Acordou. Olhou o dormir dela. Riu. A cortina estava fechada, queria abrir pra deixar o sol entrar, mas não queria acordá-la. Decidiu então apenas depositar um beijo na testa dela.
Ela abriu os olhos, viu os grandes olhos castanhos dele, ainda sujos de remela, se afastando na testa dela que haviam acabado de beijar. Riu. Já deveria ter enjoado daquilo, daquele mimo e carinho todo, daquele canceriano todo, mas não tinha.
Um roçar de lábios, uma mão a deslizar na pele nua dela. A excitação quase o fez querer tomá-la pra si, mas resistiu ao impulso e se encaminhou pro quarto ao lado. As paredes ainda exalavam o aroma de tinta recém-pintada. Tudo azul, como tinha de ser pra eles, a primeira semente chegaria a longínquos oito meses. Longínquos porque eles desejavam tanto aquilo há tanto tempo... Mas seria no tempo certo, ambos sabiam disso. Olhou o relógio na parede e viu que havia acordado cedo. Era bem isso que ela lhe fazia, sentir-se bem mesmo acordando cedo. Cantarolou uma música qualquer enquanto abria a geladeira. Não tinha muitas opções. Se a vida lhe dá limões, por que negar a limonada? Nem percebeu, mas estava dançando de uma forma atrapalhada.
Ela rolou na cama, agarrou o travesseiro dele, riu ao sentir o cheiro dele, da lembrança da noite passada, de todas as noites que tinham desde que haviam se unido. Espreguiçou-se e abriu a cortina. Tava azul lá fora, tinha de tá. Passou a mão pelo seu ventre. Riu. Sabia que era cedo demais pra sentir algo ali, mas só de saber que já estava se formando, que um de seus maiores sonhos estava se realizando... Não tinha como não sorrir.
Esbarrou nela no corredor. Riu. Abraçou-a e roçou seu cavanhaque no pescoço dela. Sentiu o arrepiar que se espalhava na pele nua dela até a nuca. O jeito indígena dela era lindo demais. Queria levá-la pra cama novamente, mas o dia já se fazia presente e eles tinham uma rotina. Deixou-a passar rindo daquilo que só eles achavam graça.
Entrou no banheiro rindo. Era fácil deixá-lo ouriçado. Sentou na privada. Bocejou, escovou os dentes e o chuveiro ligou. A água estava fria, teve de pular pra passar a agonia. Foi com um susto bom, que ouviu a porta do banheiro se abrir.
Não se arrependeu de entrar na água fria, o abraço dela de todo lhe aprazia. Beijos molhados, pele colada, um calor emanado. Entregaram-se a vontade.
Ainda ofegando ela saiu do banho. Ainda pingando ela passou pelo espelho. Olhou pra trás e lá estava ele com o pescoço vermelho, das mordidas que ela acabara de deixar. Riu e assustou-se ao ver a hora que o celular já marcava, pensara que eles haviam levantado cedo. Correu pra cozinha, logo depois de colocar uma calcinha, e para sua surpresa, a comida já estava na mesa.
Ele seguiu as pegadas de água que ela deixara pela casa, com uma estopa enxugando. Sorriu ao chegar na cozinha e receber uma piscada de agradecimento. Sanduíches de requeijão e suco de limão, ele pretendera fazer mais, porém o barulho do chuveiro ligado lhe levara a largar a preparação do desjejum.
Ela puxou a louça dele e tratou de lavar tudo, enquanto ele ia se trocar. Após uma rápida geral no cômodo, as vestes formais foi trajar. Uma conferida rápida no cabelo, arrumou um coque impecável, estava longo, talvez devesse cortar curto, como na época em que eles decidiram ficar juntos. Havia nostalgia em lembrar do seu cabelo curto.
Ele coçou a barba, já havia se trocado, e agora estava sentado na sala, aguardando-a para levá-la no trabalho e seguir pros seus próprios afazeres diários. Ela veio, toda engomada, como era próprio de uma bela advogada.
Seguiram elevador abaixo, entraram no carro e numa música de Chico sintonizaram. O trafego estava lento, mas pros dois, o que importava era o vento, que sobrava das janelas abertas. Chegaram ao primeiro destino, um roçar de lábios rápido, uma cumplicidade nos olhares que só havia entre dois que partilhavam de felicidade.
-Bom dia pra tu e cuidado - ele falou
-Aproveita teu dia, príncipe.
E no tudo que aconteceu naquela manhã, foram as únicas falas trocadas. Porque eles eram assim, dum Amor Sem Palavras.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Azul Céu-e-Mar
O azul do mar é de me inundar,
Um azul que me faz querer rimar,
Sobre tudo que se passa na minha mente,
E também me faz pensar que sou diferente,
Que tenho uma alma nascida pra mergulhar.
E ela bem notou,
Minha linda mãe,
Minha mavilinda mãe,
Tanto que disse-me uma vez:
-Filho, vou sempre lhe dar amor,
Independente de onde sua vida for,
Acredito plenamente no seu louvor.
Só aprenda com os momentos de dor,
E lembre-se que pode contar comigo,
Pra ser sempre seu melhor abrigo.
O azul do céu é de me esvoaçar,
Um azul que me faz delirar,
Com tantos romances pra escrever,
E também me faz facilmente perceber,
Que tenho um coração nascido pra voar.
E ele bem notou,
Meu incrível pai,
Meu idolacrível pai,
Tanto que disse-me uma vez:
-Filho, vou sempre lhe amar,
Independente de quem seja você,
Ou do que decida que quer ser,
Aprenda com o que vida lhe oferecer,
E lembre-se que pode contar comigo,
Pra ser sempre seu melhor amigo.
Eles me ensinaram tanto,
Acalentaram a maioria dos meus prantos,
E disseram que tudo ficaria bem,
Que eu seria um alguém,
Especial demais pra não voar ou nadar,
Que eu seria seu azul-céu-e-mar.
E por isso hoje, nessa data ruim,
Queria que eles soubessem de mim,
Que sempre vou lhes honrar.
Mãe, Pai, essas palavras podem anotar:
-Não sei exatamente o que vai ser,
Ou que no meu futuro vai acontecer,
Mas eu tenho uma certeza bem forte,
Uma que vou levar até depois da morte:
O amor de vocês sempre estará comigo,
Vocês sempre serão meu melhor abrigo,
Sempre serão um exemplo a ser atingido,
Por tudo que tenho vivido,
Tudo graças a vocês, graças ao amor que me fez,
Ser assim de querer voar e mergulhar.
Tem vezes que não dá pra notar,
Mas eu amo muito, amo tanto vocês,
Por um, por dois, vinte um, e por três,
Que serei muito realizado se meus filhos um dia,
Me amarem com tamanha alegria.
Um azul que me faz querer rimar,
Sobre tudo que se passa na minha mente,
E também me faz pensar que sou diferente,
Que tenho uma alma nascida pra mergulhar.
E ela bem notou,
Minha linda mãe,
Minha mavilinda mãe,
Tanto que disse-me uma vez:
-Filho, vou sempre lhe dar amor,
Independente de onde sua vida for,
Acredito plenamente no seu louvor.
Só aprenda com os momentos de dor,
E lembre-se que pode contar comigo,
Pra ser sempre seu melhor abrigo.
O azul do céu é de me esvoaçar,
Um azul que me faz delirar,
Com tantos romances pra escrever,
E também me faz facilmente perceber,
Que tenho um coração nascido pra voar.
E ele bem notou,
Meu incrível pai,
Meu idolacrível pai,
Tanto que disse-me uma vez:
-Filho, vou sempre lhe amar,
Independente de quem seja você,
Ou do que decida que quer ser,
Aprenda com o que vida lhe oferecer,
E lembre-se que pode contar comigo,
Pra ser sempre seu melhor amigo.
Eles me ensinaram tanto,
Acalentaram a maioria dos meus prantos,
E disseram que tudo ficaria bem,
Que eu seria um alguém,
Especial demais pra não voar ou nadar,
Que eu seria seu azul-céu-e-mar.
E por isso hoje, nessa data ruim,
Queria que eles soubessem de mim,
Que sempre vou lhes honrar.
Mãe, Pai, essas palavras podem anotar:
-Não sei exatamente o que vai ser,
Ou que no meu futuro vai acontecer,
Mas eu tenho uma certeza bem forte,
Uma que vou levar até depois da morte:
O amor de vocês sempre estará comigo,
Vocês sempre serão meu melhor abrigo,
Sempre serão um exemplo a ser atingido,
Por tudo que tenho vivido,
Tudo graças a vocês, graças ao amor que me fez,
Ser assim de querer voar e mergulhar.
Tem vezes que não dá pra notar,
Mas eu amo muito, amo tanto vocês,
Por um, por dois, vinte um, e por três,
Que serei muito realizado se meus filhos um dia,
Me amarem com tamanha alegria.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Amarela
Se eu não conhecesse bem, diria que seu tom, qué tão bom, é uma miríade de aquarela, mas por a gente já tá nisso a um tempinho nosso, me atrevo a disser que posso, sim, posso sim dizer qual a cor qué dela: é doce e viva Amarela.
Ela é da cor mais crua que existe, da que não há tonalidade triste. É, Nela, não tem muito disso não. Sempre que me pego olhando seu riso, sinto um transbordar de sensação sem aviso, e isso é tão incrível que é chato de admitir, tanto que me sinto a repetir, o quão bem ela me faz com um singelo sorrir.
Admiro, e muito, como ela é duma personalidade só Dela, e entre tantos moldes que não lhe cabem, percebi que Ela é exatamente isso: sem molde, crua por natureza! Crua no sentido de que é o que é, não o que querem Dela, não o que esperam Dela, não o que foi, nem mesmo o que será, apenas o que é. Entre tantos personagens que vivem ali dentro, todos compartilham o gosto pelo número par, a vontade de amar e de ser quem sabe que é. Todos compartilham minha admiração sem limitação; todos compartilham de receber toda essa paixão, que mesmo sem jeito, já germinou forte no meu peito.
Ela respira e transpira isso, em cada palavra dita ou omitida, em cada riso, lágrima, meneio de cabeça ou verso escrito, que não tem como eu não achar isso tão bonito. Ela é assim, linda demais pra mim e a cada pedaço solto seu que eu cato das fugas que Ela dá, percebo que foi pedaço que caiu mesmo, ao acaso, não uma parte que Ela planejou deixar pra me conquistar... A conquista Dela é feita assim, do seu jeito todo que se impregna em mim. E todo dia Ela se faz mais disso: de me pegar, me apegar, me encantar num canto que não tem nota ruim. É estranho perceber o quão simples pra ela é, transbordando esse amarelado todo da cabeça aos pés, que me faz reascender a fé, num amor pruma vida toda.
Não vou mentir que não me assusto com isso, assusto muito! Essa capacidade toda Dela de me fazer querer mais a cada dia sem a gente sequer ter zarpado, faz-me temer o quão vulnerável eu sou pra ela. Mas o que a gente tem tá até acima disso, e o medo, que não é segredo, também tá compartilhado, porque, de alguma forma a gente já sabe, que ou a gente dá certo demais ou muito errado. Não tem como ser negado: é duma paixão linda o que a gente tem vivenciado e tá sendo tão bom, que não me surpreendo com, aquilo que Ela me faz todos os dias: os risos transbordando alegria, simplesmente porque nada daquilo é planejado, é apenas ela sendo quem é, independente de quem quer seja, ou onde esteja.
Ela é assim mesmo, crua, não necessariamente nua, porque a essência dela está além do seu nome, da sua pele, do sorriso, roupas e onde mora: sua essência tá bem exposta, toda inteira, numa aura boa demais preu parar o tempo de tanto admirar, num amarelo forte demais que só meu coração exposto é capaz de enxergar.
A aura é tão boa, que basta ficar um pouco a toa, e minha mente começa a divagar num futuro da gente, nos frutos desse presente, que a gente tá pensando em plantar; nela de branco, comigo todo risonho, pra juntos realizarmos o tal sonho, que é de aliança trocar. É loucura eu sei, mas do meu coração sou rei, e nesse reino, só quem sonha é quem consegue ser feliz.
Por isso, estou nessa, de ir sem pressa. Assim calado, com sorriso abobalhado, filmando cada detalhe que Ela me deixa captar. Sem analisar, sem pensar, apenas o que tiver de ser será, e é mais ou menos isso que imagino que poderá ser: ela a Amarela, há de se misturar com meu Azul, e juntos vamos ter de plantar semente, um desejo que até já se faz presente dentro da gente, pra encher o mundo com o Verde que há de nascer desse romance contente.
Ela é da cor mais crua que existe, da que não há tonalidade triste. É, Nela, não tem muito disso não. Sempre que me pego olhando seu riso, sinto um transbordar de sensação sem aviso, e isso é tão incrível que é chato de admitir, tanto que me sinto a repetir, o quão bem ela me faz com um singelo sorrir.
Admiro, e muito, como ela é duma personalidade só Dela, e entre tantos moldes que não lhe cabem, percebi que Ela é exatamente isso: sem molde, crua por natureza! Crua no sentido de que é o que é, não o que querem Dela, não o que esperam Dela, não o que foi, nem mesmo o que será, apenas o que é. Entre tantos personagens que vivem ali dentro, todos compartilham o gosto pelo número par, a vontade de amar e de ser quem sabe que é. Todos compartilham minha admiração sem limitação; todos compartilham de receber toda essa paixão, que mesmo sem jeito, já germinou forte no meu peito.
Ela respira e transpira isso, em cada palavra dita ou omitida, em cada riso, lágrima, meneio de cabeça ou verso escrito, que não tem como eu não achar isso tão bonito. Ela é assim, linda demais pra mim e a cada pedaço solto seu que eu cato das fugas que Ela dá, percebo que foi pedaço que caiu mesmo, ao acaso, não uma parte que Ela planejou deixar pra me conquistar... A conquista Dela é feita assim, do seu jeito todo que se impregna em mim. E todo dia Ela se faz mais disso: de me pegar, me apegar, me encantar num canto que não tem nota ruim. É estranho perceber o quão simples pra ela é, transbordando esse amarelado todo da cabeça aos pés, que me faz reascender a fé, num amor pruma vida toda.
Não vou mentir que não me assusto com isso, assusto muito! Essa capacidade toda Dela de me fazer querer mais a cada dia sem a gente sequer ter zarpado, faz-me temer o quão vulnerável eu sou pra ela. Mas o que a gente tem tá até acima disso, e o medo, que não é segredo, também tá compartilhado, porque, de alguma forma a gente já sabe, que ou a gente dá certo demais ou muito errado. Não tem como ser negado: é duma paixão linda o que a gente tem vivenciado e tá sendo tão bom, que não me surpreendo com, aquilo que Ela me faz todos os dias: os risos transbordando alegria, simplesmente porque nada daquilo é planejado, é apenas ela sendo quem é, independente de quem quer seja, ou onde esteja.
Ela é assim mesmo, crua, não necessariamente nua, porque a essência dela está além do seu nome, da sua pele, do sorriso, roupas e onde mora: sua essência tá bem exposta, toda inteira, numa aura boa demais preu parar o tempo de tanto admirar, num amarelo forte demais que só meu coração exposto é capaz de enxergar.
A aura é tão boa, que basta ficar um pouco a toa, e minha mente começa a divagar num futuro da gente, nos frutos desse presente, que a gente tá pensando em plantar; nela de branco, comigo todo risonho, pra juntos realizarmos o tal sonho, que é de aliança trocar. É loucura eu sei, mas do meu coração sou rei, e nesse reino, só quem sonha é quem consegue ser feliz.
Por isso, estou nessa, de ir sem pressa. Assim calado, com sorriso abobalhado, filmando cada detalhe que Ela me deixa captar. Sem analisar, sem pensar, apenas o que tiver de ser será, e é mais ou menos isso que imagino que poderá ser: ela a Amarela, há de se misturar com meu Azul, e juntos vamos ter de plantar semente, um desejo que até já se faz presente dentro da gente, pra encher o mundo com o Verde que há de nascer desse romance contente.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Benzinho de Sol
Tem dia que eu acordo assim, rindo bobamente, já que não para de se repetir na minha mente, o sorriso dela que me faz tão contente.
São lembranças bobas, lembranças boas, lembranças ensolaradas.
Cada abraço, cada chamego, beijo, riso solto ou cafuné, faz-me ter mais fé, que a vida é algo bom demais pra gente cogitar acreditar em dias ruins.
Vira e mexe, a gente dá um jeito de se ver, sem motivo especial, apenas pra fazer do dia algo mais animado. É uma fuga boa, momentos rápidos que aplacam a vontade, cultivam felicidade e deixam o sabor de saudade.
Entretanto, como a vida é de ser nem tão colorida, nem todo dia é dia de sol, e tem dia que não da pra gente se ver. Mas como já adiantei pra ela, nesse tipo de situação, não acho que seja problema não:
-Eu guardo a saudade bem direitinho.
Porque ela é assim, um benzinho que surgiu pra alegrar, um benzinho de sol, de fazer sol brilhar.
São lembranças bobas, lembranças boas, lembranças ensolaradas.
Cada abraço, cada chamego, beijo, riso solto ou cafuné, faz-me ter mais fé, que a vida é algo bom demais pra gente cogitar acreditar em dias ruins.
Vira e mexe, a gente dá um jeito de se ver, sem motivo especial, apenas pra fazer do dia algo mais animado. É uma fuga boa, momentos rápidos que aplacam a vontade, cultivam felicidade e deixam o sabor de saudade.
Entretanto, como a vida é de ser nem tão colorida, nem todo dia é dia de sol, e tem dia que não da pra gente se ver. Mas como já adiantei pra ela, nesse tipo de situação, não acho que seja problema não:
-Eu guardo a saudade bem direitinho.
Porque ela é assim, um benzinho que surgiu pra alegrar, um benzinho de sol, de fazer sol brilhar.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Guidão
Decidi parar um pouco. Porque às vezes vale a pena aproveitar a vista do trajeto.
-Não precisa colocar mão no guidão. Deixa um pouco livre e vê onde vai dar – ela me disse entre um beijo bom.
Foi aí que notei algo mais simples: em tempo, eu serei seu se é que isso é pra ser.
Sou desses de se aconchegar no riso alheio, varro preocupação com juras sem freio, gosto de escrever cartas e deixar pra recordar, todo o sentimento que de mim não para de transbordar.
Pena que os momentos bons, são exceções de rotinas que nos comprometemos por um bem maior que nem sabemos mesmo se é tão melhor. É normal se enquadrar no que já existe, mas a verdade é que eu não existo pra ser enquadrado, logo dá pra perceber porque eu fujo tanto do comum. É que eu não gosto de ser um, preferir ser o vinte e um, pra ser de bem comigo mesmo, até nas situações em que as horas são longas e demoram a passar, mas que deixam a sensação que as coisas mais simples serão as mais prazerosas, e com entusiasmo, eu aguardo pelo que vier, sem me preocupar muito.
Não é o bastante definir os termos, se somente tomar conhecimento pela vontade, todas as lições aprendidas serão aquelas escolhidas e aí se perde a beleza das coisas casuais que me fazem tão contentes de estar vivo. Se não é bem-aventurado, que seja bem-aprendido, pra ser o que sempre foi: um eu meio perdido, meio achado, todo felizardo, sem especial motivo, apenas por estar abaixo do sol e acima do chão, com palpitar bom no coração, um doido que deixa livre o guidão.
E claro, por fim, que nunca é realmente o final, ainda há onde a sorte quiser me levar, já que o caminho é um meio de chegar a um resultado astral, onde o trajeto é cheio de dias gentis e se eu me deixar aproveitar meu coração aberto: só coisa boa vou ter por perto, e aí, só aí, no tempo certo, serei seu, como é pra ser, se tiver que ser o nós será.
-Não precisa colocar mão no guidão. Deixa um pouco livre e vê onde vai dar – ela me disse entre um beijo bom.
Foi aí que notei algo mais simples: em tempo, eu serei seu se é que isso é pra ser.
Sou desses de se aconchegar no riso alheio, varro preocupação com juras sem freio, gosto de escrever cartas e deixar pra recordar, todo o sentimento que de mim não para de transbordar.
Pena que os momentos bons, são exceções de rotinas que nos comprometemos por um bem maior que nem sabemos mesmo se é tão melhor. É normal se enquadrar no que já existe, mas a verdade é que eu não existo pra ser enquadrado, logo dá pra perceber porque eu fujo tanto do comum. É que eu não gosto de ser um, preferir ser o vinte e um, pra ser de bem comigo mesmo, até nas situações em que as horas são longas e demoram a passar, mas que deixam a sensação que as coisas mais simples serão as mais prazerosas, e com entusiasmo, eu aguardo pelo que vier, sem me preocupar muito.
Não é o bastante definir os termos, se somente tomar conhecimento pela vontade, todas as lições aprendidas serão aquelas escolhidas e aí se perde a beleza das coisas casuais que me fazem tão contentes de estar vivo. Se não é bem-aventurado, que seja bem-aprendido, pra ser o que sempre foi: um eu meio perdido, meio achado, todo felizardo, sem especial motivo, apenas por estar abaixo do sol e acima do chão, com palpitar bom no coração, um doido que deixa livre o guidão.
E claro, por fim, que nunca é realmente o final, ainda há onde a sorte quiser me levar, já que o caminho é um meio de chegar a um resultado astral, onde o trajeto é cheio de dias gentis e se eu me deixar aproveitar meu coração aberto: só coisa boa vou ter por perto, e aí, só aí, no tempo certo, serei seu, como é pra ser, se tiver que ser o nós será.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Molhar
Não quero ser chuva passageira não,
Quero ficar,
Mas só se me for permitido entrar e molhar.
A pior coisa é chover,
Pra quem usa guarda-chuva.
Te magoei e lamento tanto,
Porém se não tivesse feito,
Nossa história seria tão linda?
Eu não me arrependo,
Foi lição aprendida!
Eu sou muito grato,
Por tu fazer parte da minha vida,
Pelo que já é,
E se for pra ser mais,
Que seja.
Só queria que tu se permitisse molhar,
uma hora,
Se permite molhar,
Né nem mergulhar,
Só molhar.
Deixar as ondas chegar no pé...
O mar não vai te puxar se você na areia ficar.
Quero te ver.
Hoje, amanhã, depois.
Diz o dia,
Quem sabe não é dia de alegrias?
Dia de ficar nós dois,
Apenas de ser o que tiver de ser.
Não quero cobrar nada não,
Amor de cobrança não é nada além de obrigação.
Vou só sempre ser sincero,
Com o pouco que espero,
E hoje eu espero o azul,
Espero um eu somado a um tu.
Quero ficar,
Mas só se me for permitido entrar e molhar.
A pior coisa é chover,
Pra quem usa guarda-chuva.
Te magoei e lamento tanto,
Porém se não tivesse feito,
Nossa história seria tão linda?
Eu não me arrependo,
Foi lição aprendida!
Eu sou muito grato,
Por tu fazer parte da minha vida,
Pelo que já é,
E se for pra ser mais,
Que seja.
Só queria que tu se permitisse molhar,
uma hora,
Se permite molhar,
Né nem mergulhar,
Só molhar.
Deixar as ondas chegar no pé...
O mar não vai te puxar se você na areia ficar.
Quero te ver.
Hoje, amanhã, depois.
Diz o dia,
Quem sabe não é dia de alegrias?
Dia de ficar nós dois,
Apenas de ser o que tiver de ser.
Não quero cobrar nada não,
Amor de cobrança não é nada além de obrigação.
Vou só sempre ser sincero,
Com o pouco que espero,
E hoje eu espero o azul,
Espero um eu somado a um tu.
Além do Que Se Imagina
Eu estava pensando nisso tudo da gente. No azul, nas flores, no barco e em tudo mais que se faz um laço só nosso. É uma história tão rica e complexa que pode ser chamada de mágica ou trágica, a depender do expectador.
Aos poucos a gente vai se conhecendo melhor, vai se querendo mais, porém ainda existe toda essa parte de medo que torna tudo tão inviável, por isso, acho que tenho que esclarecer alguns pontos:
Eu não vou desistir da gente, mesmo que os céus caiam em canivetes, porque quando se tem vontade, o amor verdadeiro parece ter essa capacidade de proteger inteiro; porque mesmo com todo o medo que existe no peito, eu só consigo olhar pra felicidade que a gente parece destinado a ter. E hoje, apesar de não ter certeza que é você mesmo, eu tenho me sentido muito abençoado por lhe ter na minha vida, por já ter essa crença que é você é alguém que não vai ter despedida.
Entendo muito bem que você necessita do seu espaço e tempo. Você é uma pessoa que navega a si mesma e regula sua própria velocidade, porém como lhe disse antes, amor não acontece por inércia, é aceleração, é força que se faz presente. E uma hora você vai dar partida nisso tudo, seja pra irmos em frente, seja pra partir pra longe. Não quero adiantar nada, estou pronto pra aguardar o que tiver de ser, o quanto tiver de ser. E bem sei que você também sente algo por aí, por isso eu vou esperar pacientemente, pra ver o que você vai decidir. Até porque até mesmo as estrelas tão distantes vivem uma vida quase eterna apenas para queimar e brilhar no nosso céu, então nós temos que ter a sobriedade pra aprender sobre e com as forças divinas, você não acha? Tanto a aprender sobre tanta coisa e é melhor que façamos isso juntos, você não acha?
Eu não quero, nem vou ser alguém que vai embora facilmente, não, nunca mais vou repetir esse erro novamente! Eu estou aqui pra ficar e fazer a diferença que você permitir, porque nossas perspectivas destoantes são o que nos ensinarão como crescer e as ferramentas que vamos usar para isso são as memórias que já estamos construindo, já que, no final, você será minha melhor amiga, minha melhor parceira... Pelo menos é o que eu pretendo ao colocar tantos sentimentos bons na semente que tento plantar nos nossos corações.
Eu não vou desistir da gente, mesmo que o mar se evapore, porque quando se tem vontade, o amor verdadeiro parece ter essa capacidade de se fazer presente em tudo que nos é importante. Sei que não anda tão fácil por aí, entretanto, se você se permitir, posso ser tua fuga, seu escudo, seu abrigo ou apenas um sorriso mudo. Eu quero e posso ajudar, desde que você me deixe entrar, e se não puder permitir, deixa apenas que eu lhe faça sorrir, mesmo sem entender de onde vem essas suas tormentas, estou disposto a navegar por elas só pra lhe abraçar.
Ainda não dá pra saber, exatamente o que vai ser, só posso lhe garantir uma coisa: já é algo que me faz muito bem, algo que parece destinado a ir além do que se imagina.
Aos poucos a gente vai se conhecendo melhor, vai se querendo mais, porém ainda existe toda essa parte de medo que torna tudo tão inviável, por isso, acho que tenho que esclarecer alguns pontos:
Eu não vou desistir da gente, mesmo que os céus caiam em canivetes, porque quando se tem vontade, o amor verdadeiro parece ter essa capacidade de proteger inteiro; porque mesmo com todo o medo que existe no peito, eu só consigo olhar pra felicidade que a gente parece destinado a ter. E hoje, apesar de não ter certeza que é você mesmo, eu tenho me sentido muito abençoado por lhe ter na minha vida, por já ter essa crença que é você é alguém que não vai ter despedida.
Entendo muito bem que você necessita do seu espaço e tempo. Você é uma pessoa que navega a si mesma e regula sua própria velocidade, porém como lhe disse antes, amor não acontece por inércia, é aceleração, é força que se faz presente. E uma hora você vai dar partida nisso tudo, seja pra irmos em frente, seja pra partir pra longe. Não quero adiantar nada, estou pronto pra aguardar o que tiver de ser, o quanto tiver de ser. E bem sei que você também sente algo por aí, por isso eu vou esperar pacientemente, pra ver o que você vai decidir. Até porque até mesmo as estrelas tão distantes vivem uma vida quase eterna apenas para queimar e brilhar no nosso céu, então nós temos que ter a sobriedade pra aprender sobre e com as forças divinas, você não acha? Tanto a aprender sobre tanta coisa e é melhor que façamos isso juntos, você não acha?
Eu não quero, nem vou ser alguém que vai embora facilmente, não, nunca mais vou repetir esse erro novamente! Eu estou aqui pra ficar e fazer a diferença que você permitir, porque nossas perspectivas destoantes são o que nos ensinarão como crescer e as ferramentas que vamos usar para isso são as memórias que já estamos construindo, já que, no final, você será minha melhor amiga, minha melhor parceira... Pelo menos é o que eu pretendo ao colocar tantos sentimentos bons na semente que tento plantar nos nossos corações.
Eu não vou desistir da gente, mesmo que o mar se evapore, porque quando se tem vontade, o amor verdadeiro parece ter essa capacidade de se fazer presente em tudo que nos é importante. Sei que não anda tão fácil por aí, entretanto, se você se permitir, posso ser tua fuga, seu escudo, seu abrigo ou apenas um sorriso mudo. Eu quero e posso ajudar, desde que você me deixe entrar, e se não puder permitir, deixa apenas que eu lhe faça sorrir, mesmo sem entender de onde vem essas suas tormentas, estou disposto a navegar por elas só pra lhe abraçar.
Ainda não dá pra saber, exatamente o que vai ser, só posso lhe garantir uma coisa: já é algo que me faz muito bem, algo que parece destinado a ir além do que se imagina.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Padrão de Mar
Eu gosto de traçar padrões, através de reações interpessoais, desenho, na minha mente, figuras onde as linhas se sobrepõe pelo que me demonstram, e, como posso dizer isso sem me entregar por completo? Você, com esse jeito único, traz-me todas as sensações que tenho quando estou no mar.
Você chega invadindo, aos poucos, ciclicamente, como as ondas que roçam a areia: seu riso faz exatamente o mesmo quando toca meu coração e me remete uma sensação tão gostosa que me pego sorrindo só de lembrar disso. E quanto mais eu conheço de você, mais percebo a imensidão que existe no seu ser, em como você parece saber amar coisas tão simples, tão lindas, tão comuns e admiráveis, que eu fico impressionado com cada pequena atitude sua, principalmente por saber que são todas naturais. Eu não queria me entregar por completo, só que eu acho que já me entreguei há muito, e, sinceramente, eu nunca resisti a mergulhar no mar, então não seria diferente com você, entende?
Você chega invadindo, aos poucos, ciclicamente, como as ondas que roçam a areia: seu riso faz exatamente o mesmo quando toca meu coração e me remete uma sensação tão gostosa que me pego sorrindo só de lembrar disso. E quanto mais eu conheço de você, mais percebo a imensidão que existe no seu ser, em como você parece saber amar coisas tão simples, tão lindas, tão comuns e admiráveis, que eu fico impressionado com cada pequena atitude sua, principalmente por saber que são todas naturais. Eu não queria me entregar por completo, só que eu acho que já me entreguei há muito, e, sinceramente, eu nunca resisti a mergulhar no mar, então não seria diferente com você, entende?
terça-feira, 12 de maio de 2015
Cheiro
Sabe, pequena,
Tá tudo bem,
Nisso quá gente tem,
De querer tempo todo,
Colo um do outro.
É estranho admitir,
Pros outro explicar,
Como a gente se achou,
E já tá sendo assim,
Sentindo sim,
Que é pra bem ser,
Num cafuné bom de dar,
E todo dia de sol raiar.
Entre beijo bom,
Vem o cheiro com,
Que gosto de ficar,
De chegar em casa e respirar,
Teu aroma sendo meu,
Presentinho de Deus.
Porque é de carinho,
Que nos faz bem,
Que faz nosso caminho,
E se for pra ser além,
Vai ter sempre disso,
Cheiro, beijo e reboliço.
Sabe, pequena,
Quando você não vem,
Percebo que já tem,
Saudade do seu cheiro,
Que quero no travesseiro.
Pra me fazer sorrir,
Sempre que eu acordar,
Porque no quá gente achou,
Já faz bem pra mim,
E você me faz assim,
Transbordar num bem querer,
De cafuné lhe inundar,
Pro teu sol em mim raiar.
Tá tudo bem,
Nisso quá gente tem,
De querer tempo todo,
Colo um do outro.
É estranho admitir,
Pros outro explicar,
Como a gente se achou,
E já tá sendo assim,
Sentindo sim,
Que é pra bem ser,
Num cafuné bom de dar,
E todo dia de sol raiar.
Entre beijo bom,
Vem o cheiro com,
Que gosto de ficar,
De chegar em casa e respirar,
Teu aroma sendo meu,
Presentinho de Deus.
Porque é de carinho,
Que nos faz bem,
Que faz nosso caminho,
E se for pra ser além,
Vai ter sempre disso,
Cheiro, beijo e reboliço.
Sabe, pequena,
Quando você não vem,
Percebo que já tem,
Saudade do seu cheiro,
Que quero no travesseiro.
Pra me fazer sorrir,
Sempre que eu acordar,
Porque no quá gente achou,
Já faz bem pra mim,
E você me faz assim,
Transbordar num bem querer,
De cafuné lhe inundar,
Pro teu sol em mim raiar.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Só Da Gente
A conversa não cessa,
E não tem quem messa,
O bom que já faz,
O quanto ela é demais.
É, é sim,
É de um benzinho assim,
Que se faz presente,
Que torna o resto ausente.
E tá tudo tão bom,
Que sinto uma leveza,
De me contagiar todo,
Me faz querer que todo dia,
Seja de sol pra espreitar.
Porque seu beijo com batom,
Tem esse tipo de proeza,
Que me passa o rodo,
Desperta essa sinfonia,
Que no peito vem ribombar.
Enquanto a analiso,
Me pego todo domado,
Quase de cabeça pra baixo.
E nos seus braços me encaixo,
Dos seus sorrisos, faço piso,
Prum romance corado.
E eu fico abobado,
Meio perdido, quase calado,
Com riso incontido,
Gostando de cada parte,
Que ela me manda aos poucos,
Que faz meu entoar rouco,
Cheio de vergonha.
Porque ela nem sonha,
Que na minha mente faço colagem,
Pra imitar o tipo dela de arte,
E nos bordar num presente,
Que darei quando reunir coragem:
Um romance só da gente.
E não tem quem messa,
O bom que já faz,
O quanto ela é demais.
É, é sim,
É de um benzinho assim,
Que se faz presente,
Que torna o resto ausente.
E tá tudo tão bom,
Que sinto uma leveza,
De me contagiar todo,
Me faz querer que todo dia,
Seja de sol pra espreitar.
Porque seu beijo com batom,
Tem esse tipo de proeza,
Que me passa o rodo,
Desperta essa sinfonia,
Que no peito vem ribombar.
Enquanto a analiso,
Me pego todo domado,
Quase de cabeça pra baixo.
E nos seus braços me encaixo,
Dos seus sorrisos, faço piso,
Prum romance corado.
E eu fico abobado,
Meio perdido, quase calado,
Com riso incontido,
Gostando de cada parte,
Que ela me manda aos poucos,
Que faz meu entoar rouco,
Cheio de vergonha.
Porque ela nem sonha,
Que na minha mente faço colagem,
Pra imitar o tipo dela de arte,
E nos bordar num presente,
Que darei quando reunir coragem:
Um romance só da gente.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Hora de Glória (Ano Azul)
Dia raiou, era pra ser mais um, ainda não dava pra saber, mas aquele dia, apesar de não ser, seria o vinte e um. Era um dia comum, mais outro, que fosse o que tivesse de ser. Era isso que entoava na mente quando o sono se desfez; havia tanta coisa pra resolver, que ainda não era hora de se preocupar com o grande evento do domingo. Era um dia de glória, só que não tinha como saber ainda.
Da cozinha pra varanda olhar o céu, deixar a vista se perder no azul, numa oração pra trazer boas vibrações, e aí os olhos se voltaram pro campo que despertava tanto amor.
Já estava tudo pintado, o palco todo preparado: a âncora que estava tatuada, literalmente, no peito, também decorava o centro do campo; era mais uma batalha, mais uma em que tudo seria doado em campo.
Equipamentos, bicicleta e fones de ouvido, cada pedalada trazia um pouco de paz pro coração que já estava tão tranquilo. Chegar cedo sempre foi bom. É verdade que existiam tantos afazeres, mas no geral era tão bom ocupar a mente, pra não deixar o frio da barriga anterior voltar a tomar os pensamentos. Fazia quantos anos que sentia aquilo em toda véspera de jogo? Três anos? Quatro anos? Não importava, sempre iria sentir aquilo, porque no momento que deixasse de sentir, sabia que era o dia em que não mais se importava, e que assim, não deveria mais ter direito a um uniforme azul.
Enquanto as pendências eram resolvidas, o lado jogador foi esquecido, como sempre. Agora era diretor e tinha responsabilidades maiores. Organizar tudo e, pela primeira vez, não houve o clima de correria, de afobação.
Almoçar com os companheiros foi mais uma das sensações inéditas daquele dia; trazia uma sensação familiar, uma leveza que era fruto da harmonia que havia bem lá dentro, no coração e na alma.
A volta pra casa foi ainda mais tranquila, poderia ficar no vestiário, entretanto não há lugar melhor que o lar pra relaxar. Músicas escolhidas especialmente, um banho gelado pra levar pra longe o calor e qualquer sensação ruim. Relaxar nunca foi tão fácil, principalmente com o e-mail dela que chegou.
Uma última checagem nos afazeres de diretor, e mais uma vez, adiantando o cronograma previsto, agora só restava o papel de jogador.
Roupas de aquecimento, alguns equipamentos velhos, a maioria dos que vestiu eram novos e azuis, todos pra que aquela temporada fosse diferente, e dentre tudo que carregava, as duas maiores mudanças naquele dia eram: o Tal novo que carregava no pescoço, uma lembrança da promessa pra tudo que viesse a realizar, e principalmente a sensação que tudo estava onde e como devia estar, uma harmonia própria que não conseguia explicar.
A concentração chegou no auge. Dedos enfaixados pra prevenir antigos e novos entorses; os últimos detalhes dos equipamentos devidamente ajustado e um uniforme azul que fazia tudo mais adequado. O vinte e um tatuado abaixo da âncora, agora destoava no azul das suas vestes. Havia orgulho daquele número, orgulho de todo o significado que existia no seu padrão.
Um suspiro longo e estava pronto. Discursos entoaram ao redor, contudo, nenhuma palavra que dissessem faria diferença àquela altura: tudo já estava na cabeça, faltava apenas uma última parte, a benção pra que tudo desse certo.
De joelhos, como todos no recinto, com uma mão no ombro de um irmão, a oração foi entoada. Mas dessa vez a imagem visualizada nos olhos fechados foi diferente: havia paz, daquela que só se faz, quando se está tudo bem e o que havia além, era um bom azul. O grande ótimo azul. As preces dos irmãos ao redor seguiam firme, enquanto a mente miravam o que viria a frente. Um novo desafio a superar, tudo ia ser deixado em campo, era missão e obrigação.
Foi aí que uma situação inédita surgiu: o campo sumiu, e na mente surgiu apenas o azul, representado no mar. O mar que dava nome ao time, o mar que era tão importante em tudo que já vivenciara. O mar que ela havia prometido compartilhar. O azul que ela havia informado que seria a ponte pra tudo de bom que viesse daquilo tudo que estava surgindo.
E quando a oração mudou, o mar se tornou céu, de um azul tão bom, que não tinha como duvidar que o futuro seria igualmente positivo. Ao fim, antes do amém, o que fazia mais bem, além de todo azul, era o rosto dela, o rosto e o riso cru. Que saudade! Que vontade! E dava pra sentir toda as energias boas que ela enviou logo cedo, tanto que tudo transbordava quando o campo foi pisado pelo pé direito.
Um último olhar pro céu, um indicador praquele que era metade e pra sempre iria ser. O jogo começou. Era mais um, como todos os outros que já haviam passado, como todos os treinos durante a semana. A primeira participação passou, tranquila, apenas tinha de fazer o seu trabalho e era o que iria ser feito.
Treino duro, trabalho duro, tanto tempo abdicado e nada disso passava pela cabeça quando o momento chegou. Tão rápido, tão súbito, reflexo de tudo que se acumulou e foi aí que o momento sonhado finalmente chegou.
A hora de glória chegou. Foi rápido, fugaz e um pouco doloroso. A costela doía da pancada que veio no fim da conquista; a adrenalina ainda era muito forte e quando os irmãos chegaram para parabenizar, não sabia bem o que falar, apenas queria continuar ali. Tinha ensaiado tantas vezes aquele momento na mente, sonhado tanto, e quando finalmente chegou, nada foi como o planejado. Estava cansado, felizardo, realizado e principalmente impressionado. Porque ali, o que mais lhe vinha a mente era a sensação de que era só o começo, que uma aura boa atraí coisas tão boas que correspondem ao que se planta; ali era melhor do que a imaginação jamais fora capaz de conjecturar; ali, leve como estava, toda a aura boa que trazia dentro do peito e que ela enviara, se consolidara naquela conquista pessoal tão incrível.
Foi a primeira glória do dia e os irmãos seguiram o seu caminho como inspiração. Uma apresentação memorável, como nunca havia vivenciado. Tudo foi se consolidando naquela tarde única, quase perfeita, e só não o foi, porque sempre há o que se melhorar, e dava pra perceber que ainda tinham um longo caminho a percorrer. Ao fim daquela jornada, quando a lua já despontava no céu, veio a chuva. Que tinha de vir pra molhar, pra lavar, pra mostrar que o céu viu tudo, que estava ali de testemunha de todo o trabalho duro e a recompensa que finalmente havia chegado.
Nunca ousem acreditar que não chega, porque chega. Todo trabalho duro recompensa, principalmente se existe crença e aura boa. Foi assim comigo, mas foi só o começo. É um ano azul que está vindo, é um ano azul que o sorriso dela vem me trazendo todos esses dias e que me levará pra tantas outras vitórias e glórias de chegar. Um ano azul meu, um ano azul dela, quiçá nosso e de todos ao redor que quiserem pegar carona. É um ano azul que eu quero e que construo, um ano entre risos e glórias, um ano pra entrar pra história.
Da cozinha pra varanda olhar o céu, deixar a vista se perder no azul, numa oração pra trazer boas vibrações, e aí os olhos se voltaram pro campo que despertava tanto amor.
Já estava tudo pintado, o palco todo preparado: a âncora que estava tatuada, literalmente, no peito, também decorava o centro do campo; era mais uma batalha, mais uma em que tudo seria doado em campo.
Equipamentos, bicicleta e fones de ouvido, cada pedalada trazia um pouco de paz pro coração que já estava tão tranquilo. Chegar cedo sempre foi bom. É verdade que existiam tantos afazeres, mas no geral era tão bom ocupar a mente, pra não deixar o frio da barriga anterior voltar a tomar os pensamentos. Fazia quantos anos que sentia aquilo em toda véspera de jogo? Três anos? Quatro anos? Não importava, sempre iria sentir aquilo, porque no momento que deixasse de sentir, sabia que era o dia em que não mais se importava, e que assim, não deveria mais ter direito a um uniforme azul.
Enquanto as pendências eram resolvidas, o lado jogador foi esquecido, como sempre. Agora era diretor e tinha responsabilidades maiores. Organizar tudo e, pela primeira vez, não houve o clima de correria, de afobação.
Almoçar com os companheiros foi mais uma das sensações inéditas daquele dia; trazia uma sensação familiar, uma leveza que era fruto da harmonia que havia bem lá dentro, no coração e na alma.
A volta pra casa foi ainda mais tranquila, poderia ficar no vestiário, entretanto não há lugar melhor que o lar pra relaxar. Músicas escolhidas especialmente, um banho gelado pra levar pra longe o calor e qualquer sensação ruim. Relaxar nunca foi tão fácil, principalmente com o e-mail dela que chegou.
Uma última checagem nos afazeres de diretor, e mais uma vez, adiantando o cronograma previsto, agora só restava o papel de jogador.
Roupas de aquecimento, alguns equipamentos velhos, a maioria dos que vestiu eram novos e azuis, todos pra que aquela temporada fosse diferente, e dentre tudo que carregava, as duas maiores mudanças naquele dia eram: o Tal novo que carregava no pescoço, uma lembrança da promessa pra tudo que viesse a realizar, e principalmente a sensação que tudo estava onde e como devia estar, uma harmonia própria que não conseguia explicar.
A concentração chegou no auge. Dedos enfaixados pra prevenir antigos e novos entorses; os últimos detalhes dos equipamentos devidamente ajustado e um uniforme azul que fazia tudo mais adequado. O vinte e um tatuado abaixo da âncora, agora destoava no azul das suas vestes. Havia orgulho daquele número, orgulho de todo o significado que existia no seu padrão.
Um suspiro longo e estava pronto. Discursos entoaram ao redor, contudo, nenhuma palavra que dissessem faria diferença àquela altura: tudo já estava na cabeça, faltava apenas uma última parte, a benção pra que tudo desse certo.
De joelhos, como todos no recinto, com uma mão no ombro de um irmão, a oração foi entoada. Mas dessa vez a imagem visualizada nos olhos fechados foi diferente: havia paz, daquela que só se faz, quando se está tudo bem e o que havia além, era um bom azul. O grande ótimo azul. As preces dos irmãos ao redor seguiam firme, enquanto a mente miravam o que viria a frente. Um novo desafio a superar, tudo ia ser deixado em campo, era missão e obrigação.
Foi aí que uma situação inédita surgiu: o campo sumiu, e na mente surgiu apenas o azul, representado no mar. O mar que dava nome ao time, o mar que era tão importante em tudo que já vivenciara. O mar que ela havia prometido compartilhar. O azul que ela havia informado que seria a ponte pra tudo de bom que viesse daquilo tudo que estava surgindo.
E quando a oração mudou, o mar se tornou céu, de um azul tão bom, que não tinha como duvidar que o futuro seria igualmente positivo. Ao fim, antes do amém, o que fazia mais bem, além de todo azul, era o rosto dela, o rosto e o riso cru. Que saudade! Que vontade! E dava pra sentir toda as energias boas que ela enviou logo cedo, tanto que tudo transbordava quando o campo foi pisado pelo pé direito.
Um último olhar pro céu, um indicador praquele que era metade e pra sempre iria ser. O jogo começou. Era mais um, como todos os outros que já haviam passado, como todos os treinos durante a semana. A primeira participação passou, tranquila, apenas tinha de fazer o seu trabalho e era o que iria ser feito.
Treino duro, trabalho duro, tanto tempo abdicado e nada disso passava pela cabeça quando o momento chegou. Tão rápido, tão súbito, reflexo de tudo que se acumulou e foi aí que o momento sonhado finalmente chegou.
A hora de glória chegou. Foi rápido, fugaz e um pouco doloroso. A costela doía da pancada que veio no fim da conquista; a adrenalina ainda era muito forte e quando os irmãos chegaram para parabenizar, não sabia bem o que falar, apenas queria continuar ali. Tinha ensaiado tantas vezes aquele momento na mente, sonhado tanto, e quando finalmente chegou, nada foi como o planejado. Estava cansado, felizardo, realizado e principalmente impressionado. Porque ali, o que mais lhe vinha a mente era a sensação de que era só o começo, que uma aura boa atraí coisas tão boas que correspondem ao que se planta; ali era melhor do que a imaginação jamais fora capaz de conjecturar; ali, leve como estava, toda a aura boa que trazia dentro do peito e que ela enviara, se consolidara naquela conquista pessoal tão incrível.
Foi a primeira glória do dia e os irmãos seguiram o seu caminho como inspiração. Uma apresentação memorável, como nunca havia vivenciado. Tudo foi se consolidando naquela tarde única, quase perfeita, e só não o foi, porque sempre há o que se melhorar, e dava pra perceber que ainda tinham um longo caminho a percorrer. Ao fim daquela jornada, quando a lua já despontava no céu, veio a chuva. Que tinha de vir pra molhar, pra lavar, pra mostrar que o céu viu tudo, que estava ali de testemunha de todo o trabalho duro e a recompensa que finalmente havia chegado.
Nunca ousem acreditar que não chega, porque chega. Todo trabalho duro recompensa, principalmente se existe crença e aura boa. Foi assim comigo, mas foi só o começo. É um ano azul que está vindo, é um ano azul que o sorriso dela vem me trazendo todos esses dias e que me levará pra tantas outras vitórias e glórias de chegar. Um ano azul meu, um ano azul dela, quiçá nosso e de todos ao redor que quiserem pegar carona. É um ano azul que eu quero e que construo, um ano entre risos e glórias, um ano pra entrar pra história.
Moça Bela
Ela faz assim,
De mim, todo risonho,
Um beijo, um abraço,
Um amor típico de sonho,
Um desejo, um laço,
Um azul sem fim.
Ela é luz, é energia boa demais. Súbita, rupta, livre e alegre. Explode, recolhe, esconde e me desperta um bem tão além, que não dá pra saber o que é que vem.
Ó flor, bordada em amor, nos dá chance vai? Quem sabe nosso romance não vai? Quem sabe né que nem novela? Eu o príncipe, você a moça bela.
De mim, todo risonho,
Um beijo, um abraço,
Um amor típico de sonho,
Um desejo, um laço,
Um azul sem fim.
Ela é luz, é energia boa demais. Súbita, rupta, livre e alegre. Explode, recolhe, esconde e me desperta um bem tão além, que não dá pra saber o que é que vem.
Ó flor, bordada em amor, nos dá chance vai? Quem sabe nosso romance não vai? Quem sabe né que nem novela? Eu o príncipe, você a moça bela.
terça-feira, 5 de maio de 2015
De Papear
Tem coisa que não se explica, só acontece. Anormal, atípico, incomum, nada disso sinaliza bem o que tá sendo tudo isso. Uma foto diferente, tantas fotos especiais, algumas palavras trocadas, o riso dela já lhe chamava atenção, mesmo antes de trocarmos maiores informações. As mandalas do sistema solar lhe despertaram um interesse tão grande, que ele decidiu pelo ousar e, quem diria, foram algumas palavras perdidas, soltas e publicadas, que despertaram um interesse curioso nela.
Ele tratou de explicar tudo logo de inicio: não a conhecia, mas queria, ainda não, mas por que não? Pensava na vida como algo valioso demais pra perder tempo tentando entender as formas como alguns acontecimentos procedem e ela pareceu gostar da explicação, tanto que não levantou mais nenhum interrogação, apenas risadas, o que o deixou de alma lavada.
A conversa fluiu bem, foi além: do que se vê, do que se imagina, do que a razão diz pra ser e foi.
Duas noites de quase encontro, que terminando em desencontros, se tornaram mais palavras trocadas, mais simetria assentada, mais risadas exacerbadas.
Aí, de súbito, como tudo que os envolvia, surgiu um encontro. Nervosismo, mãos suando, amnésia geográfica, um riso meio louco na cara. Ele se perdeu em ruas que reconhecia nas palmas suas, e foi ela quem o achou, com um aceno breve e um sorriso encantador. Ele riu, encostou a bicicleta e sentou ao lado dela, se sentindo meio abobalhado, um bastante felizardo, e, pela primeira vez em muito tempo, não sabia bem o que falar, mas não fazia mal, ela já estava preparada. Mesmo toda corada, com alegria bordada, começou o dialogar e o alivio se fez nele. Os dois pareciam compartilhar uma natureza peculiar, a de papear.
Engraçado como ela superou em muito a encomenda, era muito mais que cativante, como ele havia anteriormente dito, ele emanava algo tão bonito, toda feita pruma poesia, uma prosa, tão boa de descrever, que já contagiava, mesmo com tão pouco tempo de chegada.
Ele a enumerou assim: um riso tão grande, constante, daqueles que esbanja, que rouba a atenção, e que se não for avisado de antemão, pode roubar até coração. Maçãs tão felizes nas bochechas, de uma fofura invejável, de um atrair quase irresponsável; um olhar muito vivo, atento, esperto demais, e que, sem especial motivo, lhe faz querer roubar o foco; as madeixas bem elaboradas entre dourado, mogno, castanho e flor de liz, que sinalizam um tom tão feliz, uma aura solar, quase como se fosse o que seu nome quisesse significar.
E o tempo correu, eles falaram, riram, se envergonharam e coraram. Alguns olhares, alguns toques, sorrisos de retoque e o tempo correu tanto que voou. Ela tinha de ir e ele também, mas não antes de ele lhe acrescentar sobre três dos seus muitos sorrisos, que sem aviso, ele passou a contar. Ela toda corada, lhe deu uma risada ousada, como quem espera pela próxima parte. Ele partiu, com a lua de companhia e o aroma do rio, relaxado, nem parecia uma segunda-feira qualquer, que maravilha de mulher.
Até agora foi assim e eles se mantém, nessas conversas tão além, entre palavras, de papear, porque o que já estava sendo, era o que será.
Ele tratou de explicar tudo logo de inicio: não a conhecia, mas queria, ainda não, mas por que não? Pensava na vida como algo valioso demais pra perder tempo tentando entender as formas como alguns acontecimentos procedem e ela pareceu gostar da explicação, tanto que não levantou mais nenhum interrogação, apenas risadas, o que o deixou de alma lavada.
A conversa fluiu bem, foi além: do que se vê, do que se imagina, do que a razão diz pra ser e foi.
Duas noites de quase encontro, que terminando em desencontros, se tornaram mais palavras trocadas, mais simetria assentada, mais risadas exacerbadas.
Aí, de súbito, como tudo que os envolvia, surgiu um encontro. Nervosismo, mãos suando, amnésia geográfica, um riso meio louco na cara. Ele se perdeu em ruas que reconhecia nas palmas suas, e foi ela quem o achou, com um aceno breve e um sorriso encantador. Ele riu, encostou a bicicleta e sentou ao lado dela, se sentindo meio abobalhado, um bastante felizardo, e, pela primeira vez em muito tempo, não sabia bem o que falar, mas não fazia mal, ela já estava preparada. Mesmo toda corada, com alegria bordada, começou o dialogar e o alivio se fez nele. Os dois pareciam compartilhar uma natureza peculiar, a de papear.
Engraçado como ela superou em muito a encomenda, era muito mais que cativante, como ele havia anteriormente dito, ele emanava algo tão bonito, toda feita pruma poesia, uma prosa, tão boa de descrever, que já contagiava, mesmo com tão pouco tempo de chegada.
Ele a enumerou assim: um riso tão grande, constante, daqueles que esbanja, que rouba a atenção, e que se não for avisado de antemão, pode roubar até coração. Maçãs tão felizes nas bochechas, de uma fofura invejável, de um atrair quase irresponsável; um olhar muito vivo, atento, esperto demais, e que, sem especial motivo, lhe faz querer roubar o foco; as madeixas bem elaboradas entre dourado, mogno, castanho e flor de liz, que sinalizam um tom tão feliz, uma aura solar, quase como se fosse o que seu nome quisesse significar.
E o tempo correu, eles falaram, riram, se envergonharam e coraram. Alguns olhares, alguns toques, sorrisos de retoque e o tempo correu tanto que voou. Ela tinha de ir e ele também, mas não antes de ele lhe acrescentar sobre três dos seus muitos sorrisos, que sem aviso, ele passou a contar. Ela toda corada, lhe deu uma risada ousada, como quem espera pela próxima parte. Ele partiu, com a lua de companhia e o aroma do rio, relaxado, nem parecia uma segunda-feira qualquer, que maravilha de mulher.
Até agora foi assim e eles se mantém, nessas conversas tão além, entre palavras, de papear, porque o que já estava sendo, era o que será.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Lindo Azul
Queria te fazer um convite,
Pra gente ficar junto,
Papeando sobre tudo qué assunto,
Pra gente entender bem,
Tudo isso que a gente tem.
Quero uma noite sem limites,
Pra gente poder se soltar,
Deixar que esse apaixonar,
Realize-se como tiver de ser,
E se permita acontecer.
É meu benzinho,
Quero logo te encontrar,
Pra te dar todo o carinho,
Que de mim não para de transbordar.
A gente tá nessa sincronia,
Em que as trocas de palavras,
São a alegria do dia,
E tá faltando apenas,
Dançar agarrado a tu.
Porque eu só vejo amor,
Quando fecho meus olhos,
Tudo se enche da nossa cor,
E só há tu, minha morena,
No nosso doce lindo azul.
Você aceita então?
Uma noite na companhia,
D'eu, as estrelas e a lua?
Pés descalços sujos da rua,
E minhas mãos serpeando as tuas?
Diz que sim pro meu coração,
Faz ele batucar de alegria,
E vamos dormir agarrado,
Deixar que nosso conto apaixonado,
Se faça real além dos olhos fechados.
Precisamos de só uma chance,
Pra pintarmos o mundo,
Com a cor desse romance,
Nesse nosso lindo azul,
Que é de mergulhar fundo,
Como eu sou feito pra tu.
Pra gente ficar junto,
Papeando sobre tudo qué assunto,
Pra gente entender bem,
Tudo isso que a gente tem.
Quero uma noite sem limites,
Pra gente poder se soltar,
Deixar que esse apaixonar,
Realize-se como tiver de ser,
E se permita acontecer.
É meu benzinho,
Quero logo te encontrar,
Pra te dar todo o carinho,
Que de mim não para de transbordar.
A gente tá nessa sincronia,
Em que as trocas de palavras,
São a alegria do dia,
E tá faltando apenas,
Dançar agarrado a tu.
Porque eu só vejo amor,
Quando fecho meus olhos,
Tudo se enche da nossa cor,
E só há tu, minha morena,
No nosso doce lindo azul.
Você aceita então?
Uma noite na companhia,
D'eu, as estrelas e a lua?
Pés descalços sujos da rua,
E minhas mãos serpeando as tuas?
Diz que sim pro meu coração,
Faz ele batucar de alegria,
E vamos dormir agarrado,
Deixar que nosso conto apaixonado,
Se faça real além dos olhos fechados.
Precisamos de só uma chance,
Pra pintarmos o mundo,
Com a cor desse romance,
Nesse nosso lindo azul,
Que é de mergulhar fundo,
Como eu sou feito pra tu.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Só Quero
Passando com a minha bicicleta por uma das pontes que sou tão apaixonado, cantarolando músicas felizes demais para uma terça-feira à tarde, mal percebo que as pessoas me olham estranho: o trânsito está infernal e elas não sabem o que estou sentindo no peito; elas não tem como entender que eu tenho lembranças boas demais transbordando na mente e que fazem meu coração batucar mais que orquestra de frevo. Basta eu fechar os olhos e consigo repetir tudo que aconteceu: o seu riso, o brilho no olhar, o primeiro beijo semi-roubado e tudo tão sincronizado; eu esperava seguir andando normalmente ao fim daquela tarde, mas você deixou uma brecha pequena e assim que segurei sua mão, percebi que não iria ficar pra trás, que naquele pulsar, as coisas iam ser bem diferentes.
A bem verdade é que depois de tanto tempo escrevendo sobre o assunto, buscando desesperadamente encontrar algo que se assemelhasse ao que persegui por toda a vida, seria normal que eu tivesse vontade de desistir, porém acho que nunca perdi as esperanças. Bastava eu olhar pro azul que tem no céu e meu coração já voltava a imaginar como seria quando eu a encontrasse, e agora que acho que aconteceu, as mãos tremem, as borboletas levantam voo na barriga e o sorriso não consegue parar de se expor no rosto até as bochechas doerem.
Ainda bem que não é tão fácil, senão, talvez não seria tão mágico, só que, sejamos sinceros, nem de longe é tão difícil assim: estamos presos numa encruzilhada em que o destino está nos dando tanta certeza que não é de impressionar que, a gente, vez ou outra, se amedronta, entretanto, por agora, eu só quero que você deite seu corpo e relaxe; eu estou aqui, pra que você cole em mim, então, bela menina, vem cá que fui feito pra isso mesmo, pra ser um meio da conchinha só nossa.
Você não sabe, mas em quase todas as noites, enquanto minha cabeça repousa no meu gostoso travesseiro quando deito na minha cama, sinto que algo está faltando e consigo visualizar você colocando um pijama todo solto antes de dormir, fazendo sentindo algo semelhante ao que está dentro de mim, e aí eu meio que esqueço de tudo um pouco: perco-me em devaneios que só acreditava existirem em obras ficcionais.
Esses dias tem sido tão engraçados que consigo repousar livre de preocupações, pensando que se tiver de fazer sol, que ensolarado seja feito, e se tiver de chover, que venha pra me encharcar, desde que seja apenas pra dançar descalço ao seu lado. Tudo que virá, que seja ao seu lado.
Ainda bem que não é tão simples, senão, sabemos que não seria tão único, mas nem de longe é complicado assim, nós, de repente, chegamos a essa boa encruzilhada que parece querer nos levar pro ponto em que sempre sonhamos chegar, e eu só quero que você deite seu corpo no meu; quero que seu cheiro seja mais meu que seu, um misturado que nos deixe ainda mais apaixonados; que seu gosto seja nosso, de uma forma eu não saiba mais diferenciar o que era meu e o que era seu, até porque o que vai importar mesmo é que será só nosso; que sua pele seja um livro em branco preu fazer meus lábios de caneta e preencher com toda a paixão que transborda de mim.
Coisa divertida é que tenho acordado assim desde que estamos nessa, imaginando tudo que a gente tem sem ter, e no que ainda vai ser, porque nossos sonhos, aos poucos, vão quebrando as barreiras dos medos que a racionalidade nos impôs.
Então, bela menina, deite o seu corpo ao lado do meu, seja do meu coração, o apogeu, e não se preocupe, de alguma forma que não consegui entender ainda, você já me fez todo seu, e é exatamente o que quero: você, só quero você.
A bem verdade é que depois de tanto tempo escrevendo sobre o assunto, buscando desesperadamente encontrar algo que se assemelhasse ao que persegui por toda a vida, seria normal que eu tivesse vontade de desistir, porém acho que nunca perdi as esperanças. Bastava eu olhar pro azul que tem no céu e meu coração já voltava a imaginar como seria quando eu a encontrasse, e agora que acho que aconteceu, as mãos tremem, as borboletas levantam voo na barriga e o sorriso não consegue parar de se expor no rosto até as bochechas doerem.
Ainda bem que não é tão fácil, senão, talvez não seria tão mágico, só que, sejamos sinceros, nem de longe é tão difícil assim: estamos presos numa encruzilhada em que o destino está nos dando tanta certeza que não é de impressionar que, a gente, vez ou outra, se amedronta, entretanto, por agora, eu só quero que você deite seu corpo e relaxe; eu estou aqui, pra que você cole em mim, então, bela menina, vem cá que fui feito pra isso mesmo, pra ser um meio da conchinha só nossa.
Você não sabe, mas em quase todas as noites, enquanto minha cabeça repousa no meu gostoso travesseiro quando deito na minha cama, sinto que algo está faltando e consigo visualizar você colocando um pijama todo solto antes de dormir, fazendo sentindo algo semelhante ao que está dentro de mim, e aí eu meio que esqueço de tudo um pouco: perco-me em devaneios que só acreditava existirem em obras ficcionais.
Esses dias tem sido tão engraçados que consigo repousar livre de preocupações, pensando que se tiver de fazer sol, que ensolarado seja feito, e se tiver de chover, que venha pra me encharcar, desde que seja apenas pra dançar descalço ao seu lado. Tudo que virá, que seja ao seu lado.
Ainda bem que não é tão simples, senão, sabemos que não seria tão único, mas nem de longe é complicado assim, nós, de repente, chegamos a essa boa encruzilhada que parece querer nos levar pro ponto em que sempre sonhamos chegar, e eu só quero que você deite seu corpo no meu; quero que seu cheiro seja mais meu que seu, um misturado que nos deixe ainda mais apaixonados; que seu gosto seja nosso, de uma forma eu não saiba mais diferenciar o que era meu e o que era seu, até porque o que vai importar mesmo é que será só nosso; que sua pele seja um livro em branco preu fazer meus lábios de caneta e preencher com toda a paixão que transborda de mim.
Coisa divertida é que tenho acordado assim desde que estamos nessa, imaginando tudo que a gente tem sem ter, e no que ainda vai ser, porque nossos sonhos, aos poucos, vão quebrando as barreiras dos medos que a racionalidade nos impôs.
Então, bela menina, deite o seu corpo ao lado do meu, seja do meu coração, o apogeu, e não se preocupe, de alguma forma que não consegui entender ainda, você já me fez todo seu, e é exatamente o que quero: você, só quero você.
domingo, 26 de abril de 2015
Coração Romeu
Recife, Pernambuco,
Terra dalvorada,
Sou amor, sou maluco,
Dalma enamorada,
Dos trombetes e tambor,
Dum carnaval chei de cor.
Canceriano sim,
Do tipo todo exposto,
Esbanjador de tantos sorrisos,
E gritos sem prévios avisos,
Pra lhe ver corar o rosto,
Ao enumerar assim,
O que você já é pra mim.
É linda, é rima,
Me anima, põe pra cima,
É meu último pensamento,
E mesmo sendo platônico,
Todo esse inusitados sentimento,
Ainda quero mais e mais.
Não tou muito confiante,
Nessa reciprocidade,
Mas me permiti arriscar,
Acredito que a realidade,
É da nossa aura resultante,
E assim deixei-me apaixonar.
Sou todo contumaz,
Me coloquei fora da curva,
E se ainda resta dúvida,
Tou pronto pro que vier,
Se isso ainda lhe aprouver.
Tou aberto ao que a vida deu,
Tou aberto aos planos de Deus,
Entre idas e vindas,
Uma bailarina me é muito bem-vinda.
Plante-me um pouco,
Deixe-me rouco,
De tanto falar besteira,
De tanto querer-lhe inteira.
Você não percebeu?
Acho que ja sou todo, todo seu,
Meio perdido, meio louco,
Totalmente aturdido,
Pelo dom que Deus me deu,
Ser dum Coração Romeu.
Terra dalvorada,
Sou amor, sou maluco,
Dalma enamorada,
Dos trombetes e tambor,
Dum carnaval chei de cor.
Canceriano sim,
Do tipo todo exposto,
Esbanjador de tantos sorrisos,
E gritos sem prévios avisos,
Pra lhe ver corar o rosto,
Ao enumerar assim,
O que você já é pra mim.
É linda, é rima,
Me anima, põe pra cima,
É meu último pensamento,
E mesmo sendo platônico,
Todo esse inusitados sentimento,
Ainda quero mais e mais.
Não tou muito confiante,
Nessa reciprocidade,
Mas me permiti arriscar,
Acredito que a realidade,
É da nossa aura resultante,
E assim deixei-me apaixonar.
Sou todo contumaz,
Me coloquei fora da curva,
E se ainda resta dúvida,
Tou pronto pro que vier,
Se isso ainda lhe aprouver.
Tou aberto ao que a vida deu,
Tou aberto aos planos de Deus,
Entre idas e vindas,
Uma bailarina me é muito bem-vinda.
Plante-me um pouco,
Deixe-me rouco,
De tanto falar besteira,
De tanto querer-lhe inteira.
Você não percebeu?
Acho que ja sou todo, todo seu,
Meio perdido, meio louco,
Totalmente aturdido,
Pelo dom que Deus me deu,
Ser dum Coração Romeu.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Se Revela
Tem dia que acordo assim, com palavras demais na cabeça e no peito, palavras que suplicam pra se ajuntar num papel. É estranho, é complicado e mesmo assim ela entende. Que sintonia, que simpatia, que loucura é tudo isso. Existem loucuras ruins, eu bem sei, mas a nossa me tem feito tão bem, que às vezes eu tenho medo de ser uma linha de um ponto só. Vira e mexe a gente tenta, entretanto o tempo não tem sido muito legal conosco, tem nos testado e intensificado mais ainda isso tudo, que transborda tanto.
Transborda, sim, é principalmente isso. Ela meio que se bordou num apego desapegado, num aconchego tão apertado, só que ainda um pouco mais, por isso que ela supera a borda. Transborda admiração, vontade, reciprocidade e sonhos. E não para por aí, ela ultrapassa tudo que eu me acostumei a sentir e esperar. Transpassa o usual, o comum, o que a vida normalmente oferece e o que mais possam dizer que vai acontecer. E o que acontece, apesar de eu não me sentir muito confortável em admitir, meio que pira. Boa parte do meu eu suspira, e respira a cada palavra que ela me dá. O seu riso me inspira e sua personalidade transpira um algo atraente demais que só posso caracterizar como um encontro celestial.
Ela é sim,
Muito especial,
Duma sincronia astral,
Duma atração pra mim.
E eu quero, sim eu quero muito. Quero me embriagar com seu sabor, tragar seu aroma, afogar em seus braços, vidrar pela sua dança e absorver sua voz. Quero, quero e quero muito. Quero cheiro, gosto, carne e voz. Perder-me nas curvas dos olhares e risos, desenhar cada rabisco que já existe seu corpo. Ah como eu quero e espero, que o tempo nos seja amigo. Porque é com chance que se faz romance. É com oportunidade que se faz felicidade. É com ela que meu coração se revela.
Transborda, sim, é principalmente isso. Ela meio que se bordou num apego desapegado, num aconchego tão apertado, só que ainda um pouco mais, por isso que ela supera a borda. Transborda admiração, vontade, reciprocidade e sonhos. E não para por aí, ela ultrapassa tudo que eu me acostumei a sentir e esperar. Transpassa o usual, o comum, o que a vida normalmente oferece e o que mais possam dizer que vai acontecer. E o que acontece, apesar de eu não me sentir muito confortável em admitir, meio que pira. Boa parte do meu eu suspira, e respira a cada palavra que ela me dá. O seu riso me inspira e sua personalidade transpira um algo atraente demais que só posso caracterizar como um encontro celestial.
Ela é sim,
Muito especial,
Duma sincronia astral,
Duma atração pra mim.
E eu quero, sim eu quero muito. Quero me embriagar com seu sabor, tragar seu aroma, afogar em seus braços, vidrar pela sua dança e absorver sua voz. Quero, quero e quero muito. Quero cheiro, gosto, carne e voz. Perder-me nas curvas dos olhares e risos, desenhar cada rabisco que já existe seu corpo. Ah como eu quero e espero, que o tempo nos seja amigo. Porque é com chance que se faz romance. É com oportunidade que se faz felicidade. É com ela que meu coração se revela.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Miss Cold Heart
Never thought that I could be,
The guy who's a witch's pawn,
But in a friday dawn,
It was just what I see,
Me being a foolish man.
Took someday's until I realize,
That was never love,
It was something above,
A possession from your mind,
How I could be so blind?
You always was the Miss Cold Heart.
So, why I try it?
I was too stupid?
Or just its works of cupid?
I really don't know,
And now, I don't give a shit.
I decided no more says,
But I woke up today,
And feel me an strange way,
So this gonna be one special gift,
My last words for you,
The words that you used to love.
Was a funny type of love,
Don't you think?
Out of the blue, you put a end,
Without no warnings send,
And I just took a breathe,
Because its all I could do.
It's just some words,
About our game that never was for two,
Always be just you,
Your imagination,
And a cold heart temptation.
Live your life free,
Freeze another someone,
But when all of your games done,
Don't come to back to me,
Please go to another way,
Go find you lovely foods,
And put me out your crazy moods.
So Miss Cold Heart,
This is the last song,
That I write to you,
And if you always love them,
Enjoy this last one,
Because me and them no more belong,
To your possession depart.
The guy who's a witch's pawn,
But in a friday dawn,
It was just what I see,
Me being a foolish man.
Took someday's until I realize,
That was never love,
It was something above,
A possession from your mind,
How I could be so blind?
You always was the Miss Cold Heart.
So, why I try it?
I was too stupid?
Or just its works of cupid?
I really don't know,
And now, I don't give a shit.
I decided no more says,
But I woke up today,
And feel me an strange way,
So this gonna be one special gift,
My last words for you,
The words that you used to love.
Was a funny type of love,
Don't you think?
Out of the blue, you put a end,
Without no warnings send,
And I just took a breathe,
Because its all I could do.
It's just some words,
About our game that never was for two,
Always be just you,
Your imagination,
And a cold heart temptation.
Live your life free,
Freeze another someone,
But when all of your games done,
Don't come to back to me,
Please go to another way,
Go find you lovely foods,
And put me out your crazy moods.
So Miss Cold Heart,
This is the last song,
That I write to you,
And if you always love them,
Enjoy this last one,
Because me and them no more belong,
To your possession depart.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Fugitivos
Cabelos negros esvoaçados pelo brisa de veraneio. Uma garota de olhos achocolatados com um nariz afilado pronto pra encarar qualquer desafio sem perder a compostura. Eu estava vivendo de caçadas há muito tempo, e foi naquela tarde que minha rotina entrou em colapso quando ela sorriu pra mim um riso que mais tarde eu saberia que era minha ruína.
-Não precisa ter pressa - ela dissera - somos jovens, mas não estamos fugindo de ninguém - eu assenti e tentei domar meu imediatismo. Como poderia explicar que era do tempo que eu estava tentando fugir? O maldito tempo que sempre vinha corroer tudo de bom que eu construí na minha vida?
-Bom, nós não temos muito tempo - eu me referia ao fato que ela iria para outra festa ainda naquela noite.
-Podemos sempre esperar até amanhã - podíamos? Eu não tinha certeza - contanto que você não esqueça meu nome.
-Eu não vou - deveria ser uma promessa vã, como tantas que eu já fizera na minha vida, mas não foi. Não com ela. Aquilo era real, e mesmo eu querendo lutar contra, nunca fui bom em mentir para mim mesmo.
Ficamos noivos numa quarta à noite, era o nosso dia. Jurei sobre nossos filhos que ainda iriam nascer que eu iria conseguir cuidar de todos nós, porém na hora, não pesei sobre tendência humana de fugir de problemas. Quando as noites ficavam difíceis, me batia uma vontade de abrir as asas e voar para longe, era genético. Só que ela não gostava de ser contrariada, eu ainda não sabia, mas ela planejara piamente me conquistar e possuir por um capricho egocêntrico, e assim ela pegou minha mão e disse que poderíamos fugir pra outro lugar. Como eu poderia explicar que era da nossa felicidade que eu estava querendo fugir? Estava muito bom para ser verdade, ela tinha de ter defeitos certo?
Eu fiquei, plantei raízes, mesmo meu coração me dizendo o tempo todo pra fugir. Eu sabia o quanto eu havia segurado-a e não iria soltar por nada, só que, como eu previra, o tempo não tardou em vir buscar o que lhe era seu de direito. Seus defeitos eram tão parecidos com os meus, só que de uma intensidade desproporcional. Eu era tolo, acreditei que ela iria querer mudar como eu sempre quis quando deixava meus defeitos sobrepujarem minhas virtudes e assim eu fiquei, e acreditei no melhor dela.
A rotina nos consumiu, éramos apenas cascas vazias da essência que costumávamos ser. De pouquinho em pouquinho nossas metas particulares ribombaram mais alto do que a sinfonia que nosso amor tocava e uma distância foi crescendo entre nós.
-O que aconteceu com a gente? Costumávamos olhar as estrelas e confessar nossos sonhos; abraçamo-nos até amanhecer e no raiar dos domingos, não levantávamos até ter certeza que nosso amor se fizera presente. Costumávamos rir, agora só brigamos, você não se sente sozinha agora? - eu tentei remediar lhe alertando sobre a nossa situação, mas ela apenas se calou. Apenas deixou lágrimas caírem e num impulso inesperado, pediu-me que ficasse. Eu deveria ter negado, eu deveria ter sacudido as amarras das minhas asas atrofiadas e partido dali, mas não o fiz. Tudo pra pouco tempo depois, alçar um voo tropego e deixá-la no meio de uma das piores tempestades que suas escolhas lhe levaram.
O hiato nunca teve chance de se desenvolver, ela me procurou indo contra toda a natureza de seu nariz afilado. Eu quase sucumbi, e ao renunciar ao seu pedido, soube que era o certo a se fazer. O tempo iria nos fazer mais mal se estivéssemos juntos, do que separados, ela teria de entender isso. E assim o hiato se perpetuou, até que um sonho me sinalizou que canecas quebradas podem ser coladas. Foi nisso que eu acreditei quando fui até ela, mesmo quando minhas asas começavam a se re-acostumar com as caçadas.Um tolo esperançoso. Sentia-me responsável pela felicidade alheia ante a minha e assim voltei a sacrificar-me numa situação pouco aprazível.
Havia um medo dentro de mim que nunca houve antes: a certeza que mesmo sendo transparente e renovando as juras que havíamos feito anos antes na mesma praia, ela estava diferente. Era como nossos laços fossem espectros do que costumavam ser, e as fotos que recolocara nas paredes estivessem me alertando do final trágico que nos aguardava.
Rompemos definitivamente numa quarta à noite, era o nosso dia. Jurei que não iria amaldiçoá-la, como fizera com todas as outras pessoas que haviam mutilado meu coração. Com ela tinha de ser diferente, e foi. Percebi que desde que nos conhecemos, éramos apenas fugitivos. Isso até descobrir que a fuga dela nunca foi sobre mim e sim sobre ela mesma, e isso fez com toda consideração que tinha pelo nosso tempo, se tornasse desprezo.
Tentamos o máximo que pudemos fugir do tempo. Tentamos ter um algo atemporal, mas falhamos como tantos outros, e agora fugimos disso. Fugimos das lembranças e do que pra mim foi um tipo de amor (mesmo que sem reciprocidade), como tentamos fugir do tempo, na esperança, que pelo menos essa fuga dê certo.
-Não precisa ter pressa - ela dissera - somos jovens, mas não estamos fugindo de ninguém - eu assenti e tentei domar meu imediatismo. Como poderia explicar que era do tempo que eu estava tentando fugir? O maldito tempo que sempre vinha corroer tudo de bom que eu construí na minha vida?
-Bom, nós não temos muito tempo - eu me referia ao fato que ela iria para outra festa ainda naquela noite.
-Podemos sempre esperar até amanhã - podíamos? Eu não tinha certeza - contanto que você não esqueça meu nome.
-Eu não vou - deveria ser uma promessa vã, como tantas que eu já fizera na minha vida, mas não foi. Não com ela. Aquilo era real, e mesmo eu querendo lutar contra, nunca fui bom em mentir para mim mesmo.
Ficamos noivos numa quarta à noite, era o nosso dia. Jurei sobre nossos filhos que ainda iriam nascer que eu iria conseguir cuidar de todos nós, porém na hora, não pesei sobre tendência humana de fugir de problemas. Quando as noites ficavam difíceis, me batia uma vontade de abrir as asas e voar para longe, era genético. Só que ela não gostava de ser contrariada, eu ainda não sabia, mas ela planejara piamente me conquistar e possuir por um capricho egocêntrico, e assim ela pegou minha mão e disse que poderíamos fugir pra outro lugar. Como eu poderia explicar que era da nossa felicidade que eu estava querendo fugir? Estava muito bom para ser verdade, ela tinha de ter defeitos certo?
Eu fiquei, plantei raízes, mesmo meu coração me dizendo o tempo todo pra fugir. Eu sabia o quanto eu havia segurado-a e não iria soltar por nada, só que, como eu previra, o tempo não tardou em vir buscar o que lhe era seu de direito. Seus defeitos eram tão parecidos com os meus, só que de uma intensidade desproporcional. Eu era tolo, acreditei que ela iria querer mudar como eu sempre quis quando deixava meus defeitos sobrepujarem minhas virtudes e assim eu fiquei, e acreditei no melhor dela.
A rotina nos consumiu, éramos apenas cascas vazias da essência que costumávamos ser. De pouquinho em pouquinho nossas metas particulares ribombaram mais alto do que a sinfonia que nosso amor tocava e uma distância foi crescendo entre nós.
-O que aconteceu com a gente? Costumávamos olhar as estrelas e confessar nossos sonhos; abraçamo-nos até amanhecer e no raiar dos domingos, não levantávamos até ter certeza que nosso amor se fizera presente. Costumávamos rir, agora só brigamos, você não se sente sozinha agora? - eu tentei remediar lhe alertando sobre a nossa situação, mas ela apenas se calou. Apenas deixou lágrimas caírem e num impulso inesperado, pediu-me que ficasse. Eu deveria ter negado, eu deveria ter sacudido as amarras das minhas asas atrofiadas e partido dali, mas não o fiz. Tudo pra pouco tempo depois, alçar um voo tropego e deixá-la no meio de uma das piores tempestades que suas escolhas lhe levaram.
O hiato nunca teve chance de se desenvolver, ela me procurou indo contra toda a natureza de seu nariz afilado. Eu quase sucumbi, e ao renunciar ao seu pedido, soube que era o certo a se fazer. O tempo iria nos fazer mais mal se estivéssemos juntos, do que separados, ela teria de entender isso. E assim o hiato se perpetuou, até que um sonho me sinalizou que canecas quebradas podem ser coladas. Foi nisso que eu acreditei quando fui até ela, mesmo quando minhas asas começavam a se re-acostumar com as caçadas.Um tolo esperançoso. Sentia-me responsável pela felicidade alheia ante a minha e assim voltei a sacrificar-me numa situação pouco aprazível.
Havia um medo dentro de mim que nunca houve antes: a certeza que mesmo sendo transparente e renovando as juras que havíamos feito anos antes na mesma praia, ela estava diferente. Era como nossos laços fossem espectros do que costumavam ser, e as fotos que recolocara nas paredes estivessem me alertando do final trágico que nos aguardava.
Rompemos definitivamente numa quarta à noite, era o nosso dia. Jurei que não iria amaldiçoá-la, como fizera com todas as outras pessoas que haviam mutilado meu coração. Com ela tinha de ser diferente, e foi. Percebi que desde que nos conhecemos, éramos apenas fugitivos. Isso até descobrir que a fuga dela nunca foi sobre mim e sim sobre ela mesma, e isso fez com toda consideração que tinha pelo nosso tempo, se tornasse desprezo.
Tentamos o máximo que pudemos fugir do tempo. Tentamos ter um algo atemporal, mas falhamos como tantos outros, e agora fugimos disso. Fugimos das lembranças e do que pra mim foi um tipo de amor (mesmo que sem reciprocidade), como tentamos fugir do tempo, na esperança, que pelo menos essa fuga dê certo.
domingo, 19 de abril de 2015
Um Beijo de Escorpião
Ela era diferente,
Bela menina,
Nada de passado ou futuro,
Sua personalidade era toda presente.
Um beijo de câncer,
Falou-me que era diferenciado,
Devia ser dum carinho aprofundado,
E por isso ela riu,
Após nosso primeiro beijo pausar,
Para a ternura dos meus lábios apontar.
Foi uma estranha sensação,
Com ela, eu era a caça e caçador,
O analisado e analisador,
Entre felinos e caninos,
Senti que ambos eramos vulpinos.
Entre entendimentos astrais,
Confissões pouco usuais,
Ela me surpreendeu bastante,
Deveria ser uma conversa qualquer,
Mas ela era muito cativante,
E, de repente, conversamos até sobre fé.
Ela era tão contente,
Bela bailarina,
Dançando na luz e no escuro,
Com sorrisos que me foram valiosos presentes.
Um beijo de escorpião,
Eu lhe brinquei que me deixaria aturdido,
De um fulgor cheio de líbido,
E por isso ela riu,
Após nosso último beijo pausar,
Para a surpresa nos meus olhos apontar.
Não é sobre o que foi,
É sobre o que é,
O que poderá ser,
Sou desses que a olha pra frente,
E acredita, de repente,
Na vida ser de florescer.
Eu sei que houve reciprocidade,
E talvez, por esse motivo,
Que o sentimento se mantém vivo,
Aguardando uma oportunidade,
Que o tempo parece querer nos dar.
Bela menina,
Nada de passado ou futuro,
Sua personalidade era toda presente.
Um beijo de câncer,
Falou-me que era diferenciado,
Devia ser dum carinho aprofundado,
E por isso ela riu,
Após nosso primeiro beijo pausar,
Para a ternura dos meus lábios apontar.
Foi uma estranha sensação,
Com ela, eu era a caça e caçador,
O analisado e analisador,
Entre felinos e caninos,
Senti que ambos eramos vulpinos.
Entre entendimentos astrais,
Confissões pouco usuais,
Ela me surpreendeu bastante,
Deveria ser uma conversa qualquer,
Mas ela era muito cativante,
E, de repente, conversamos até sobre fé.
Ela era tão contente,
Bela bailarina,
Dançando na luz e no escuro,
Com sorrisos que me foram valiosos presentes.
Um beijo de escorpião,
Eu lhe brinquei que me deixaria aturdido,
De um fulgor cheio de líbido,
E por isso ela riu,
Após nosso último beijo pausar,
Para a surpresa nos meus olhos apontar.
Não é sobre o que foi,
É sobre o que é,
O que poderá ser,
Sou desses que a olha pra frente,
E acredita, de repente,
Na vida ser de florescer.
Eu sei que houve reciprocidade,
E talvez, por esse motivo,
Que o sentimento se mantém vivo,
Aguardando uma oportunidade,
Que o tempo parece querer nos dar.
domingo, 12 de abril de 2015
De Repente
De vez em quando eu ajusto meu ritmo pra refletir sobre mim mesmo. Não sei exatamente como eu cheguei aqui, estou mais velho, mais sábio, tão errôneo quanto sempre fui e, ultimamente, percebo que tem sido mais difícil do que no passado.
Então, de repente, o tempo já está passando. Fica difícil de admitir, difícil até de aceitar, mas eu não vou ser o que gostaria de ser, porque num desses dias quaisquer que estão por vir, eu vou simplesmente acordar e percebi que já cresci.
Não é uma tragédia, nem sequer um descontentamento, apenas meu eu presente sendo sincero com meu eu futuro. As coisas não vão ser como planejei; as expectativas que deveriam ter sido reduzidas a zero, acabaram ficando fora de controle e tenho que tentar minimizar o grau das decepções que vou gerar. Chegou a hora de admitir que meus planos utópicos dificilmente sairão da minha mente sonhadora e de adequá-los a minha real capacidade de conquistar o que almejei.
Eu não me tornei um pessimista, nem nada do tipo, ainda tenho sonhos, eles não são os mesmos; eles não voam tão alto quanto costumavam voar, porém ainda estão no céu.
Então, de repente, o tempo já passou. Foi difícil de admitir, e principalmente de aceitar, mas eu não sou quem eu quis ser. Sou um alguém diferente, um alguém bom o suficiente para mim mesmo. Percebi que lutar contra fantasmas de expectativas não me fariam bem nenhum. Simplesmente abri as velas do barco, deixei o vento empurrar e toquei o timão pra direção que mais me aprazia. É onde estou agora: rumo ao que eu puder conquistar, sem muitos planos, cobranças e expectativas.
Ainda tenho o tempo, ainda tenho a fé, conto com meus irmãos que a vida me deu. Eu tenho uma mãe, eu tenho um pai, mas às vezes eu acho que eles não me têm, porque simplesmente nem eu me tenho. Nunca quis ser ingrato, mas se minha natureza me fez assim, então é assim que é e será. Sou um, nem melhor, nem pior, apenas um, que sonha por dois, mesmo sendo apenas um. Por isso escolhi o número vinte e um pra carregar comigo. O número que simboliza minha sina e minha fé. Que guarda o que foi bom no passado e o desejo de um futuro linear. Se as conquistas vierem, se os sonhos se realizarem, será o que tiver de ser.
Então, de repente, o tempo já está passando. Fica difícil de admitir, difícil até de aceitar, mas eu não vou ser o que gostaria de ser, porque num desses dias quaisquer que estão por vir, eu vou simplesmente acordar e percebi que já cresci.
Não é uma tragédia, nem sequer um descontentamento, apenas meu eu presente sendo sincero com meu eu futuro. As coisas não vão ser como planejei; as expectativas que deveriam ter sido reduzidas a zero, acabaram ficando fora de controle e tenho que tentar minimizar o grau das decepções que vou gerar. Chegou a hora de admitir que meus planos utópicos dificilmente sairão da minha mente sonhadora e de adequá-los a minha real capacidade de conquistar o que almejei.
Eu não me tornei um pessimista, nem nada do tipo, ainda tenho sonhos, eles não são os mesmos; eles não voam tão alto quanto costumavam voar, porém ainda estão no céu.
Então, de repente, o tempo já passou. Foi difícil de admitir, e principalmente de aceitar, mas eu não sou quem eu quis ser. Sou um alguém diferente, um alguém bom o suficiente para mim mesmo. Percebi que lutar contra fantasmas de expectativas não me fariam bem nenhum. Simplesmente abri as velas do barco, deixei o vento empurrar e toquei o timão pra direção que mais me aprazia. É onde estou agora: rumo ao que eu puder conquistar, sem muitos planos, cobranças e expectativas.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
De Mergulhar
Eu nunca entendi direito porque me fizeram um ser tão racional se a maioria das situações que ocorrem em minha vida não tem um pingo de racionalidade. Entre infinitas tentativas pífias de mapear, equalizar, equacionar ou racionalizar de qualquer outra forma entendível a um ser que ama números e ciclos, minha vida se resume numa montanha-russa que nunca termina a volta. Obviamente que em alguns momentos as curvas que me pegaram de surpresa pareceram extremamente iguais àquelas que já haviam me socado forte no coração num passado em que eu era bem mais inocente, porém, nunca foi na mesma intensidade, então qualquer precaução ou imunidade que achei que detinha, não funciona e lá vou eu ser influenciado pelos solavancos que essa nova curva me traz e aí, mais uma vez eu perco a oportunidade de mergulhar pra uma situação melhor.
Às vezes eu gostaria de esquecer um pouco de tudo que eu já aprendi, de tentar não pensar em teoria econômica e principalmente tentar não entender o que houve. Muito mais fácil seria ser ignorante e aceitar o que a vida me dá como vontade divina, mas não é assim que é. Sou esclarecido e tento entender tudo que acontece ao meu redor, mesmo que a maioria disso não possa ser entendido, e isso me frustra. Sei que não deveria, mas fico frustrado por não entender, não racionalizar e não conseguir prever o que estava por vir, e principalmente, não me precaver para passar por essa cuva de forma suave e sem sentir nada. Não, a vida não me deu essa habilidade, e acredito que não deu nem dará a ninguém. A vida é incerta, e essa é a sua maior beleza.
Acontece que, atualmente, eu deveria estar imerso num marasmo, deveria porque era o ciclo natural que eu desenhei na minha cabeça, entretanto, como já explanei não está sendo bem assim. Eu sou de mergulhar, e acabei me projetando em águas mais tépidas do que a corrente fria que minha vida estava tentando me arrastar.
Eu apenas me cansei das mentiras que tenho de escutar diariamente, principalmente as que vem de mim mesmo. Percebi que não preciso me moldar pra ser aceito, e sim me aceitar para entender qual é a minha moldura. Meu melhor amigo me disse uma das críticas mais construtivas que recebi na minha vida: sou muito negativista e não enxergo o lado bom da vida. Ele estava certo, e isso me entristeceu. Porque eu sempre me esforcei pra ser feliz, e raramente aceitei a felicidade que estava na minha porta, acho que por isso decidi mudar, decidi começar a mergulhar mais no que a vida me oferecer.
Ela surgiu quando eu estava saindo da concha e me encantou porque era de encantar. Apenas uma tarde e foi tudo tão diferente que eu até fiquei com medo de dar continuidade. Por motivo e sentimentos exógenos ao que senti naquele dia, eu me afastei pra resolver pendências que eu me sentia responsável, afinal eu vou sempre ser responsável por aquilo que cativei, e não consigo deixar isso de lado, mesmo que meu coração me dizendo pra deixar.
Só que ela não sumiu, ela ficou, de uma forma diferente, mas ficou. E por mais que eu tentasse dizer a mim mesmo que não era, sempre foi. De alguma forma, o paraíso astral que eu sempre acreditei e estudei existiu com ela, e todo contato que tínhamos me fazia repensar se já não estava na hora de abandonar minhas responsabilidades e seguir uma possibilidade que meu coração teimava em martelar. Acontece que a vida é incerta e, pegando-me desprevenido, mandou-me direto pra possibilidade. Parecia destino, parecia mágica, parecia sorte, e talvez fosse um pouco de tudo. Então por que eu deveria esperar mais? Por que eu não deveria mergulhar?
-Eu quero te fazer uma pergunta muito importante.
-O que é?
-É meio simples até, haha - respirei fundo, porque sentia que o encanto poderia se acabar a depender da resposta dela - o que tu pensa do mar?
-Eu amo o mar - e ela me contou uma experiência de vida tão linda, que soou como a vida me empurrando mais ainda prum mergulhar. Ela vivenciou exatamente o que fiz o protagonista do livro que escrevi vivenciar. Essas coincidências me quebram as pernas do coração.
-Pode ser loucura, mas tu toparia ir pro mar comigo?
Ela demorou a responder, e mais uma vez eu tive medo que a magia fosse acabar.
-Super topo - e sem perceber, já havia um grande sorriso no meu rosto.
Vou levá-la ao mar, vou me levar ao mar. Porque é o que mais quero e o que mais preciso pra agora.
Ela é muito mais do que eu deveria merecer nesse momento, ela dança, diverte, encanta e canta uma parte de mim que eu não lembrava de existir. Às vezes, me impressiono como existem pessoas incríveis no mundo, são descobertas assim que me fazem repensar meus horizontes. Ela é assim, é loucura eu sei, e não deveria ser, mas quando penso nela, a possibilidade tão remota se propaga prum futuro promissor, sem controle algum, já estou imaginando o nome dos nosso filhos. Sou assim mesmo, sou de câncer, já passou da hora de admitir que eu nasci pra mergulhar: no mar, e me renovar pro que a vida tiver que me dar, e principalmente pro amor, que é onde eu sempre vou estar imerso.
Às vezes eu gostaria de esquecer um pouco de tudo que eu já aprendi, de tentar não pensar em teoria econômica e principalmente tentar não entender o que houve. Muito mais fácil seria ser ignorante e aceitar o que a vida me dá como vontade divina, mas não é assim que é. Sou esclarecido e tento entender tudo que acontece ao meu redor, mesmo que a maioria disso não possa ser entendido, e isso me frustra. Sei que não deveria, mas fico frustrado por não entender, não racionalizar e não conseguir prever o que estava por vir, e principalmente, não me precaver para passar por essa cuva de forma suave e sem sentir nada. Não, a vida não me deu essa habilidade, e acredito que não deu nem dará a ninguém. A vida é incerta, e essa é a sua maior beleza.
Acontece que, atualmente, eu deveria estar imerso num marasmo, deveria porque era o ciclo natural que eu desenhei na minha cabeça, entretanto, como já explanei não está sendo bem assim. Eu sou de mergulhar, e acabei me projetando em águas mais tépidas do que a corrente fria que minha vida estava tentando me arrastar.
Eu apenas me cansei das mentiras que tenho de escutar diariamente, principalmente as que vem de mim mesmo. Percebi que não preciso me moldar pra ser aceito, e sim me aceitar para entender qual é a minha moldura. Meu melhor amigo me disse uma das críticas mais construtivas que recebi na minha vida: sou muito negativista e não enxergo o lado bom da vida. Ele estava certo, e isso me entristeceu. Porque eu sempre me esforcei pra ser feliz, e raramente aceitei a felicidade que estava na minha porta, acho que por isso decidi mudar, decidi começar a mergulhar mais no que a vida me oferecer.
Ela surgiu quando eu estava saindo da concha e me encantou porque era de encantar. Apenas uma tarde e foi tudo tão diferente que eu até fiquei com medo de dar continuidade. Por motivo e sentimentos exógenos ao que senti naquele dia, eu me afastei pra resolver pendências que eu me sentia responsável, afinal eu vou sempre ser responsável por aquilo que cativei, e não consigo deixar isso de lado, mesmo que meu coração me dizendo pra deixar.
Só que ela não sumiu, ela ficou, de uma forma diferente, mas ficou. E por mais que eu tentasse dizer a mim mesmo que não era, sempre foi. De alguma forma, o paraíso astral que eu sempre acreditei e estudei existiu com ela, e todo contato que tínhamos me fazia repensar se já não estava na hora de abandonar minhas responsabilidades e seguir uma possibilidade que meu coração teimava em martelar. Acontece que a vida é incerta e, pegando-me desprevenido, mandou-me direto pra possibilidade. Parecia destino, parecia mágica, parecia sorte, e talvez fosse um pouco de tudo. Então por que eu deveria esperar mais? Por que eu não deveria mergulhar?
-Eu quero te fazer uma pergunta muito importante.
-O que é?
-É meio simples até, haha - respirei fundo, porque sentia que o encanto poderia se acabar a depender da resposta dela - o que tu pensa do mar?
-Eu amo o mar - e ela me contou uma experiência de vida tão linda, que soou como a vida me empurrando mais ainda prum mergulhar. Ela vivenciou exatamente o que fiz o protagonista do livro que escrevi vivenciar. Essas coincidências me quebram as pernas do coração.
-Pode ser loucura, mas tu toparia ir pro mar comigo?
Ela demorou a responder, e mais uma vez eu tive medo que a magia fosse acabar.
-Super topo - e sem perceber, já havia um grande sorriso no meu rosto.
Vou levá-la ao mar, vou me levar ao mar. Porque é o que mais quero e o que mais preciso pra agora.
Ela é muito mais do que eu deveria merecer nesse momento, ela dança, diverte, encanta e canta uma parte de mim que eu não lembrava de existir. Às vezes, me impressiono como existem pessoas incríveis no mundo, são descobertas assim que me fazem repensar meus horizontes. Ela é assim, é loucura eu sei, e não deveria ser, mas quando penso nela, a possibilidade tão remota se propaga prum futuro promissor, sem controle algum, já estou imaginando o nome dos nosso filhos. Sou assim mesmo, sou de câncer, já passou da hora de admitir que eu nasci pra mergulhar: no mar, e me renovar pro que a vida tiver que me dar, e principalmente pro amor, que é onde eu sempre vou estar imerso.
sábado, 4 de abril de 2015
Um Amor de Asas e Raízes (Nefelibato e Teluriano)
-Bem, eu sou uma pessoa nefelibata e você uma teluriana.
-É o quê?
-Eu sou nefelibato, aquele que anda nas nuvens: um sonhador nato. Você é teluriana, que está presa a terra: que não consegue se afastar da realidade. Somos opostos sabe? E juntos nós chegamos a um equilíbrio sensacional.
-Quer dizer então que eu não posso ser carinhosa?
-Claro que pode, mas é que eu fico desnorteado quando recebo seu carinho... Fico feliz demais. – e ele a abraçou com força.
Ele queria explicar a ela tudo que se passava em seu coração. Tudo que que se amontoava em sua mente, mas era complexo demais. Por isso ele perdia tanto tempo colocando as epifanias que tomavam o peito, a cabeça e alma em palavras tortas e torpes que preenchiam seu caderno de anotações. Eram todas palavras pra ela, sobre ela.
Tinha escrito, recentemente sobre o assunto. Sobre os Nefelibatos e os Telurianos; sobre os alados e os enraizados. Ele já havia sonhado tudo sobre eles. Seriam um amor digno de uma obra-prima. Ele que sempre sonhou em ser protagonista de seu próprio romance, havia encontrado seu par ideal. Por isso todo dia ele se desdobrava em várias formas diferentes de demonstrar pra ela o quanto aquele amor deles era sensacional.
Lá no fundo ele tinha medo do futuro e queria aproveitar apenas o agora. Uma vez, seu pai lhe contou sobre seu primeiro amor, e em como esse sentimento atemporal, infelizmente não obedece as leis da física. Ele tinha de aproveitar a oportunidade que a vida lhe deu, e era isso que ele estava fazendo agora. Antes que a rotina pudesse conturbar aquilo que eles tinham, ele tinha de plantar nela a semente certa para germinar em algo forte o bastante para suportar qualquer problema que surgisse no futuro. Uma semente forte o suficiente para impedi-lo, inclusive, de voar para longe quando os problemas aparecessem. E ela era a pessoa certa pra isso, por ser teluriana. Ele, nefelibato, procurara por toda sua vida o coração certo para plantar aquela semente, e era nela. Naquele sorriso extraordinário e naquela pessoa tão certa de tudo que ele iria apostar todas suas fichas como nunca fizera antes na vida.
Na concepção dele, existem dois tipos de pessoas: as que criam asas e sentem necessidade de ir e àquelas que criam raízes e não conseguem abrir mão de ficar. Ele era o primeiro tipo e ela o segundo, mas ele não gostou do conceito original. Alados e enraizados eram palavras simples demais para descrever o que eles eram, por isso ele criou uma neologia pra eles.
Ela, teluriana e enraizada, era firme, pronta pra aguentar todas as intempéries que a vida apresentasse. Não que, às vezes, a vontade de ir não lhe surgisse, mas ele sabia, de alguma forma sabia, que ela nunca iria partir. Ela iria ficar, iria acreditar, iria esperar. Ela era o ninho, a casa, o suporte. Tudo que ele sempre sonhou em achar.
Ele, nefelibato e alado, era solto, pronto pra buscar novas fontes de alegria e se modificar no que tivesse de ser. Não que, às vezes, a vontade de ficar não lhe surgisse, mas ele sabia que construir não era com ele e assim ele tinha de partir. Ele iria sumir, mas iria voltar. Ele era o pássaro, a novidade, os acabamentos e os detalhes que faziam tudo mais divertido, era o que esperava que ela sempre sonhou encontrar.
Eles se complementavam, um amor de asas e raízes. E, mesmo que o futuro não permitisse a ele voar, enquanto ele tivesse o suporte dela, tudo daria certo. Era o que ele dizia a si mesmo todos os dias, mesmo com o frio na barriga que sentia quando imaginava a possibilidade dela partir; da possibilidade de ela não ser tão teluriana assim. Mas ela não iria ser. Era amor que eles sentiam, e amor precisa de raízes, tanto quanto precisa de asas.
-É o quê?
-Eu sou nefelibato, aquele que anda nas nuvens: um sonhador nato. Você é teluriana, que está presa a terra: que não consegue se afastar da realidade. Somos opostos sabe? E juntos nós chegamos a um equilíbrio sensacional.
-Quer dizer então que eu não posso ser carinhosa?
-Claro que pode, mas é que eu fico desnorteado quando recebo seu carinho... Fico feliz demais. – e ele a abraçou com força.
Ele queria explicar a ela tudo que se passava em seu coração. Tudo que que se amontoava em sua mente, mas era complexo demais. Por isso ele perdia tanto tempo colocando as epifanias que tomavam o peito, a cabeça e alma em palavras tortas e torpes que preenchiam seu caderno de anotações. Eram todas palavras pra ela, sobre ela.
Tinha escrito, recentemente sobre o assunto. Sobre os Nefelibatos e os Telurianos; sobre os alados e os enraizados. Ele já havia sonhado tudo sobre eles. Seriam um amor digno de uma obra-prima. Ele que sempre sonhou em ser protagonista de seu próprio romance, havia encontrado seu par ideal. Por isso todo dia ele se desdobrava em várias formas diferentes de demonstrar pra ela o quanto aquele amor deles era sensacional.
Lá no fundo ele tinha medo do futuro e queria aproveitar apenas o agora. Uma vez, seu pai lhe contou sobre seu primeiro amor, e em como esse sentimento atemporal, infelizmente não obedece as leis da física. Ele tinha de aproveitar a oportunidade que a vida lhe deu, e era isso que ele estava fazendo agora. Antes que a rotina pudesse conturbar aquilo que eles tinham, ele tinha de plantar nela a semente certa para germinar em algo forte o bastante para suportar qualquer problema que surgisse no futuro. Uma semente forte o suficiente para impedi-lo, inclusive, de voar para longe quando os problemas aparecessem. E ela era a pessoa certa pra isso, por ser teluriana. Ele, nefelibato, procurara por toda sua vida o coração certo para plantar aquela semente, e era nela. Naquele sorriso extraordinário e naquela pessoa tão certa de tudo que ele iria apostar todas suas fichas como nunca fizera antes na vida.
Na concepção dele, existem dois tipos de pessoas: as que criam asas e sentem necessidade de ir e àquelas que criam raízes e não conseguem abrir mão de ficar. Ele era o primeiro tipo e ela o segundo, mas ele não gostou do conceito original. Alados e enraizados eram palavras simples demais para descrever o que eles eram, por isso ele criou uma neologia pra eles.
Ela, teluriana e enraizada, era firme, pronta pra aguentar todas as intempéries que a vida apresentasse. Não que, às vezes, a vontade de ir não lhe surgisse, mas ele sabia, de alguma forma sabia, que ela nunca iria partir. Ela iria ficar, iria acreditar, iria esperar. Ela era o ninho, a casa, o suporte. Tudo que ele sempre sonhou em achar.
Ele, nefelibato e alado, era solto, pronto pra buscar novas fontes de alegria e se modificar no que tivesse de ser. Não que, às vezes, a vontade de ficar não lhe surgisse, mas ele sabia que construir não era com ele e assim ele tinha de partir. Ele iria sumir, mas iria voltar. Ele era o pássaro, a novidade, os acabamentos e os detalhes que faziam tudo mais divertido, era o que esperava que ela sempre sonhou encontrar.
Eles se complementavam, um amor de asas e raízes. E, mesmo que o futuro não permitisse a ele voar, enquanto ele tivesse o suporte dela, tudo daria certo. Era o que ele dizia a si mesmo todos os dias, mesmo com o frio na barriga que sentia quando imaginava a possibilidade dela partir; da possibilidade de ela não ser tão teluriana assim. Mas ela não iria ser. Era amor que eles sentiam, e amor precisa de raízes, tanto quanto precisa de asas.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Típico
É típico. As mãos suando, a voz falhando, uma tremedeira contumaz, um sorriso que não se desfaz.
É tudo consequência.
Dela, do aroma de sua nuca, toda nua, crua, que cativa meu farejar no seu pescoço a arrepiar; do sabor de sua língua, toda voraz, que satisfaz uma libido que não sei se inicia na minha mente, ou se é meu corpo que primeiro sente; do som da sua voz tão risonha, de quem sonha, com amores, risos e uma vida toda sorrisos; da dança que meus olhos assistem, imagens que persistem, nos meus sonhos que mais me doem deixar ir nos acordares; do seu toque caloroso, quase venenoso, que arrepia todo meu ser, encenando minha mente e meu querer.
É atípico. A incerteza que me expõe, a vontade que se supõe, que deveria estar domada, mas que é cria de expectativas que não deveriam ter sido elaboradas.
É tudo causa, de um sentimento que me faz mais assim, um canceriano de coração arlequim
quinta-feira, 19 de março de 2015
Segue Em Frente
Você sempre disse que eu era melhor do que eu realmente penso que sou, vai ver é verdade, mas isso realmente importa? O que é o melhor ou pior numa trajetória onde não existem vencedores ou perdedores? A vida é só uma e vou vivê-la com o que ela me oferecer, seja gratuitamente ou através de desafios que terei de superar.
Você me disse: segue e enfrente.
Preu enfrentar meus medos, meus sonhos, minhas incertezas, minhas certezas, meu algoz, meus ídolos e heróis. Você me ensinou tanto, e por isso sou muito grato, e dentre todas as lições você me ensinou a enfrentar o que há por vi, que o futuro não deve ser temido e sim admirado; que planejá-lo não é uma atitude erronea e sim esperançosa. Aprendi com você que o risco de se firmar traz consigo uma certeza apaziguadora e que não devemos nos preocupar tanto. Eu tentei lhe ensinar a não rotular, não julgar, não ser tão intensa ou preto no branco, mas não sei se consegui lhe ensinar. Sei que mudamos, mas principalmente que aprendemos, juntos ou não, a seguir em frente.
Por isso, hoje vou seguir em frente. Porque é em frente que a vida segue, e é pra lá que eu vou. Sem esquecer de enfrentar meus medos, e mesmo que meu Nêmesis esteja dentro de mim, uma hora haverei de encará-lo como terá de ser. Vou em frente, porque é o caminho que me foi traçado, o caminho que aceitei e o que me aguarda. Vou seguir em frente. Seguir e enfrentar tudo que há por vir.
Você me disse: segue e enfrente.
Preu enfrentar meus medos, meus sonhos, minhas incertezas, minhas certezas, meu algoz, meus ídolos e heróis. Você me ensinou tanto, e por isso sou muito grato, e dentre todas as lições você me ensinou a enfrentar o que há por vi, que o futuro não deve ser temido e sim admirado; que planejá-lo não é uma atitude erronea e sim esperançosa. Aprendi com você que o risco de se firmar traz consigo uma certeza apaziguadora e que não devemos nos preocupar tanto. Eu tentei lhe ensinar a não rotular, não julgar, não ser tão intensa ou preto no branco, mas não sei se consegui lhe ensinar. Sei que mudamos, mas principalmente que aprendemos, juntos ou não, a seguir em frente.
Por isso, hoje vou seguir em frente. Porque é em frente que a vida segue, e é pra lá que eu vou. Sem esquecer de enfrentar meus medos, e mesmo que meu Nêmesis esteja dentro de mim, uma hora haverei de encará-lo como terá de ser. Vou em frente, porque é o caminho que me foi traçado, o caminho que aceitei e o que me aguarda. Vou seguir em frente. Seguir e enfrentar tudo que há por vir.
terça-feira, 3 de março de 2015
Noronha
Morar permanentemente em Noronha,
Jogar pela seleção nacional,
Ter uma raposa de estimação,
Você bem sabe,
É tudo que meu coração sonha.
Mas você não sabe,
Você sabe não,
Que deixaria isso de lado,
Se tivesse de abrir mão,
De tudo que tenho com você.
Não é que eu queira mudar,
Mas eu mudaria,
Assim como já mudei,
Se for pela nossa alegria,
Serei o que tiver de ser,
Contanto que esteja com você.
Cada página que escrevi,
Dos best-sellers que vou publicar,
Todas ideias que minha mente tem,
Você bem sabe,
É pra torná-las livro que eu vivi.
Mas nem você sabe,
Você sabe nem,
Que tudo seria apagado,
Se eu soubesse que faria bem,
Pra ligação que tenho com você.
A vida é uma confusão,
E mesmo assim,
Você me deu uma razão,
Para acreditar que no fim,
Nossa alegria será mais sim, do que não.
Existem momentos ruins,
E nem sempre é fácil de superar,
Mas se você realmente quiser,
Tanto quanto eu quero,
Nossas diferenças não vão atrapalhar.
Não que eu queira lhe mudar,
Mas sei que você o faria,
Assim como já o fez,
Se for pela nossa alegria,
Você será o que der pra ser,
Pra nossa felicidade ser um eu e você.
Visitar anualmente Noronha,
Fazer uma viagem global,
Ter gato e cão de estimação,
Você bem sabe,
São planos que a gente sonha.
Mas você não sabe,
Você sabe não,
Que o maior sonho já foi realizado:
É poder ter de verão a verão,
Tudo que tenho em você.
Jogar pela seleção nacional,
Ter uma raposa de estimação,
Você bem sabe,
É tudo que meu coração sonha.
Mas você não sabe,
Você sabe não,
Que deixaria isso de lado,
Se tivesse de abrir mão,
De tudo que tenho com você.
Não é que eu queira mudar,
Mas eu mudaria,
Assim como já mudei,
Se for pela nossa alegria,
Serei o que tiver de ser,
Contanto que esteja com você.
Cada página que escrevi,
Dos best-sellers que vou publicar,
Todas ideias que minha mente tem,
Você bem sabe,
É pra torná-las livro que eu vivi.
Mas nem você sabe,
Você sabe nem,
Que tudo seria apagado,
Se eu soubesse que faria bem,
Pra ligação que tenho com você.
A vida é uma confusão,
E mesmo assim,
Você me deu uma razão,
Para acreditar que no fim,
Nossa alegria será mais sim, do que não.
Existem momentos ruins,
E nem sempre é fácil de superar,
Mas se você realmente quiser,
Tanto quanto eu quero,
Nossas diferenças não vão atrapalhar.
Não que eu queira lhe mudar,
Mas sei que você o faria,
Assim como já o fez,
Se for pela nossa alegria,
Você será o que der pra ser,
Pra nossa felicidade ser um eu e você.
Visitar anualmente Noronha,
Fazer uma viagem global,
Ter gato e cão de estimação,
Você bem sabe,
São planos que a gente sonha.
Mas você não sabe,
Você sabe não,
Que o maior sonho já foi realizado:
É poder ter de verão a verão,
Tudo que tenho em você.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Mesóclise
Quando era só, era o O, e por seguir a regra, se atraia por tudo, e vinha sempre antecipado as ações, como a Próclise que servia tão bem para definição desse jeito de ser.
Aí ela apareceu num Em, desejando iniciar as frases e fases, forçando a vida a se parecer com uma Ênclise, pois assim era mais fácil de rotular.
O desgaste foi natural: demorou um tempo até que entendesse que quando se soma 'Em' e 'O', obtém-se um tipo de 'Nó', que não podia ser desatado, mesmo que desencontros fossem firmados.
Assim fez-se mais sentido ao destino que acrescentasse um S nessa história, para que se tornasse um 'nos': uma Mesóclise que de ponta cabeça era tudo que sempre quis ser - aquilo que começa num sou e termina junto a pessoa amada - aquele sentimento importante que não pode ficar nem no inicio e nem no fim da sentença, tem que se situar no meio, entre duas ações que se remetem às duas partes envolvidas, mesmo que para a maioria das pessoas seja um verbo só de quatro letras.
Aí ela apareceu num Em, desejando iniciar as frases e fases, forçando a vida a se parecer com uma Ênclise, pois assim era mais fácil de rotular.
Assim fez-se mais sentido ao destino que acrescentasse um S nessa história, para que se tornasse um 'nos': uma Mesóclise que de ponta cabeça era tudo que sempre quis ser - aquilo que começa num sou e termina junto a pessoa amada - aquele sentimento importante que não pode ficar nem no inicio e nem no fim da sentença, tem que se situar no meio, entre duas ações que se remetem às duas partes envolvidas, mesmo que para a maioria das pessoas seja um verbo só de quatro letras.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Sobre O Tempo
Essa é uma canção sobre o tempo,
E tudo que couber dentro,
Dessa unidade física,
Que determinou nosso amor,
Como seu epicentro.
Se você me perguntar,
Até quando eu vou te amar?
Será enquanto as estrelas brilharem,
Numa tentativa vã,
De repetir a luz do seu olhar.
Eu vou precisar de você,
A cada novo ciclo de estações,
Vou te querer comigo, daqui em diante,
Nas primaveras, outonos, invernos e verões,
Vou te querer como amigo, amor e amante.
Se você me perguntar,
Até quando eu vou ficar?
Será enquanto o mar se arriscar,
Numa tentativa vã,
De repetir o infinito do seu olhar.
Eu vou querer você,
Enquanto você me quiser,
E torço pra que seja pra sempre,
Porque o pra sempre,
Ainda é de um pouco,
Comparado ao quanto sou louco,
Por cada detalhe do seu ser.
Essa é uma canção sobre a vida,
E tudo que construirmos nela,
Nessa história bem-quista,
Que determinou nosso amor,
Como seu protagonista.
Se você quiser saber,
Sobre o tempo que terei com você,
Será exatamento o quanto eu viver,
Pois não importa quanto você diga,
Percebi que nasci pra lhe ser,
Alicerce, estruturas e vigas.
Você pode ainda não ter notado,
Mas estamos viajando no tempo,
Todos os dias das nossas vidas,
E enquanto estivermos juntos,
Somos a energia mais poderosa que existe.
E tudo que couber dentro,
Dessa unidade física,
Que determinou nosso amor,
Como seu epicentro.
Se você me perguntar,
Até quando eu vou te amar?
Será enquanto as estrelas brilharem,
Numa tentativa vã,
De repetir a luz do seu olhar.
Eu vou precisar de você,
A cada novo ciclo de estações,
Vou te querer comigo, daqui em diante,
Nas primaveras, outonos, invernos e verões,
Vou te querer como amigo, amor e amante.
Se você me perguntar,
Até quando eu vou ficar?
Será enquanto o mar se arriscar,
Numa tentativa vã,
De repetir o infinito do seu olhar.
Eu vou querer você,
Enquanto você me quiser,
E torço pra que seja pra sempre,
Porque o pra sempre,
Ainda é de um pouco,
Comparado ao quanto sou louco,
Por cada detalhe do seu ser.
Essa é uma canção sobre a vida,
E tudo que construirmos nela,
Nessa história bem-quista,
Que determinou nosso amor,
Como seu protagonista.
Se você quiser saber,
Sobre o tempo que terei com você,
Será exatamento o quanto eu viver,
Pois não importa quanto você diga,
Percebi que nasci pra lhe ser,
Alicerce, estruturas e vigas.
Você pode ainda não ter notado,
Mas estamos viajando no tempo,
Todos os dias das nossas vidas,
E enquanto estivermos juntos,
Somos a energia mais poderosa que existe.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
No escuro, No futuro
Era duma simplicidade,
As estrelas alinhadas,
Me diziam diretamente:
Tome logo uma decisão.
Eu aqui, perdido, No escuro,
Não sinto muita diferença,
Otimismo ou negativo,
O importante é não desistir.
Por essa verdade,
E pelas mentiras juradas,
Decidi seguir em frente,
Ainda sem escolher se sim ou não.
É fácil falar,
Depois do presente passar,
Pra não se arrepender,
Basta preparar um perdão,
Mas, pra mim,
Isso nunca chegou a valer,
Sempre eram só lástimas no fim.
Era duma facilidade,
As mãos suadas,
Me disseram diretamente:
Fala tudo de antemão.
Eu fiz e hoje, No futuro,
Não faz muita diferença,
Se errei e qual o motivo,
O importante é persistir.
Por essa vontade,
E pelas promessas guardadas,
Decidi me manter rente,
Escolhendo um sim ao invés do não.
Não foi fácil falar,
Depois do presente passar,
Eu tive de me arrepender,
Não bastou apenas um perdão,
Mas, para mim,
A solução foi aprender,
Pra não mais cometer um erro assim.
As estrelas alinhadas,
Me diziam diretamente:
Tome logo uma decisão.
Eu aqui, perdido, No escuro,
Não sinto muita diferença,
Otimismo ou negativo,
O importante é não desistir.
Por essa verdade,
E pelas mentiras juradas,
Decidi seguir em frente,
Ainda sem escolher se sim ou não.
É fácil falar,
Depois do presente passar,
Pra não se arrepender,
Basta preparar um perdão,
Mas, pra mim,
Isso nunca chegou a valer,
Sempre eram só lástimas no fim.
Era duma facilidade,
As mãos suadas,
Me disseram diretamente:
Fala tudo de antemão.
Eu fiz e hoje, No futuro,
Não faz muita diferença,
Se errei e qual o motivo,
O importante é persistir.
Por essa vontade,
E pelas promessas guardadas,
Decidi me manter rente,
Escolhendo um sim ao invés do não.
Não foi fácil falar,
Depois do presente passar,
Eu tive de me arrepender,
Não bastou apenas um perdão,
Mas, para mim,
A solução foi aprender,
Pra não mais cometer um erro assim.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Sobre o Inverno
Sempre disseram que o inverno é época de se juntar, de compartilhar calor com aqueles que lhe são importantes. Mas é só isso? Recentemente passei a discordar um pouco disso.
Dizem que os esquimós que são fracos, doentes ou velhos demais, durante longos e intensos invernos, costumam a sair para 'caçar' e não voltam mais, numa tentativa óbvia de não atrapalhar a vida daqueles que amam. E eu passei a concordar, involuntariedade, com isso.
Pode parecer (e eu acho que é) loucura, mas ultimamente tenho pensado muito sobre o inverno ter chegado à minha vida; sobre como eu não estava perseguindo meus sonhos e, por consequência, não era o mais apto dos caçadores.
O inverno veio, e eu decidi provar a mim mesmo que sou capaz de sobreviver a ele sozinho. Isso não faz muito sentido (racionalmente falando), mas desde que optei por tomar esse caminho, meu coração tem estado mais leve. O caminho é árduo e cheio de percalços, mas tem de ser assim não é? Um grande amigo meu me disse isso: sonhos nunca serão fáceis de realizar, então, sinceramente, estou dando minha cara a tapa para todas as adversidades que a vida me der. E eu quero encará-las sozinhas, para que no futuro eu saiba que eu sobrevivi ao inverno por si só.
Dói saber da saudade e do frio que vem com o silêncio, mas ele é necessário para que as estações siglam no seu fluxo comum: a primavera há de chegar, e, posteriormente o verão também vai vir. A vida segue e entre indas e vindas, eu espero reencontrar a felicidade por mim mesmo, porque só quando eu for feliz comigo mesmo é que poderei ser feliz com as pessoas que me amem.
Dizem que os esquimós que são fracos, doentes ou velhos demais, durante longos e intensos invernos, costumam a sair para 'caçar' e não voltam mais, numa tentativa óbvia de não atrapalhar a vida daqueles que amam. E eu passei a concordar, involuntariedade, com isso.
Pode parecer (e eu acho que é) loucura, mas ultimamente tenho pensado muito sobre o inverno ter chegado à minha vida; sobre como eu não estava perseguindo meus sonhos e, por consequência, não era o mais apto dos caçadores.
O inverno veio, e eu decidi provar a mim mesmo que sou capaz de sobreviver a ele sozinho. Isso não faz muito sentido (racionalmente falando), mas desde que optei por tomar esse caminho, meu coração tem estado mais leve. O caminho é árduo e cheio de percalços, mas tem de ser assim não é? Um grande amigo meu me disse isso: sonhos nunca serão fáceis de realizar, então, sinceramente, estou dando minha cara a tapa para todas as adversidades que a vida me der. E eu quero encará-las sozinhas, para que no futuro eu saiba que eu sobrevivi ao inverno por si só.
Dói saber da saudade e do frio que vem com o silêncio, mas ele é necessário para que as estações siglam no seu fluxo comum: a primavera há de chegar, e, posteriormente o verão também vai vir. A vida segue e entre indas e vindas, eu espero reencontrar a felicidade por mim mesmo, porque só quando eu for feliz comigo mesmo é que poderei ser feliz com as pessoas que me amem.
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