domingo, 31 de maio de 2009

Vulnerável

Existe algo, que eu percebo,
Toda vez que observo seu olhar,
A maneira como você me olha,
Existe um brilho diferente,
Que me enfeiça, que me deixa impotente.

Queria que soubesse,
O quanto que eu amo,
Seu jeito de sorrir.

Quero poder sempre bem forte,
Te abraçar e todas as sensações ruins tirar.
Sempre que olho pra sua fotografia,
Sinto uma estranha alegria,
Que sobe do peito para os lábios,
Eu sei que ela me faz muito bem.

Quero poder te colocar no colo,
E esquecer de tudo,
Só pensar em você,
Só ter você e nada além.

Porque eu fico fraco,
Quando estou sozinho,
Você é minha maior fraqueza,
E lembro muito bem,
De como fiquei destruído,
Quando nós ficamos de mal.

Você sempre surge em minha mente,
Sempre você e mais ninguém,
É com você que eu sonho,
É pra você que eu componho.

Porque fico tão fraco,
Quando estou sem você,
Me sinto um tanto vulnerável,
Porque sei que não consigo ser forte o bastante,
Quando seus olhos estão tão distante.

Eu sempre tento e não consigo,
Mesmo que eu não queira,
Meus pensamentos tem alguma relação contigo,
Quando mais eu paro pra pensar,
Percebo que você está em toda parte.

Não sei se você consegue notar,
Mas eu estou cheio de uma poderosa emoção,
Seu amor corre em minhas veias,
E eu sou preenchido,
Com a mais doce devoção,
Enquanto fico olhando para seu rosto perfeito.

É estranho me sentir assim,
Saber que eu encontrei o que sempre busquei,
Saber que você ama cada pedaço de mim,
Mesmo eu não sabendo o porquê.

Eu sei que estou vulnerável,
Eu realmente odeio qualque vulnerabilidade,
Mas agora é diferente,
Eu estou gostando de ser vulnerável,
Tudo porque minha fraqueza é você.

Ainda não me acostumei,
A passar um dias sem te ver,
Passar um dia sem te ter,
Pode parecer piegas demais,
Mas sem te ver, não me sinto em paz.

Por isso, eu quero essa vulnerabilidade,
Quero de verdade,
Pois prefiro tal fraqueza,
Do que ficar com saudade,
Dos teus aromátivos beijos.

Por isso digo que só pode ter sido um feitiço,
Pra fazer de um vagabundo feito eu,
Cumprir tudo o que prometeu,
Para uma bela bruxinha,
Que é você, minha amada Aninha.

Bruno Tôp

terça-feira, 26 de maio de 2009

Divagações de Tôp XXXIII - Asas

Mais um dia passa sem motivação,
Tudo parece tão parado,
Até as palavras que antes ganhavam vida no papel,
Parecem estar desacordadas.

A irritante tentação,
E o cheiro das margaridas,
Numa noite sem estrelas no céu,
Começam a me irritar...
Meu tédio começa a gritar...

Pensamentos ardentes,
Se juntam a minha incerteza acumulada,
Não sei o que fazer da minha vida,
A medida que encontro cenas iguais,
Tudo parece que vai se repetir novamente,
E corajosamente, abaixo a minha cabeça.

Por favor, alguém apague minha chama,
Essa chama de incertezas e inseguranças,
Essa maldita chama que esta me corroendo,
E deixe-me voar livremente.

As asas estão aqui na minha cabeça,
Meu coração impede que eu esqueça,
São asas formadas de fragmentos,
De vários sentimentos,
Os bons e os ruins.

Pensamentos ardentes,
Se juntam a minha raiva acumulada,
Não sei como colocar pra fora,
Esse fogo indesejável de dentro de mim.

A medida que as lembranças,
Daquele dia azarado desbotam,
Eu creço psicologicamente.

Por favor, alguem acenda minha chama,
Essa chama de raiva e frustração,
Essa bendita chama que está me fortalecendo,
E deixe-me queimar,
Queimar minhas asas de lembranças, boas e ruins.

Bruno Tôp

domingo, 24 de maio de 2009

Neve

A noite continua fria,
Nós começamos a aguardar pelo calor,
Como se ele fosse nossa única alegria.

Os corações se comunicam com os outros,
E um calor inesperado,
Aparece entre nós dois,
Enquanto a neve começa a cair lá fora.

Nessa cidade onde amanhecer,
Não significa nova esperança,
Nós, que nascemos iluminados,
Pelas estrelas de inverno,
Disparamos para dentro de nosssos sonhos.

Os sentimentos puros que caem no meu peito,
Me invadem e mexem comigo,
Cada pontinho branco que vejo na rua,
Brilhando com a luz da lua,
Parece ser a gentileza caindo do céu.

Eu não posso ir lá fora,
Estou muito enfermo,
Mas cada floco que paira sutilmente pelo ar,
Parece que vai me alegrar.

A neve, cai sobre mim, como asas fechadas,
Envolve meus ombros,
Parece que nos conhecemos de vidas passadas,
Ela só está protegendo o calor,
Que está em nossos corações.
Envolvendo eu e você.

Você vem para o meus braços,
E consegue sentir essa magia.
A neve tão fria,
Nos proporciona o melhor calor do mundo,
Fazendo a chama do amor,
Durar cada segundo infinito.

As asas de neve,
Estarão nos protegendo,
Nesse mundo,
Ou no próximo.

Bruno Tôp

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Idiota

Se eu ainda fosse idiota,
Chutaria essas pedras pra longe,
Que insistem em aparecer no meu caminho.

Mas não, sou inteligente demais,
Fico tentando tornar as pedras,
Degraus da minha escada,
Só que nem sem sempre consigo,
E acabo me machucando,
Com minhas próprias complicações.

Se eu conseguisse me decidir,
Eu fixaria todos meus sonhos,
Bem no meio da minha testa,
Pra que todos pudessem ver,
O que me faz sorrir.

Se eu soubesse dançar,
Não precisaria brindar,
Brindar a noite, brindar a morte,
Sempre tenho que fazer,
O que não quero fazer.

Se eu não esquecesse da dor,
Poderia entender o horror,
De amar e não ser correspondido,
Mas minha memória é muito ruim,
Não se pode esperar muito de mim.

Vamos deixar o tempo nos guiar,
Escute o som da sinfonia,
Regida pela mão divina,
Sorria com alegria,
Minha bela menina.

Você consegue escutar as trompetas?
Consegue ver as borboletas,
Que sempre voltam ao nosso jardim?
Essa é canção que chega aos seus ouvidos,
É tocada por pequenos cupidos.

Mesmo com todos esses meus defeitos,
Você ainda diz que me ama,
Eu não entendo como,
Só sei que sempre me apaixono,
Pela sua cara de sono.

Não tem jeito, mesmo que eu queira,
Não consigo voltar a ser um idiota,
É uma utopia muito distante,
Os idiotas é que são felizes,
Nunca tem com o que se preocupar...

Sou inteligente, eu sei,
Mas âs vezes não queria ser.
Alguns nascem com o dom,
Outros simplesmente são bons.
Eu só não escolhi o que vou querer jantar.

Na verdade, tanto daz,
Se você estiver ao meu lado,
Tudo vai ser perfeito,
Não vou me entrister jamais,
Porque quando estou com você,
Eu sou um completo idiota.

Bruno Tôp

segunda-feira, 18 de maio de 2009

9 Defeitos, 4 Virtudes

Algumas pessoas pensam estar certas,
Outras simplesmente estão certas,
Muitas se acham sempre erradas,
Essas estão sempre quietas e irritadas.

Tem algumas que são legais,
Sempre muito legais,
Mas talvez por dentro,
Elas estejam se remoendo,
De ódio e frustração.

Outras ainda tentam ser,
O que nunca quiseram ser,
Só para agradar alguém,
Sem saber que isso não lhe faz bem.

Mascaras são usadas por todos,
Os que são pessimistas,
E os que são otimistas.
Você tambem se escondeu?
Mostre-me seu verdadeiro eu.

Eu decidi ser um idiota,
O que a de mal nisso?
Idiotas são sempre sinceros,
Falsários não se dão bem com sinceridade,
É isso que eu espero.

Mostre-me cada virtude,
Só alguns defeitos,
Preciso me acostumar com seu jeito,
Mas vou gostar de entender suas atitudes.

Se são nove defeitos,
E apenas quatro virtudes,
São cinco maneiras de brigarmos,
Isso sem contar os meus defeitos,
Mas isso que é legal.

Tudo segue no seu ritmo natural,
Somos quem podemos ser,
Nosso amor vai conseguir esclarecer,
Qualquer confusão.

Não, não ache que estou chateado,
Na verdade estou feliz,
Por estar apaixonado,
E por não sermos perfeitos.
Brigas provam que a gente é normal.

Eu falo essas besteiras,
Porque eu sou sempre sincero,
Até quando isso se torna incoveniente.

Sei que sou diferente,
Talvez seja minha maior qualidade,
Ou apenas meu pior defeito,
Ser sincero pode ser bom ou ruim,
Depende do ponto de vista.

Eu conheço seu verdadeiro eu,
Lembro de tudo que você prometeu,
Nosso amor vai dar certo lembra?

Homens são tão idiotas,
Acham que podem enganar todo mundo,
Mulheres são tão fracas,
Acabam perdoando esses vagabundos.

Mas eles sempre se completam,
Elas tambem cometem seus erros,
Eles sempre acabam derretidos,
Tudo segue como deve seguir,
Todos sempre voltam a sorrir.

As diferenças existem
As brigas vão acontecer novamente,
Mas não importa realmente,
Porque os momentos bons superam tudo isso.

Eu sempre vou pedir desculpas,
Mesmo que eu esteja certo...
Ta bom, às vezes não...
Mas eu tambem sou um idiota,
Que não resiste ao seu sorriso.

É de você que preciso...
Isso não é novidade...
Nossas diferenças são o tempero,
Do nosso belo relacionamento.

Você só vive uma vez,
Eu não tenho tanta lucidez,
Pra conseguir te entender sempre,
Você precisa me explicar às vezes.

Não vire as costas pra mim,
Senão vou te abraçar e te colocar no colo,
Você fica encabulada com isso,
É realmente tão bom te ver assim.

Se eu pudesse,
Só te faria sorrir,
Mas às vezes vou ter que te irritar,
Pra você me mostrar,
Que entre a vontade de praguejar,
Você ainda consegue me amar.

Bruno Tôp

domingo, 17 de maio de 2009

Conto de Fadas I - Encruzilhada

A comitiva segue adiante,
Procurando um caminho,
O nobre cavaleiro à frente,
Seguido pelo trovador,
Que sopra uma doce flauta.

Logo depois vem o escribão,
Esbanjando um sorriso cativante,
Segurando sua pena e pergaminho,
E rindo do bobo da corte,
O último desse estranho cortejo.

Cada um segue por aquele caminho,
Cheio de aventuras e incertezas,
Mas com um único desejo,
O de encontrar o amor.

Cada qual ao seu jeito,
Era uma estação,
E simbolizava um animal,
Cada qual ao seu jeito,
Acreditava no amor,
E tinha seus motivos,
Para seguir nessa busca.

O cavaleiro tão confiante,
Visualisava no amor,
A mais nobre das missões,
E uma aventura,
Recheada de emoções.

Era o outono,
Uma furão sem dono,
Misturando nobreza e orgulho,
sem nunca abaixar a cabeça pra ninguém,
Por isso sempre tropeçava,
Em alguns pedregulhos.

O tímido trovador,
Acreditava que com o amor,
Poderia finalmente,
A mais perfeita das sinfonias, compor.

Era a primavera,
Uma coruja observadora,
Cardioso e timido demais,
Para falar o que pensava,
E acava fazendo, o que não precisava.

Já o astuto escribão,
Queria encontrar o famoso amor,
Fonte para a inspiração,
De tantos livros que conhecia,
Queria poder escrever,
Sobre a verdadeira alegria.

Era o verão,
Uma raposa astuta,
Sincera demais, que falava mais que devia,
E acabava criando confusão,
Sem nem ter noção.

E o bobo da corte,
Só esperava que o tal amor,
Pudesse fazê-lo sorrir,
Sem que dependesse de piadas.

Era o inverno,
O corvo pensativo,
Que sempre desconfiava do motivo,
De alguém se aproximar dele,
Fazendo os bons e os ruins,
Temerem uma aproximação,
Escondia tudo isso atrás das palhaçadas.

É assim que se inicia,
Mais um belo conto de fadas,
O prólogo chega ao seu fim,
Quando num crépusculo carmesim,
Os quatro herois se separam.

Numa mágica encruzilhada,
Cada um segue sozinho,
Por um sinuoso caminho.
Se lançando a própria sorte.
Sem temer a dor ou a morte.

Bruno Tôp

sábado, 16 de maio de 2009

Garoto, Não Chore

Hey garoto, preste atenção,
Você não deve chorar,
Às vezes você pode estar certo.

As pessoas não são tão boas assim,
Você está sendo bonzinho demais,
O amanhã nos interessa mais,
Por isso, não perca a coragem,
Acabe com essa miragem,
De que o mundo é como um filme.

Cultive seus principios,
Antes de idealizar,
Motive sua raiva,
Antes de realizar.

Lembre-se que a primeira batalha,
É de você contra você mesmo,
Vença sua timidez,
Acabe com essa ansiedade,
É dificil, eu sei,
Eu tambem já as superei.

Hey garoto, o único que pode começar,
E dar o primeiro passo,
É você mesmo,
Escolha seu espaço,
Escolha seu tempo,
Cada um tem seu momento.

Tudo que você aprendeu,
Na verdade o que nós aprendemos:
'Não existe razão,
Não há como evitar maltratar um coração,
Temos apenas que viver nossas vidas'

Isso pode estar certo,
Ou errado,
Tudo depende de quem você quer ser.

'Não importa o que acontecer,
Seja quem você quer ser'
Lembro quando eu te ensinei isso,
Sabe eu repito o que disse,
Você é você,
E o que você quer é o que importa.

'Somos muito jovens pra morrer,
Vamos todos continuar juntos,
Debaixo desse mesmo céu'
Foi isso que ela escreveu num papel,
Antes de te abandonar.

Hey garoto, não chore,
Você às vezes está certo,
Não tente parecer tão superior,
Não deixe que falsidades e medos,
Façam-no desistir,
Porque senão você vai acabar se odiando.

Você já me disse
"Sonhos são sonhos,
Eu não serei um tolo mais uma vez,
Porque eu ainda tenho um coração"

Se acalme, não se apresse,
Deixe a poeira baixar,
Se precisar, destrua seu coração,
Sem se entristecer,
Você sempre pode criar um novo coração.

Não se prenda aos traumas,
Senão você vai perder sua alma,
Refletir sobre os traumas,
Criam sombras do nada,
Mas as sombras não desaparecem do nada.

Se você continua a querer contornar a situação,
Então continua tão cego,
Quanto quando começou essa jornada,
Sempre existe um atalho pra qualquer direção.

Mas nem sempre esses atalhos,
Estão no seu baralho,
Se precisar esqueça tudo o que aprendeu,
Reflita, pense, pondere, decida,
Forme sua personalidade,
E Hey garoto, não chore.

Nós dois somo um só,
Sou uma criação sua,
Estou aqui para te proteger,
Mas um dia você vai ter que assumir,
Que sou só uma ilusão.

Então garoto, não chore,
Homens não devem chorar,
Mesmo quando estão para se despedaçar.

Bruno Tôp

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Não Me Olhe nos Olhos

Helena sempre foi indecisa,
Nunca soube quem realmente amava,
Se bem que ela nem se entendia...
Coitadinha, foi mas machucada do que deveria.

Ela sempre afirma,
'Se não deu certo, não era pra dar certo'
Eu sempre concordo com essa teoria,
O problema é que ela não segue esse pensamento,
Sempre fica chorando,
E por ela eu sempre lamento...

Nunca entendeu, que ela sempre tinha uma saída,
Quero dizer, Páris a conquistou enquanto estava distraida,
Mas ela sempre ganhou narcisos e margaridas,
De todos os homens que passaram em sua vida.

Lá estão os dois, valsando tão juntos,
Conversando sobre qualquer assunto,
Ele está respirando a beleza dela,
Esperando que ela fique ali para sempre.

'Não fique me olhand nos olhos,
Eu tenho vergonha'
Você sempre fala isso,
Mas eu não consigo resistir,
Toda vez eu vou admirar seus olhos,
E um lindo sorriso vou abrir.

Somos diferentes deles,
Justamente por causa disso,
Eu faço questão de mostrar,
Que é por você que meu coração sonha.

Se ela ao menos conseguisse andar em linha reta,
Entenderia o que ele quer,
Saberia qual a sua verdadeira meta,
A de ser feliz só com ela,
Mas não ela tem que sentir essa desconfiança.

Por favor, não nos compare a eles,
Somos diferentes, pelos menos não eu não consigo,
Ficar ao teu lado, e não te ter comigo,
Se é que você consegue me entender...
E você sempre fica dizendo,
'Não me olhe nos olhos'

Parece que eles estão conseguindo,
Pelo menos os lábios de ambos estão se abrindo...
Troca de sorrisos, são um singelo aviso,
De que ela está dando uma remota chance,
Para que ele lhe ensinar o que é um romance.

Estou feliz por Helena,
Que ela esteja conseguindo se arriscar,
Que está tentando amar.

Quem sabe com Páris, não consiga ser tão feliz,
Quanto eu estou, com a minha morena,
Ela é que me faz feliz,
O que me traz toda alegria,
Você vai descobrir que essa é a melhor das teorias.

Bruno Tôp

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aninha

Ei Aninha,
Não se preocupe sobre nós dois,
Vamos dar certo, pois,
Se você se sentir sozinha.
Leia meu versos, feche seus olhos.

Finja escutar minha voz,
Eu sempre estou com você,
Bem no seu peito.

De qualquer jeito,
Você é a única bruxinha,
Que me enfeitiçou tão bem,
Que não quero nada além de seus beijos.

E que me enfeitiça toda vez,
Me fazendo perder a lucidez,
Sempre que provo dos teus lábios,
Ah... Mas você já sabe disso.

Eu, hoje posso dizer,
Que és o que mais belo existe,
Ver teu sorriso é esquecer,
De tudo o que há de triste.

Só que eu ainda tenho tanto pra falar,
Por exemplo, se à cada simples poema,
Que eu fizesse pra você
Pudessem tirar seu fôlego,
Eu escreveria mil poemas todos os dia,
Já que mais apaixonada por mim você ficaria.

Teus lábios com gosto de pêssego,
É só um dos teus incontevéis feitiços,
Que aceleram tanto o meu peito,
E que cada vez me fazem me sentir tão perfeito.

Só me sinto completo, quando te tenho por perto,
Ou quando penso em você,
Durante a noite ou durante o dia,
Todos meus suspiros são por você...

Nos meus sonhos, vou sempre te procurar,
Pra poder te falar, que sem teu amor,
Não há luz, calor, o meu mundo é frio,
Sem teu sorriso tudo é um grande vazio.

Aninha, sem você eu já não vivo,
Te perder me faria respirar sem motivo,
Ficar sem teus beijos seroa o pior dos castigos,
Se eu não puder ter você comigo,
Com certeza prefirirei a solidão,
De viver sem ter um coração.

O pior é que até não entendo,
Como você conseguiu conquistar,
Esse coração vagabundo?
Esse coração que nunca se apega a ninguém,
Que nunca vai mais além...
Realmente, você é uma feiticeira incrível.

E Aninha, eu posso prometer a você,
E você sabe que não quebro minhas promessas,
Que pelo tempo que nós passamos juntos,
O mundo nunca mais será o mesmo,
E você é a responsável.
Hoje, você é meu mundo.

Você é minha bruxinha,
É meu vento, e eu sou seu cata-vento,
É meu anjo e eu sou seu humano,
E o mais importante,
É toda minha,
É a minha doce, lesa e linda Aninha

Bruno Tôp

domingo, 10 de maio de 2009

Divagações de Tôp XXXII - Complicações

A última vez que eu te encontrei,
Você me fez me reapoixar,
Eu nem sei se eu queria isso,
Mas você sempre me deixou louco.

Desde a primeira vez que eu te encontrei,
Você roubou minha antenção,
Sempre fez meu coração suspirar,
Com tão pouco.

Na segunda vez que te encontrei,
Você não disse que me amava,
Mas mesmo assim eu te dei uma flor,
Será que eu já sabia que era amor?

Não, eu não sabia,
Eu só soube bem depois,
Que você era o motivo da minha alegria,
Seria o motivo de minhas tristezas,
Mas principalmente da minha felicidade.

Então porque demoramos tanto pra ficar juntos?
Oh simplicidade, pra onde você foi?
Tudo ficou tão complicado,
Mas ainda assim estamos aqui,
Dispostos a dar certo,
Pelo menos eu te quero por perto.

Tudo por complicações,
Foi por isso que ainda não unimos nossos corações,
Mas agora tudo vai dar certo né?

Pra mim é bem mais fácil resolver equações,
Conseguir escrever um texto profundo,
Ou explicar um assunto dificil,
Do que entender essas nossas complicações,
Vamos ser felizes logo.

Vamos pra um lugar só nosso,
Onde eu possa deitar no seu colo,
Ficar olhando suar orbes negras,
Ao mesmo tempo que admiro as nuvens no céu azul.

Você disse que vale a pena,
Então eu acredito,
Pois o que nós temos é muito bonito,
Você é única pra mim,
É a minha sedutora morena.

Eu não quero voltar a pensar em te esquecer,
Então não me faça dormir sozinho,
Eu preciso do seu carinho,
Se eu pudesse,
Eu apenas gostaria de fazer você sorrir,
Se você puder ficar comigo mais um pouco.

Tem tantas coisas que eu quero te mostrar,
Que eu quero te contar, os meus sonhos bons,
Da minha vida toda, com todos os tons...

Eu confesso que ainda tenho medo,
Isso não é nenhum segredo,
Mas você me garantiu que valia a pena,
E com isso minha alma está serena,
Pois eu acredito totalmente em você.

E agora, vamos valsar juntos?
Vamos lá, só nós dois,
Sem se importar com o que vai vir depois.

Mesmo que eu queira esconder,
O que eu sinto dentro de mim,
Meus olhos não vão parar de dizer,
Que eu te amo tanto assim.

O sentimento é reciproco não é?
Ei, você tem todo meu eu,
E como você prometeu,
Eu tenho seu coração,
Então tudo está bem.

Bruno Tôp

sábado, 9 de maio de 2009

Divagações de Tôp XXXI - Escolha Idiota

Se você pudesse escolher,
O que você faria?
Você me esnobaria,
Ou me escolheria.

Se você pudesse retornar,
Você mudaria o que aconteceu,
As dúvidas são nossas,
Ou a sou só eu?

Oh, eu lamento eu estava errado,
Eu sou um idiota,
Por me meter nessa situação,
Afinal eu tenho um coração,
E queria você feliz,
Estando ou não ao meu lado.

Percebo agora,
Que tudo que fiz,
Foi pra te manter feliz.
Só que agora eu não posso ter pena,
Eu preciso me decidir,
Eu preciso parar de refletir.

Tudo que fiz foi por você,
Só que vou ter que ser egoísta,
Você também deveria ser egoísta,
Não vou te dar nenhuma pista,
Afinal nem eu sei o que estou fazendo.

Eu espero que você entenda,
Que isso não tem nada a ver com você,
Sou eu comigo mesmo,
Minha personalida,
Contra minha racionalidade.

Eu queria poder andar sozinho,
Por qualquer caminho,
Dai tomar coragem,
E expressar minha decisão.

Eu não espero que você me perdoe,
Sinceramente, eu sou um idiota,
Mas quem não é?
Né?

Está na hora de eu voltar pra casa,
De eu aceitar o que meu coração quer,
Eu sempre tive uma ultima rota,
Fugir de tudo.
Mas não sou covarde o bastante pra isso.

Vou encarar tudo de frente,
Mesmo que acabe machucado,
Eu preciso me machucar,
Para poder aprender.

Lá vem a chuva de novo,
Esse cheiro de terra molhada,
Somado com o de grama cortada,
Me ajudaram a decidir o que queria.

Na verdade, o que sempre quis,
Foi que todos tivessem alegria,
Foi ver você feliz,
Mas eu sei que não fiz por onde.

Desculpa, sou um idiota,
um idiota que gosta muito de você,
E que sabe o que vai escolher,
Apesar de ter medo do que vai escolher.

Bruno Tôp

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mulheres Bonitas

Mulheres Bonitas

Mulheres bonitas,
São sempre tão fascinantes.
Sorrindo timidamente,
Suspirando pelos cantos.
E quando estão dançando...

Mulheres bonitas...
São uma maravilha,
Tão doces quando um pouco de baunilha.
Quando me fazem carinho,
Me deixam tão contente...

Mulheres bonitas.
Quando ficam observando da janela,
Ou se aquecendo na lareira,
Tem uma aura tão bela....
Algo nelas alegra o ar...
Talvez seja só seu respirar,
Não sei, elas alegram tudo...

Mulheres bonitas,
São sempre bem-vindas.
Sempre ficam lindas,
Quando ficam penteando os cabelos,
Ou quando escrevem cartas,
A luz de velas.

Mulheres bonitas,
Despertam-me sensações esquisitas,
Quando estão com o rosto vermelho.
Me hipnotizam tanto,
Quando ficam se enbelezando no espelho.

Mulheres bonitas,
Realmente me agradam,
Quando ficam aborrecidas,
Quando estão colhendo flores,
Ou me explicando sobre amores.

Mulheres bonitas...
E seus gostosos perfumes,
Acabam com meus costumes,
E com meus planos,
Parecem envenar meus pensamentos.

Ah, mulheres bonitas,
Não consigo viver sem elas,
São uma dadiva dos céus.
Pena que não consigo escolher,
Uma para eternamente ficar...
E por isso continuo a cortejar,
Qualquer uma que me deixe feliz.

Bruno Tôp

domingo, 3 de maio de 2009

Anjo

Você é mesmo humana?
Seu coração consegue se ferir?
Seus olhos se molham?
Ou só fingem fazê-los,
Para continuar a dançar comigo?

Tudo está certo,
Pelo menos por essa noite,
Você me agradou tanto,
Você foi meu abrigo,
Às vezes não tenho nada de esperto.

Precisar de você é uma fraqueza,
Mas eu sou humano,
Pelo menos acho que sou,
E por isso não sei o que vai acontecer,
Nem para onde vou.

Mas eu quero ficar com você,
Dançando, ou só conversando,
Observando, só admirando,
E se puder, beijando.

Eu tenho uma alma,
Mas não sou um santo.
Eu tenho um coração,
Que também tem seus traumas,
Não sou tão imparcial assim.

É seu sorriso que faz bem,
Só ele me convém,
Só seu rosto tão rubro,
Seus lábios contraídos,
E seu queixo tremendo,
Me deixam estupefado.

Pra mim ainda é uma surpresa,
Que eu goste tanto dessa fraqueza,
De admirar você tão bobamente,
Tão ridicularmente.
Você não pode ser humana.

Parece um anjo,
Tão clara, com essa pele marfim,
Que se torna carmesim,
Quando fica com vergonha.

Você é tudo que meu coração sonha,
É por você que componho,
É por você que sonho,
Tudo porque você é um anjo.

Será que você consegue sentir?
Esses sentimentos humanos?
Espero que sim,
Pois quero você só pra mim,
E o único jeito de você ficar,
É se você me amar.

Bruno Tôp

sábado, 2 de maio de 2009

Melissa

Melissa não tomou seu remedio,
Porque disse que sua vida,
Sempre foi um tedio,
E que talvez uma doença,
Seja um motivo pra sacudir a vida.

Por um motivo que não sei explicar,
Todos esqueceram meu nome,
Seguiram vivendo comigo,
Mas nenhum deles era meu amigo.

Eu sei que venci o jogo,
Mas aquilo não era uma vitória,
Não tinha nenhuma glória,
Já que eu não tinha nenhum abrigo.

Melissa sempre tão egoísta,
Não me deu nenhuma pista,
Do que eu deveria fazer,
E assim segui com minha vida,
Vez por outra encontrando com ela.

Eu atravessei o fogo,
Cortei o ar,
Vivi por todo lugar,
Sem encontrar meu lugar.

Na verdade eu sabia o que precisava,
Mas não porque lutava,
Meu objetivo não estava ali,
E por isso comecei a andar por aí.

Conheci pessoas novas,
Vi berços e covas,
Me apaixonei e me frustrei,
Mas hoje eu sei,
Que nem mesmo um rei,
Vive impune a essa lei.

Todos estão sujeitos ao amor,
Estão sujeitos a felicidade e a dor,
Isso que é descomunal,
Quando se trata de amor,
Qualquer um é igual.

Tentei explicar isso a ela,
Mas Melissa havia mudado,
Já não era a mesma de antes,
Já não era tão apaixonante,
E eu ignorando sua presença.

O fim necessariamente,
Não precisa ser o fim,
Se você quiser,
Cada fim é um começo,
Tudo depende da sua memória.

Um dia, da vida anterior eu me esqueço,
Só por esquecer,
E vivo tudo de novo,
Sempre um recomeço.

Sigo meu caminho,
Não importa se sou um poeta,
Se sou um palhaço,
Um pescador,
Ou um louco de Deus.

Cada um vai ter o que precisa ter,
Nada mais, nada menos,
O que eu preciso,
É um pouco de carinho,
Alguns abraços,
E assim eu estou bem.

Melissa vai mais além,
Ela acredita em outras teorias,
Nada melhor que um dia atrás do outro,
Pra ela escutar o que eu digo,
E voltar a me ter como amigo.

Bruno Tôp

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Antiga Vizinhança

Ontem passei pela minha antiga vizinhança,
Tudo está tão acabado...
Pior foi perceber,
Que nada saiu como planejado.

O que aconteceu com nossos sonhos?
Quando ainda eramos crianças,
Parecia que tudo ia dar certo,
Que todos ficariamos por perto,
Que a felicidade era algo fácil.

Agora veja como estamos,
Cada em seu próprio desgosto,
Cada qual com suas lágrimas no rosto,
Todos cercados de decepção.

Ed disse que ia ser a lei,
Hoje nem mesmo sei,
Se ele sabe o que é a lei,
Cercado pelas barras da prisão,
Foi corrompido por alucinações.

O nosso futuro se despedaçou,
Assim como o prédio envelheceu,
Os locais onde bricavamos,
Agora nem chegamos perto.

Deb simplesmente desapareceu,
Eu vi quando T. faleceu,
Dinho continua o mesmo de sempre,
Não melhorou nem piorou,
Mas acho que está segurando uma mascara.

Sonhos despedaçados,
Alguns ainda estão ao meu lado,
Nem lembro qual era meu sonho,
Rô diz que eu sempre fui idiota,
Acho que ele está amargurado,
Porque o mundo é cheio de lorotas.

Não deveriamos ser livres?
Para tentarmos o que quisermos?
Ouvi dizer que Marcel foi bem sucedido,
Mas como pode,
Se ontem ele apareceu no jornal,
Na página de suicidio?

Eu simplesmente estagnei,
Fiquei sendo um hibrido,
Entre a loucura e a sensatez,
Sem nunca alcançar a lucidez.

Mari está por aí,
Continua sempre colada,
Na sua prima Ray,
Devem estar numa rua qualquer,
Sempre se drogando.

Rô me disse agora,
Que já passou da hora,
De eu deixar de ser um parasita,
Mas eu gosto de ser tratado,
Como se fosse a visita.

Ele disse que não temos espaço pra moleza,
Ou eu deixo de lado minhas fraquezas,
Ou o mundo vai me engolir,
Como fez com Lipe.

Mas eu só quero realizar três coisas:
Ter um filho que seja melhor do que eu,
Voltar a acreditar em Deus,
E sentir que o amor pode ser correspondido.
Mesmo para um idiota atrevido,
Que não sabe em que acreditar.

Bruno Tôp

domingo, 26 de abril de 2009

Divagações de Tôp XXX - Querida Escuridão

'Olá querida escuridão,
Fazia tempo que não te via,
Por isso estive tão perto,
De sentir uma falsa alegria.'

Eu sabia que a escuridão ia voltar,
Sempre volta,
Na verdade, você está sempre perto,
Sempre tão esperta,
Sempre alerta.

É tão estranho...
Dessa vez a escuridão veio acompanhada,
A luz chegou um pouco antes,
Me deixando um pouco contente,
Mas eu sabia que tinha algo errado,
Então vi que a escuridão estava ao meu lado.

E dessa vez não fiquei assustado,
Eu sempre achei que ainda sentiria dor,
Que ainda me sentiria mal,
Mas não, hoje eu não sinto nada,
No lugar do meu peito,
Existe apenas um enorme vazio.

Eu sei que é meio frio,
Mas eu percebi que sou assim,
Nem eu tenho pena de mim.

Porque tudo é insignificante,
E ao mesmo tempo,
Tudo é tão importante,
Todos são um só,
E um só são todos.

Todos começam do pó ,
E todos terminam no pó,
Tudo é consumido pelo fogo,
Vira poeira e volta a terra,
Corre pela água,
E sopra pelo ar.

O universo é equilibrado,
Vivemos numa troca equivalente,
Nada pode ser obtido,
Se não for pago o preço justo.

Se eu não tenho nenhum amor,
E ganho a chance de ser feliz,
Ao lado da pessoa que amo,
Não vai ser tão simples,
Tem que aparecer alguém pra me confundir,
Impossível de ser feliz.

'Então querida escuridão,
No som do silêncio,
Você vem me buscar,
Ou só vai continuar a me acompanhar?'

Bruno Tôp

sábado, 25 de abril de 2009

Divagações de Tôp XXIX - Várias Flores

Era uma noite de sexta.
Ou será que era sábado?
Não tem importância,
Eu coloquei meu melhor pergume,
Para que tudo desse certo.

Estavamos nos dando tão bem,
Até que ela perguntou seu nome,
Como é que eu poderia lembrar?
Cerveja e cigarros não ajudam muito...

E foi quando ela se mandou,
Não sei o qual o motivo dela,
Não acho que o nome seja tão importante,
Eu continuei lá no bar,
A beber e a fumar,
Sem saber o que queria fazer.

Foi quando acabei encontrando,
Para outra garota, uma que me conquistou,
Nossa conversa foi se prolongando,
Ela me disse que gostou,
E então eu estava feliz novamente.
Pelo menos, tecnicamente.

Mas a paz nunca dura muito,
E sem querer, ou até querendo,
Cai no charme de uma paixão antiga,
Acho que tudo isso,
É uma grande intriga,
Armada por Ele, lá de cima.

Fraquezas a parte,
Meu rosto ficou escalarte,
Talvez fosse um pouco de vergonha,
De estar numa situação,
Que ninguém nunca sonha.

Por isso eu já não quero mais,
Ser um protagonista,
Quero ser um coadjuvante,
E assim vou levando a vida devagar,
Pra não faltar amor.

Sempre com caos na mente,
E aventura no coração,
Vou seguindo pelo destino,
Que o dedo divino,
Me apontou, quando eu me tornei eu.

Na verdade, mesmo que eu fosse assim,
Daquele tipo vencedor,
Eu pediria pra sair da partida,
Pois já nunca entendi minha vida,
E não quero complicar a de mais ninguém,
Seja pro mal ou pro bem.

Sem nenhum critério lógico,
É assim que é minha vida,
Toda bem entredida,
A lógica é para os puros,
E eu sou bastante inseguro.

Flores tem diversas cores,
Humanos tem diversos amores,
Beijos tem diversos sabores,
O que é que você escolhe?
Eu nunca vou ecolher nada.

Tenho alma de vagabundo,
Atitude de cavalheiro,
Coração de poeta,
E nenhuma meta.

Não me culpem,
Sou um menino de memória ruim,
Minhas intenções são boas,
Mas as vezes as pessoas,
Não querem saber disso.

Quer saber?
Pode me chamar de cafajeste,
Não é sua culpa,
Você aprendeu que todo homem é assim.

Enquanto a mim,
Vou ligar pra uma das três garotas,
Alguma delas vai retornar a ligação...
Certo?

Bruno Tôp

domingo, 19 de abril de 2009

Sally

Fomos criados com sorrisos,
Pregados em nossos rostos.
Eu sempre vivi sem me importar,
Sem perceber,
Que você nunca sorria de verdade.

Desculpe Sally,
Eu só percebi que nossos sorrisos eram falsos,
Quando senti sua falta,
Nem mesmo Zero me alegra agora.

Fingi ser feliz,
Não é nada além,
De uma péssima distração,
Que não lhe faz bem,
Mas meio que convém.

Apresso-me para te agradar,
Com um gentil aperto de mão,
Lhe dou um olhar bondoso,
Esperando que você entenda,
Que não tem nada de maravilhoso,
Em fingir ser um outro alguém.

É só mais um falso perfil,
Que você criou para não se hostil,
Você até me perguntou,
'Se a vida não era muito vazia,
Qauando apenas vivemos por viver'

Eu não soube responder,
Nessa hora foi minha incerteza,
Que te fez ver beleza,
Num mundo controlado por falsidade.

Eu devia ter dito:
'Você ainda é jovem,
Tão boba e descuidada,
Não percebeu que a vida,
É só um estágio passageiro.
E se continuar assim,
Você vai acabar se dando mal...'

Mas eu não disse algo tão bonito,
Só dei um longo suspiro,
E continuei a apressiar minha cerveja.

Agora você está no seu quarto,
Trancada sem querer falar com ninguém,
Se a culpa pertence a alguém,
Acho que deve ser minha,
Por isso peço que você não fique sozinha.

Não gosto de ver sua guitarra calada,
Escutando o fungar do seu nariz,
Enquanto você chora lágrimas,
Que deviam permanecer secas.

Não seja tarde demais,
Mas eu acho que ainda está em tempo,
De eu dizer algumas palavras,
Para ajudar você a se reerguer.

'Podemos sempre ser fortes,
Para aguentar as dificuldades,
Que a vida nos traz,
Mas você sabe,
Nós não precisamos ser fortes

Às vezes, alguns cortes,
São bons para que possamos cicatrizar,
E recomeçar'

Então Sally,
Posso ser o seu Jack,
Ou você ainda vai me penitenciar,
Por ser excentrico demais?

Bruno Tôp

sábado, 18 de abril de 2009

Divagações de Tôp XXVIII - O Suspiro de Jack

Eu nunca imaginei que no fim,
Tudo ia terminar assim,
Eu mordi mais do que podia engolir,
E me engasquei com meu próprios erros.

Eu ri alto por coisas sem graça,
Eu pedi um tempo só pra mim,
Mas mesmo assim me apressei,
As escolhas sempre foram minhas,
Porém eu nunca pensei o bastante.

Eu senti a garganta rasgar,
Como se fosse lavada por cachaça,
Mas a origem desse nó,
Foi que eu sempre estive só.

Acho que nunca acreditei realmente,
Que poderia ser contente,
Eu sempre me fingi ser otimista,
Nunca dei nenhum apista,
De que não acreditava num final feliz.

Aos dezessete eu conheci o amor,
Mas não dei seu real valor,
E depois me arrependi,
Por não ter conseguido tê-la por perto,
Por não ter feito dar certo.

Nós mal tivemos uma chance,
Tudo que tinha pra dar errado,
Aconteceu naquela noite,
E eu me senti culpado,
Por ter acabado com nosso romance.

Eu sempre te disse palavras bonitas,
Sempre te dei bons conselhos,
Mas nunca acreditei nas minhas palavras,
Já carregava culpa demais sobre meus joelhos,
E não tinha esperança,
De que pudesse voltar a sorri como uma criança.

Não precisa se preocupar,
Nós não vamos nos ver mais,
Eu só quero que você diga a minha mãe,
Que ela fez tudo que podia,
Pra poder trazer minha alegria.

Você pode ler esse texto,
Na minha missa de sétimo dia,
E pode encontrar meu epitáfio,
Num dos meus poemas.

Eu nunca imaginei que o estopim,
Para o nosso fim,
Seria um charminho seu,
Que eu não entendi.

Eu ri quando me livrei de você,
Eu ri porque não quis chorar,
Tive medo de admitir,
Mesmo sabendo o que tinha escrito,
Era o inicio do meu fim.

Eu senti o frio percorrer minha espinha,
Vi minha vida passar pelos meus olhos,
Não eram boas memórias,
Mas parecia uma boa história.

Acho que pela primeira vez,
Acreditei nos bons sentimentos,
Percebi que o amor realmente existia,
Ele sempre esteve presente,
Quando estive com você.

Aos dezessete eu conheci a morte,
Talvez eu tenha tido sorte,
Assim não tive que sofrer tanto,
Não espero que você seja forte,
Na verdade, gostaria de ter ver aos prantos,
Mostraria que você me amou...

Nós mal tivemos um tempo juntos,
Mal conversamos sobre quaisquer assuntos,
Não consegui expressar meus sentimentos,
Porque não tivemos nenhum momento,
Que fosse só nosso.

Eu sempre pensei que não era você,
Sempre pensei que não era pra ser você,
Nunca tivemos nada a ver,
Eu não queria que fosse você,
Mas acabou sendo você.

Não precisa duvidar dos meus sentimentos,
Eles sempre foram sinceros,
Eu te amei, eu aind ate amo,
Só que já é tarde demais,
Pra que eu possa te ter.

Você pode seguir com sua vida,
Eu agora não passo de um corpo ensaguentado,
Deitado no asfalto,
Vendo meu corpo se descolorir.

Sei que quando você descobrir,
Vai doer bastante,
Mas sabe, a sensação é até confortante,
Saber que tudo acabou,
E que não ter mais que sofrer.

Então é isso, adeus..
Ah, e por favor,
Não jogue fora nossa flor,
Acho que será a única lembrança do nosso amor,
Então, por favor,
Guarde ela com carinho,
E siga seu caminho.

Bruno Tôp

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mapeando a Vida

Se hoje conseguimos estufar o peito,
É porque tempo passou, sem dúvida nenhuma,
E nos fez adultos, mas do que encontros,
São as despedidas que fazem as pessoas adultas,
Os sorriso são importantes,
Mas as lágrimas é que nos ensinam boas lições.
Os ensinamentos sempre chegam atrasados,
Para ajudar as pessoas, mas isso é bom,
Porque assim dá chance a essas pessoas de mudar.

As pessoas podem mudar,
Para tentar mudar, se molham na chuva,
Mas sempre continuam a andar.
Às vezes, a noite parece ser sem fim,
Mesmo que andemos parece que não estamos indo para frente,
Parece que não há mudanças no caminho,
Sentindo como se estivéssemos sido abandonados sozinhos,
Porém, mesmo os mais fortes, com certeza passam por isso,
Não é questão de sorte, todo mundo tem essas provações,
E sempre ficam acreditando em desesperanças e esperanças.

Todas as pessoas, se perdem ao refletir sobre seu coração,
Sempre chegando a mesma conclusão,
Ou seja, conclusão nenhuma,
O coração é complicado demais,
Assim como o mar é azul demais, o céu é alto demais...
E assim, continuam a viver,
Sem responder suas próprias indagações,
Fazendo florescer palavras,
Correr lágrimas, procurando alegrias.

Essa é a vida humana,
Tão insegura, tão indecifrável,
Tão frágil, tão insana.
Nunca existe certeza de nada,
Tudo é só uma aventura,
Que começa do mesmo jeito pra todos,
E tem o mesmo fim sempre,
Uma aventura com fim pré-escrito.

Então porque complicá-la?
Não é melhor só viver e aproveitar?
Mas não viver por viver...
Viver pra ser feliz,
Controlando sua felicidade,
Escolhendo o que é feio ou bonito,
Mesmo sabendo que o destino já foi escrito,
Por um poeta onisciente e onipresente,
Um poeta sábio e bondoso,
A justiça em pessoa, a divindade que cada uma acredita,
Ele é o dono da vida das pessoas.

Porque ao acreditar num Deus qualquer,
As pessoas se forçam a depender dele,
E assim seu destino já foi decidido,
Embora achem que foi por um ser divino,
Não que na verdade escolhe seu destino,
É o próprio ser humano,
Sua crenças fazem sua mente, sua mente faz seu coração,
Seu coração faz sua personalidade,
Sua personalidade fazem sua vida acontecer,
É isso que é a vida humana.
Só mais uma dúvida sem resposta.

Bruno Tôp

quinta-feira, 16 de abril de 2009

July

É, doce menina,
Tá tudo estranho,
Parece até obra do destino...
Não te ter aqui comigo...
Deve ser algum castigo...

Se eu pudesse,
Eu apenas gostaria de fazer você sorrir,
Se você realmente quisesse,
Ficar comigo mais um pouco.

Nossos sentimentos,
São uma estranha mistura,
Entre o som do seu violino,
E os versos das minhas poesias.

Um sentimento cheio de alegria,
Uma relação muito pura,
Sei lá... É algo muito lindo,
E muito bem-vindo.

Eu digo a você, July,
Nosso amor ainda é incrível,
Nem demos chance pra que desse certo...
E eu ainda o mantenho por perto...
Foi tão rápido e tão louco,
Tão... Sei lá...
Descrever é impossível.

Eu queria poder te tocar de novo,
Eu queria poder te chamar de meu amor,
Eu queria poder te deixar corada...
Eu daria qualquer coisa,
Pra poder fazer isso.

Quando acordo com você, July,
Esses são os dias em que eu ainda posso me sentir vivo,
Em que eu mal posso esperar pra sair lá fora,
E talvez esbarrar com você, por aí...
A gente vai ter que se reencontrar alguma hora.

Apesar dos buracos em minha memóra,
Eu consigo guardar coisas importantes,
E por isso eu mantenho você, July, na minha memória,
Pra que você me visite nos meus sonhos.

Romances inacabados atrapalham tudo,
Sei lá, é tudo tão complicado,
E eu tenho medo de você ter se apaixonado,
Por outro cara qualquer.

July, eu prometo a você,
Eu vou casar com você.
Eu acredito nisso,
Eu espero que isso aconteça...
Até lá beba os versos que componho,
São todos só pra você.

Veja como eu suspiro,
Não consigo viver tranquilo,
Não sem ter você...
E eu desejo, dar a você,
Pelo menos um ultimo beijo.

Porque você me destrata,
Você me conquista,
É sempre amor a primeira vista.

Eu te manterei presa na minha mente,
Mesmo que nossas vidas não sejam uma só,
Mesmo que tomemos caminhos diferentes,
Vou me lembrar em você constantemente.

Até nós nos encontrarmos novamente,
Até nós... Até que nós tenhamos outra chance,
Até que você seja minha July,
Eu sei que é muito complicado,
Mas eu nunca quis nada muito fácil.

É ódio, é amor,
É algo realmente muito forte.
Me faz bem,
Me faz pensar no futuro,
E me sentir seguro...
Tive muita sorte,
Quando conheci você.

Mas até lá,
Vou ter lembranças pra me inspirar,
Seus olhos deslumbrantes,
Seus sorriso sem jeito,
Seu beijo perfeito...

Eu roubei seu amor,
Eu sei que roubei,
Eu sou assim,
Não tenho limites,
Mas vocês me fez ser assim.

Queia saber tocar violão,
Pra te fazer uma canção,
Queria saber francês,
Pra me declarar na língua do amor...

Um dia quem sabe eu aprenda?
E conte pros nossos filhos,
Que seu pai é um vagabundo,
Mas a mãe deles é uma boa pessoa,
E que quase conseguiu,
Fazer o pai deles tomar rumo.

Por voê eu não bebo, eu não fumo,
Agora me dê um pouco de carinho,
Cative meu coração,
E nosso amor vai beirar a perfeição.

Hey July, July, July,
Você é meu nascimento,
Você é minha vida,
Você é minha morte.
Esperei até agora por esse sentimento,
E não vou desistir tão fácil.

Vou de ter...
Agora ou depois...
Não me importa muito...
O importante...
É o amor entre nós dois.

Bruno Tôp

terça-feira, 14 de abril de 2009

Baunilha

Baunilha é doce demais,
Você deveria colocar um pouco de sal,
Eu sei que não é normal,
Mas quem disse que alguém é?
Faça o que você quiser.

Não sei o está havendo,
Mas o sol está brilhando,
Mesmo à noite só começando,
Conduzindo uma dança,
Onde adultos são crianças,

Numa cidade onde ilusões estão dançando
O sino da despedida está soando.
Pássaros rastejam pela chão,
Pessoas voam com asas de dragão.

O mar flutua no céu,
Peixes planam como aviões de papel,
E apesar de minha alma estar entorpecida,
Eu concordei com uma garota atrevida.

O sol está queimando o oceano,
Ele está brilhando no meio da noite,
Fazendo ressoar o som de um triste piano,
E então você que estava sonhando,
Queimou seus olhos por ficar hesitando.

Sem inicio e sem fim,
A marcha funebre continua a tocar uma melodia,
Que me transmite uma certa nostalgia,
Por isso deixarei aberta a porta,
Onde guardei meus sentimentos.

Sei que você não se importa,
Na verdade, você não entedeu nada.
A canção continua a seguir calada,
Passando além dos nossos pensamentos.

Eu deixei a porta aberta,
Para que a pessoa certa,
Possa ver meus sentimentos,
Refletidos em seus olhos.

Sem nenhuma lógica,
Sem nenhuma razão,
O tempo retrocede,
E o sol brilha no meio da noite.

Você não pode ver,
Mas todas pessoas dignas de elogio,
Estão vivas por um fio,
Estamos sozinhos nessa canção.

A canção que continua sem fim,
O sol num tom carmesim,
A morfina perdendo seu efeito.

É, não tem jeito,
Hoje o sol resolveu brilhar na noite,
Eu não vou chorar,
Mas vou me amargurar.

Nessa noite azul e vermelha,
Nada tem sentido,
Meu coração foi deixado vazio,
E você irá morrer de frio.

Então veja você,
O sol está brilhando na escuridão,
Não, isso não é nenhum sermão,
Só quero te avisar,
Que o sol não vai aquecer para sempre.

O amor desperta certo calor,
E mesmo que o sol brilhe a noite,
Se você me der amor,
Eu consigo parar com essa canção.

Tudo vai voltar ao normal,
Como baunilha sem sal,
Agora, você já vai me dar amor?

Bruno Tôp

Conselhos Para um Dia Chuvoso

Amanhã vai ser um dia chuvoso,
Eu sei, eu sinto isso,
Apesar do céu está totalmente sem nuvens,
É só a calmaria antes da tempestade.

O pôr do sol pinta a cidade,
Com um sufocante laranja,
Apressando meu suspiro,
Cheio de ansiedade.

O vento deixou as pessoas,
As más e também as boas,
Escaparem para um futuro,
Que talvez seja obscuro.

E como recompensa essas pessoas,
Esconderam suas tristezas no vento,
Principalmente nas horas difíceis,
Para tentarem rir a tôa,
E falsificar seus sentimentos.

Chega até a ser triste,
Perceber que ainda existe,
Homens com pensamento irracionais,
Assemelhando-se a animais,
Ser um humano, é sentir dor e alegria.

Hoje também, esses 'seres humanos',
Ainda alimentam algumas esperanças,
Estão absortos em tentar viver,
Sem se entristecer,
Mas chorar faz bem,
Limpa a alma e vai mais além,
Concede forças ao coração.

Não cometa esses erros mundanos,
Errar é normal,
Mas se você é especial,
Vai conseguir burlar os erros costumeiros.´

Não esconda sentimentos verdadeiros,
Se eles são realmente sinceros,
Porque escondê-los?
Só pra agradar alguém?
Não faça isso,
Ser atruísta,
Nem sempre é a melhor escolha.

Seja egoísta, não sempre,
Mas às vezes, um egoísmo faz bem.
A vida é sua, o corpo é só seu,
Não se importe com o que falam,
Às vezes é bom não se importar com ninguém,
Além de você, e seu Deus.

Tenha dentro de si, bem forte,
As suas próprias vontades,
Esse tipo de grandeza,
Que não dá para ver com os olhos.

Saiba o que você quer,
Não dependa tanto da sorte,
Faça o que lhe convém,
Seja isso mal ou bem.

Não se arrependa muito,
Eu já consegui isso,
Você também vai conseguir,
Senão você vai perde tempo demais,
A vida é curta,
E só temos uma chance de aproveitá-la.

Não guarde remorso,
Se conseguir isso,
Por favor, me diga como,
Pois não quero ser como aqueles humanos,
Que vivem uma vida cheia de falsidade,
Só por tratarem todos com cordialidade.

Você também,
Não se torne um deles,
Eu acredito que você é melhor que todos eles,
Você é realmente especial,
Acredite em você,
E a felicidade vai aparecer.

Bruno Tôp

domingo, 12 de abril de 2009

Divagações de Tôp XXVII - Seguir Adiante

Nós precisamos seguir adiante,
O tempo que te dei,
Agora está se esgotando,
Talvez não tenha sido o bastante,
Mas é porque eu não estou mais aguentando.

É bom olhar pra trás,
E não ter do que se arrepender,
É bom olhar pro futuro,
E se sentir um tantinho inseguro.

Eu não sei o que vai acontecer,
Não sei se você vai me querer,
Mas eu decidi não pensar mais.

Se tiver de acabar,
Foi bom enquanto durou,
Foi lindo o que passou,
Mas o nosso capitulo acabou.

Se tiver de continuar,
Vai ser bom te reconquistar,
Vai ser lindo te amar,
Nossa história apenas estará começando.

Eu sei que você está hesitando,
Eu percebo suas inseguranças,
Não sou mais nenhuma criança,
Eu conseguirei suportar sua decisão.

Se ela for ruim,
Já passei por provações piores,
E embora meu coração,
Discorde de mim,
Vai ser melhor pra nós dois,
Se você não me quiser mais.

Se ela for boa,
Vou adorar te ter ao meu lado,
Vou adorar amar e ser amado,
É o que eu espero,
E é tudo que eu mais quero.

Mas se nossos caminhos,
Tiverem que se separar,
O que vai me restar,
É um imenso carinho,
Pela sua pessoa,
Sem nenhum ressentimento.

Não vai haver arrependimento,
Pelo menos, não da minha parte,
Eu te amo, eu já te disse,
E isso vai durar por muito tempo.

Mas caso você rejeite meu amor uma vez,
Não terá outra oportunidade,
Mesmo ele durando pela eternidade,
Não te darei uma nova chance.

Essa é sua última chance,
E se você demorar tanto,
Talvez acabe aos prantos,
Porque talvez,
Você já não me alcance.

Não é egoísmo,
É simplesmente amor próprio,
Caso eu fique te esperando mais um pouco,
Ficarei feito um louco,
E vou acabar bebendo ópio.

Não é exagero,
Sua demora me consome,
E não aguentarei muito mais.

Então, por favor,
Pense no meu amor,
E escolha o que tem de escolher,
Escolha o melhor pra você.

Para que possamos seguir em frente,
Mesmo que tenhamos de tomar,
Caminhos diferentes.

Sinceramente, espero que não,
Porque tanto eu, como meu coração,
Não queremos ficar mais sozinhos,
Já nos acostumamos com seu carinho,
Então, por favor, escolha o caminho,
Em que eu possa segurar sua mão,
Te beijar, te abraçar e te amar.

Bruno Tôp

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Romance Dawn

Vamos juntos nesse romance,
Cheio de piratas, heróis e vilões,
De sorrisos, lágrimas e corações,
Partidos ou apaixonados.

E a cada novo lance,
Aparecem novos personagens,
Nessa deliciosa aventura,
Com páginas inseguras,
E verbos muito animados.

Sempre existirão os capitulos triste,
Infelizmente isso existe,
Mas eles só existem,
Porque são essas páginas que emocionam,
Que fazem todos chorarem,
E torcerem ainda mais
Pelo sucesso dos mocinhos.

Mas às vezes os protagonistas,
São um tanto egoístas,
E acabam sozinhos.

Porém, o que prevalece é um final feliz,
Desenhado num quadro de giz,
Onde o tesouro é encontrado,
E os corações apaixonados,
São entrelaçados.

Mesmo que a aventura seja díficil,
Que o herói tenha que se espremer,
E passar por um problemático oríficil,
Tudo vai valer a pena,
Pois o tesouro só tem valor,
Quando é conquistado com suor.

E assim é o amor,
Ele sempre está ao seu redor,
Pois ele é o objetivo,
Ou o verdadeiro motivo,
Dessa aventura insana,
Que é a vida humana.

Chore, Grite e Sorria,
Se machuque, mas encontre a alegria,
Você consegue, todo humano consegue,
Esta tudo empregnado no seu dia-a-dia,
Parece que foi colocado por magia,
Para que os humanos não desistam.

Coloque romance no seu bolso,
Enxuque qualque lágrima insistente,
Que ficou em seu rosto,
Respire fundo e com gosto,
E siga em frente,
Daque a pouco, você voltara a sorrir,
Voltará a ficar contente, novamente.

No fim, tudo será por um triz,
E assim, no seu final feliz,
Você vai estar no paraíso,
Sem ter recebido nenhum aviso,
Rodeado de petálas de liz.

Bruno Tôp

terça-feira, 7 de abril de 2009

Terra de Sangue (Zumbi)

Escutei um conto dessa nação,
Que aconteceu em sertão,
Que se repetiu no sertão,
E sempre teve o mesmo fim,
Todos cheios de destruição.

Essa é a história de um mulato,
Meio branco meio marrom,
Que apesar de um homem bom,
Viveu como se fosse um dos escravos,
Trabalhando no açucar mascavo,
Sem ter direitos, de fato.

Pobre coitado,
Nunca teve nenhum nome,
Nunca conheceu quem lhe deu vida,
Sobreviveu a uma infância,
Que na verdade era um subvida,
Sempre batalhando contra a fome.

Rodeado de desertos,
Sem saber o que era certo,
O calor do sertão,
Somado a loucura no coração,
Fez ele se abrigar com a morte,
E lançar-se a própria sorte.

Matou seu senhor,
Seu mal-feitor,
Fugiu pelas selvas,
Se feriu no caminho,
Mas nunca esteve sozinho,
Sua loucura o acompanhou.

Construiu sua casa,
Construiu sua familia,
Guiou sua vila,
E viu a felicidade o fitar.

Era tudo brincadeira do destino,
Os avarentos barões,
Queriam seus animais de volta,
Os animais que para o mulato,
Eram seus irmãos, pais e mães.

E ele pegou em armas novamente,
Experimentou do sangue novamente,
Teve que rachar sua alma,
Para poder ver a felicidade,
Continuar a paira na sua frente.

As balas chegaram,
As baixas o abalaram,
O monstro em seu peito rugiu,
Ele sentia sede de vingança,
Queria a justiça em sua mão,
E assassiná-la com seu facão.

Agora havia uma chuva de balas,
Pedras contra uma marcha,
E o grande assassino,
Na verdade era o calor,
Dessa terra de terror.

Já não importava mais sua religião,
Já não importava sua vida,
Nem sua vila contruída no sertão,
Só queria sangue humano.

Lá vinha mais um batalhão,
Era pedra e pau,
Contra bala e espada,
Era o tudo contra o nada.

Crianças contra soldados,
Mulheres sendo assassinadas,
Maridos sendo fatiados,
E o sol pairando no ar.

Castigando quem quisesse lutar,
Quem tentasse sobreviver,
Ao inferno dos homens.

Foi aí que o mulato louco,
Ganhou finalmente um nome,
Ele já estava morto,
Mas continuava a lutar,
Ele só sabia matar.
Chamaram-no Zumbi.

Os comensais da morte,
Pairavam por todos a paisagens,
Carniceiros comiam os corpos,
Enquanto alguns ainda lutavam.

Nasceu assim um rubro oceano,
Se espalhou pelo solo tão seco,
E então ele pereceu,
Nas mãos dos cães do governo.

A chuva de São Pedro,
Finalmente veio a cair,
Mas já era tarde demais,
Não tinha mais nenhum devoto pra agradecer.

Quando amanheceu naquele inferno,
A poeira da terra soprou vermelha,
Ali jazia corpos humanos,
Que nunca foram considerados humanos.

Tudo que ele construiu, foi queimado,
Tudo que ele viu, foi apagado,
Sua história foi mudada,
Ele era o monstro que quis distruir,
A estabilidade da civilização.

Pobres coitados, cachorros civilizados,
Não sabiam que a história desse mulato,
Já existia em suas memórias,
Antes mesmo de existir.

Era uma repetição de fatos,
Que se repetem na história,
Dessa infrutifera terra,
Sedenta por guerra.

Bruno Tôp

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Amor Feito de Algodão

-Já sabe o que tem que fazer...
-Mas eu não quero fazer!
-Só uma vez, por favor...
-Você promete me devolver depois?

-Claro que sim, por nós dois.
-Sei... Então é só ler né?
-Em voz alta, e ficando em pé.
-Droga... Vamos lá então:

'Eu quero um amor...
Com um gostoso sabor,
Pode ser de algodão doce,
Alma de criança,
Sentimentos benignos...

Quero alguém pra falar palavras bonitas,
Palavras bobas de amor.
quero um olhar estonteante,
Quero frio na barriga,
Toda vez que ficar roendo minhas unhas,
Ao ler teus poemas.

Quero filme em casa ou até no cinema,
Com brigadeiro num dia de domingo,
Quero dançar as mais lindas melodias,
Ou simplesmente sorrir após uma briga,
E às vezes chorar de alegria.

Quero banho de chuva,
Brincar de se lambuzar,
Beijo com chiclete de uva,
Viajar para o campo,
Levar pra ver a avó,
Quero ser compreendida,
E nunca mais me sentir só.

Quero ir ao teatro,
Quero morrer de rir por nada,
Ouvir alguns contos de fadas,
Um pouquinho antes de dormir,
E acreditar que ele vão acontecer.

Quero acordar mais cedo pra observar,
Estrelas e meus própios sonhos,
Quero cantar,
Ler o que componho!

Quero muitas brigas,
Xingar você com as minhas amigas,
Pra depois fazer as pazes.

Quero fazer planos prum futuro bom,
Pintar um quadro de qualquer tom,
Sentir as pernas bambas,
E nossos corações palpitantes,
Quando a gente se reencontrar,
Após um tempo afastado.

Quero ficar boba,
De ciúmes que acabem em risadas,
Muitas conversas de madrugada.

Quero dormir num dia geladinho,
Ficar abraçadinho,
Sentindo só seus afagos,
E algumas mordidas de carinho.

Quero mensagens no celular,
Pra me irritarem e alegrar!
Quero ver você me ligar,
E eu poder desligar na sua cara,
Só pra depois me desculpar.

Eu quero um amor pra mim,
Quero você pra mim,
Quero um buquê de jasmim,
E um beijo cheio de romance,
Na cena do nosso fim.'

-Está boa essa declaração?
-É... Ficou legal eu acho...
-Aff, me devolve vai...
-Só se você repetir.

-Nunca! Pare de me envergonhar,
-Mas eu adoro te ver corada,
É mais linda que uma fada.
-Sei, sei, velha lábia de sempre.
Agora, me devolva meu algodão doce,
Que estou morrendo de desejo,
E você roubou ele no nosso último beijo.

Bruno Tôp & Jél Souza

domingo, 5 de abril de 2009

Divagações de Tôp XVI - Espera

Infelizmente, ou felizmente,
Não posso esperar para sempre,
Essa vai ser sua ultima chance.

Nesses dias que estão chegando,
Você terá que tomar um decisão,
E talvez o que você escolher,
Não vai ser o melhor pra você.

Por isso escolha com cuidado,
Pondere sua razão e emoção,
Porque depois dessa decisão,
Talvez você já não me alcance,
E ai o arrependimento pode vir.

Talvez você escolha certo,
Não estou dizendo que me ter por perto,
É a decisão correta,
Mas a minha meta,
Sempre foi, e sempre vai ser,
Te fazer sorrir.

Nunca te dei razões,
Para desconfiar das minhas intenções,
Se um dia eu te machuquei,
É porque não te entendo direito.

Eu vou errar,
Porque não sou perfeito,
Mas quando eu errar,
Nunca vai ser para te machucar,
Porque assim eu me machucaria.

Você é minha alegria,
É meu motivo de encarar o dia-a-dia,
Por isso esqueça seu antigos traumas,
Se dê uma chance de ser feliz,

Vá com calma,
Olhe bem pro seu coração,
Escute o que ele diz,
Pesquise em sua alma,
Vasculhe sua mente,
E veja se não sou eu,
Quem te deixa sempre contente.

Eu ainda estou esperando,
Mas não vou esperar muito mais,
Porque apesar de ser um bom rapaz,
Eu sou só um humano.

Que está tentando,
Com todas as forças te esperar,
Mas as ondas do oceano,
Que é esse mundo insano,
Estão contra mim,
Ou seja, não esperar até o fim.

Eu tenho esperança,
Que você use nossas boas lembranças,
Como argumentos,
Para tomar sua decisão,
E dar um futuro ao nosso relacionamento.

Se você não me escolher,
Me desculpe, mas eu vou ter que te esquecer.
Vou me afastar de você,
Com a consciência serena,
Que fiz tudo pra te ter, doce morena.

Só que infelizmente,
Você não me quis,
Mas mesmo assim,
Ainda vou te querer ver feliz,
Porém longe de mim.

Porque se não for você,
E eu acho que só pode ser você,
Alguém um dia vai me fazer feliz,
Eu espero que seja você,
Só você.

Bruno Tôp

sábado, 4 de abril de 2009

Bella

Quando eu achei já tinha visto de tudo,
Que não existia nada pra me surpreender,
Que já tinha visto todos os conteúdos,
Ela teve que aparecer.
Essa uma menina tão louca,

Pessoas com a personalidade dela,
São tão poucas,
Menos ainda as que se chamam Bella.

Primeiramente ela me destratou,
Depois me atacou,
E no fim me abraçou.

Eu a olhei intrigado,
Fazia tempo que ninguém,
Me atraia tão bem.
Não com um jeito tão alucinado,
Não de um jeito tão sequelado.

Depois de algumas discussões,
Ela se levantou,
E ficou a me fitar.

Até que do nada,
Foi até a chuva dançar,
Se molhando totalmente,
Ao mesmo tempo que sorria pra mim,
De um jeito diferente.

Respirou fundo,
Olhando-me de baixo pra cima,
Como se estivesse pensando em rimas,
Pra compor algum poema.

E simplesmente assim,
Abraçou meu peito,
Me molhando sem jeito.

Logo depois me chamou pra brincar,
Puxou minha mão,
Levando minha mente e meu coração,
Para dançar na chuva.

Nessa brincadeira sem noção,
Bebeu minha vodka com fanta uva,
E eu sem eu querer,
Sem que eu pudesse perceber,
Acabei dançando na chuva com ela.

Tudo porque essa tal de Bella,
Talvez, sem intenção, me enfeitiçou,
De uma única vez, sem ter noção, me conquistou.

Seguindo nossa valsa insana,
Acabei derrubando-a no chão,
Ela tentou me imitar,
Mas não conseguiu me pegar.

Foi assim, que no fim,
Nós dois acabamos caindo na risada.
Com um olhar de apaixonada,
Ela me deu uma mordida.

Eu a observei,
Olhei naqueles olhos cor de mel,
E quando eu a beijei,
Finalmente entendi meu papel.

Vi que ela era o que sempre procurei,
Era um bom sentido para minha vida.
Embora ela se chame Bella,
De linda não tem nada,
É totalmente destrambelhada.

Afinal, quem é que sai toda molhada,
Tropeçando pela calçada,
Com os cabelos dançando,
Me enfeitiçando,
E ao ver meu olhar perdido,
Solta uma gostosa risada?

Pare com isso Bella.
Se você continuar a me tratar assim,
Vai ficar sozinha no fim.

Faço o que você quiser,
Digo o que você quiser ouvir,
Só pra te ver sorrir,
Componho infinitos poemas
Só pra acabar com todos seus probelmas.

E se isso não bastar,
Pinto a ponta do seu nariz,
Com um pouco de tinta amarela,
Mordo sua boca de um jeito provocante,
Só pra te ver feliz.

Bruno Tôp

terça-feira, 31 de março de 2009

A Rosa e o Zangão

Os espinhos são para quem,
Pensa em enganar a flor.
Para aquele alguém,
Que procura causar dor,
Nas suas pétalas cheias de cor.

Mas os espinhos também,
Às vezes produzem temor,
Naqueles que querem o bem,
E uma prova de amor,
Da rosa cheia de pudor.

Foi assim que o zangão,
Apesar de muito valente,
Sentindo que a rosa era indiferente,
Ao seu coração,
Acabou tendo de recuar,
Para não continuar a se machucar.

Ele não recuou porque era covarde,
Mas porque já tinha se enganado,
Na ultima vez que tinha se apaixonado,
E não queria reabrir naquele belo fim de tarde,
Seu mais profundo machucado.

Foi aí que ele voou para longe,
Experimentou de outros pólens,
Já a rosa se amargurou,
Acabando por baixar seus espinhos,
Para outros que passaram por seu caminho.

Ambos acabaram arrependidos,
Perceberam com um pouco de azedume,
O motivo por continuarem sozinho:
O zangão por não ter insistido,
E a rosa por não ter dado uma chance,
Ao zangão e seu projeto de romance.

Mas agora eles estavam distantes,
O zangão já não podia sentir o perfume,
Que a rosa jogava no ar,
Em tempos constantes,
Para que ele pudesse voltar.

E assim tudo ficou por um triz,
Agora eles dependiam do vento,
Para que realizasse seu relacionamento,
Acabando no final feliz.

Agora só vento poderá dizer,
Se cabe ao zangão a linda flor merecer,
E se a flor terá uma nova chance,
Para que finalmente o amor alcance.

Bruno Tôp