Ela é uma boa pessoa. Desde cedo decidiu ser mais do que a expectativa dos seus pais. Sempre se emociona com filmes de animais, ama cães e gatos, se arrepia com as baladas americanas. Casou-se cedo porque era esse seu sonho, isso nunca foi um grande segredo. Sempre achou complicado viver, ou se relacionar com estranhos; todos aqueles que atrapalhavam seus planos tinham de ser esquecidos. E eu sou um vilão porque não sinto saudades dela, sou o cara mau por ter partido seu coração. Mas eu estou livre, flutuando em queda livre.
A liberdade não se remete ao poder e querer, é muito mais do que se há pra ser. Não é questão de não se permitir, ou simplesmente se inibir, apenas deixar todos os monstros e fantasmas do coração sair. É normal as expectativas existirem, o errado é ter medo delas. Agora rumo em ondas, como a maré, flutuando até onde der.
Deus abençoa quem tem aura boa e assim decidi ser uma melhor pessoa. Agora, livre, vou flutuando até onde a vida me levar, sempre de olhos abertos, sempre aproveitando a jornada, porque há tantos pontos incríveis na estrada, que seria loucura ter um objetivo só na vida.
terça-feira, 28 de junho de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
Detalhe (Cancer)
Aqueles grandes olhos pareciam captar algum detalhe a mais que só ela consegue observar. Cada pouca palavra entoada, parece ter sido escolhida ou numa estratégia muito bem resolvida, ou num rolar de dados bem divertido. Isso até ela sentir que pode se soltar, pois quando o faz, é pra todos conquistar. Ela é impossível de decifrar, pois assim como as fases lunares, sua vontades são mutáveis a partir das suas percepções singulares.
-Eu não sou difícil de conquistar não.
-Diga isso pro meu coração...
-Ora, não foi ele que estava interessado em se inspirar nos meus sorrisos?
-Você lembra de cada detalhe, não é? - fico rindo por ela evocar as palavras do nosso primeiro papear.
-Detalhes são preciosidades de se lembrar - e foge pra me enlouquecer.
Ir atrás dela é como bater numa dobra do mar: só me resta remar e apontar pra fé. Cada sorriso dela me significa que estou navegando em boa maré, ou então que o meu vento está indo contra o cais, já que cada um de seus sinais, são tão complexos até pra mim, um grande admirador do mar. Mesmo à deriva, é delicioso perceber quão carinhosa ela consegue ser em detalhes que qualquer outra pessoa, que não ela, iria esquecer.
Não esqueço que, por ser canceriana, ela tem o dom de se prender a cada detalhe do passado e isso é muito bem pensado: cada mágoa vivida lhe preparou para não se entregar tão fácil, ela crê no amor, mas não vai se entregar sem pudor. Ela acredita sim, no destino, mas se o acaso há de se esconder, não mais se preocupa, porque, aos poucos, parece confiar e entender, que nosso amanhã parece ter um bom pra quê.
-Eu não sou difícil de conquistar não.
-Diga isso pro meu coração...
-Ora, não foi ele que estava interessado em se inspirar nos meus sorrisos?
-Você lembra de cada detalhe, não é? - fico rindo por ela evocar as palavras do nosso primeiro papear.
-Detalhes são preciosidades de se lembrar - e foge pra me enlouquecer.
Ir atrás dela é como bater numa dobra do mar: só me resta remar e apontar pra fé. Cada sorriso dela me significa que estou navegando em boa maré, ou então que o meu vento está indo contra o cais, já que cada um de seus sinais, são tão complexos até pra mim, um grande admirador do mar. Mesmo à deriva, é delicioso perceber quão carinhosa ela consegue ser em detalhes que qualquer outra pessoa, que não ela, iria esquecer.
Não esqueço que, por ser canceriana, ela tem o dom de se prender a cada detalhe do passado e isso é muito bem pensado: cada mágoa vivida lhe preparou para não se entregar tão fácil, ela crê no amor, mas não vai se entregar sem pudor. Ela acredita sim, no destino, mas se o acaso há de se esconder, não mais se preocupa, porque, aos poucos, parece confiar e entender, que nosso amanhã parece ter um bom pra quê.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Afronta (Leo)
A confiança dela que chamou atenção, porque não a ostenta por afronta não, apenas por ter certeza que não há motivo são, para omitir quem é ou o que quer. Gosto desse jeito de pensar, porque prefiro uma afronta sincera, a uma falsa modéstia.
Em seu discurso, fica claro que ela não é de se entregar, não por ser descrente ou temerosa ao amor, e sim por raramente ter encontrado alguém que tenha tido paciência ao seu dispor. Não é de se dobrar, nem de ser roubada, muito menos conquistada, se tiver de acontecer, é porque ela quis que assim fosse. Logo, é uma afronta à sanidade insistir num romance, em que tenho pouquíssimas chances, o problema é que eu sempre gostei de me desafiar.
-Melhor desistir, eu sou complicada.
-Isso é sacanagem, você sabe que sou tenaz, assim só fico com mais vontade.
-Por mim, tanto faz, mas não me culpe pela perda de tempo.
-Culpo sim, quem mandou ser assim?
-Como?
-Isso você tem que descobrir.
Se ela tem uma fraqueza é quando alguém lhe afronta e diz não, principalmente aquele que não tem explicação. É uma tática simples, pra manter contínuo e recíproco o interesse em nos manter juntos. Em poucos beijos concedidos, já notei que será um doce amá-la, o amargo será querê-la só pra mim, pois ela é duma luz que não pode ser eclipsada.
Seu sangue leonino lhe fez assim: liberta e pronta pra brilhar, como também para proteger e incentivar. Ela é uma fonte única de carinho e desde que experimentei segui-la por seu caminho, não consigo mais vislumbrar um futuro sozinho.
Em seu discurso, fica claro que ela não é de se entregar, não por ser descrente ou temerosa ao amor, e sim por raramente ter encontrado alguém que tenha tido paciência ao seu dispor. Não é de se dobrar, nem de ser roubada, muito menos conquistada, se tiver de acontecer, é porque ela quis que assim fosse. Logo, é uma afronta à sanidade insistir num romance, em que tenho pouquíssimas chances, o problema é que eu sempre gostei de me desafiar.
-Melhor desistir, eu sou complicada.
-Isso é sacanagem, você sabe que sou tenaz, assim só fico com mais vontade.
-Por mim, tanto faz, mas não me culpe pela perda de tempo.
-Culpo sim, quem mandou ser assim?
-Como?
-Isso você tem que descobrir.
Se ela tem uma fraqueza é quando alguém lhe afronta e diz não, principalmente aquele que não tem explicação. É uma tática simples, pra manter contínuo e recíproco o interesse em nos manter juntos. Em poucos beijos concedidos, já notei que será um doce amá-la, o amargo será querê-la só pra mim, pois ela é duma luz que não pode ser eclipsada.
Seu sangue leonino lhe fez assim: liberta e pronta pra brilhar, como também para proteger e incentivar. Ela é uma fonte única de carinho e desde que experimentei segui-la por seu caminho, não consigo mais vislumbrar um futuro sozinho.
domingo, 12 de junho de 2016
Absoluta (Virgo)
Quem a vê passar assim, abraçada a mim, não sabe o que é sorrir. É que ela é a única capaz de sonhar o que é impossível saber. Transparece uma segurança tão grande que me fez crê, desde o primeiro momento, que com esforço e boa fé, tudo pose concretizar; seu fluxo é único e independente, ela segue em frente visando apenas um futuro sorridente. Ela é absoluta na sua vontade de fazer tudo melhorar, pelo menos até onde ela puder fazer e se não der, não tem porque se preocupar, apenas dá de ombro e vai se importar com algo que valha e pena sua atenção.
Não adianta tentar descobrir nada além do que ela já diz ser, porque ela é exatamente o que quer mostrar. Não tem paciência pra jogos ou dissimular, sua essência fica a vitrine pros poucos que ela decide levar consigo na vida e isso é uma exceção nesse mundo tão cheio de máscaras e de pouco coração.
-O que te faz feliz?
-Como assim?
-O que é que te faz bem, sabe?
-Eu estou feliz aqui, agora.
-Sim, mas como posso te fazer mais feliz?
-Diz que a gente sempre foi um par.
Rezo a Deus do céu, pra que aquilo que eu não conseguir entender me faça querer mais um pouco dela, já que detém essa vontade de vencer e conhecer o que lhe faltar. Ela é virginiana, cheia de certezas absolutas, que não pára, nem se dá por vencida; é alguém destinada a ser minha melhor aventura e isso me influencia tão bem, já que graças a ela, eu já sou tão mais além
Não adianta tentar descobrir nada além do que ela já diz ser, porque ela é exatamente o que quer mostrar. Não tem paciência pra jogos ou dissimular, sua essência fica a vitrine pros poucos que ela decide levar consigo na vida e isso é uma exceção nesse mundo tão cheio de máscaras e de pouco coração.
-O que te faz feliz?
-Como assim?
-O que é que te faz bem, sabe?
-Eu estou feliz aqui, agora.
-Sim, mas como posso te fazer mais feliz?
-Diz que a gente sempre foi um par.
Rezo a Deus do céu, pra que aquilo que eu não conseguir entender me faça querer mais um pouco dela, já que detém essa vontade de vencer e conhecer o que lhe faltar. Ela é virginiana, cheia de certezas absolutas, que não pára, nem se dá por vencida; é alguém destinada a ser minha melhor aventura e isso me influencia tão bem, já que graças a ela, eu já sou tão mais além
domingo, 5 de junho de 2016
Rumo (Libra)
Tanto faz se sim ou não, seu charme está na indecisão. Se não gosta do conceito de hora, é que ela não se faz de agora, se faz de perfeição; ninguém pode reclamar que ela não pesou cada uma de suas decisões. Assim que escolhe o rumo que quer, não é pra ser, é o que será, porque quando ela vai é pra não voltar.
Antes que ela decidisse ir, tomei coragem de começar um papear. Ela tinha aquele ar de encanto, com aura boa lhe arrodeando por todos os cantos. Quanto mais a noite se ia, mas notava o quanto ela era de se deleitar com alegria, de um jeito que poucos se permitem ser.
-O que você acha de eu te roubar?
-Se fosse roubo, você não deveria declarar, né não?
-É que eu sou um bom ladrão.
-Acho que você não é não.
-É que eu gosto de ser claro.
-É um jeito legal de não confundir - e com essas palavras ela me deu aquele sorrir.
Um riso tão delicado que é capaz de anular o infinito do céu, sol e mar. Hesitei no rumo que deveria seguir. Havia tanta vontade de lhe dizer tudo de bom que ela estava me proporcionando, mas preferi calar e deixar o momento falar. É que tem vezes que a gente tem de silenciar pra se comunicar e, ali, naquele silêncio de olhares sem nenhuma palavra trocar, senti que havia algo que poderia se construir, simplesmente, por causa daquela forma linda dela de sorrir.
Se ela é de Libra e, às vezes, demora a tomar o rumo pra onde ir, parece que é pra me confundir e acho que gosto disso. Confuso me perco nela e na imensidão que há na forma como só ela, a partir desse momento, consegue inspirar meus sentimentos.
Antes que ela decidisse ir, tomei coragem de começar um papear. Ela tinha aquele ar de encanto, com aura boa lhe arrodeando por todos os cantos. Quanto mais a noite se ia, mas notava o quanto ela era de se deleitar com alegria, de um jeito que poucos se permitem ser.
-O que você acha de eu te roubar?
-Se fosse roubo, você não deveria declarar, né não?
-É que eu sou um bom ladrão.
-Acho que você não é não.
-É que eu gosto de ser claro.
-É um jeito legal de não confundir - e com essas palavras ela me deu aquele sorrir.
Um riso tão delicado que é capaz de anular o infinito do céu, sol e mar. Hesitei no rumo que deveria seguir. Havia tanta vontade de lhe dizer tudo de bom que ela estava me proporcionando, mas preferi calar e deixar o momento falar. É que tem vezes que a gente tem de silenciar pra se comunicar e, ali, naquele silêncio de olhares sem nenhuma palavra trocar, senti que havia algo que poderia se construir, simplesmente, por causa daquela forma linda dela de sorrir.
Se ela é de Libra e, às vezes, demora a tomar o rumo pra onde ir, parece que é pra me confundir e acho que gosto disso. Confuso me perco nela e na imensidão que há na forma como só ela, a partir desse momento, consegue inspirar meus sentimentos.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Bagunça
Pense menos e veja aumentar, como um tumulto, não vai ser fácil de controlar, não vai ser difícil se deixar levar, sentimentos bons são bagunças, são segredos de liquidificador.
Revolucionando a si mesma, siga, desvie ou fique parada; incentive, resigne-se ou desencoraje o que lhe repugna. Nessa vida preciosa que dizem ser uma só, a melhor maneira de otimizá-la é levar cada dia como se fosse sexta-feira: o dia que não tem amanhã; o dia em que se vive ao máximo; é o dia de hoje. Com um desinteresse no semblante, como se cada momento fosse o melhor instante, deixemos a vida ser a bagunça que ela sempre esteve fadada a se tornar. É bom ver você se libertar, as possibilidades são tão mais animadoras.
Vem, vai e o que vier mais além. Podem me chamar de sentimental, mas nunca um tolo, talvez louco, o meu negócio é viver de tudo um pouco. Romântico sim, mas não de uma forma desagradável, não de uma maneira inocente. Talvez fosse assim anteriormente, talvez até eu desistir de tentar organizar a bagunça que tem dentro de mim. É algo bom ter esse desmantelo, afinal você parece se aconchegar tão nessa meu tumulto de sentimentos.
Revolucionando a si mesma, siga, desvie ou fique parada; incentive, resigne-se ou desencoraje o que lhe repugna. Nessa vida preciosa que dizem ser uma só, a melhor maneira de otimizá-la é levar cada dia como se fosse sexta-feira: o dia que não tem amanhã; o dia em que se vive ao máximo; é o dia de hoje. Com um desinteresse no semblante, como se cada momento fosse o melhor instante, deixemos a vida ser a bagunça que ela sempre esteve fadada a se tornar. É bom ver você se libertar, as possibilidades são tão mais animadoras.
Vem, vai e o que vier mais além. Podem me chamar de sentimental, mas nunca um tolo, talvez louco, o meu negócio é viver de tudo um pouco. Romântico sim, mas não de uma forma desagradável, não de uma maneira inocente. Talvez fosse assim anteriormente, talvez até eu desistir de tentar organizar a bagunça que tem dentro de mim. É algo bom ter esse desmantelo, afinal você parece se aconchegar tão nessa meu tumulto de sentimentos.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Já É
Foi com sutileza,
Mas foi intenso,
Quando eu lhe vi,
Não consegui entender,
O que poderia ser,
O que hoje, já é.
Você é a alegria, do meu dia,
Você é a divertida, da minha vida,
Você é o mais, da minha paz.
É na sua delicadeza,
Que vejo quão imenso,
É o que há aqui,
Antes, não podia perceber,
O que viria a ser,
O que agora, nos é.
No trânsito de todo dia,
Cada segundo é bom pra mim,
O tédio me leva até sua companhia,
A recordar seu carinho sem fim,
Dos primeiro sorrisos dados,
Você sentada no meu colo,
Envergonhada só rubor,
Só eu não notava que seria amor?
Temos tanto tempo,
Desde que não nos falte fé,
Enquanto a gente se tiver.
Não existirá receio,
Pro nosso amanhã,
Sim, eu demorei a querer ver,
O que a gente viria a ser,
Foi bom pra me fazer,
Ser grato ao que já é.
Mas foi intenso,
Quando eu lhe vi,
Não consegui entender,
O que poderia ser,
O que hoje, já é.
Você é a alegria, do meu dia,
Você é a divertida, da minha vida,
Você é o mais, da minha paz.
É na sua delicadeza,
Que vejo quão imenso,
É o que há aqui,
Antes, não podia perceber,
O que viria a ser,
O que agora, nos é.
No trânsito de todo dia,
Cada segundo é bom pra mim,
O tédio me leva até sua companhia,
A recordar seu carinho sem fim,
Dos primeiro sorrisos dados,
Você sentada no meu colo,
Envergonhada só rubor,
Só eu não notava que seria amor?
Temos tanto tempo,
Desde que não nos falte fé,
Enquanto a gente se tiver.
Não existirá receio,
Pro nosso amanhã,
Sim, eu demorei a querer ver,
O que a gente viria a ser,
Foi bom pra me fazer,
Ser grato ao que já é.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Projeção
A verdade, para mim, é uma variável tão livre quanto o vento, e embora eu tenha esse dom de falar como se soubesse de tudo, devo confessar que sei tanto da vida e dos amores quanto todos os outros: uma projeção do nada.
Nadando à deriva em relações tempestuosas, mantenho a calma, por saber que independente do quão ruim o momento esteja, há de ter um barco por aí, que há de me levar ao cais em segurança.
Assegurei de fazer do amor o melhor porto para repousar. Sei que já tivemos nossa chance de dar certo e que, hoje, apesar de não lhe ter mais por perto, ainda existe essa velha voz na minha cabeça que está me impedindo de jogar fora a possibilidade de nos reencontrarmos. É que sinto tanta falta das nossas conversas, só que, quanto mais o tempo passa, mais a nossa possibilidade tende a ser algo acabado e enterrado, um sonho absurdo.
Abismado fiquei, quando você se aproximou para conversar comigo.
-Alguns dias eu não sei se estou certa ou errada, não sei o que minha mente quer dizer.
-Sua mente está pregando peças em você, minha querida.
-Provavelmente, então não ouça uma palavra do que eu digo, não enquanto não estiver sóbria.
Você foi embora, porque era o racional a se fazer. Percebo agora, que o resta em mim é um fantasma de você. Uma projeção que criei sobre quem você era e não mais é, independente do que eu quiser. Agora estamos despedaçados, mudados e reciclados e não há nada o que possamos fazer. Foi tão complicado perceber, mas se eu não nos deixasse ir, nunca poderemos nos reencontrar; é que projeção nos faz viver no passado e reencontros são presentes que hão de surgir no futuro.
Nadando à deriva em relações tempestuosas, mantenho a calma, por saber que independente do quão ruim o momento esteja, há de ter um barco por aí, que há de me levar ao cais em segurança.
Assegurei de fazer do amor o melhor porto para repousar. Sei que já tivemos nossa chance de dar certo e que, hoje, apesar de não lhe ter mais por perto, ainda existe essa velha voz na minha cabeça que está me impedindo de jogar fora a possibilidade de nos reencontrarmos. É que sinto tanta falta das nossas conversas, só que, quanto mais o tempo passa, mais a nossa possibilidade tende a ser algo acabado e enterrado, um sonho absurdo.
Abismado fiquei, quando você se aproximou para conversar comigo.
-Alguns dias eu não sei se estou certa ou errada, não sei o que minha mente quer dizer.
-Sua mente está pregando peças em você, minha querida.
-Provavelmente, então não ouça uma palavra do que eu digo, não enquanto não estiver sóbria.
Você foi embora, porque era o racional a se fazer. Percebo agora, que o resta em mim é um fantasma de você. Uma projeção que criei sobre quem você era e não mais é, independente do que eu quiser. Agora estamos despedaçados, mudados e reciclados e não há nada o que possamos fazer. Foi tão complicado perceber, mas se eu não nos deixasse ir, nunca poderemos nos reencontrar; é que projeção nos faz viver no passado e reencontros são presentes que hão de surgir no futuro.
domingo, 29 de maio de 2016
Profusão (Scorpio)
Com certezas cinéticas, uma sensualidade eclética, ela não vai ser dominada. Uma profusão de vontades e possibilidades, com esperança de torná-las todas realidade, pois se não acontecer, vai até o fim para recuperar o que lhe fizeram perder.
-Você tem fogo? - foram as primeiras palavras que optei por lhe falar.
-Tenho - ela me entregou o isqueiro prontamente.
-Obrigado, mas eu não fumo - ri divertido da dúvida que surgiu em seu rosto - era só uma desculpa pra quebrar o gelo... Fogo... Sacou?
-Bem pensado - ela até esbanjou um sorriso, provavelmente por educação, guardando em seu olhar, o ar de diversão - mas se queria falar comigo, era só ter falado.
-Iria dizer o quê? Indagar se você estava tão perdida aqui quanto eu?
-Você está muito mais - e aí veio uma risada sincera.
-É a bermuda xadrez ou a barba por fazer?
-O fato de você nem sequer tentar se remexer ou cantarolar essa música de ensurdecer.
Ela estava certa, éramos dois estranhos naquela festa que não nos acolhia. Ainda bem, porque achá-la assim foi uma grande alegria. Numa conversa aleatória, ela comprou minha história, não por se deixar cair na minha lábia, mas, provavelmente, por gostar do meu tom desafiante e do meu convite, que subitamente, nos levou pruma noite a sós, sem precedentes.
Não precisei falar muito pra fazê-la topar, seu ar era de vontade; de quem vivia com a missão de encher o mundo de insanidade. E como foi louco. A partir dali, eu não mais controlava nada, era coadjuvante dos desejos e planos que ela me incluiu por saber que aventura nenhuma eu negaria.
Seu riso tem tantos significados, mais que todos os outros que eu já tentara classificar. Ela é mais que o óbvio, é utópica, decidida a viver apenas com um preocupar: crê no quanto pode adivinhar. Sua aura de ter como signo Escorpião lhe faz assim: cheia de vontade de quebrar o sistema, como se intensidade fosse a solução de qualquer problema. Então seria covardia minha, não tentar fazer parte dessa profusão de alegria que é fazê-la parte da nossa vida.
-Você tem fogo? - foram as primeiras palavras que optei por lhe falar.
-Tenho - ela me entregou o isqueiro prontamente.
-Obrigado, mas eu não fumo - ri divertido da dúvida que surgiu em seu rosto - era só uma desculpa pra quebrar o gelo... Fogo... Sacou?
-Bem pensado - ela até esbanjou um sorriso, provavelmente por educação, guardando em seu olhar, o ar de diversão - mas se queria falar comigo, era só ter falado.
-Iria dizer o quê? Indagar se você estava tão perdida aqui quanto eu?
-Você está muito mais - e aí veio uma risada sincera.
-É a bermuda xadrez ou a barba por fazer?
-O fato de você nem sequer tentar se remexer ou cantarolar essa música de ensurdecer.
Ela estava certa, éramos dois estranhos naquela festa que não nos acolhia. Ainda bem, porque achá-la assim foi uma grande alegria. Numa conversa aleatória, ela comprou minha história, não por se deixar cair na minha lábia, mas, provavelmente, por gostar do meu tom desafiante e do meu convite, que subitamente, nos levou pruma noite a sós, sem precedentes.
Não precisei falar muito pra fazê-la topar, seu ar era de vontade; de quem vivia com a missão de encher o mundo de insanidade. E como foi louco. A partir dali, eu não mais controlava nada, era coadjuvante dos desejos e planos que ela me incluiu por saber que aventura nenhuma eu negaria.
Seu riso tem tantos significados, mais que todos os outros que eu já tentara classificar. Ela é mais que o óbvio, é utópica, decidida a viver apenas com um preocupar: crê no quanto pode adivinhar. Sua aura de ter como signo Escorpião lhe faz assim: cheia de vontade de quebrar o sistema, como se intensidade fosse a solução de qualquer problema. Então seria covardia minha, não tentar fazer parte dessa profusão de alegria que é fazê-la parte da nossa vida.
domingo, 22 de maio de 2016
Combustão (Sagitarius)
Vou acabar em cinzas, se continuar a me deixar incendiar pela combustão que ela parece gostar de me causar. Se pudesse, gostaria que ela fosse apenas fogo, pra me queimar sem piedade, pra não me fazer parte do seu jogo.
A melhor jogadora, não por inteligência, não por beleza, não por astúcia, apenas pela sua indomável natureza.
Naturalmente ela conquista com um erguer de sobrancelhas. Pequena, agraciada pelo sol, indolente às rogas que arruinaram impérios de certezas que encontrei antes dela. É claro que havia hesitação naquele portar, todavia, o discurso dela sai sem nenhum pestanejar, como se na trajetória entre o pensamento e o falar, houvesse um pedágio de auto-afirmação. Ela tem a habilidade de tornar as dúvidas que eu regougo ao vento, certezas sem arrependimento.
Certa é ela. Sem medo de tentar sozinha, sem se importar com o fim da jornada, aproveitando o presente momento, com cada loucura, cada intensidade, cada sentimento.
-Eu começo de novo, volto ao início. Faço as coisas funcionarem à minha maneira, porque a única doutrina que me rege é que não devo parar - ela me retrucou quando eu indaguei sobre as possibilidades perdidas por ela não se deixar ser roubada.
-Essa é a melhor resposta que você poderia me dar.
Aceitei o desafio com um sorriso divertido estampado no rosto. É loucura admitir que mergulho num incêndio com gosto? Não quando as chamas que me colocam em combustão, nada mais são, que causadas pelos semblantes de uma sagitariana.
A melhor jogadora, não por inteligência, não por beleza, não por astúcia, apenas pela sua indomável natureza.
Naturalmente ela conquista com um erguer de sobrancelhas. Pequena, agraciada pelo sol, indolente às rogas que arruinaram impérios de certezas que encontrei antes dela. É claro que havia hesitação naquele portar, todavia, o discurso dela sai sem nenhum pestanejar, como se na trajetória entre o pensamento e o falar, houvesse um pedágio de auto-afirmação. Ela tem a habilidade de tornar as dúvidas que eu regougo ao vento, certezas sem arrependimento.
Certa é ela. Sem medo de tentar sozinha, sem se importar com o fim da jornada, aproveitando o presente momento, com cada loucura, cada intensidade, cada sentimento.
-Eu começo de novo, volto ao início. Faço as coisas funcionarem à minha maneira, porque a única doutrina que me rege é que não devo parar - ela me retrucou quando eu indaguei sobre as possibilidades perdidas por ela não se deixar ser roubada.
-Essa é a melhor resposta que você poderia me dar.
Aceitei o desafio com um sorriso divertido estampado no rosto. É loucura admitir que mergulho num incêndio com gosto? Não quando as chamas que me colocam em combustão, nada mais são, que causadas pelos semblantes de uma sagitariana.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Insanidade
Me lembro quando,
Perdi a saudade,
Sim havia vontade,
Mas tinha de seguir,
Precisava me redimir.
Você estava lá fora,
Longe do meu alcance,
Já tinha passado a hora,
De esquecer nosso romance.
Os heróis que venerava,
Seguiram o coração,
E perderam sua alma.
Os vilões que amava,
Tiveram uma melhor opção,
Hoje prosperam com calma.
Me lembro quando,
Perdi a sanidade,
Não havia felicidade,
Mas tinha de sorrir,
Precisava me redefinir.
Vê como é engraçado,
Agora devidamente libertado,
Não há medo iminente,
Sigo em frente,
A insanidade é um presente.
Perdi a saudade,
Sim havia vontade,
Mas tinha de seguir,
Precisava me redimir.
Você estava lá fora,
Longe do meu alcance,
Já tinha passado a hora,
De esquecer nosso romance.
Os heróis que venerava,
Seguiram o coração,
E perderam sua alma.
Os vilões que amava,
Tiveram uma melhor opção,
Hoje prosperam com calma.
Me lembro quando,
Perdi a sanidade,
Não havia felicidade,
Mas tinha de sorrir,
Precisava me redefinir.
Vê como é engraçado,
Agora devidamente libertado,
Não há medo iminente,
Sigo em frente,
A insanidade é um presente.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Clauso
A gente apaga o passado como se fossem arquivos a ser deletados. Raramente se lembra do que ficou pra trás, porém, tem momentos que as lembranças tomam a mente e quando a gente vê, já se sente doente. Eu não me sinto mal, não mesmo. Desejo a ele toda felicidade do mundo, porque se não o fizesse, iria dar voz uma parte de mim que deve se manter enclausurada.
Mesmo em clauso, essa parte ainda parece ter poder sobre o todo, já que estremeço quando me falam que você perguntou por mim, porque, apesar de não admitir, sei que menti quando lhe disse que tinha acabado, sim, eu deveria ter lhe beijado, mas não o fiz e o momento passou.
Somos passado, não tenho dúvidas sobre isso, mas o que eu sou pra você? Um sussurro no ouvido? Uma promessa que não pôde ser comprida? Uma memória que não deve ser proferida? Ou seu maior erro?
Felicidade, querido. Pra você, seus novos sonhos, pra quem você ofertar amor; pro seu futuro, ao seu dispor. Felicidade, por favor, pra você não olhar pra trás e não me tentar ainda mais.
Mesmo em clauso, essa parte ainda parece ter poder sobre o todo, já que estremeço quando me falam que você perguntou por mim, porque, apesar de não admitir, sei que menti quando lhe disse que tinha acabado, sim, eu deveria ter lhe beijado, mas não o fiz e o momento passou.
Somos passado, não tenho dúvidas sobre isso, mas o que eu sou pra você? Um sussurro no ouvido? Uma promessa que não pôde ser comprida? Uma memória que não deve ser proferida? Ou seu maior erro?
Felicidade, querido. Pra você, seus novos sonhos, pra quem você ofertar amor; pro seu futuro, ao seu dispor. Felicidade, por favor, pra você não olhar pra trás e não me tentar ainda mais.
domingo, 15 de maio de 2016
Essência (Capricorn)
Ela não vai mudar não, vai manter sua essência sim, mesmo se for só, não tem pra quê ceder. Deus há de dar aval sim, por que no final, talvez calada afim, ela sabe que vai ser considerada a certa, enfim. É que ela sabe o que quer, até quando não sabe quem é; mesmo que não tenha plano algum, ainda assim sabe pra onde segue.
Seguindo sua constelação, vive pisando cada passo com cuidado, para não machucar ninguém. É que ela faz de um tudo para não fazer com os outros, aquilo que não gostaria que fizessem com ela, talvez por isso algumas pessoas considerem-na tão fora de órbita. Sua frequência é própria, por isso conselhos raramente são seguidos, é que ela é dona de si mesma e por isso sabe muito bem em quem confiar. Prefere ficar confinada em si mesma; é um tesouro difícil de roubar, até mesmo pra mim, que furto risos por natureza, soube desde o início, que o melhor sorriso dela só viria com o tempo; com sinceridade e um resguardar. Mantém sua essência maravilhosa só pra poucos, com medo que que considerem seus trejeitos tão lindos, atos loucos.
-Num mundo de falsos normais, os assumidamente loucos é que são felizes - entoei entre tantas palavras proferidas, entre tantos momentos em que ela calava e me observava aturdida.
-Eu gosto do jeito como tu fala. - ela finalmente respondeu enigmática.
-Eu gosto do jeito como tu cala. - trepliquei me aproximando daqueles lábios que ela não parava de mordiscar, pra sua vontade segurar.
É seguro apontar que seu sol em Capricórnio, lhe deu bom gosto por músicas que carregam sentimentos que ela ama cantarolar; por filmes com finais felizes que gostaria de vivenciar; por tudo que lhe faz recordar os motivos pra acreditar que o mundo é bom pra viver. Logo, seria estranho não considerar essencial um olhar que carrega tanto ainda a ser conhecido; vivo, assim, cada dia, ansiando um convite pra acompanhá-la no caminho de pedras que ela decidiu trilhar apenas pros seus sonhos ir buscar.
Seguindo sua constelação, vive pisando cada passo com cuidado, para não machucar ninguém. É que ela faz de um tudo para não fazer com os outros, aquilo que não gostaria que fizessem com ela, talvez por isso algumas pessoas considerem-na tão fora de órbita. Sua frequência é própria, por isso conselhos raramente são seguidos, é que ela é dona de si mesma e por isso sabe muito bem em quem confiar. Prefere ficar confinada em si mesma; é um tesouro difícil de roubar, até mesmo pra mim, que furto risos por natureza, soube desde o início, que o melhor sorriso dela só viria com o tempo; com sinceridade e um resguardar. Mantém sua essência maravilhosa só pra poucos, com medo que que considerem seus trejeitos tão lindos, atos loucos.
-Num mundo de falsos normais, os assumidamente loucos é que são felizes - entoei entre tantas palavras proferidas, entre tantos momentos em que ela calava e me observava aturdida.
-Eu gosto do jeito como tu fala. - ela finalmente respondeu enigmática.
-Eu gosto do jeito como tu cala. - trepliquei me aproximando daqueles lábios que ela não parava de mordiscar, pra sua vontade segurar.
É seguro apontar que seu sol em Capricórnio, lhe deu bom gosto por músicas que carregam sentimentos que ela ama cantarolar; por filmes com finais felizes que gostaria de vivenciar; por tudo que lhe faz recordar os motivos pra acreditar que o mundo é bom pra viver. Logo, seria estranho não considerar essencial um olhar que carrega tanto ainda a ser conhecido; vivo, assim, cada dia, ansiando um convite pra acompanhá-la no caminho de pedras que ela decidiu trilhar apenas pros seus sonhos ir buscar.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Problema
Ela tem facas no olhar,
Que intimam a lhe roubar,
E se antes queria ser só,
Hoje vou é me agarrar nela,
Fazer da gente um nó.
Problema são as rugas,
Que o tempo há de riscar,
Problema são as fugas,
Que a distância há de criar.
Talvez seja covardia,
Não estou acostumado,
A ter alguém pra alegria,
O normal é que só esteja,
Eu, meu riso e cerveja.
Mas ela hipnotiza no rir,
É complicado resistir,
Não sei o que pensar,
Gosto de me inspirar,
Mas ela não é de esperar.
Problema são os atritos,
Que o tempo há de criar,
Problema serão descritos,
Quando a distancia se desenhar.
As chances de dar certo,
São as mesmas do errado,
Temo tê-la por perto,
Porque ainda permaneço,
Um romântico apaixonado.
Que intimam a lhe roubar,
E se antes queria ser só,
Hoje vou é me agarrar nela,
Fazer da gente um nó.
Problema são as rugas,
Que o tempo há de riscar,
Problema são as fugas,
Que a distância há de criar.
Talvez seja covardia,
Não estou acostumado,
A ter alguém pra alegria,
O normal é que só esteja,
Eu, meu riso e cerveja.
Mas ela hipnotiza no rir,
É complicado resistir,
Não sei o que pensar,
Gosto de me inspirar,
Mas ela não é de esperar.
Problema são os atritos,
Que o tempo há de criar,
Problema serão descritos,
Quando a distancia se desenhar.
As chances de dar certo,
São as mesmas do errado,
Temo tê-la por perto,
Porque ainda permaneço,
Um romântico apaixonado.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
De Ressaca
Juro que não sei definir o que é. São os olhos. Sim, provavelmente, é o olhar que me deixa de ressaca. Anuviado, confuso, perdido e, ainda assim, com a sensação que vale a pena não controlar-me por inteiro.
Tenho apreço pelas palavras soltas que trocamos só por papear. Ela tem umas perspectivas diferentes, que não estou acostumado a encontrar. Escuta mais do que fala e seu corpo diz muito mais que suas palavras.
-Me fala mais, então - ela parece gostar da minha opinião.
-Não há muito mais o que falar não, teus olhos são verdes.
-Oxe, então eu posso relaxar só por causa da cor do meu olhar?
-Basicamente isso, porque eles remetem ao mar.
-Eu amo o mar!
-Você até o tem no seu nome...
-Exatamente!
Foi aí que notei que resistir se tornou um ato vão e não é surpresa que minha vontade seja tão. Principalmente quando ela, não sei dizer se por querer ou não, morde os lábios enquanto me encara sem se intimidar. Transbordo são, sabendo que posso me afogar naqueles olhos a esverdear, mas não consigo deixar esse gosto que tenho pelo mar; gosto de imensidão e há tanto naquele olhar.
Engraçado é que, na primeira vez que bati os olhos nela, não vi todo esse mar.
Na segunda, surgiu um interesse inapto que sempre nasce por sorrisos. Os dela são tão bem-vindos, não tem como não os achar lindos; sempre que ela os oferece, também me pego rindo. Foi natural, sem bem ou mal, roubar uns beijos, quando aquela noite chegou ao final.
Enfim pude perceber que ela é além do que, normalmente, espero encontrar. É o seu agir oblíquo; é o sorriso cigano; ela é o mar de ressaca, que numa onda súbita consegue me inspirar, que some na areia antes de eu lhe alcançar, que deixa rastros pra eu seguir, um convite inesperado pra mergulhar. Ela é de inspirar e que bom que eu pude lhe encontrar,
Tenho apreço pelas palavras soltas que trocamos só por papear. Ela tem umas perspectivas diferentes, que não estou acostumado a encontrar. Escuta mais do que fala e seu corpo diz muito mais que suas palavras.
-Me fala mais, então - ela parece gostar da minha opinião.
-Não há muito mais o que falar não, teus olhos são verdes.
-Oxe, então eu posso relaxar só por causa da cor do meu olhar?
-Basicamente isso, porque eles remetem ao mar.
-Eu amo o mar!
-Você até o tem no seu nome...
-Exatamente!
Foi aí que notei que resistir se tornou um ato vão e não é surpresa que minha vontade seja tão. Principalmente quando ela, não sei dizer se por querer ou não, morde os lábios enquanto me encara sem se intimidar. Transbordo são, sabendo que posso me afogar naqueles olhos a esverdear, mas não consigo deixar esse gosto que tenho pelo mar; gosto de imensidão e há tanto naquele olhar.
Engraçado é que, na primeira vez que bati os olhos nela, não vi todo esse mar.
Na segunda, surgiu um interesse inapto que sempre nasce por sorrisos. Os dela são tão bem-vindos, não tem como não os achar lindos; sempre que ela os oferece, também me pego rindo. Foi natural, sem bem ou mal, roubar uns beijos, quando aquela noite chegou ao final.
Enfim pude perceber que ela é além do que, normalmente, espero encontrar. É o seu agir oblíquo; é o sorriso cigano; ela é o mar de ressaca, que numa onda súbita consegue me inspirar, que some na areia antes de eu lhe alcançar, que deixa rastros pra eu seguir, um convite inesperado pra mergulhar. Ela é de inspirar e que bom que eu pude lhe encontrar,
terça-feira, 3 de maio de 2016
Risco
Diz pra quê, se você,
Pensava no depois,
Já que deixou meu amar,
Sem parecer se importar.
Sem querer, tão você,
Deixou um vazio aqui dentro,
Me fez ter de mudar,
Sacudir poeira e voar.
Foi sim, sua triste doce surpresa,
Que fez mim, um céu riscar.
Pois numa vida incerta,
Risco me faltava,
Seu amor me fez sã e salva.
Como é bom ser toda alerta,
Riscar minha pele alva,
Os sonhos que me faltava.
Sei porquê, só você,
Pôde ser o que foi,
É que só o seu amar,
Me mudaria ao acabar.
Por querer, só você,
Sacudi tudo aqui dentro,
E aí pude sim notar,
Que eu sou de me bastar.
Pois numa vida desperta,
Risquei quem me salvava,
Era eu quem me faltava.
Hoje com tanta porta aberta,
Aceito o que me cativava,
E risco quem outrora amava.
Pensava no depois,
Já que deixou meu amar,
Sem parecer se importar.
Sem querer, tão você,
Deixou um vazio aqui dentro,
Me fez ter de mudar,
Sacudir poeira e voar.
Foi sim, sua triste doce surpresa,
Que fez mim, um céu riscar.
Pois numa vida incerta,
Risco me faltava,
Seu amor me fez sã e salva.
Como é bom ser toda alerta,
Riscar minha pele alva,
Os sonhos que me faltava.
Sei porquê, só você,
Pôde ser o que foi,
É que só o seu amar,
Me mudaria ao acabar.
Por querer, só você,
Sacudi tudo aqui dentro,
E aí pude sim notar,
Que eu sou de me bastar.
Pois numa vida desperta,
Risquei quem me salvava,
Era eu quem me faltava.
Hoje com tanta porta aberta,
Aceito o que me cativava,
E risco quem outrora amava.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Paradoxo (Aquarius)
Tomei nota que, apesar de falar tão bem do futuro, é no passado que o coração dela sente-se seguro. Se ela some, não é por mal, é que, às vezes, precisa tomar as rédeas das decisões que toma por puro capricho. Em delírios sãos, transborda toda a sua inconstância e faz isso com tesão, porque senão, joga tudo ao vento, já que se perder é seu maior objetivo.
Se fosse um objeto, seria um livro que ainda está sendo desenvolvido, um de vocabulários rebuscado e bonito, um daqueles que você precisa se concentrar pra entender o que nela há escrito, principalmente, porque, num piscar de olhos, muda a informação que tinha lá há poucos segundos. É um paradoxo sim, mas se troca de direção no meio do trajeto, não o faz por ruindade, é porque realmente acredita que é pra lá que deve seguir. Ela tem essa mania boa de contrário; de ter um orgulho que não pode admitir e de ser só carinho quando se menos espera, pois sua melhor definição é quebrar todas as esperanças.
-Não espere nada de mim. - me levantou o indicador num dos tantos dias em que estávamos ébrios.
-Não o farei - respondi num dar de ombros.
-Sério, eu sou muito de momento - ela me encarou com aqueles olhos profundos - gosto de decidir tudo de última hora.
-Discordo e concordo - acabei gargalhando, fazendo-a se eriçar.
-Como assim?
-Você não vive o presente, vive o passado e o futuro, isso que lhe faz tão imprevisível, então você não é de momento, mas, ao mesmo tempo, é o que decidir na hora.
-Eu sou um paradoxo? - ela constatou com os olhos brilhando.
-Será? - o beijo que ela me deu pareceu significar que gostou daquele elogiar.
A grande graça é que meu jeito de questionar, apenas por diversão, parece fazê-la gostar de ser assim: um conjunto de interrogação que, às vezes, também tem alguns pontos de exclamação. O que mais gosto nela é que, por ter o sol em Aquário, ela não cabe em si mesma, como se fosse de sua natureza transbordar apenas pra confundir, mas principalmente, pela forma como demonstra seu aparente súbito amor por mim: em doses de carinho espontâneas.
Se fosse um objeto, seria um livro que ainda está sendo desenvolvido, um de vocabulários rebuscado e bonito, um daqueles que você precisa se concentrar pra entender o que nela há escrito, principalmente, porque, num piscar de olhos, muda a informação que tinha lá há poucos segundos. É um paradoxo sim, mas se troca de direção no meio do trajeto, não o faz por ruindade, é porque realmente acredita que é pra lá que deve seguir. Ela tem essa mania boa de contrário; de ter um orgulho que não pode admitir e de ser só carinho quando se menos espera, pois sua melhor definição é quebrar todas as esperanças.
-Não espere nada de mim. - me levantou o indicador num dos tantos dias em que estávamos ébrios.
-Não o farei - respondi num dar de ombros.
-Sério, eu sou muito de momento - ela me encarou com aqueles olhos profundos - gosto de decidir tudo de última hora.
-Discordo e concordo - acabei gargalhando, fazendo-a se eriçar.
-Como assim?
-Você não vive o presente, vive o passado e o futuro, isso que lhe faz tão imprevisível, então você não é de momento, mas, ao mesmo tempo, é o que decidir na hora.
-Eu sou um paradoxo? - ela constatou com os olhos brilhando.
-Será? - o beijo que ela me deu pareceu significar que gostou daquele elogiar.
A grande graça é que meu jeito de questionar, apenas por diversão, parece fazê-la gostar de ser assim: um conjunto de interrogação que, às vezes, também tem alguns pontos de exclamação. O que mais gosto nela é que, por ter o sol em Aquário, ela não cabe em si mesma, como se fosse de sua natureza transbordar apenas pra confundir, mas principalmente, pela forma como demonstra seu aparente súbito amor por mim: em doses de carinho espontâneas.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Abismo (Pisces)
Foi a risada dela que me chamou atenção, mas foi o olhar que fisgou de vez. Não precisei falar que a vida é viva, é mudança cíclica, sempre dinâmica, ela já sabia que o melhor é a jornada e não o destino. Em seus olhar dum brilho ímpar, pude notar que, pra ela, o mais importante são as pessoas que se encontra nesse caminho.
Caminhando de forma trôpega, como uma artista a pincelar aquarelas abstratas com os dedos, ela me encantou o suficiente para calar meus lábios que raramente se cansam de falar. Sorria de bem consigo mesma, como se todos os problemas do mundo pudessem ser resolvidos com um abraço e na hora que ela me apertou na nossa primeira despedida, não pude deixar de concordar com essa tendência. Tinha como inibir de me apaixonar?
Paixão é a vontade dela de se envolver em aventuras, sem se importar de mergulhar, pra se perder no abismo que é pensar em sentir. Ela fala de suas vontades sem condições, rancor ou maquinações. Prefere ser imprevisível no discurso, nos sorrisos e na forma como descreve seus sonhos.
Sonhadora nata, desenha no coração, mundos que não parecem existir; esculpe na mente, pessoas tão irreais; seria capaz de construir sua vida de sonhos, porque é capaz de ver o lado bom do mundo como ninguém vê.
Por ter visto nela, tanta possibilidade de felicidade, me atrevi de mergulhar num abismo de sensações que só pude provar no primeiro beijo que ela decidiu me presentear num dos tantos momentos que fiquei admirando-o toda sua profundidade. Sou felizardo, então, por não mais fazer parte da maioria das pessoas que só enxerga a sua superfície, consigo, hoje, vislumbrar todas as maravilhas submersas no olhar perdido dessa pisciana linda.
Caminhando de forma trôpega, como uma artista a pincelar aquarelas abstratas com os dedos, ela me encantou o suficiente para calar meus lábios que raramente se cansam de falar. Sorria de bem consigo mesma, como se todos os problemas do mundo pudessem ser resolvidos com um abraço e na hora que ela me apertou na nossa primeira despedida, não pude deixar de concordar com essa tendência. Tinha como inibir de me apaixonar?
Paixão é a vontade dela de se envolver em aventuras, sem se importar de mergulhar, pra se perder no abismo que é pensar em sentir. Ela fala de suas vontades sem condições, rancor ou maquinações. Prefere ser imprevisível no discurso, nos sorrisos e na forma como descreve seus sonhos.
Sonhadora nata, desenha no coração, mundos que não parecem existir; esculpe na mente, pessoas tão irreais; seria capaz de construir sua vida de sonhos, porque é capaz de ver o lado bom do mundo como ninguém vê.
Por ter visto nela, tanta possibilidade de felicidade, me atrevi de mergulhar num abismo de sensações que só pude provar no primeiro beijo que ela decidiu me presentear num dos tantos momentos que fiquei admirando-o toda sua profundidade. Sou felizardo, então, por não mais fazer parte da maioria das pessoas que só enxerga a sua superfície, consigo, hoje, vislumbrar todas as maravilhas submersas no olhar perdido dessa pisciana linda.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Oportunidade
Uma vez só na vida, vale a pena mergulhar de olhos fechados. Me dê uma noite de oportunidade.
O que difere um oportuno de um oportunista é mais que a lexialidade. Com um momento, um tipo misterioso pode ditar as únicas palavras que tirariam os trilhos de estabilidade da sua existência.
Existem quebras de paradigmas que expõe possibilidades incríveis. Quando lhe pedi permissão pra lhe roubar, não foi pra você se deixar levar, apenas queria uma cúmplice num crime que pode nos arruinar.
Sou uma ruína a tudo que lhe existiu até então. Odeio falsa modéstia, por isso tenho de lhe confessar que, provavelmente, sou um ponto crítico que não pode passar despercebido. Só por uma noite, uma única oportunidade de felicidade. A beleza das possibilidades.
Pode ser que esqueçamos de tudo amanhã, principalmente por causa teor etílico que nossa conversa faz questão de propiciar; pode ser que nem nos importemos quando o sol brilhar na próxima manhã, mas por hoje à noite, gosto da ideia de me arriscar. Desejo muito tornar em líbido toda a vontade que transborda da ponte criada entre o meu e o seu olhar. Cada mordida sua no lábio, cada suspiro soprado. Um único beijo e quem sabe o que poderemos vivenciar? Se a gente só vive uma vez, quero fazer de você a inspiração dessa noite e não há mais nada pra se preocupar, nada mais pra projetar. Um beijo roubado e arrependimentos não vão se criar.
O que difere um oportuno de um oportunista é mais que a lexialidade. Com um momento, um tipo misterioso pode ditar as únicas palavras que tirariam os trilhos de estabilidade da sua existência.
Existem quebras de paradigmas que expõe possibilidades incríveis. Quando lhe pedi permissão pra lhe roubar, não foi pra você se deixar levar, apenas queria uma cúmplice num crime que pode nos arruinar.
Sou uma ruína a tudo que lhe existiu até então. Odeio falsa modéstia, por isso tenho de lhe confessar que, provavelmente, sou um ponto crítico que não pode passar despercebido. Só por uma noite, uma única oportunidade de felicidade. A beleza das possibilidades.
Pode ser que esqueçamos de tudo amanhã, principalmente por causa teor etílico que nossa conversa faz questão de propiciar; pode ser que nem nos importemos quando o sol brilhar na próxima manhã, mas por hoje à noite, gosto da ideia de me arriscar. Desejo muito tornar em líbido toda a vontade que transborda da ponte criada entre o meu e o seu olhar. Cada mordida sua no lábio, cada suspiro soprado. Um único beijo e quem sabe o que poderemos vivenciar? Se a gente só vive uma vez, quero fazer de você a inspiração dessa noite e não há mais nada pra se preocupar, nada mais pra projetar. Um beijo roubado e arrependimentos não vão se criar.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Dia de Temer
Não só porque hoje é uma segunda-feira ímpar, mas hoje é dia de temer. Deixo bem claro que é válido, principalmente para reflexão, pois, sinceramente, só refletindo é que dá pra tentar entender o que está acontecendo com a gente. Ah e sim, o título desse texto é um trocadilho, porque como tudo que será exposto aqui, um trocadilho é um convite ao pensamento.
Penso que hoje é dia de temer, não o futuro do Brasil, porque esse já está em xeque há muito, sim o futuro dos brasileiros. Veja bem, hoje temos uma polarização, que, se fosse em outrora, poderia ser linda, porque seria erradicação da alienação, todavia, hoje, nada mais é a intolerância e o ódio se manifestando através de discursos apoderados. Temos claramente dois times e crentes diferentes: os vermelhos e os canarinhos. Existem vários rótulos e características pra descrevê-los, considero todas preconceituosas, já que no meio de ambos os grupos, existem representantes dos rótulos dos outros, engraçado, não? Os que usam a estrela como símbolo, acusam ser golpe, quando, na verdade, é apenas uma manobra da nossa pífia constituição. Desculpa, mas não é golpe. Golpe é quando a constituição para de funcionar. Se há algo a reclamar é de como nossa constituição não parece se valer funcionar pro que ela pareceu ser elaborada pra ditar. Aos paneleiros tenho de avisar: não há luta contra a corrupção. Até porque não se pode erradicar uma característica cultural de um país. Erradicar a corrupção é uma utopia como a acabar com o futebol ou a nossa principal religião. E sim, estou envolvendo os três temas que não se "deve" colocar em discussão, porque sim, a ideia disso aqui é levantar questionamentos que não se faz há bastante tempo.
Se você chegou nesse trecho do texto, quer dizer que, minimamente, não faz parte da corrente do ódio. Existe um motivo pra que eu não tenha opinião decidida: não há unanimidade nessa situação. Me situo apenas como um individuo que tenta entender toda a informação que recebe e, na maioria das vezes, questiono a opinião do discurso. Desde que o Brasil (felizmente) começou a conversar sobre política, fiz questão de sempre propagar minha omissão de opinião, exceto para aqueles que a solicitaram de bom coração. Não é que eu não tivesse opinião, é só que eu, raramente, me senti à vontade em combater ódio com argumentos. Entendia (e ainda entendo) que estamos vivendo um momento interessante da nossa formação política: a transição da alienação política (iniciada nos anos 90 do século passado) para a ignorância. Não é aula de história, não é sequer relato da minha memória, é apenas conclusão óbvia. Hoje, somos ignorantes e isso não é de todo ruim. Um exemplo disso é o fato do país solicitar (não importa que parcela da sua população) dois processos de impeachment em 7 eleições. Se levar em conta as reeleições, é como se a cada 3 presidentes, um os brasileiros não soubessem eleger. É ignorância sim. E aqui, tenho de definir que ser ignorante não é de todo ruim, é apenas admitir a capacidade de aprender, porém, por aqui, ser ignorante soa como algo bastante negativo.
Negar essa situação é que seria maléfico. O que nos falta é educação. E não, não estou falando do ensino que recebemos pra passar em provas. Esse ensino é até interessante, mas, raramente, nos serve de alguma coisa além do que vivenciamos nas escolas. Precisamos nos educar e, para isso, é preciso buscar conhecimento. Não aquele que nos é fornecido a todo momento. Ser passivo é aceitar o que é imposto sem motivo e, por consequência, acatar as decisões de quem quiser ser ativo. Atualmente, a grande maioria dos brasileiros é passivo politicamente, elege um dos candidatos que tem chance, porque não dá pra jogar fora seu voto, certo? Discordo veementemente. Meu voto é nulo e não sinto que estou jogando ele fora. Não vou votar no menos ruim porque tenho medo do que o pior possa fazer com nosso agora. Votarei apenas num candidato que mereça minha confiança e isso vale, não só pro executivo, como pro legislativo também. Até ontem evitava falar meu voto, porque se ele é secreto, porque preciso divulgá-lo? Não é por medo, é por ter certeza que poucos entenderão minha escolhas e menos ainda não me atacarão com indignação.
Indignado fico com o ódio propagado pelas ideologias que nada tem de política. Os vermelhos vestem essa cor por se sentir minoria e pessoas que olham pelas causas sociais, concordo que fazem isso mais que os outros, mas isso não os torna justiceiros legais. Os canarinhos clamam por um país melhor, mais justo, que basta de roubalheira, quando, na verdade, são aqueles que são coniventes com a maior parte dessa má brincadeira.
Sinto que estão brincando, ou não sabem do que falam, quando escuto dizer que é um golpe. Desculpem-me, vermelhos, mas não é. A nossa constituição que deveria ter sido feita pra trazer a voz do povo de forma representativa para a câmara de forma a criar leis e legitimar a voz das ruas, nada mais é que uma fachada, pois nos últimos vinte anos, quem mais tem legislado o país é o executivo e o judiciário (através de decretos e súmulas vinculantes, respectivamente). Nossa constituição é uma concha de retalho, se você protesta contra o golpe, você, na verdade, deveria protestar contra uma constituição tão pífia e, isso sim, seria um golpe. Entende a contradição?
Contradito também o discurso canário, quando eles cospem palavras que é pelo melhor da nação, erradicar a corrupção. A nossa cultura nacional (infelizmente) foi construída alicerçada na ideia de ganhar do próximo. Contudo, não é questão de produzir mais que ele e sim de tirar o que é dele. Daí nasceu o histórico malandro, o famoso jeitinho brasileiro e o atual zueiro. Somos assim porque mais de dois terços da nossa população se originou contra sua vontade e o poder nunca esteve preocupado em ajudá-los.
Ajuda-me, aqui, nessa altura do texto, definir constituição: é o ato consciente de tomar uma atitude, previamente entendida como incorreta, para beneficio próprio. Lamento em dizer, mas você é corrupto. Quer testar? Você já atravessou fora da faixa de pedestres? Corrupto. Entende a contradição? E não adianta dizer que isso não faz mal a ninguém não, é corrupção. Enquanto não fomos educados a não tentar nos beneficiarmos do bem comum, continuaremos pensando só no um e não no todos. É nossa cultura, não dá pra erradicar (vale citar que em vários países, nem se cogita atravessar fora da faixa, só em caso fortuito e isso não é considerado benefício próprio).
Sentindo que, minimamente, desconstruí os dois grandes argumentos do ódio propagados ultimamente, finalmente, posso definir o objetivo desse texto: o que você pode fazer pra mudar nossa contexto? Parece ser bem louco, porém, agora você pode começar fazendo bem pouco: estude. Há quem vá dizer que irá fazê-lo, contudo, não o fará, porque em mais uma das falhas da nossa formação cultural, acreditamos, intrinsecamente, que os estudos são cansativos e não glorificam, principalmente em áreas que pouco nos irma melhorar. Pra quê, então, estudar politica? Simples, pra saber em quem votar. Pra não temer mais o dia que irá chegar. Estudem sobre seus candidatos, os planos de governo dele, quem sabe assim, não precisemos mais protestar contra aqueles que elegemos.
Se você leu tudo que explanei, primeiro obrigado pela paciência e por último, espero, sinceramente, que sirva de reflexão. Se você for pra rua, não carregue discurso de ódio não, chega disso, todos, mesmo que em óticas bem dispares, queremos o melhor pra nação.
Penso que hoje é dia de temer, não o futuro do Brasil, porque esse já está em xeque há muito, sim o futuro dos brasileiros. Veja bem, hoje temos uma polarização, que, se fosse em outrora, poderia ser linda, porque seria erradicação da alienação, todavia, hoje, nada mais é a intolerância e o ódio se manifestando através de discursos apoderados. Temos claramente dois times e crentes diferentes: os vermelhos e os canarinhos. Existem vários rótulos e características pra descrevê-los, considero todas preconceituosas, já que no meio de ambos os grupos, existem representantes dos rótulos dos outros, engraçado, não? Os que usam a estrela como símbolo, acusam ser golpe, quando, na verdade, é apenas uma manobra da nossa pífia constituição. Desculpa, mas não é golpe. Golpe é quando a constituição para de funcionar. Se há algo a reclamar é de como nossa constituição não parece se valer funcionar pro que ela pareceu ser elaborada pra ditar. Aos paneleiros tenho de avisar: não há luta contra a corrupção. Até porque não se pode erradicar uma característica cultural de um país. Erradicar a corrupção é uma utopia como a acabar com o futebol ou a nossa principal religião. E sim, estou envolvendo os três temas que não se "deve" colocar em discussão, porque sim, a ideia disso aqui é levantar questionamentos que não se faz há bastante tempo.
Se você chegou nesse trecho do texto, quer dizer que, minimamente, não faz parte da corrente do ódio. Existe um motivo pra que eu não tenha opinião decidida: não há unanimidade nessa situação. Me situo apenas como um individuo que tenta entender toda a informação que recebe e, na maioria das vezes, questiono a opinião do discurso. Desde que o Brasil (felizmente) começou a conversar sobre política, fiz questão de sempre propagar minha omissão de opinião, exceto para aqueles que a solicitaram de bom coração. Não é que eu não tivesse opinião, é só que eu, raramente, me senti à vontade em combater ódio com argumentos. Entendia (e ainda entendo) que estamos vivendo um momento interessante da nossa formação política: a transição da alienação política (iniciada nos anos 90 do século passado) para a ignorância. Não é aula de história, não é sequer relato da minha memória, é apenas conclusão óbvia. Hoje, somos ignorantes e isso não é de todo ruim. Um exemplo disso é o fato do país solicitar (não importa que parcela da sua população) dois processos de impeachment em 7 eleições. Se levar em conta as reeleições, é como se a cada 3 presidentes, um os brasileiros não soubessem eleger. É ignorância sim. E aqui, tenho de definir que ser ignorante não é de todo ruim, é apenas admitir a capacidade de aprender, porém, por aqui, ser ignorante soa como algo bastante negativo.
Negar essa situação é que seria maléfico. O que nos falta é educação. E não, não estou falando do ensino que recebemos pra passar em provas. Esse ensino é até interessante, mas, raramente, nos serve de alguma coisa além do que vivenciamos nas escolas. Precisamos nos educar e, para isso, é preciso buscar conhecimento. Não aquele que nos é fornecido a todo momento. Ser passivo é aceitar o que é imposto sem motivo e, por consequência, acatar as decisões de quem quiser ser ativo. Atualmente, a grande maioria dos brasileiros é passivo politicamente, elege um dos candidatos que tem chance, porque não dá pra jogar fora seu voto, certo? Discordo veementemente. Meu voto é nulo e não sinto que estou jogando ele fora. Não vou votar no menos ruim porque tenho medo do que o pior possa fazer com nosso agora. Votarei apenas num candidato que mereça minha confiança e isso vale, não só pro executivo, como pro legislativo também. Até ontem evitava falar meu voto, porque se ele é secreto, porque preciso divulgá-lo? Não é por medo, é por ter certeza que poucos entenderão minha escolhas e menos ainda não me atacarão com indignação.
Indignado fico com o ódio propagado pelas ideologias que nada tem de política. Os vermelhos vestem essa cor por se sentir minoria e pessoas que olham pelas causas sociais, concordo que fazem isso mais que os outros, mas isso não os torna justiceiros legais. Os canarinhos clamam por um país melhor, mais justo, que basta de roubalheira, quando, na verdade, são aqueles que são coniventes com a maior parte dessa má brincadeira.
Sinto que estão brincando, ou não sabem do que falam, quando escuto dizer que é um golpe. Desculpem-me, vermelhos, mas não é. A nossa constituição que deveria ter sido feita pra trazer a voz do povo de forma representativa para a câmara de forma a criar leis e legitimar a voz das ruas, nada mais é que uma fachada, pois nos últimos vinte anos, quem mais tem legislado o país é o executivo e o judiciário (através de decretos e súmulas vinculantes, respectivamente). Nossa constituição é uma concha de retalho, se você protesta contra o golpe, você, na verdade, deveria protestar contra uma constituição tão pífia e, isso sim, seria um golpe. Entende a contradição?
Contradito também o discurso canário, quando eles cospem palavras que é pelo melhor da nação, erradicar a corrupção. A nossa cultura nacional (infelizmente) foi construída alicerçada na ideia de ganhar do próximo. Contudo, não é questão de produzir mais que ele e sim de tirar o que é dele. Daí nasceu o histórico malandro, o famoso jeitinho brasileiro e o atual zueiro. Somos assim porque mais de dois terços da nossa população se originou contra sua vontade e o poder nunca esteve preocupado em ajudá-los.
Ajuda-me, aqui, nessa altura do texto, definir constituição: é o ato consciente de tomar uma atitude, previamente entendida como incorreta, para beneficio próprio. Lamento em dizer, mas você é corrupto. Quer testar? Você já atravessou fora da faixa de pedestres? Corrupto. Entende a contradição? E não adianta dizer que isso não faz mal a ninguém não, é corrupção. Enquanto não fomos educados a não tentar nos beneficiarmos do bem comum, continuaremos pensando só no um e não no todos. É nossa cultura, não dá pra erradicar (vale citar que em vários países, nem se cogita atravessar fora da faixa, só em caso fortuito e isso não é considerado benefício próprio).
Sentindo que, minimamente, desconstruí os dois grandes argumentos do ódio propagados ultimamente, finalmente, posso definir o objetivo desse texto: o que você pode fazer pra mudar nossa contexto? Parece ser bem louco, porém, agora você pode começar fazendo bem pouco: estude. Há quem vá dizer que irá fazê-lo, contudo, não o fará, porque em mais uma das falhas da nossa formação cultural, acreditamos, intrinsecamente, que os estudos são cansativos e não glorificam, principalmente em áreas que pouco nos irma melhorar. Pra quê, então, estudar politica? Simples, pra saber em quem votar. Pra não temer mais o dia que irá chegar. Estudem sobre seus candidatos, os planos de governo dele, quem sabe assim, não precisemos mais protestar contra aqueles que elegemos.
Se você leu tudo que explanei, primeiro obrigado pela paciência e por último, espero, sinceramente, que sirva de reflexão. Se você for pra rua, não carregue discurso de ódio não, chega disso, todos, mesmo que em óticas bem dispares, queremos o melhor pra nação.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Castelos de Areia
Você já conseguiu ler,
O romance que foi escrito,
Sobre a nossa história?
Ficou tão bonito,
Nem parecia ser,
Baseado nas nossas memórias.
Agora, estranhos chegam perto,
Achando nos conhecer bem,
Sem saber ao certo,
Que fomos tão mais além.
Vivemos nessa realidade,
Concretas como castelos de areia,
A procura de sanidade,
Aceitando verdades alheias,
Como se fossem nossas verdades.
Buscando júbilos contagiante,
Esbanjando aflições dilacerantes.
Nos rotulamos como casal,
Aceitamos ser mais bem do que mal,
Colocamos forcas nominais,
Que tiraram nossa paz,
Pensando que era tão divertido,
Tolos, bobos iludidos.
Descobri ontem à tarde,
Que ainda falam da gente,
Como um amor tão forte,
Permeando em alardes,
Pessoas com tanta sorte,
Que jamais fomos, infelizmente.
Contudo, mantemos lembranças,
Dos sorrisos tão bons,
Suspirados nas tantas danças,
Orquestradas pelo nosso tom.
Alicerçamos nosso tipo de amor,
Como um castelos de areia,
Esquecendo da vindoura maré,
E nos divertimos com louvor,
Alimentando a tola e boa fé,
Que não teria destruição alheia.
A ruína se fez naturalmente,
Não acinzentando as fotografias,
Que capturamos, pra permanentemente,
Guardar no coração com nostalgia.
O romance que foi escrito,
Sobre a nossa história?
Ficou tão bonito,
Nem parecia ser,
Baseado nas nossas memórias.
Agora, estranhos chegam perto,
Achando nos conhecer bem,
Sem saber ao certo,
Que fomos tão mais além.
Vivemos nessa realidade,
Concretas como castelos de areia,
A procura de sanidade,
Aceitando verdades alheias,
Como se fossem nossas verdades.
Buscando júbilos contagiante,
Esbanjando aflições dilacerantes.
Nos rotulamos como casal,
Aceitamos ser mais bem do que mal,
Colocamos forcas nominais,
Que tiraram nossa paz,
Pensando que era tão divertido,
Tolos, bobos iludidos.
Descobri ontem à tarde,
Que ainda falam da gente,
Como um amor tão forte,
Permeando em alardes,
Pessoas com tanta sorte,
Que jamais fomos, infelizmente.
Contudo, mantemos lembranças,
Dos sorrisos tão bons,
Suspirados nas tantas danças,
Orquestradas pelo nosso tom.
Alicerçamos nosso tipo de amor,
Como um castelos de areia,
Esquecendo da vindoura maré,
E nos divertimos com louvor,
Alimentando a tola e boa fé,
Que não teria destruição alheia.
A ruína se fez naturalmente,
Não acinzentando as fotografias,
Que capturamos, pra permanentemente,
Guardar no coração com nostalgia.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Detalhes
Aquele sorriso a levou pra longe, fazendo o tempo passar, como há muito não se fazia disparar. Surgiu, repentinamente, numa tarde qualquer. Ela lembrava sim, com detalhes demais para se fazer esquecer que, apesar de coadjuvante de uma situação em que ambos só podiam observar, se fizeram protagonistas de detalhes em particular.
Partilharam risos divertidos e na hora de se despedir, ela sentiu que gostaria de ficar mais. Chegou em casa sem lembrar como era ter paz. Havia tanta saudade em seu peito, de sentimentos que vivia inibindo, vivendo num mundo otimista que tinha de alimentar para não se amargurar.
Amarga foi a sensação que ficou depois da ausência seguida do primeiro roubar. Os quarenta centímetros que ele enumerara como quatro mil milhas, pareceram aumentar, até que, sem querer, sem nem planejar, descobriu de um passado que não poderia ignorar.
Optou por se fazer ignorante às máscaras que ele sobrepujava no coração. Tinha tantas verdades que não queria encarar, sobre sua vida própria, que não seria problema aceitar mais uma mentira. Deixou o tempo passar, tratou de aproveitar as verdades, que eram tudo que parecia lhe importar.
-Assopre as velas - ele lhe disse rindo, entre beijos no pescoço.
-Que velas?
-Do seu bolo de aniversário.
-Mas hoje não é...
-Dos que já passaram - o sorriso audacioso dele a faziam indagar quanta astúcia ele podia carregar - você já viveu muito para continuar tão tímida.
A primeira noite deles foi muito mais do que linda. Tanto que agora, enxergando a chuva que não parava de lhe fustigar, três meses depois da última palavra lhe falar, àquelas memórias, seus detalhes, e as velas que ele lhe sugerira, ainda não conseguia apagar.
Apagaria, se pudesse, o tanto dele que permanecia em si: o olhar selvagem, o tempo e as viagens, cada lembrança, cada paisagem. Todos os momentos que falaram sem parar, principalmente o que o silêncio de ambos nunca chegou a lhes incomodar.
Apesar de cômodo, o agora era acinzentado, por saber que mesmo eles pertencendo apenas ao passado, notar, diariamente, que ainda mantinha segredos escondidos, já que em vários diálogos teve seus lábios mordidos, por ninguém menos que ela mesma, por medo de revelar seus próprios detalhes a todos desconhecidos, seus sonhos loucos demais para serem proferidos. Por mais que lutasse contra aquele defeito, não conseguira mudar o fato que tinha uma voz fraca pros pensamentos que transbordavam sua mente.
Mentia ainda, mesmo tendo passado tanto tempo daquelas memórias lindas, para tentar afastar cada detalhe dele. Para inibir de si a sensação que nunca sequer chegara a ser um amor pra ele. Fora apenas companhia embaixo dos cobertores, preenchendo espaços vazios que o coração, declaradamente, deformado dele tinha. O calor que ele precisara em tantas situações desfavoráveis.
-Por favor - entoou para si e para a chuva - apague essas velas e os detalhes dentro de mim.
Partilharam risos divertidos e na hora de se despedir, ela sentiu que gostaria de ficar mais. Chegou em casa sem lembrar como era ter paz. Havia tanta saudade em seu peito, de sentimentos que vivia inibindo, vivendo num mundo otimista que tinha de alimentar para não se amargurar.
Amarga foi a sensação que ficou depois da ausência seguida do primeiro roubar. Os quarenta centímetros que ele enumerara como quatro mil milhas, pareceram aumentar, até que, sem querer, sem nem planejar, descobriu de um passado que não poderia ignorar.
Optou por se fazer ignorante às máscaras que ele sobrepujava no coração. Tinha tantas verdades que não queria encarar, sobre sua vida própria, que não seria problema aceitar mais uma mentira. Deixou o tempo passar, tratou de aproveitar as verdades, que eram tudo que parecia lhe importar.
-Assopre as velas - ele lhe disse rindo, entre beijos no pescoço.
-Que velas?
-Do seu bolo de aniversário.
-Mas hoje não é...
-Dos que já passaram - o sorriso audacioso dele a faziam indagar quanta astúcia ele podia carregar - você já viveu muito para continuar tão tímida.
A primeira noite deles foi muito mais do que linda. Tanto que agora, enxergando a chuva que não parava de lhe fustigar, três meses depois da última palavra lhe falar, àquelas memórias, seus detalhes, e as velas que ele lhe sugerira, ainda não conseguia apagar.
Apagaria, se pudesse, o tanto dele que permanecia em si: o olhar selvagem, o tempo e as viagens, cada lembrança, cada paisagem. Todos os momentos que falaram sem parar, principalmente o que o silêncio de ambos nunca chegou a lhes incomodar.
Apesar de cômodo, o agora era acinzentado, por saber que mesmo eles pertencendo apenas ao passado, notar, diariamente, que ainda mantinha segredos escondidos, já que em vários diálogos teve seus lábios mordidos, por ninguém menos que ela mesma, por medo de revelar seus próprios detalhes a todos desconhecidos, seus sonhos loucos demais para serem proferidos. Por mais que lutasse contra aquele defeito, não conseguira mudar o fato que tinha uma voz fraca pros pensamentos que transbordavam sua mente.
Mentia ainda, mesmo tendo passado tanto tempo daquelas memórias lindas, para tentar afastar cada detalhe dele. Para inibir de si a sensação que nunca sequer chegara a ser um amor pra ele. Fora apenas companhia embaixo dos cobertores, preenchendo espaços vazios que o coração, declaradamente, deformado dele tinha. O calor que ele precisara em tantas situações desfavoráveis.
-Por favor - entoou para si e para a chuva - apague essas velas e os detalhes dentro de mim.
terça-feira, 29 de março de 2016
Mais-Valia
Tudo que eu sempre quis foi o mundo, não é questão de ganância, só não posso evitar essa vontade de precisar de tudo. Sou uma obra-prima da ascensão à queda, numa única jornada para me fazer válida.
Mais-valia é uma excelente definição para quem aceitei que sou e se pareço meio difícil para você, a culpa é do seu costume de ter se envolvido, outrora em sua memória, com outras tão simplórias.
É simples pra mim como nos estabelecemos: entre um riso provocador e uma piscada lasciva, soube que você já está nas minhas mãos. Não foi sua culpa, homens tendem a tomar decisões apenas com o sangue que corre em suas veias e, provavelmente hoje em dia, após me conhecer melhor, você pode ter noção que sou o insumo mais eficiente para fazer o são se tornar vão, a razão se perder em tesão, independente de qual seja a alheia interpretação.
Mal interpretada poderei até ser, não é como se me importasse assim. Não sei quando, nem porquê, mas em algum momento tomei nota que poderia viver do jeito que me prego, sem amarras ou clausos, sem ludibriar aos outros meu afeto sincero pelo meu ego. Sugiro, inclusive, que se você nutre algo no âmago do seu ser, experimente libertá-lo, pra entender, como é tornar canônico algo que nasceu pra ser.
Serei então, o que me apetecer. Sou a protagonista da minha própria vida e, se lhe resigno sensações torpes, sendo assim, melhor seria que se afastasse de mim. Essa minha intensidade é de fluxo forte e não desejo lhe arrastar para algo que não lhe enobrece. Contudo, se minha existência, de alguma forma, ensandece algo ai dentro, é porque valho mais que os conceitos normalizados que costumavam a lhe privar de se deixar levar.
Leve será, então, se me valorizar pelo que podemos, quem sabe, um dia nos tornar. Nada vou lhe prometer nada além do que eu tiver vontade de querer.
Mais-valia é uma excelente definição para quem aceitei que sou e se pareço meio difícil para você, a culpa é do seu costume de ter se envolvido, outrora em sua memória, com outras tão simplórias.
É simples pra mim como nos estabelecemos: entre um riso provocador e uma piscada lasciva, soube que você já está nas minhas mãos. Não foi sua culpa, homens tendem a tomar decisões apenas com o sangue que corre em suas veias e, provavelmente hoje em dia, após me conhecer melhor, você pode ter noção que sou o insumo mais eficiente para fazer o são se tornar vão, a razão se perder em tesão, independente de qual seja a alheia interpretação.
Mal interpretada poderei até ser, não é como se me importasse assim. Não sei quando, nem porquê, mas em algum momento tomei nota que poderia viver do jeito que me prego, sem amarras ou clausos, sem ludibriar aos outros meu afeto sincero pelo meu ego. Sugiro, inclusive, que se você nutre algo no âmago do seu ser, experimente libertá-lo, pra entender, como é tornar canônico algo que nasceu pra ser.
Serei então, o que me apetecer. Sou a protagonista da minha própria vida e, se lhe resigno sensações torpes, sendo assim, melhor seria que se afastasse de mim. Essa minha intensidade é de fluxo forte e não desejo lhe arrastar para algo que não lhe enobrece. Contudo, se minha existência, de alguma forma, ensandece algo ai dentro, é porque valho mais que os conceitos normalizados que costumavam a lhe privar de se deixar levar.
Leve será, então, se me valorizar pelo que podemos, quem sabe, um dia nos tornar. Nada vou lhe prometer nada além do que eu tiver vontade de querer.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Hora-Local
Pare aí, vá de ré,
Quem te fez, atuar,
Uma vida, tão feliz?
Eu tou aqui,
Mantendo a fé,
Feito de tolice,
Sem tentar fingir,
Nem um único sorrir.
Uma lástima dizer,
Tuas juras, um porém,
Já não servem bem.
Meus dias, agora têm,
Um eficiente despertador,
E se você, desejar,
Terá de agendar,
Uma hora, meu amor.
Olha aí, tenha fé,
Pra se encontrar,
Olhe só, seu nariz.
Sigo, por aqui,
Sem engatar a ré,
Feito sempre lhe disse,
Não dou passo pra trás,
Se não foi, não será mais.
Já não dói, perceber,
Tuas mensagens, leio nem,
Teu contato, foto não tem,
Meus dias, agora são sem,
Seu trânsito enlouquecedor,
E se você me almejar,
Terá de localizar,
Onde anda meu amor.
Teu rosto, já me é um qualquer,
E na multidão de histórias,
Que se não me serviam mais,
Optei por apagar da memória.
Se tiver, algo que quiser,
Recuperar da nossa história,
Lamento, todavia, não há nada mais,
Já passara a hora de jogá-la fora.
Quem te fez, atuar,
Uma vida, tão feliz?
Eu tou aqui,
Mantendo a fé,
Feito de tolice,
Sem tentar fingir,
Nem um único sorrir.
Uma lástima dizer,
Tuas juras, um porém,
Já não servem bem.
Meus dias, agora têm,
Um eficiente despertador,
E se você, desejar,
Terá de agendar,
Uma hora, meu amor.
Olha aí, tenha fé,
Pra se encontrar,
Olhe só, seu nariz.
Sigo, por aqui,
Sem engatar a ré,
Feito sempre lhe disse,
Não dou passo pra trás,
Se não foi, não será mais.
Já não dói, perceber,
Tuas mensagens, leio nem,
Teu contato, foto não tem,
Meus dias, agora são sem,
Seu trânsito enlouquecedor,
E se você me almejar,
Terá de localizar,
Onde anda meu amor.
Teu rosto, já me é um qualquer,
E na multidão de histórias,
Que se não me serviam mais,
Optei por apagar da memória.
Se tiver, algo que quiser,
Recuperar da nossa história,
Lamento, todavia, não há nada mais,
Já passara a hora de jogá-la fora.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Imperecível
De primaveras sem flores a invernos sem neve, já vi tantas estações indo e vindo, com amores surgindo e ruindo, então posso sim afirmar que não é a minha primeira vez nessa aventura chamada amor. Já provei desse fruto imperecível que muda de sabor de acordo com a natureza de quem o fornece.
A natureza, inclusive, não costuma a ser justa com aqueles de bem, simplesmente segue um fluxo que vai além, com surpresas interessante para aqueles que esperam e interesses surpreendentes para aqueles que se jogam. Pois bem, estou nessa fazer de não ter tanta paciência ou planejamento. E entre planos inexistentes, deixei de buscar alguém que espera ser colhida ou percebida, passei a esbarrar nas mais deliciosas pessoas enlouquecidas. Afinal, se todo mundo, de louco tem um pouco, você é um exemplo que tropecei num tipo que nem sei processar se a procedência me cabe.
Coube deixar você encher meu corpo com um tanto do seu sabor, fragrância e sorrisos. Buscando boa sorte, desejei toda aquela diversão boa pra você. Tenho toda uma vida doce pra viver e, apesar de me apetecer, você parece ser um algo pra se perecer graças a minha sobriedade. Se eu estivesse menos sóbria, talvez lhe oferecia uma pitada do tudo que tenho, contudo, apenas franzi meu cenho, quando você prometeu me ligar. Não é como se eu não estivesse a acreditar, é só que já venho vivendo muito dessa doce vida, pra projetar qualquer detalhe que seja pra depois do agora.
Não é agouro, portanto, descobrir que você é mais interessante do que parecia ser. Entre as piadas idiotas que poderiam me enraivecer, a tenacidade de me cantar numa sinceridade de surpreender, decidi que vou lhe dar uma chance de me conhecer. Uma flor carnal, com pétalas que rodeiam um coração mortal, um amor destinado a ser pouco de bem e muito de mal. Será que isso lhe será fatal?
Fato é que se você conseguir me colher, além de ter a certeza que serei imperecível ao seu toque, tem mais um detalhe extra pode lhe enlouquecer: guardei todos os meus verões para um amor só, quem sabe não é você quem me dá esse nó? Será você, enfim, o aquele que virá fazer de mim mais que verão? Largue as cartas na mesa e liberte sua mãos. Aposte tudo e teremos essa resposta então.
A natureza, inclusive, não costuma a ser justa com aqueles de bem, simplesmente segue um fluxo que vai além, com surpresas interessante para aqueles que esperam e interesses surpreendentes para aqueles que se jogam. Pois bem, estou nessa fazer de não ter tanta paciência ou planejamento. E entre planos inexistentes, deixei de buscar alguém que espera ser colhida ou percebida, passei a esbarrar nas mais deliciosas pessoas enlouquecidas. Afinal, se todo mundo, de louco tem um pouco, você é um exemplo que tropecei num tipo que nem sei processar se a procedência me cabe.
Coube deixar você encher meu corpo com um tanto do seu sabor, fragrância e sorrisos. Buscando boa sorte, desejei toda aquela diversão boa pra você. Tenho toda uma vida doce pra viver e, apesar de me apetecer, você parece ser um algo pra se perecer graças a minha sobriedade. Se eu estivesse menos sóbria, talvez lhe oferecia uma pitada do tudo que tenho, contudo, apenas franzi meu cenho, quando você prometeu me ligar. Não é como se eu não estivesse a acreditar, é só que já venho vivendo muito dessa doce vida, pra projetar qualquer detalhe que seja pra depois do agora.
Não é agouro, portanto, descobrir que você é mais interessante do que parecia ser. Entre as piadas idiotas que poderiam me enraivecer, a tenacidade de me cantar numa sinceridade de surpreender, decidi que vou lhe dar uma chance de me conhecer. Uma flor carnal, com pétalas que rodeiam um coração mortal, um amor destinado a ser pouco de bem e muito de mal. Será que isso lhe será fatal?
Fato é que se você conseguir me colher, além de ter a certeza que serei imperecível ao seu toque, tem mais um detalhe extra pode lhe enlouquecer: guardei todos os meus verões para um amor só, quem sabe não é você quem me dá esse nó? Será você, enfim, o aquele que virá fazer de mim mais que verão? Largue as cartas na mesa e liberte sua mãos. Aposte tudo e teremos essa resposta então.
domingo, 20 de março de 2016
Fôlego
Buscando fôlego no tempo certo de viver, perdi-me no teu querer. Se é de presente que vivemos, como pode passado e futuro terem tanto da tua presença?
Presencio um amor teu lado, nascido por cada gesto teu que tive o prazer de ter notado: teus olhos brilhando como risos de celebração, teus sorrisos gritando batuques cardíacos de paixão, teu pulso transmitindo a cena de um eterno verão.
Verás, graças a cada dia tão bom, que minha é alegria é te ser tão bom. Se é no meu abraço forte, que adormeces melhor, então deixe o meu cheiro te fazer um pouco menor, uma grande rainha, toda minha, para caber na nossa conchinha, para quando acordarmos, os risos de bom dia serem os mesmos de alegria que há tanto nos transbordam.
Borde um pouco do seu coração na minha pele, como os riscos coloridos gostas de alisar, como as mordidas tênues que adoras saborear. Os arrepios que me acometem ao seu toque são bons o suficiente pra, só pela lembrança, afastarem qualquer frustração. É como se meu coração, tivesse sido marcado pelo seu então.
Marco no meu tempo, o momento que a nossa vida mudou, desde que seu olhos me inundaram com um fôlego capaz de aguentar qualquer provação. Obrigado por ser meu sim, meu não, um bem-estar no meu coração.
Presencio um amor teu lado, nascido por cada gesto teu que tive o prazer de ter notado: teus olhos brilhando como risos de celebração, teus sorrisos gritando batuques cardíacos de paixão, teu pulso transmitindo a cena de um eterno verão.
Verás, graças a cada dia tão bom, que minha é alegria é te ser tão bom. Se é no meu abraço forte, que adormeces melhor, então deixe o meu cheiro te fazer um pouco menor, uma grande rainha, toda minha, para caber na nossa conchinha, para quando acordarmos, os risos de bom dia serem os mesmos de alegria que há tanto nos transbordam.
Borde um pouco do seu coração na minha pele, como os riscos coloridos gostas de alisar, como as mordidas tênues que adoras saborear. Os arrepios que me acometem ao seu toque são bons o suficiente pra, só pela lembrança, afastarem qualquer frustração. É como se meu coração, tivesse sido marcado pelo seu então.
Marco no meu tempo, o momento que a nossa vida mudou, desde que seu olhos me inundaram com um fôlego capaz de aguentar qualquer provação. Obrigado por ser meu sim, meu não, um bem-estar no meu coração.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Arrebate
Seu caso é interessante, já que garotos são atraídos, naturalmente para o que não conseguem lidar. Talvez esse seja o real motivo do seu histórico recente de vivências não serem de melhor procedência. É que basta uma piscadela dos seus olhos tão claros, dádivas de inimigo, e seu ar migra do fofo casual, para uma provocação sensual. Até mesmo pra mim, calejado à prova da maiorias dos perigos, fui arrebatado tão forte, num impulso quase fatal.
E seria uma fatalidade ter me entregado ao arrebate de tomar seus lábios. Deixei-lhe me abraçar e mergulhar no cheiro de seu perfume, pra me perder nuns pensamentos anuviados que enumeravam tantas oportunidades perdidas; que recitavam o seu sorriso estampado, meio embriagado, esbanjador de uma vontade divertida. Uma pena que, naquele momento, você não me era uma desconhecida.
Desconheço ainda, as razões pra tanto desejo por você ter me surgido, talvez, sempre tenha existido. Desde a primeira trocar de olhares atrevidos, mesmo que, na época, passassem desapercebidos. Demorou pra eu perceber, mas eu quero provar você e fazê-la entender que seu coração tem sido ofertados pros demandantes errados, pelo menos até então.
É um erro alimentar essa possibilidade, principalmente sabendo que existem tantas desculpas pra nos impedir de se conjecturar. O problema é que eu gosto de desafios e, sempre que encaro seu olhar, sei que, minimamente, uma dúvida proibida na sua mente consigo plantar, fazendo-a assim cogitar, se experimentar do errado, um arrebate que, por terceiros, poderá ser mal-interpretado, dessa vez não seria o acertar que há tanto você tem buscado.
E seria uma fatalidade ter me entregado ao arrebate de tomar seus lábios. Deixei-lhe me abraçar e mergulhar no cheiro de seu perfume, pra me perder nuns pensamentos anuviados que enumeravam tantas oportunidades perdidas; que recitavam o seu sorriso estampado, meio embriagado, esbanjador de uma vontade divertida. Uma pena que, naquele momento, você não me era uma desconhecida.
Desconheço ainda, as razões pra tanto desejo por você ter me surgido, talvez, sempre tenha existido. Desde a primeira trocar de olhares atrevidos, mesmo que, na época, passassem desapercebidos. Demorou pra eu perceber, mas eu quero provar você e fazê-la entender que seu coração tem sido ofertados pros demandantes errados, pelo menos até então.
É um erro alimentar essa possibilidade, principalmente sabendo que existem tantas desculpas pra nos impedir de se conjecturar. O problema é que eu gosto de desafios e, sempre que encaro seu olhar, sei que, minimamente, uma dúvida proibida na sua mente consigo plantar, fazendo-a assim cogitar, se experimentar do errado, um arrebate que, por terceiros, poderá ser mal-interpretado, dessa vez não seria o acertar que há tanto você tem buscado.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Guardado
Dia de folga, desligo meu despertador e recebo um sorriso tímido. A amante insaciável da noite passada parece tão vulnerável ao raiar do dia. Lençol, pele, cabelos bagunçados, pescoço exalando uma mistura dos nossos perfumes. Seria fácil me apaixonar, se eu não tivesse decidido que era tempo de eu me resguardar.
Guardado, quase como uma obsessão, meu coração permanece afastado, inclinado a provar amores de suporte, apenas para não perder a habilidade de tatuar sorriso em outros. Ainda sou o mesmo apaixonado pela ideia de amar, exceto que agora, prefiro ser observador de romances e não mais o ator principal.
Principalmente por me pegar admirando cada detalhe seu, mantenho guardado não só meu órgão sentimental, como também sorriso que você me deu. Já guardo com carinho, porque sei, que independente pra onde for esse nosso caminho, vou dificilmente vou esquecer de cada mordida desferida, expressão divertida, carícia recebida, principalmente do seu bocejar tão linda.
Guardado, quase como uma obsessão, meu coração permanece afastado, inclinado a provar amores de suporte, apenas para não perder a habilidade de tatuar sorriso em outros. Ainda sou o mesmo apaixonado pela ideia de amar, exceto que agora, prefiro ser observador de romances e não mais o ator principal.
Principalmente por me pegar admirando cada detalhe seu, mantenho guardado não só meu órgão sentimental, como também sorriso que você me deu. Já guardo com carinho, porque sei, que independente pra onde for esse nosso caminho, vou dificilmente vou esquecer de cada mordida desferida, expressão divertida, carícia recebida, principalmente do seu bocejar tão linda.
sábado, 12 de março de 2016
Viés
Deixe-me ir, não é como se eu fosse partir, é só que eu gosto da ideia de poder voltar. Tu tens essa tenacidade linda de querer me contar tudo, porém acho que revelar tanto, acaba com qualquer chance de me surpreender. Apesar de parecer tão especial, ainda assim, hoje é só mais um dia normal e o nosso futuro ainda nos guarda várias possibilidades.
É possível que você tenha ficado com uma impressão errada, pois não existe um só lugar que me pertença e, sinceramente, não sou o único a pensar assim. Num mundo onde onde as vidas seguem tanto pra o automático, gosto de acreditar que sou um dos poucos, meio loucos, a manter tudo manualmente.
Meu manual de instrução já foi impresso e tratei de entregar a ti quando disse aquelas três palavras mágicas. Apesar do pouco tempo de convívio, muito importante já me és e eu tenho esse tênue viés: de querer eternizar cada memória construída com quem me faz tanto sorrisos. Ainda bem então, que chegaste assim, sem prévios avisos, bordando sempre que preciso, o mais lindo deles nos meus olhos que só brilham contigo.
É possível que você tenha ficado com uma impressão errada, pois não existe um só lugar que me pertença e, sinceramente, não sou o único a pensar assim. Num mundo onde onde as vidas seguem tanto pra o automático, gosto de acreditar que sou um dos poucos, meio loucos, a manter tudo manualmente.
Meu manual de instrução já foi impresso e tratei de entregar a ti quando disse aquelas três palavras mágicas. Apesar do pouco tempo de convívio, muito importante já me és e eu tenho esse tênue viés: de querer eternizar cada memória construída com quem me faz tanto sorrisos. Ainda bem então, que chegaste assim, sem prévios avisos, bordando sempre que preciso, o mais lindo deles nos meus olhos que só brilham contigo.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Moça Riscada
Moça riscada de amor,
No riso primeiro,
Já me era fevereiro,
Um céu cheio de cor.
Todo charme de menina,
É paixão bem-vinda,
Todo trejeito dado,
A faz tão mais linda.
Talvez deva só cantar,
O frevo do meu peito,
Que começa a tocar,
Sempre que ela aproxima,
Me sinto ladeira acima.
Moça desenhada em flor,
Quero seu riso primeiro,
Como meu sonho certeiro,
Uma vida à dois tão amor.
Todo seu encanto atina,
Pra o nosso nós dois,
Algo quase encantado,
De ser pra hoje e depois.
Talvez seja só sorrir,
Pois é graças a seu efeito,
Que a alegria não para de me vir,
Quem sabe ela entende assim,
Que só quero ela perto de mim.
No riso primeiro,
Já me era fevereiro,
Um céu cheio de cor.
Todo charme de menina,
É paixão bem-vinda,
Todo trejeito dado,
A faz tão mais linda.
Talvez deva só cantar,
O frevo do meu peito,
Que começa a tocar,
Sempre que ela aproxima,
Me sinto ladeira acima.
Moça desenhada em flor,
Quero seu riso primeiro,
Como meu sonho certeiro,
Uma vida à dois tão amor.
Todo seu encanto atina,
Pra o nosso nós dois,
Algo quase encantado,
De ser pra hoje e depois.
Talvez seja só sorrir,
Pois é graças a seu efeito,
Que a alegria não para de me vir,
Quem sabe ela entende assim,
Que só quero ela perto de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)






















