para ti, e não para te ludibriar. E eu que pensei que nunca te deixaria ir, que nosso amor era o bom da vida, hoje entendo que não existe destino suficiente para nós dois. Espero, com sinceridade, que apareça alguém, para te dar mais que palavras bonitas, para te oferecer sentimentos e atitudes; que te dê mais que uma flor de beira de estrada, enquanto covardemente, foge de ti.
Minhas palavras podem, e devem, parecer não ter nexo com tudo aquilo que outrora afirmei. Porém, faça uma força, e pense que tudo era exagero. Todas as juras, e promessas, não eram tão nobres; apenas por sorte, ou lábia afiada, elas pareciam perfeitas para teu coração; e que, a bem verdade, elas podem e serão repetidas para outros rabos de saias.
Estou indo, mas não peço desculpas, não por orgulho, apenas não quero me desculpar pelo que fiz, pois tudo que fiz, eu quis fazer, mesmo sabendo ser errado. Mas como eu poderia me sentir mal por te manter hipnotizada? Por mentiras galantes que te faziam exibir para mim aquele seu sorriso de vitrine? Não, não acho que foi um erro! Eu o fiz para obter teu coração, e agora que o tenho, percebo que não posso ser dono dele.
Gostaria de saber, que depois de tudo, não choraste, mas seria pedir demais? Se possível, apenas esbanje seu mais tenro sorriso, quando olhar para trás e lembrar da gente. Guarde-me com carinho, siga em frente.
Se acreditaste mesmo que havia um futuro para nós, largue essa crença por aí e lembre-se porque me fui: porque te amei, mas não foi o suficiente para querer só a ti como centro da minha vida.
Por isso tudo, me vou, é uma lástima, mas adeus, me despeço de ti, e me vou.
Não entendi que meu coração era simplesmente só mais um coração, único a seu modo de ser, estagnado entre o medo da solidão, e a tenacidade de um amor inédito. Foi aí que te conheci, sem ter controle das minhas ações, repeti aquilo que não podia mais fazer; roubar corações agora para uma pessoa como eu, se tornara um crime, e mesmo assim, eu o fiz.
Seria mentira se afirmasse que não significas nada pra mim, não, és muito importante para meu coração, só que, não deveria ser. Eu, mais que os outros, que sei a condolência daquele que tem o coração ermo, não deveria sair por aí, acossando seu coração quando não posso outorgar o meu a ti.
Seus cabelos castanhos, tão meticulosamente desarranjados a uma tez clara e os olhos num verde que sempre gostei de denominar como âmbar me cativaram rapidamente. Hoje sei que dificilmente vou escutar uma de nossas tantas músicas sem lembrar de ti, porém, é algo que devo tentar.
Por isso me vou, para te deixar em paz, desse amor vicioso, que não pode fazer bem a você; te mantive por tempo demais, e agora temo ter te dado a perspectiva errada dos fatos. Eu te amo, mas não vejo um futuro com nós dois, pois, na verdade, tudo começou apenas com meu egoísmo de querer ter mais e mais corações na minha coleção.
Não vou chorar e dizer que não mereço isso, se existe algum culpado, sou eu, entretanto, lá no fundo, não quero admitir isso.
Porque sei que existe algo melhor a tua espera, alguém que saiba te querer com amor, só para ti, e não para te ludibriar. E eu que pensei que nunca te deixaria ir, que nosso amor era o bom da vida, hoje entendo que não existe destino suficiente para nós dois. Espero, com sinceridade, que apareça alguém, para te dar mais que palavras bonitas, para te oferecer sentimentos e atitudes; que te dê mais que uma flor de beira de estrada, enquanto covardemente, foge de ti.
Minhas palavras podem, e devem, parecer não ter nexo com tudo aquilo que outrora afirmei. Porém, faça uma força, e pense que tudo era exagero. Todas as juras, e promessas, não eram tão nobres; apenas por sorte, ou lábia afiada, elas pareciam perfeitas para teu coração; e que, a bem verdade, elas podem e serão repetidas para outros rabos de saias.
Estou indo, mas não peço desculpas, não por orgulho, apenas não quero me desculpar pelo que fiz, pois tudo que fiz, eu quis fazer, mesmo sabendo ser errado. Mas como eu poderia me sentir mal por te manter hipnotizada? Por mentiras galantes que te faziam exibir para mim aquele seu sorriso de vitrine? Não, não acho que foi um erro! Eu o fiz para obter teu coração, e agora que o tenho, percebo que não posso ser dono dele.
Gostaria de saber, que depois de tudo, não choraste, mas seria pedir demais? Se possível, apenas esbanje seu mais tenro sorriso, quando olhar para trás e lembrar da gente. Guarde-me com carinho, siga em frente.
Se acreditaste mesmo que havia um futuro para nós, largue essa crença por aí e lembre-se porque me fui: porque te amei, mas não foi o suficiente para querer só a ti como centro da minha vida.
Por isso tudo, me vou, é uma lástima, mas adeus, me despeço de ti, e me vou.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Céu Azulado
Esses suspiros seus, um vício tão sensual, de me observar tão sultimente, de cabo à rabo, e depois, posar com o olhar desinteressado que consegue ostentar. Não percebeu ainda, mas assim, você acaba me roubando.
Mais quatro onzenas e meia, e já faz um ano que trocamos as juras, tão bem camufladas de risadas, afetos e abraços. Desconfiado, sem jeito, e quase calado, quando fui desejado por você, como poderia esquecer do primeiro timbre envergonhado seu?
Foi ali, naquele dia, que te reavaliei melhor; cabelos louro-avermelhados, pele clara, algumas sardas douradas espalhadas pelo rosto e pelo nariz, olhos cor de canela, pernas grossas e lisas, daquelas que chamavam meu olhar, busto farto, sempre motivo para enrubescer você; um sorriso fácil de se obter, díficil de conquistar.
Com o tempo aprendi a observar cada detalhe seu, a analisar suas manias mais estranhamente engraçadas. E, cheguei a conclusão que me apaixonei por seus cinco modos de sorrir. Um sorriso timido, para os afortunados que conseguem vislumbrados, o principal culpado pelo meu interesse repentino pela sua pessoa; Um sorriso de deboche, sempre precedido por palavras xulas e caretas de uma tênue irritação, normalmente, gerada pela percepção equivocada de uma pessoa qualquer; Um sorriso gratuito, de felicidade por ter acontecido algo que já esperava, e assim, sem nem notar, se concretizou; Um sorriso inconciente, que se forma nos labios quando um elogio, seja este bruto ou refinado, é destinado aos seus ouvidos; E o ultimo, um sorriso apaixonado, aquele que só é solto quando você lê algo que fazem os olhos brilharem, ou simplesmente, quando se termina um de seus beijos vorazes.
Enquanto colocava barreiras entre minhas verdades e mentiras, você ia avançando, às vezes me escapando, deixando eu roubar você; afanando território no peito alheio, aproveitando-se do meu jeito contagiante.
Não sei não, assim você acaba me conquistando... É realmente isso que você queria, um eu todo seu? Não sei não, assim eu acabo me entregando.
Depois de tudo que mostrei, ainda assim, você continuou por aí. Nem eu mesmo sei o que eu quero com isso, e mesmo assim você me quer, com toda essa confusão.
Realmente, naquele dia, você foi tudo, fez de mim um anjo. Guardou nossos segredos, no presente que fiz, esbanjou um sorriso cheio de certezas, seguidos por muxoxos divertidos... Não sei não, assim eu acabo me deixando ser roubado.
É tudo uma questão de escolhas; já percebi que você não vai me deixar ir, nunca. Então, deixa tudo assim mesmo, que tudo termina, no mais azulado céu.
Bruno M. Tôp
Mais quatro onzenas e meia, e já faz um ano que trocamos as juras, tão bem camufladas de risadas, afetos e abraços. Desconfiado, sem jeito, e quase calado, quando fui desejado por você, como poderia esquecer do primeiro timbre envergonhado seu?
Foi ali, naquele dia, que te reavaliei melhor; cabelos louro-avermelhados, pele clara, algumas sardas douradas espalhadas pelo rosto e pelo nariz, olhos cor de canela, pernas grossas e lisas, daquelas que chamavam meu olhar, busto farto, sempre motivo para enrubescer você; um sorriso fácil de se obter, díficil de conquistar.
Com o tempo aprendi a observar cada detalhe seu, a analisar suas manias mais estranhamente engraçadas. E, cheguei a conclusão que me apaixonei por seus cinco modos de sorrir. Um sorriso timido, para os afortunados que conseguem vislumbrados, o principal culpado pelo meu interesse repentino pela sua pessoa; Um sorriso de deboche, sempre precedido por palavras xulas e caretas de uma tênue irritação, normalmente, gerada pela percepção equivocada de uma pessoa qualquer; Um sorriso gratuito, de felicidade por ter acontecido algo que já esperava, e assim, sem nem notar, se concretizou; Um sorriso inconciente, que se forma nos labios quando um elogio, seja este bruto ou refinado, é destinado aos seus ouvidos; E o ultimo, um sorriso apaixonado, aquele que só é solto quando você lê algo que fazem os olhos brilharem, ou simplesmente, quando se termina um de seus beijos vorazes.
Enquanto colocava barreiras entre minhas verdades e mentiras, você ia avançando, às vezes me escapando, deixando eu roubar você; afanando território no peito alheio, aproveitando-se do meu jeito contagiante.
Não sei não, assim você acaba me conquistando... É realmente isso que você queria, um eu todo seu? Não sei não, assim eu acabo me entregando.
Depois de tudo que mostrei, ainda assim, você continuou por aí. Nem eu mesmo sei o que eu quero com isso, e mesmo assim você me quer, com toda essa confusão.
Realmente, naquele dia, você foi tudo, fez de mim um anjo. Guardou nossos segredos, no presente que fiz, esbanjou um sorriso cheio de certezas, seguidos por muxoxos divertidos... Não sei não, assim eu acabo me deixando ser roubado.
É tudo uma questão de escolhas; já percebi que você não vai me deixar ir, nunca. Então, deixa tudo assim mesmo, que tudo termina, no mais azulado céu.
Bruno M. Tôp
sexta-feira, 30 de julho de 2010
De Mãos Dadas
Corpos podem se combinar,
Mas sangue não se mistura.
Nascemos a sós, e terminamos no pó.
Estamos sempre chorando sozinhos,
Mas agora que estamos solitários,
Simplesmente acreditamos ter algo em comum,
Por isso, acabamos ficando juntos de semelhantes,
Mas eles simplesmente não são a solução.
Por algum motivo arbritário,
Nos unimos e ambos damos as mãos,
E num piscar de olhos, desaparece a solidão.
Enquanto vamos sentindo o calor do outro,
Um vazio vai aparecendo, revelando as falhas da relação.
Eu não pude ir mais para a frente,
Por causa do meu passado,
Meu coração foi destrído, reconstruído,
Deformado, ficou assim, vendado.
É hora de irmos adiante,
O batimento do meu coração esta acelerado,
Não fuja da minha dor, não quero voltar ao
você vai crescer com cada novo mão,
Sem perceber, um novo amanhecer está próximo,
E a escuridão que nos amedrontou está se esvaindo.
Eu quero brilhar,
Por favor, vamos ter juras que nuncam mudam.
Desde que a conheci, não tem muita certeza das coisas,
Essa estrada pode não ser necessariamente a correta,
Tenho um pouco de medo de voltar a ficar sozinho,
Mas eu tenho que dar o primeiro passo antes que eu possa ver algo,
voce mesma disse:
"Apenas decida qual o caminho é certo, quando já estiver seguindo-o"
Essa mania sua de escolher, deve ser jogada fora,
Em tempos complicados, como agora, largue-os por aí,
Como uma prova de que você está seguindo em frente,
Deixando os arrependimentos e inseguranças para trás.
A pontinha de um alvorecer brilha por entre os prédios,
A sorte será lançada, vamos, chegou a hora de tomar as rédeas,
O destino balança entre nossas palavras escritas
Dias felizes vão surgir, nas nossas lembranças de profunda escuridão,
Devemos suportar a tristeza, e quando cairmos no chão, olhar para o alto,
As nossas mãos sujas, se mostrarão lindas se permanecerem juntas.
Se começar a correr juntos
Podemos carregar toda nossa dor juntos.
Bruno M. Tôp
Mas sangue não se mistura.
Nascemos a sós, e terminamos no pó.
Estamos sempre chorando sozinhos,
Mas agora que estamos solitários,
Simplesmente acreditamos ter algo em comum,
Por isso, acabamos ficando juntos de semelhantes,
Mas eles simplesmente não são a solução.
Por algum motivo arbritário,
Nos unimos e ambos damos as mãos,
E num piscar de olhos, desaparece a solidão.
Enquanto vamos sentindo o calor do outro,
Um vazio vai aparecendo, revelando as falhas da relação.
Eu não pude ir mais para a frente,
Por causa do meu passado,
Meu coração foi destrído, reconstruído,
Deformado, ficou assim, vendado.
É hora de irmos adiante,
O batimento do meu coração esta acelerado,
Não fuja da minha dor, não quero voltar ao
você vai crescer com cada novo mão,
Sem perceber, um novo amanhecer está próximo,
E a escuridão que nos amedrontou está se esvaindo.
Eu quero brilhar,
Por favor, vamos ter juras que nuncam mudam.
Desde que a conheci, não tem muita certeza das coisas,
Essa estrada pode não ser necessariamente a correta,
Tenho um pouco de medo de voltar a ficar sozinho,
Mas eu tenho que dar o primeiro passo antes que eu possa ver algo,
voce mesma disse:
"Apenas decida qual o caminho é certo, quando já estiver seguindo-o"
Essa mania sua de escolher, deve ser jogada fora,
Em tempos complicados, como agora, largue-os por aí,
Como uma prova de que você está seguindo em frente,
Deixando os arrependimentos e inseguranças para trás.
A pontinha de um alvorecer brilha por entre os prédios,
A sorte será lançada, vamos, chegou a hora de tomar as rédeas,
O destino balança entre nossas palavras escritas
Dias felizes vão surgir, nas nossas lembranças de profunda escuridão,
Devemos suportar a tristeza, e quando cairmos no chão, olhar para o alto,
As nossas mãos sujas, se mostrarão lindas se permanecerem juntas.
Se começar a correr juntos
Podemos carregar toda nossa dor juntos.
Bruno M. Tôp
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Figurantes
Um mendigo adiante passando fome; uma criança maltrapilha sendo maltratada; um homem dormindo no papelão; mulheres ofertando o corpo a cada esquina.
Tudo passa despercebido aos seus olhos. Egoísmo natural, seres humanos são assim por essência, hipocrisia é a principal fonte do discursso daqueles que pregam o altruísmo.
Segue em frente, com suas dúvidas no coração, são mais importantes que uma mãe se dilacerando pelo assassinato do filho em mais um assalto. Na sua cabeça, eles são apenas figurantes, dentro de uma hora, a memória já deletou a participação deles em sua vida.
Como um ato, numa tragédia, cada figurante é protagonista de sua própria complicaçao. Desde 1914, repetimos o mesmo ato, quem morre ao nosso lado, perece ali, e fica pelo caminho.
Zumbis, vão se amontoando, expectros de futuros tão brilhantes, de vidas que podiam ter sido estrelas, ídolos, pais... O destino não é tão justo assim ou é?
Sacode a cabeça, lembra dos olhos âmbar dela; É bem mais interessante tentar solucionar seu problema, e ignorar o que acontece a sua volta. Afinal são simplesmente figurantes.
Bruno M. Tôp
Tudo passa despercebido aos seus olhos. Egoísmo natural, seres humanos são assim por essência, hipocrisia é a principal fonte do discursso daqueles que pregam o altruísmo.
Segue em frente, com suas dúvidas no coração, são mais importantes que uma mãe se dilacerando pelo assassinato do filho em mais um assalto. Na sua cabeça, eles são apenas figurantes, dentro de uma hora, a memória já deletou a participação deles em sua vida.
Como um ato, numa tragédia, cada figurante é protagonista de sua própria complicaçao. Desde 1914, repetimos o mesmo ato, quem morre ao nosso lado, perece ali, e fica pelo caminho.
Zumbis, vão se amontoando, expectros de futuros tão brilhantes, de vidas que podiam ter sido estrelas, ídolos, pais... O destino não é tão justo assim ou é?
Sacode a cabeça, lembra dos olhos âmbar dela; É bem mais interessante tentar solucionar seu problema, e ignorar o que acontece a sua volta. Afinal são simplesmente figurantes.
Bruno M. Tôp
domingo, 18 de julho de 2010
Suspiro de Aleluia
Eu soube, de alguma forma que não sei explicar, que havia um acordo secreto pra nós dois, elaborado por uma força que não sei mensurar: entre o quarto e um quinto acorde, de uma balada apaixonadamente piegas, nós nos beijamos pela primeira vez. O amor se projetou em nossos peitos: olhos e sorrisos numa sincronia que jamais sentira antes, tudo parecia bem demais, só que, infelizmente, no mundo real, não é assim que o destino se faz.
Sua convicção era forte e você sempre precisou de provas concretas que eu não conseguia dar. Entre desencontros e cantadas ao pé do ouvido, acabamos repetindo aquilo que deveria ser eterno. Ainda não consigo tirar da memória a imagem de você me encarando sob o luar. O trono que sempre estivera vazio, num coração congelado, oco e deformado, foi usurpado por você, simplesmente assim, incoerente, como amor sempre é no fim.
Acariciando seus cabelos no meu colo, retirando de seus lábios juras de um amor eterno, deixei que meus mais profundos flagelos fossem ocultados; era um milagre, os alaúdes no meu coração sussurravam Aleluia, a felicidade voltara a me tomar o peito. Suas costas cabiam tão bem no meu peito, meu all star velho de guerra combinava perfeitamente com sua sapatilha delicada; o outono estava mais frio que o normal, excelente para me agarrar a você, sentir seu aroma doce se impregnar em mim, enquanto nos esquentávamos conversando sobre coisa qualquer.
Todas minhas promessas de me enclausurar no desapego e na amnésia sentimental estavam ruindo ao seu toque, como numa ação premeditada, quase divina; foi tudo muito rápido e o que normalmente levaria décadas, ocorreu em onzenas éramos um do outro, e ponto final. Só que, infelizmente, como bem sabemos, as reticencias são feitas de pontos finais: o Eu e Você tornou-se Nós sem obedecer as regras de espaço e tempo, acabando assim por nos tornar criminosos das leis do destino, e era meio que óbvio que nossa impunidade não duraria muito mais.
Por alguns defeitos meus, e a maioria dos seus, desentendimentos se tornaram constantes. Rancor, desapego, frieza, ciúmes, falta de dialógo, inadiplência em admitir sentimentos... Uma lista grande foi se formando, aumentando, nos afastando. Eu que havia te deformado, para se encaixar no meu coração defeituoso, não te queria mais tanto assim. E o que antes era um aroma cítrico para você, adocicado para mim, se tornou sabor acre, dor pugente, agonia de um sorriso vazio. Meus olhos amendoados se tornaram desinteressados, seus olhos âmbar, viraram rancorosos.
Um hiato se formou, simplesmente por não darmos a verdadeira importância do que estava acontecendo, você não admitia seus sentimentos, eu não procurava uma solução.
Querida, eu já estive aqui antes, eu vivia sozinho antes de conhecer você, deliciado com minha amargura enebriante, vacilando entre versos solitários, sussurrando como um cafajeste embriagado, uma raposa envenenada, afugentada. Agora, você nunca se mostra, porém, tenho uma certa certeza que você se lembra muito bem do dia em que conquistei meu lugar em você. Não foi muito desafiador, confesso, seu coração, como você mesma admite, fica exposto, do lado de fora, fácil de ver e pegar, mas eu simplesmente roubei, pois sou gatuno, vulpino; um ótimo ladrão.
Entre os arcos escritos pelo destino, pelo gosto por músicas, palavras, versos, sentimentos e lírios, nos reencontramos. Só que diferente do que possam imaginar, o amor não tem marcha da vitória, é apenas intenso demais, bom em certos momentos, doloroso durante a grande maioria do tempo que resta: é um frio feito para sofrer, deixando apenas a sensação de alivio nos raros dias quentes que o destino nos brinda.
Hoje eu percebo que a nostalgia nos encara com um sorriso de deboche; houve um tempo em que você me dizia tudo o que realmente acontecia entre suas razões e emoções, mas agora, se ainda estivéssemos juntos, eu precisaria ler você, decifrar cada código que você criou pros sentimentos que mantem suturados dentro de si. Se hoje, ainda fôssemos o que já fomos em outrora, eu teria de descobrir o que fazer o tempo todo, não é mesmo? Teria de arrumar um jeito de fazer as coisas certas para tentar ter alguma chance de aproveitar quem você é hoje. Será que você se lembra do bem que te fiz, quando roubei você, e aquele seu suspiro após o primeiro beijo? Aquele foi um sussurro de Aleluia, ah se foi.
Talvez haja um Deus lá em cima, mas tudo que aprendi sobre amor, é que ele simplesmente acontece para aqueles que aceitam quem são; é como dar a outra face para aquele que esbofeteou você ou ficar confortando em silêncio à um choro que você pode ouvir toda madrugada. Apenas sei que não é um sentimento perfeito; pelo contrário, exibe na maioria dos casos, uma tonelada de defeitos! Nada mais é que a crença num algo melhor, utópico; um suspiro de Aleluia.
Estou aqui, como sempre, olhando uma foto sua, me arrepiando ao analisar seu sorriso, re-lendo cada palavra que acho ter sido escrita para Mim, para Você, para Nós; feitos por Mim, por Você, por Nós. Ainda resta uma esperança, entorpecida e agarrada, ainda há um suspiro de Aleluia pra Nós.
Sua convicção era forte e você sempre precisou de provas concretas que eu não conseguia dar. Entre desencontros e cantadas ao pé do ouvido, acabamos repetindo aquilo que deveria ser eterno. Ainda não consigo tirar da memória a imagem de você me encarando sob o luar. O trono que sempre estivera vazio, num coração congelado, oco e deformado, foi usurpado por você, simplesmente assim, incoerente, como amor sempre é no fim.
Acariciando seus cabelos no meu colo, retirando de seus lábios juras de um amor eterno, deixei que meus mais profundos flagelos fossem ocultados; era um milagre, os alaúdes no meu coração sussurravam Aleluia, a felicidade voltara a me tomar o peito. Suas costas cabiam tão bem no meu peito, meu all star velho de guerra combinava perfeitamente com sua sapatilha delicada; o outono estava mais frio que o normal, excelente para me agarrar a você, sentir seu aroma doce se impregnar em mim, enquanto nos esquentávamos conversando sobre coisa qualquer.
Todas minhas promessas de me enclausurar no desapego e na amnésia sentimental estavam ruindo ao seu toque, como numa ação premeditada, quase divina; foi tudo muito rápido e o que normalmente levaria décadas, ocorreu em onzenas éramos um do outro, e ponto final. Só que, infelizmente, como bem sabemos, as reticencias são feitas de pontos finais: o Eu e Você tornou-se Nós sem obedecer as regras de espaço e tempo, acabando assim por nos tornar criminosos das leis do destino, e era meio que óbvio que nossa impunidade não duraria muito mais.
Por alguns defeitos meus, e a maioria dos seus, desentendimentos se tornaram constantes. Rancor, desapego, frieza, ciúmes, falta de dialógo, inadiplência em admitir sentimentos... Uma lista grande foi se formando, aumentando, nos afastando. Eu que havia te deformado, para se encaixar no meu coração defeituoso, não te queria mais tanto assim. E o que antes era um aroma cítrico para você, adocicado para mim, se tornou sabor acre, dor pugente, agonia de um sorriso vazio. Meus olhos amendoados se tornaram desinteressados, seus olhos âmbar, viraram rancorosos.
Um hiato se formou, simplesmente por não darmos a verdadeira importância do que estava acontecendo, você não admitia seus sentimentos, eu não procurava uma solução.
Querida, eu já estive aqui antes, eu vivia sozinho antes de conhecer você, deliciado com minha amargura enebriante, vacilando entre versos solitários, sussurrando como um cafajeste embriagado, uma raposa envenenada, afugentada. Agora, você nunca se mostra, porém, tenho uma certa certeza que você se lembra muito bem do dia em que conquistei meu lugar em você. Não foi muito desafiador, confesso, seu coração, como você mesma admite, fica exposto, do lado de fora, fácil de ver e pegar, mas eu simplesmente roubei, pois sou gatuno, vulpino; um ótimo ladrão.
Entre os arcos escritos pelo destino, pelo gosto por músicas, palavras, versos, sentimentos e lírios, nos reencontramos. Só que diferente do que possam imaginar, o amor não tem marcha da vitória, é apenas intenso demais, bom em certos momentos, doloroso durante a grande maioria do tempo que resta: é um frio feito para sofrer, deixando apenas a sensação de alivio nos raros dias quentes que o destino nos brinda.
Hoje eu percebo que a nostalgia nos encara com um sorriso de deboche; houve um tempo em que você me dizia tudo o que realmente acontecia entre suas razões e emoções, mas agora, se ainda estivéssemos juntos, eu precisaria ler você, decifrar cada código que você criou pros sentimentos que mantem suturados dentro de si. Se hoje, ainda fôssemos o que já fomos em outrora, eu teria de descobrir o que fazer o tempo todo, não é mesmo? Teria de arrumar um jeito de fazer as coisas certas para tentar ter alguma chance de aproveitar quem você é hoje. Será que você se lembra do bem que te fiz, quando roubei você, e aquele seu suspiro após o primeiro beijo? Aquele foi um sussurro de Aleluia, ah se foi.
Talvez haja um Deus lá em cima, mas tudo que aprendi sobre amor, é que ele simplesmente acontece para aqueles que aceitam quem são; é como dar a outra face para aquele que esbofeteou você ou ficar confortando em silêncio à um choro que você pode ouvir toda madrugada. Apenas sei que não é um sentimento perfeito; pelo contrário, exibe na maioria dos casos, uma tonelada de defeitos! Nada mais é que a crença num algo melhor, utópico; um suspiro de Aleluia.
Estou aqui, como sempre, olhando uma foto sua, me arrepiando ao analisar seu sorriso, re-lendo cada palavra que acho ter sido escrita para Mim, para Você, para Nós; feitos por Mim, por Você, por Nós. Ainda resta uma esperança, entorpecida e agarrada, ainda há um suspiro de Aleluia pra Nós.
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