Estou cego? Sua mão se moveu pra longe da minha, e eu considero isso um sinal, ultrapassamos aquela linha? Sinto que a partir disso, você é um tudo, menos minha e, surpreendentemente, não estou mal com essa percepção. Isso não torna uma pessoa fria, isso não diminui minha esperança sobre o futuro, você sabe o quanto eu aprecio o que vivenciamos.
Viver é mudar a cada instante, então entre dobras causadas pelo tempo, melhor deixar desdobrar. Não deixarei o que é nosso cair na caixa do não-dito, mesmo que não seja tão bonito, mesmo que não sigamos pro infinito, acho melhor desdobrarmos o que sentimos, revelar o que não sentimos e aceitarmos o que tiver de ser.
Na minha cabeça, seremos sempre algo bom. Mácula, mágoa e rancor, disso eu não consigo dispor. É que aprendi, faz tempo, que carregar algo negativo nos torna menos vivos, então, não existe um bom motivo, para eu associar-lhe a qualquer pensamento ruim. Na minha mente, você me diz coisas que nunca disse e jamais dirá, por isso escolhi esquecer, pegar o bom e abandonar o resto. Logo, as ilusões ficarão velhas e serão sobrepostas pelas novas dobras que vida trouxer.
Trago comigo, apenas duas situações: o cigarro que levo a boca, mesmo tendo prometido a mim mesmo que não mais iria fumar e a percepção que você não responderia quando eu lhe ligasse, apesar de eu estar pronto pra lhe dar tudo. O que os olhos não veem, o coração não sente, mas isso não significa que você não foi minha, o sentimento pode ter mudado, porém ele nunca morre, continua e continua, não desdobrado como eu gostaria, agora amarrotado, esquecido, num canto qualquer, das lembranças que meu peito teima em não esquecer.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Sentidos
Eu a conheci fora de mim. Era tão eu quanto não era, e quando dei por mim, já estava ali, de frente a ela, encarando, desejando.
Desejei seguir o som que ecoava, fechei os olhos e também todos meus outros sentidos, e naquele som me deixei flutuar. O controle quase mínimo que tinha do meu corpo se foi de vez, embarquei numa viagem que poucas vezes na vida experimentei. Percebi ali, que tudo o que eu tinha, daria a ela, só pra poder me manter naquele estado de espirito. Só pra continuar me perdendo.
Perdido, recuperei o mínimo controle que tinha de mim. Sabia que o momento era inapropriado, mas eu nunca esperei momentos certos pra fazer o errado. Fui até a frente do palco e, pra minha grata surpresa, ela parecia partilhar do mesmo transe que me impusera sem nem sequer me notar. Meus olhos que falhavam até então, voltaram ao funcionamento pleno e, como se impregnado por algum tipo de veneno, me vi hipnotizado pelas curvas que a dança dela, tímida, quase singela, me impuseram. Naquele instante eu era só visão, e meus olhos só captavam uma imagem: a dela, transpirando liberdade.
Decidi aí, me libertar através da voz que surgiu antes que eu pudesse controlar:
-Eu caso com você! - gritei sem nem notar o quão louco poderia soar. O quão perdido eu parecia estar. E a reação dela foi pro meu deleitar. Um sorriso, de educação, um olhar, confuso, com a minha nada sóbria entonação.
Entoei pra mim mesmo, que deveria ficar mais a esmo. Deixei meu paladar tomar conta. Liberei meus outros sentidos, pra com mais éter me associar. Foi aí que trocamos palavras poucas, provavelmente com vozes roucas. O riso dela era de diversão, o meu, quase tenho certeza, de excitação. Um nome, era tudo que precisava naquele tempo.
O tempo passou e trocamos várias palavras, ela sempre evasiva, porque, talvez, esse seja seu maior charme, tão puro, quase lasciva. E, sem perceber, a gente se reencontrava, sempre com sorrisos, repetindo o primeiro encontro: eu, na frente do seu palco, suspirando vontade, ela rindo, hesitando à minha sinceridade. Mais o que mais me agrada, são os encontros que temos após seu som parar, um abraço forte, e nos meus braços, consigo sentir um toque capaz de arrepiar. Como se meu tato fosse tudo que eu precisasse pra falar, que um pouco dela ainda preciso provar.
Prova essa, que, entre tantos desencontros encontrados, vou enxugando um pouco do gelo que ela constantemente impõe pra tantos outros que tentam alcançá-la. Fico apenas na esperança de ter mais sorte, vai que meu santo é forte e ela, um dia desses qualquer, se pega lembrando do cheiro que lhe dou, até porque adoro o aroma que ela emana, gosto principalmente do jeito dela de ser meio humana, um pouco profana. Gosto, excepcionalmente, de como ela sorri, de como ela faz eu me divertir, como ela, de uma forma única, foi capaz de conquistar todos meus sentidos e, ainda assim, eu lhe ser um fruto proibido.
Desejei seguir o som que ecoava, fechei os olhos e também todos meus outros sentidos, e naquele som me deixei flutuar. O controle quase mínimo que tinha do meu corpo se foi de vez, embarquei numa viagem que poucas vezes na vida experimentei. Percebi ali, que tudo o que eu tinha, daria a ela, só pra poder me manter naquele estado de espirito. Só pra continuar me perdendo.
Perdido, recuperei o mínimo controle que tinha de mim. Sabia que o momento era inapropriado, mas eu nunca esperei momentos certos pra fazer o errado. Fui até a frente do palco e, pra minha grata surpresa, ela parecia partilhar do mesmo transe que me impusera sem nem sequer me notar. Meus olhos que falhavam até então, voltaram ao funcionamento pleno e, como se impregnado por algum tipo de veneno, me vi hipnotizado pelas curvas que a dança dela, tímida, quase singela, me impuseram. Naquele instante eu era só visão, e meus olhos só captavam uma imagem: a dela, transpirando liberdade.
Decidi aí, me libertar através da voz que surgiu antes que eu pudesse controlar:
-Eu caso com você! - gritei sem nem notar o quão louco poderia soar. O quão perdido eu parecia estar. E a reação dela foi pro meu deleitar. Um sorriso, de educação, um olhar, confuso, com a minha nada sóbria entonação.
Entoei pra mim mesmo, que deveria ficar mais a esmo. Deixei meu paladar tomar conta. Liberei meus outros sentidos, pra com mais éter me associar. Foi aí que trocamos palavras poucas, provavelmente com vozes roucas. O riso dela era de diversão, o meu, quase tenho certeza, de excitação. Um nome, era tudo que precisava naquele tempo.
O tempo passou e trocamos várias palavras, ela sempre evasiva, porque, talvez, esse seja seu maior charme, tão puro, quase lasciva. E, sem perceber, a gente se reencontrava, sempre com sorrisos, repetindo o primeiro encontro: eu, na frente do seu palco, suspirando vontade, ela rindo, hesitando à minha sinceridade. Mais o que mais me agrada, são os encontros que temos após seu som parar, um abraço forte, e nos meus braços, consigo sentir um toque capaz de arrepiar. Como se meu tato fosse tudo que eu precisasse pra falar, que um pouco dela ainda preciso provar.
Prova essa, que, entre tantos desencontros encontrados, vou enxugando um pouco do gelo que ela constantemente impõe pra tantos outros que tentam alcançá-la. Fico apenas na esperança de ter mais sorte, vai que meu santo é forte e ela, um dia desses qualquer, se pega lembrando do cheiro que lhe dou, até porque adoro o aroma que ela emana, gosto principalmente do jeito dela de ser meio humana, um pouco profana. Gosto, excepcionalmente, de como ela sorri, de como ela faz eu me divertir, como ela, de uma forma única, foi capaz de conquistar todos meus sentidos e, ainda assim, eu lhe ser um fruto proibido.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Acender
Eu me sinto mais confortável da forma clássica: embaixo das cobertas, me escondendo. Pena que não posso usar essa tática quando se trata do que sinto por você. Pena que você não ouve o que eu falo pra mim, é difícil lidar com o que está acontecendo, pois eu nunca me senti desse jeito.
Talvez tenha sido esse seu jeito inédito, que demonstrou encanto pelas minhas palavras erradas, e agora, estou meio que perdida no escuro; queria tanto que você deixasse as coisas mais às claras, queria tanto que existisse um interruptor para que eu pudesse acender as luzes e assim conseguisse entender melhor a situação.
O irônico é que, situada ou não, talvez eu continuasse a me sentir tão transparente no ar, porque toda vez que você chega e comenta sobre minha aura lhe encantar, sinto que estou sumindo, desaparecendo na minha timidez que não dá pra controlar. Eu ainda quero me afogar nessa sensação que começa quando você me beija sem avisar, e quase chego a pedir pra que você me ensine, delicadamente, como voltar a respirar.
O arfar da minha respiração, ao fim dos seus beijos, é o mesmo de quem acabou de atravessar um oceano. Meu coração fica descompassado, loucamente alucinado, se chocando contra a gaiola de ossos que o prende no meu peito, urrando pra você sentir como eu me sinto também; tentando em vão refletir as imagens que meus olhos captam em você, tentando normalizar que todo esse sentimento que você exprime em palavras é recíproco por aqui também, que não restrição aqui dentro.
Só que minha boca se restringe num sorriso. Você diz adorar essa resposta, todavia, gostaria poder explicar toda a alegria, que você causa em mim. Queria mesmo acender as luzes pra você enxergar exatamente o que sinto sempre que estamos juntos.
Talvez tenha sido esse seu jeito inédito, que demonstrou encanto pelas minhas palavras erradas, e agora, estou meio que perdida no escuro; queria tanto que você deixasse as coisas mais às claras, queria tanto que existisse um interruptor para que eu pudesse acender as luzes e assim conseguisse entender melhor a situação.
O irônico é que, situada ou não, talvez eu continuasse a me sentir tão transparente no ar, porque toda vez que você chega e comenta sobre minha aura lhe encantar, sinto que estou sumindo, desaparecendo na minha timidez que não dá pra controlar. Eu ainda quero me afogar nessa sensação que começa quando você me beija sem avisar, e quase chego a pedir pra que você me ensine, delicadamente, como voltar a respirar.
O arfar da minha respiração, ao fim dos seus beijos, é o mesmo de quem acabou de atravessar um oceano. Meu coração fica descompassado, loucamente alucinado, se chocando contra a gaiola de ossos que o prende no meu peito, urrando pra você sentir como eu me sinto também; tentando em vão refletir as imagens que meus olhos captam em você, tentando normalizar que todo esse sentimento que você exprime em palavras é recíproco por aqui também, que não restrição aqui dentro.
Só que minha boca se restringe num sorriso. Você diz adorar essa resposta, todavia, gostaria poder explicar toda a alegria, que você causa em mim. Queria mesmo acender as luzes pra você enxergar exatamente o que sinto sempre que estamos juntos.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Sensacional
Você é hipnotizante,
Poderia ser o inferno,
Com sabor de paraíso,
Seu toque magnetizante,
Me faz flutuar,
Deixe-me irradiar.
Mandaram-me ter cautela,
O normal era ter medo,
Algo em você é especial,
Sua aura tão bela,
Guarda algum segredo,
Além do bem e do mal.
Beije-me forte,
Infecte-me com seu amor,
Destrua-me com seu veneno,
Quebre minha sorte,
Teste meu pudor.
Você é sobrenatural,
Seu olhar parece eterno,
Poderoso como um sorriso,
Seu aroma é descomunal,
Me faz arrepiar,
Deixe-me aproveitar.
Sabia da sua beleza,
Mas tem algo a mais,
Que não está no exterior,
Um ar de realeza,
Que me rouba a paz,
Escondido no seu interior.
Beije-me com vontade,
Infecte-me com líbido,
Destrua meu mundo sereno,
Quebre minha saudade,
Teste o proibido.
Isso é transcendental,
Arde todo meu ser,
Afoga o meu querer,
Sufoca meu entender,
Enterra meu saber,
Faz-me um bem sensacional.
Poderia ser o inferno,
Com sabor de paraíso,
Seu toque magnetizante,
Me faz flutuar,
Deixe-me irradiar.
Mandaram-me ter cautela,
O normal era ter medo,
Algo em você é especial,
Sua aura tão bela,
Guarda algum segredo,
Além do bem e do mal.
Beije-me forte,
Infecte-me com seu amor,
Destrua-me com seu veneno,
Quebre minha sorte,
Teste meu pudor.
Você é sobrenatural,
Seu olhar parece eterno,
Poderoso como um sorriso,
Seu aroma é descomunal,
Me faz arrepiar,
Deixe-me aproveitar.
Sabia da sua beleza,
Mas tem algo a mais,
Que não está no exterior,
Um ar de realeza,
Que me rouba a paz,
Escondido no seu interior.
Beije-me com vontade,
Infecte-me com líbido,
Destrua meu mundo sereno,
Quebre minha saudade,
Teste o proibido.
Isso é transcendental,
Arde todo meu ser,
Afoga o meu querer,
Sufoca meu entender,
Enterra meu saber,
Faz-me um bem sensacional.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Costume
Posso fazer muito melhor no primeiro encontro, do que você experimentou até então, não preciso nem me mudar, é que tem algo em mim que você dificilmente vai achar em outro lugar: essa minha vontade, que, com sorte vai virar costume, de querer lhe fazer brilhar.
Contudo, existe sim a possibilidade das estrelas não brilharem durante nossa primeira noite, na verdade, acho até justo, porque, sinceramente, como poderia prestar atenção no céu, quando tenho o seu olhar? Então, minha flor, está bem pra mim, desde que você esteja ali, desde que você dê uma chance de ficarmos afim, podemos dar tempo ao tempo, não precisamos do seu ontem, nem do meu amanhã, precisamos do agora, quando você achar que juntos, seremos presente.
Vou me sentir presenteado por cada detalhe seu que eu observar, e se há limites num primeiro papear, eu deixarei você cruzá-los, estou com essa sensação que você pode quebrar os meus limites, já que estrelas não se prendem a leis costumeiras.
Tenho esse único costume de gostar de buscar sorrisos o tempo todo, você já deve ter percebido isso, pelo tanto de vezes que se pegou corada ao me encontrar encarando seus risos e olhares que não paravam de brilhar. Se você me quer, diga-me, como o fez após nosso primeiro beijo, e não precisa nem ser com palavras, afinal, aonde você quer ir, não há necessidade de falar, eu já sei, se você quer tanto quanto eu, por que não irmos?
Iremos enfim pra onde for bom pra ambos, onde os costumes serão nada mais do que risos soltos, permitidos, sem pretensões, sem ilusões, sem associações. Apenas o que nos é bom. Seu riso, minha barba no seu pescoço, seu nariz no meu cangote, uns beijos roubados, olhares intrigados... Acho gosto disso tudo misturado, sem nada planejado além da sua companhia, um costume de alegria.
Contudo, existe sim a possibilidade das estrelas não brilharem durante nossa primeira noite, na verdade, acho até justo, porque, sinceramente, como poderia prestar atenção no céu, quando tenho o seu olhar? Então, minha flor, está bem pra mim, desde que você esteja ali, desde que você dê uma chance de ficarmos afim, podemos dar tempo ao tempo, não precisamos do seu ontem, nem do meu amanhã, precisamos do agora, quando você achar que juntos, seremos presente.
Vou me sentir presenteado por cada detalhe seu que eu observar, e se há limites num primeiro papear, eu deixarei você cruzá-los, estou com essa sensação que você pode quebrar os meus limites, já que estrelas não se prendem a leis costumeiras.
Tenho esse único costume de gostar de buscar sorrisos o tempo todo, você já deve ter percebido isso, pelo tanto de vezes que se pegou corada ao me encontrar encarando seus risos e olhares que não paravam de brilhar. Se você me quer, diga-me, como o fez após nosso primeiro beijo, e não precisa nem ser com palavras, afinal, aonde você quer ir, não há necessidade de falar, eu já sei, se você quer tanto quanto eu, por que não irmos?
Iremos enfim pra onde for bom pra ambos, onde os costumes serão nada mais do que risos soltos, permitidos, sem pretensões, sem ilusões, sem associações. Apenas o que nos é bom. Seu riso, minha barba no seu pescoço, seu nariz no meu cangote, uns beijos roubados, olhares intrigados... Acho gosto disso tudo misturado, sem nada planejado além da sua companhia, um costume de alegria.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Despertar
Devia ser só um papear, só prosa jogada fora, só pro tempo passar, pra sociabilizar, mas o seu sorriso, desde o primeiro vislumbre meu, remexeu algo dentro de mim, como se há tempos eu não tivesse algo assim. Não é como se fosse novidade, vira e mexe a gente encontra gente que tem dessa qualidade, que é de sorrisos despertar.
Despertei de uma longa jornada acinzentada, como se seu riso fosse capaz de colorir muito mais do que eu poderia prever. E nas palavras trocadas, quis me fazer continuar por ali, porque sua presença, sua aura tão boa, me fazia tão bem. Pena eu não saber fazer como perdurar e logo me vi forçado a um beijo seu ter de roubar.
Como todo roubo, não sei se podia, não sei se devia, mas eu queria, e como queria. Porque, de alguma forma, eu já sabia, que assim que fizesse seu olhar se perder, algo em você eu iria despertar. Tinha esperanças que fosse algo equivalente ao que já estava dentro de mim, e pelo riso que você me deu em resposta, aparentemente eu consegui, e isso me encheu de graça.
Engraçado é que, passado aquele momento, fiquei com esse estranho sentimento, que preciso lhe reencontrar, porque o despertar não foi o bastante, o sorriso radiante que eu vi não foi o suficiente, e agora, gosto da ideia de lhe colocar no meu presente. Sim, essa é uma ideia boa, você sendo meu presente, você, seu olhar capaz de me hipnotizar e seu sorriso que, só de lembrar, faz eu me arrepiar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Queimar
Um calor intenso,
Você me derrete,
Em cada beijo nosso,
Que se repete,
Apaga o que penso,
Leva tudo que posso.
Não era o que você queria,
Mas terá de esperar,
Pelo que virá,
Vai valer cada dia,
Do seu aguardar.
Será tão quente,
Tanto como o fogo,
Você vai voar,
De tão ardente,
Num beijar, no arfar,
Esse é o nosso jogo.
Você não devia,
Ter pensado tanto,
Naquele ponto,
Eu estava pronto,
Não tinha nenhum canto,
Pra onde você iria.
Gosto do seu hesitar,
Me fez lhe desejar,
Com sinceridade,
Quicá voracidade,
E você é especial,
Com esse riso sensual.
Agora voltamos o que tinha,
Então não perca o que há,
Fomos feitos pra queimar,
Você será minha,
Tanto quanto serei seu,
Não ficará sozinha,
Pois somos o furto de Prometeu.
Você me derrete,
Em cada beijo nosso,
Que se repete,
Apaga o que penso,
Leva tudo que posso.
Não era o que você queria,
Mas terá de esperar,
Pelo que virá,
Vai valer cada dia,
Do seu aguardar.
Será tão quente,
Tanto como o fogo,
Você vai voar,
De tão ardente,
Num beijar, no arfar,
Esse é o nosso jogo.
Você não devia,
Ter pensado tanto,
Naquele ponto,
Eu estava pronto,
Não tinha nenhum canto,
Pra onde você iria.
Gosto do seu hesitar,
Me fez lhe desejar,
Com sinceridade,
Quicá voracidade,
E você é especial,
Com esse riso sensual.
Agora voltamos o que tinha,
Então não perca o que há,
Fomos feitos pra queimar,
Você será minha,
Tanto quanto serei seu,
Não ficará sozinha,
Pois somos o furto de Prometeu.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Peito Rima
Que meu peito rima, não é novidade pra ninguém, é algo que me faz bem, que me faz ser esse louco alguém, de risos soltos, de frevo todo. Por ter um batucado assim no coração, eu já procurei alguém que se derrame, também já esperei alguém leve, entretanto, foi você que não fazia plano, que foi a melhor parte do meu último ano. Gosto da nossa história à dois.
Nós dois, dos tipos tão diferentes, nos juntamos pra ver no que dava, era pra ser um beijo de uma noite só, como diz aquela música que você disse ser sua, sem saber, até então, que era uma das duas, da minha banda favorita, que eu achava tão bonita, que ansiava encontrar uma alguém pra atribuir; pra dedicar.
Dediquei tantos risos e, por consequência direta, boas recordações eclodiram por inteiro. Na época, não quis assumir um fato: de que, por você, criei sentimentos, porque aquilo não era o que eu desejava naquele momento. Você pregava algo parecido, então não tinha problema manter escondido, o tal do sentimento que não nos faria sentido. Todavia, hoje, sabemos que não me sai muito bem, a gente cultivou tanto em mim quanto em você, tanto foi que fomos até além. E quando nos demos conta, já tínhamos ultrapassado aquela relação que só deveria ser uma ponta.
Pontuamos assim, que era melhor pôr um fim, mesmo nunca tendo sido explicito, você afirmou que era muito mais por mim, que seu caso era por não conseguir deixar de lado o passado, que não era pra eu me sentir culpado. Eu nunca me senti. É que eu sei, e sabia, o que eu quero, o que eu queria, e você meio que me libertou de algo que, minha última vivência à dois, infelizmente, me impedia.
Cancelado o impedimento, seguimos em frente, com nossos jeitos diferentes e, no reencontro, fiquei feliz por lhe ver, mas triste por um só ponto: o tal sentimento que outrora por você eu nutria, tinha se esvaído, e agora, pra quem é que minha mente iria, naqueles loucos pensamentos de todo dia, que eu tinha sempre que deitava a cabeça no travesseiro e não dormia? Sinto falta disso, sabe? De lembrar de você e suspirar por não poder mais lhe provar.
Sei que provavelmente é porque eu meio que nunca vivi muito tempo sem me apaixonar, e agora, desde que por você deixou de me ser tão inspiradora, sinto que deveria estar lamentando, só que eu nem tenho tempo fazê-lo, mesmo que eu quisesse, afinal, o fim do sentimento não é de todo mal, já chegou o carnaval e eu vou ladeira abaixo; vou frevo acima, porque não importa se isso no meu peito rima, pois sempre foi me perdendo que melhor eu me acho.
Nós dois, dos tipos tão diferentes, nos juntamos pra ver no que dava, era pra ser um beijo de uma noite só, como diz aquela música que você disse ser sua, sem saber, até então, que era uma das duas, da minha banda favorita, que eu achava tão bonita, que ansiava encontrar uma alguém pra atribuir; pra dedicar.
Dediquei tantos risos e, por consequência direta, boas recordações eclodiram por inteiro. Na época, não quis assumir um fato: de que, por você, criei sentimentos, porque aquilo não era o que eu desejava naquele momento. Você pregava algo parecido, então não tinha problema manter escondido, o tal do sentimento que não nos faria sentido. Todavia, hoje, sabemos que não me sai muito bem, a gente cultivou tanto em mim quanto em você, tanto foi que fomos até além. E quando nos demos conta, já tínhamos ultrapassado aquela relação que só deveria ser uma ponta.
Pontuamos assim, que era melhor pôr um fim, mesmo nunca tendo sido explicito, você afirmou que era muito mais por mim, que seu caso era por não conseguir deixar de lado o passado, que não era pra eu me sentir culpado. Eu nunca me senti. É que eu sei, e sabia, o que eu quero, o que eu queria, e você meio que me libertou de algo que, minha última vivência à dois, infelizmente, me impedia.
Cancelado o impedimento, seguimos em frente, com nossos jeitos diferentes e, no reencontro, fiquei feliz por lhe ver, mas triste por um só ponto: o tal sentimento que outrora por você eu nutria, tinha se esvaído, e agora, pra quem é que minha mente iria, naqueles loucos pensamentos de todo dia, que eu tinha sempre que deitava a cabeça no travesseiro e não dormia? Sinto falta disso, sabe? De lembrar de você e suspirar por não poder mais lhe provar.
Sei que provavelmente é porque eu meio que nunca vivi muito tempo sem me apaixonar, e agora, desde que por você deixou de me ser tão inspiradora, sinto que deveria estar lamentando, só que eu nem tenho tempo fazê-lo, mesmo que eu quisesse, afinal, o fim do sentimento não é de todo mal, já chegou o carnaval e eu vou ladeira abaixo; vou frevo acima, porque não importa se isso no meu peito rima, pois sempre foi me perdendo que melhor eu me acho.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Anarquia
De muitos jeitos,
Vamos sentir saudades,
Desses bons atuais tempos,
Dos tantos e tão poucos dias,
De toda a insanidade,
Que em vão, cometemos.
Não era preu me entregar assim,
Um beijo seu, e eu já não sabia,
O que era eu, o que era fim,
Só sentia que era pura anarquia,
Dentro do meu peito,
Totalmente ébrio ao seu efeito.
Sim dói dizer,
É orgulho, não prazer,
Mas eu ainda quero você,
Então, se puder, não se vá,
Meio que ainda há,
Algo pra se aproveitar.
Em algum passado,
O divertido era o errado,
Agora, o sempre certo,
Me fez fugir,
E seu coração aberto,
Ficou fadado a ruir.
É que promessas são assim,
Se quebram quando são feitas,
Não tiro a culpa de mim,
É que nunca fui perfeita,
E você é de boa aura afim.
Todos tem a mesma opinião,
Me falta profundidade,
E eu devo deixar aquilo de lado,
Mas, talvez, eu seja covarde,
Não é só meu coração que arde,
Minha mente teme o seu não,
Teme saber a sua dura verdade.
Mas você vem me dizer que está bem,
Querido, não minta sobre o além,
Sabemos do seu sentimento,
E se ainda quer ficar comigo,
Você tem algum problema,
Porque eu sou como o vento,
Não quero nenhum abrigo,
Muito menos os seus poemas.
Veja, enquanto sozinhos,
Resistimos e não saímos do caminho,
Juntos, nos aproveitamos,
Porém, meio que desabamos,
Praquele ponto contumaz,
De dar a alguém a minha paz,
E isso eu não quero nunca mais.
Quem sabe, algum dia,
Estou trabalhando no que sinto,
E se, às vezes eu minto,
Não é por ousadia,
É que eu meio que tenho medo,
E se pra você não é segredo,
Pra mim eles são anarquia.
Vamos sentir saudades,
Desses bons atuais tempos,
Dos tantos e tão poucos dias,
De toda a insanidade,
Que em vão, cometemos.
Não era preu me entregar assim,
Um beijo seu, e eu já não sabia,
O que era eu, o que era fim,
Só sentia que era pura anarquia,
Dentro do meu peito,
Totalmente ébrio ao seu efeito.
Sim dói dizer,
É orgulho, não prazer,
Mas eu ainda quero você,
Então, se puder, não se vá,
Meio que ainda há,
Algo pra se aproveitar.
Em algum passado,
O divertido era o errado,
Agora, o sempre certo,
Me fez fugir,
E seu coração aberto,
Ficou fadado a ruir.
É que promessas são assim,
Se quebram quando são feitas,
Não tiro a culpa de mim,
É que nunca fui perfeita,
E você é de boa aura afim.
Todos tem a mesma opinião,
Me falta profundidade,
E eu devo deixar aquilo de lado,
Mas, talvez, eu seja covarde,
Não é só meu coração que arde,
Minha mente teme o seu não,
Teme saber a sua dura verdade.
Mas você vem me dizer que está bem,
Querido, não minta sobre o além,
Sabemos do seu sentimento,
E se ainda quer ficar comigo,
Você tem algum problema,
Porque eu sou como o vento,
Não quero nenhum abrigo,
Muito menos os seus poemas.
Veja, enquanto sozinhos,
Resistimos e não saímos do caminho,
Juntos, nos aproveitamos,
Porém, meio que desabamos,
Praquele ponto contumaz,
De dar a alguém a minha paz,
E isso eu não quero nunca mais.
Quem sabe, algum dia,
Estou trabalhando no que sinto,
E se, às vezes eu minto,
Não é por ousadia,
É que eu meio que tenho medo,
E se pra você não é segredo,
Pra mim eles são anarquia.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Perdido
Você tem todas as respostas. São àquelas que lhe dei no meu último sorriso, tão faceiro, tão bobo, tão entregue, que ainda me enrubesce só de lembrar. E é algo bom de sentir, o comichão que se espalha pelo meu rosto, me fazendo rir com gosto.
Eu gosto da ideia de passar mais um tempo ao seu lado. Nossa sincronia é tão boa que não me surpreendi quando você disse que gostava tanto do tempo que passamos juntos. Só que é nessa junção aí que eu me perco ao invés de me achar, o que só torna tudo mais aprazível ainda. Vai ver é exatamente isso que torna tudo mais interessante, que a eu me sinto todo perdido por você, todo perdido pelo que há no seu olhar, sempre que interrompo um dos nossos beijos que acabei de roubar.
Eu gosto da ideia de passar mais um tempo ao seu lado. Nossa sincronia é tão boa que não me surpreendi quando você disse que gostava tanto do tempo que passamos juntos. Só que é nessa junção aí que eu me perco ao invés de me achar, o que só torna tudo mais aprazível ainda. Vai ver é exatamente isso que torna tudo mais interessante, que a eu me sinto todo perdido por você, todo perdido pelo que há no seu olhar, sempre que interrompo um dos nossos beijos que acabei de roubar.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Mesmo Ponto
-A gente sempre volta pro mesmo ponto não é? Você falar o que quer, e eu deixo ser bem o que já é. Parece que eu me importo tanto, mas, minha querida, eu nunca fui um santo – e ele fez uma pausa para os olhos ébrios dela encarar – Eu viajei muitas vidas e vim parar no seu sorriso por algum motivo. Não tinha como saber, na época, mas foi pra eu me libertar do que eu negava ainda estar preso. Obrigado por isso. Eu tive tantas noites ao seu lado, e apesar de saber que meio que é errado, ainda quero mais um pouco.
-Você é louco.
-Eu sempre lhe disse isso – e com um toque na nuca dela se aproximou num caminho que não percorria a meses. Um caminho prum beijo que não resistia a roubar.
Mais um beijo roubado. Um beijo que a saudade havia solicitado. Um beijo que os olhos, se pudessem, teriam dado desde o momento que foram sincronizados. Um beijo que ele tentou negar desde o momento que a reencontrou.
Um reencontro em que ele se viu forçado a readmitir que o sentimento que havia, não era algo que mal lhe fazia, era uma lembrança boa, a lembrança de uma das melhores pessoas, que ele teve o prazer de se inspirar pra escrever. De um dos poucos romances da sua história que permaneceriam na memória, que não iriam embora após passar o verão.
Pois enquanto o verão passava lá fora, o carnaval viria chamá-lo pra a aproveitar a hora, e ele não iria fazer nada diferente disso. Viveria sua vida em sua plenitude, já que prometera que não pararia pra esperar pela moça do coração trancado. Ele não desistiria, apenas decidira que não esperaria, se fosse pra ser, que fosse quando tivesse que ser, e naquele momento era pra seguirem em frente.
Sim ele seguiria em frente, guardando a certeza que, se tivesse que ser, um dia eles voltariam para o mesmo ponto, pois, independente de ela manter ou não um tranca em seu coração, ainda assim, ela seria amada.
-Você é louco.
-Eu sempre lhe disse isso – e com um toque na nuca dela se aproximou num caminho que não percorria a meses. Um caminho prum beijo que não resistia a roubar.
Mais um beijo roubado. Um beijo que a saudade havia solicitado. Um beijo que os olhos, se pudessem, teriam dado desde o momento que foram sincronizados. Um beijo que ele tentou negar desde o momento que a reencontrou.
Um reencontro em que ele se viu forçado a readmitir que o sentimento que havia, não era algo que mal lhe fazia, era uma lembrança boa, a lembrança de uma das melhores pessoas, que ele teve o prazer de se inspirar pra escrever. De um dos poucos romances da sua história que permaneceriam na memória, que não iriam embora após passar o verão.
Pois enquanto o verão passava lá fora, o carnaval viria chamá-lo pra a aproveitar a hora, e ele não iria fazer nada diferente disso. Viveria sua vida em sua plenitude, já que prometera que não pararia pra esperar pela moça do coração trancado. Ele não desistiria, apenas decidira que não esperaria, se fosse pra ser, que fosse quando tivesse que ser, e naquele momento era pra seguirem em frente.
Sim ele seguiria em frente, guardando a certeza que, se tivesse que ser, um dia eles voltariam para o mesmo ponto, pois, independente de ela manter ou não um tranca em seu coração, ainda assim, ela seria amada.
sábado, 23 de janeiro de 2016
Carnavalizar
Calor torturante,
Encontrei o alívio,
A água era ardente,
Ainda bem, estou vivo,
Esse é meu compromisso.
As ladeiras se balançam,
Não é um terremoto,
Toca frevo e todos dançam,
Porque é natural se contagiar,
É tão bom carnavalizar.
Chegue mais perto,
E então você vai ver,
Talvez eu seja cara certo,
O que mais vai transbordar,
E se eu lhe fizer algum mal,
Relaxe, ainda é carnaval.
Corações vão ser quebrados,
Ombros vão ser reutilizados,
Lágrimas e beijos roubados,
Nada importa pra mim,
Desde que isso não tenha fim.
E eu sei o que procuro lá,
Eu só quero me achar,
Sei que posso me perder,
Mas se isso acontecer,
É porque era de enlouquecer.
Chegue mais perto,
E então você vai sentir,
Isso eu lhe alerto,
O melhor ainda está pra chegar,
Porque ser carnavalizar é assim,
Um ano todo de alegria enfim.
Na sua mente, um milhão de pessoas,
E às noites que seguem os dias,
Serão repletas de memórias boas,
Quando o amanhã chegar pra subir,
É sinal que o tempo voa,
Logo mais juntos novamente,
Até lá, seja de carnavalizar,
E você será vida toda de sorrir.
Encontrei o alívio,
A água era ardente,
Ainda bem, estou vivo,
Esse é meu compromisso.
As ladeiras se balançam,
Não é um terremoto,
Toca frevo e todos dançam,
Porque é natural se contagiar,
É tão bom carnavalizar.
Chegue mais perto,
E então você vai ver,
Talvez eu seja cara certo,
O que mais vai transbordar,
E se eu lhe fizer algum mal,
Relaxe, ainda é carnaval.
Corações vão ser quebrados,
Ombros vão ser reutilizados,
Lágrimas e beijos roubados,
Nada importa pra mim,
Desde que isso não tenha fim.
E eu sei o que procuro lá,
Eu só quero me achar,
Sei que posso me perder,
Mas se isso acontecer,
É porque era de enlouquecer.
Chegue mais perto,
E então você vai sentir,
Isso eu lhe alerto,
O melhor ainda está pra chegar,
Porque ser carnavalizar é assim,
Um ano todo de alegria enfim.
Na sua mente, um milhão de pessoas,
E às noites que seguem os dias,
Serão repletas de memórias boas,
Quando o amanhã chegar pra subir,
É sinal que o tempo voa,
Logo mais juntos novamente,
Até lá, seja de carnavalizar,
E você será vida toda de sorrir.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Fugaz
A vida se remete ao que se faz, e isso é tão fugaz, mas é, de certo modo, tão bom. Quantas, tantas, santas, certezas tão incertas tive de deixar pra trás? E que, apesar de toda a momentânea felicidade que me foi brindada, as alegrias de curto prazo foram praticamente todas esquecidas, como as sementes das frutas que não plantamos, das lições que não anotamos.
Bem, eu gostaria de ter anotado um tanto mais, porém, viajar no tempo não é algo que me seja capaz, logo me resta apenas sorrir para o que ficou pra trás, e saber que, muito provavelmente, a mais importante delas foi riscada de caneta permanente no meu peito. No final, tudo pra mim se resume ao amor.
O meu amor, paralelamente, é tudo o que sou, e, eu tenho a grata noção que estive compartilhando o que eu podia partilhar. Porque se você cultiva um pouco de amor, você pode acabar germinando amor próprio, e quando o faz, percebe que há muito mais o que buscar, que a vida não é a única coisa que vale a pena, porque a vida é passageira, mas o amor não. Sim, eu te amo, e um amor nunca é fugaz.
Sei que demorei a notar, sei, principalmente, o quanto tentei não aceitar, mas era algo que, inevitavelmente, eu teria de admitir, e agora que o fiz, meus lábios não param de sorrir por algo que meu coração me tortura por pensar que talvez eu não consiga lhe dizer antes de você partir.
Bem, eu gostaria de ter anotado um tanto mais, porém, viajar no tempo não é algo que me seja capaz, logo me resta apenas sorrir para o que ficou pra trás, e saber que, muito provavelmente, a mais importante delas foi riscada de caneta permanente no meu peito. No final, tudo pra mim se resume ao amor.
O meu amor, paralelamente, é tudo o que sou, e, eu tenho a grata noção que estive compartilhando o que eu podia partilhar. Porque se você cultiva um pouco de amor, você pode acabar germinando amor próprio, e quando o faz, percebe que há muito mais o que buscar, que a vida não é a única coisa que vale a pena, porque a vida é passageira, mas o amor não. Sim, eu te amo, e um amor nunca é fugaz.
Sei que demorei a notar, sei, principalmente, o quanto tentei não aceitar, mas era algo que, inevitavelmente, eu teria de admitir, e agora que o fiz, meus lábios não param de sorrir por algo que meu coração me tortura por pensar que talvez eu não consiga lhe dizer antes de você partir.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
O Que Restou
Durante toda minha vida, até conhecê-la, escolhi a dedo os amores que deixaria entrar, contudo, estranhamente com ela, foi um caso a parte, uma obra de arte. Veja bem, sempre gostei de ser o protagonista do romance, o mocinho e vilão, o malandro e mané, que, acima de tudo, no amor tinha fé, e que quando finalmente o alcançasse, seria graças a conquista que eu arquitetasse. Pois bem, com ela foi bem diferente e, aparentemente, foi essa vertente, que me deixou mais contente, sem notar ainda, que ela me manteria em carcere.
Pela primeira vez eu era cativo. Sim, cativo porque ela quem me cativou. Ela que me filmou, desenhou e planejou. Ela veio sabendo de tudo um pouco, dizendo que não tinha problema eu ser meio louco, que gostava do jeito que eu era. E aí, seguindo a premissa que tinha na época, de se derramar, eu acabei deixando ela entrar e ronronar, como uma felina entre passarinhos, como uma predadora que se acomoda num ninho.
Sim ela era uma estranha no ninho, até então, todas que haviam feito parte do meu caminho, eram pacientes e leves, mas ela não, era carregada e breve, como se mesmo todos meus poemas, jamais pudessem diluir os seus problemas. Sim, ela dizia que eu era solução, entretanto, a verdade é que eu estava mais pra solvente, um remédio pra curar a dor pungente, dos amores que a fizeram ter um coração tão doente. Só que, como previsto, eu não fui capaz de tanto, eu curei sim, tanto dos seus prantos, porém, as camadas mais internas me foram vetadas, porque ela, apesar de jurar, nunca acreditou que eu era o príncipe de seu conto de fadas, e mesmo assim, eu tentei o que podia, tentei trazer um pouco de alegria ao seu dia-a-dia.
E foi bem legal tentar, mesmo que não fosse pra eternizar. Durante todo o trajeto eu sentia um pesar, que ela não ia se deixar levar, que ela tinha seu próprio pesar, e não cabia a mim tentar carregar, que pena! Ela tinha concepções muito fortes do mundo e mesmo me deixando mergulhar tão fundo, eu só pude ser expectador de sua dor, só pude ser mais uma passageiro.
A passagem que deveria ser eterna, findar-se-ou. Durante tanto tempo a gente tentou, até que tivemos a sobriedade de admitir que não era pra ser e aí não foi. O que restou foi um bom sentimento e tantos textos e versos ao vento. O que restou foi um carinho imenso e a certeza que, apesar das lembranças ruins, existem o dobro de memórias boas em mim. O que restou foi a sensação boa, que ela é uma excelente pessoa. O que restou foi a conclusão que, com tudo que tivemos a dois, amor não foi.
Pela primeira vez eu era cativo. Sim, cativo porque ela quem me cativou. Ela que me filmou, desenhou e planejou. Ela veio sabendo de tudo um pouco, dizendo que não tinha problema eu ser meio louco, que gostava do jeito que eu era. E aí, seguindo a premissa que tinha na época, de se derramar, eu acabei deixando ela entrar e ronronar, como uma felina entre passarinhos, como uma predadora que se acomoda num ninho.
Sim ela era uma estranha no ninho, até então, todas que haviam feito parte do meu caminho, eram pacientes e leves, mas ela não, era carregada e breve, como se mesmo todos meus poemas, jamais pudessem diluir os seus problemas. Sim, ela dizia que eu era solução, entretanto, a verdade é que eu estava mais pra solvente, um remédio pra curar a dor pungente, dos amores que a fizeram ter um coração tão doente. Só que, como previsto, eu não fui capaz de tanto, eu curei sim, tanto dos seus prantos, porém, as camadas mais internas me foram vetadas, porque ela, apesar de jurar, nunca acreditou que eu era o príncipe de seu conto de fadas, e mesmo assim, eu tentei o que podia, tentei trazer um pouco de alegria ao seu dia-a-dia.
E foi bem legal tentar, mesmo que não fosse pra eternizar. Durante todo o trajeto eu sentia um pesar, que ela não ia se deixar levar, que ela tinha seu próprio pesar, e não cabia a mim tentar carregar, que pena! Ela tinha concepções muito fortes do mundo e mesmo me deixando mergulhar tão fundo, eu só pude ser expectador de sua dor, só pude ser mais uma passageiro.
A passagem que deveria ser eterna, findar-se-ou. Durante tanto tempo a gente tentou, até que tivemos a sobriedade de admitir que não era pra ser e aí não foi. O que restou foi um bom sentimento e tantos textos e versos ao vento. O que restou foi um carinho imenso e a certeza que, apesar das lembranças ruins, existem o dobro de memórias boas em mim. O que restou foi a sensação boa, que ela é uma excelente pessoa. O que restou foi a conclusão que, com tudo que tivemos a dois, amor não foi.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
És
A terra firme em meus pés,
O fogo que arde a pele,
A maior volúpia é o que és,
Uma incerteza cruel,
Olhos cor de, lábios de mel.
Só tu tens esse tom,
Que ousadia vem com,
Um riso provocador,
Atrai, extrai, retrai,
És uma tormenta camuflada,
Um pecado desenhado como flor.
A água que mata a sede,
O ar que me enche os pulmões,
És um calabouço sem paredes,
Uma arapuca disfarçada de arte,
Quase um erro desejar-te.
Não lamento tê-lo feito,
Gosto desse efeito,
Aceito o risco de perder,
Sou, vou, estou,
Disposto a enlouquecer,
Já que és âncora bordada.
És um desejo seguro,
Firme e forte na decisão,
Porque não é qualquer coração,
Que há de roubar seu futuro,
Há de ser uns risos no olhar,
E isso, pra ti, eu tenho a sobrar.
O fogo que arde a pele,
A maior volúpia é o que és,
Uma incerteza cruel,
Olhos cor de, lábios de mel.
Só tu tens esse tom,
Que ousadia vem com,
Um riso provocador,
Atrai, extrai, retrai,
És uma tormenta camuflada,
Um pecado desenhado como flor.
A água que mata a sede,
O ar que me enche os pulmões,
És um calabouço sem paredes,
Uma arapuca disfarçada de arte,
Quase um erro desejar-te.
Não lamento tê-lo feito,
Gosto desse efeito,
Aceito o risco de perder,
Sou, vou, estou,
Disposto a enlouquecer,
Já que és âncora bordada.
És um desejo seguro,
Firme e forte na decisão,
Porque não é qualquer coração,
Que há de roubar seu futuro,
Há de ser uns risos no olhar,
E isso, pra ti, eu tenho a sobrar.
sábado, 12 de dezembro de 2015
Valsar
Eu quero você. O simples querer. Não é posse, não numa única dose, quero você aqui, pra me fazer sorrir, pra não me sentir sozinho novamente, pra me fazer mais parecido com oque tenho escrito sobre mim.
Não precisa de ensaio não. Quero sentir você ao meu lado, mesmo que as coisas deem errado. Gosto do seu cheiro, do hálito, do riso abobado. Podemos formar um bom par, daqueles de fazer todo mundo parar pra olhar a nossa valsa boa de admirar.
Podemos valsar sob o chão, podemos dançar no seu coração, porque eu sei que independente da opção, você nunca experimentou algo assim, e nós já comentamos sobre isso, entre tantos risos divertidos trocados, roubados, que alguns poderiam chamar de apaixonados, mas nós não, temos essa boa concepção, que não adianta colocar rótulos nessa boa sensação, que quanto mais simples for, mais fácil será de aproveitar.
Quero você pra valsar, quero você dançando, no olhar ao me captar, num beijo que vou roubar, em tantos passos chapados rumo ao paraíso, numa noite toda que também pode ser de dia, numa situação em que eu não me importe de admitir o quanto quero você, porque sabemos que eu não deveria falar isso assim, afinal você pode ter uma percepção errada sobre mim.
Não precisa de ensaio não. Quero sentir você ao meu lado, mesmo que as coisas deem errado. Gosto do seu cheiro, do hálito, do riso abobado. Podemos formar um bom par, daqueles de fazer todo mundo parar pra olhar a nossa valsa boa de admirar.
Podemos valsar sob o chão, podemos dançar no seu coração, porque eu sei que independente da opção, você nunca experimentou algo assim, e nós já comentamos sobre isso, entre tantos risos divertidos trocados, roubados, que alguns poderiam chamar de apaixonados, mas nós não, temos essa boa concepção, que não adianta colocar rótulos nessa boa sensação, que quanto mais simples for, mais fácil será de aproveitar.
Quero você pra valsar, quero você dançando, no olhar ao me captar, num beijo que vou roubar, em tantos passos chapados rumo ao paraíso, numa noite toda que também pode ser de dia, numa situação em que eu não me importe de admitir o quanto quero você, porque sabemos que eu não deveria falar isso assim, afinal você pode ter uma percepção errada sobre mim.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Maldito Sortudo
Sombras não são as únicas a tentarem tomar o lugar que você deixou, provavelmente porque minha mente ainda está preocupada com o vazio, já que, alguma parte de mim ainda associa sua presença ao frio. E destruir essa imagem é revisitar seu sorriso, uma perda de tempo, um trabalho de deslegitimizar um amor que por mais que não goste de ter sentido, faz parte da vida que tenho vivido. A melhor solução foi mesmo alocar um alguém pro lugar que não parecia lhe fazer bem e você e todos os outros podem pensar que eu fui rápida demais, ou que premeditei tudo isso, contudo, a verdade é que apenas quis pular os episódios dolorosos que já havia visitado anteriormente.
Se conseguiu sorrir por si só, é realmente um sortudo, porque a maioria das pessoas, assim como eu, quando imersos numa perda, ficam com os pulmões danificados, como se respirar após ter o coração partido, fosse algo extremamente dolorido, como se levantar da cama pra seguir em frente, fosse uma batalha incoerente. Se eu tivesse me deixado afogar, provavelmente iria querer gritar, mas a voz não pareceria funcionar, só os canais lacrimais iriam estar prontos pra operar, e a posição fetal era a que menos incomodaria. Seriam dias ruins, dias a serem superados, dias a serem deixados de lado, desde que me jogasse num caminho errado. Colecionando nomes de amantes que não mereceriam nem mesmo serem citados. Entende então por que preferia não seguir por esse lado?
Nós fomos imprudentes, abusamos do ideal da juventude selvagem, perseguindo visões deturpadas dos nossos futuros mágicos, pois sabíamos que nada seria como dizíamos que ia ser, mesmo assim fizemos planos, tantos, e o que sobraram deles foram amargura, aos prantos, por tudo que não pudemos cumprir. Hoje posso revelar a verdade que assassinamos tantas possibilidades, só por criá-las sem nem um pingo de responsabilidade ou veracidade, apenas pelo desejo de uma irreal felicidade.
Soube que você anda por aí, perseguindo ideais mais absurdos do que o que costumávamos almejar, e só posso lhe deixar o meu pesar, já que, você, muito provavelmente, tem tanto ainda por sangrar, até admitir que a vida é pior do que parece ser. Porque a maioria dos nossos sentimentos, mesmo mortos e tendo ido embora, ainda me fazem pensar que você deveria parar agora. Acabar com essa mania de sorrir a toda hora, por favor, pare. Eu odeio saber que você ainda tem tanto daquele que amei com tanta intensidade. Nós quebramos um ao outro, então por favor, cresça e vá em frente, não seja aquele idiota sorridente que me fez tão feliz.
Você não sabe, contudo, mesmo estando onde estou, realizando todos os pontos sãos pra me adequar a sociedade, ainda assim, sou apenas uma silhueta perdida. Um rosto sem vida que você logo esquecerá. Mesmo sem querer admitir, às vezes deixo meus olhos umedecerem ao visitar as palavras que você me dedicou, deixando minha cabeça digerir o que você partiu no meu peito, buscando o pungente efeito que você me deu ao começar a arruinar o que parecíamos partilhar.
Se você consegue seguir só por seu caminho, então é um maldito sortudo, porque a maioria das pessoas precisa de alguém pra seguir adiante. Precisa de alguém pra distrair o coração das saudades que sentem dos amores anteriores. E sim, ainda sinto falta de você, mesmo sabendo que nós dois já não eramos mais pra ser.
Se conseguiu sorrir por si só, é realmente um sortudo, porque a maioria das pessoas, assim como eu, quando imersos numa perda, ficam com os pulmões danificados, como se respirar após ter o coração partido, fosse algo extremamente dolorido, como se levantar da cama pra seguir em frente, fosse uma batalha incoerente. Se eu tivesse me deixado afogar, provavelmente iria querer gritar, mas a voz não pareceria funcionar, só os canais lacrimais iriam estar prontos pra operar, e a posição fetal era a que menos incomodaria. Seriam dias ruins, dias a serem superados, dias a serem deixados de lado, desde que me jogasse num caminho errado. Colecionando nomes de amantes que não mereceriam nem mesmo serem citados. Entende então por que preferia não seguir por esse lado?
Nós fomos imprudentes, abusamos do ideal da juventude selvagem, perseguindo visões deturpadas dos nossos futuros mágicos, pois sabíamos que nada seria como dizíamos que ia ser, mesmo assim fizemos planos, tantos, e o que sobraram deles foram amargura, aos prantos, por tudo que não pudemos cumprir. Hoje posso revelar a verdade que assassinamos tantas possibilidades, só por criá-las sem nem um pingo de responsabilidade ou veracidade, apenas pelo desejo de uma irreal felicidade.
Soube que você anda por aí, perseguindo ideais mais absurdos do que o que costumávamos almejar, e só posso lhe deixar o meu pesar, já que, você, muito provavelmente, tem tanto ainda por sangrar, até admitir que a vida é pior do que parece ser. Porque a maioria dos nossos sentimentos, mesmo mortos e tendo ido embora, ainda me fazem pensar que você deveria parar agora. Acabar com essa mania de sorrir a toda hora, por favor, pare. Eu odeio saber que você ainda tem tanto daquele que amei com tanta intensidade. Nós quebramos um ao outro, então por favor, cresça e vá em frente, não seja aquele idiota sorridente que me fez tão feliz.
Você não sabe, contudo, mesmo estando onde estou, realizando todos os pontos sãos pra me adequar a sociedade, ainda assim, sou apenas uma silhueta perdida. Um rosto sem vida que você logo esquecerá. Mesmo sem querer admitir, às vezes deixo meus olhos umedecerem ao visitar as palavras que você me dedicou, deixando minha cabeça digerir o que você partiu no meu peito, buscando o pungente efeito que você me deu ao começar a arruinar o que parecíamos partilhar.
Se você consegue seguir só por seu caminho, então é um maldito sortudo, porque a maioria das pessoas precisa de alguém pra seguir adiante. Precisa de alguém pra distrair o coração das saudades que sentem dos amores anteriores. E sim, ainda sinto falta de você, mesmo sabendo que nós dois já não eramos mais pra ser.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Sabor
A sensação lasciva começava no olhar, quando ao vislumbrar a silhueta, seus lábios já conseguiam o sabor dela parecer provar. Era uma fração de segundos, antes dos olhos fechar, antes dos lábios roubar, antes da luxúria se liberar. A porta raramente era fechada antes de ele tomá-la pra si. A nuca se eriçava à sua respiração, um gemido no seu ouvido pra lhe aumentar o tesão, com uma perna ele encostava a porta, com uma manobra um pouco torta, ela trancava a entrada para ficarem em paz.
Nenhuma palavra era trocada, eles se equilibravam, atracados, tentando desviar dos objetos nos cômodos que não eram o quarto. Não havia exatamente um ritual, mas, basicamente, ele a erguia para si com uma facilidade que ainda a surpreendia. Talvez fosse a excitação, muito provavelmente era a falta de qualquer hesitação, é só que ele conseguia facilmente içá-la do chão, e num movimento quase ensaiado, o corpo dela, no dele era encaixado.
Arfar. Ela gostava de sentir deixar levar. Respiração acelerada, vontade transbordada. A camisa dele poderia ser rasgada, contanto que ela pudesse, o mais breve possível, saborear cada pedaço que conseguisse abocanhar da pele dele.
Era o barulho de protesto das molas da cama, que os fazia interromper, momentaneamente, toda a vontade que já podia ser contida. Eles se encaravam, gargalhavam, e em algumas vezes até comentavam, mas rapidamente, o encarar de olhar, os lábios longe, sem se roçar, fazia-os esquecer o que quer que fossem conversar.
A partir daí era cada um por si, e todos por uma resposta só: um prazer que fazia o corpo dos dois se encaixar no melhor nó. Beijos pelas peles suadas, línguas misturadas na tentativa de aplacar uma vontade que não podia ser mensurada. As últimas peças voavam pra longe, quando ele fazia questão de imobilizá-la.
Era o sabor dela que o deixava louco. E ele sabia que deveria aproveitar aos poucos. Deixava seus lábios começarem pelo pescoço, vira e mexe acabam nas línguas dela. Usava os dentes para morder cada detalhe que pudesse eriçar. Usava a barba pra arrepiar. Ela suspirava, arfava, gemia. Ele não podia conter sua euforia. Depois de permanecer por um bom tempo no busto, provocava lentamente em todo o caminho que levava até o alvo. Quando finalmente chegava, sua língua estava ensopada. Ele não sabia dizer se vinha dele ou dela, não importava, o sabor dali era algo que sua mente acabava. Enquanto estava ali, não havia outro pensamento, havia um animal, pronto pra ser acionado, assim que fosse chamado. E ela chamava. Logo depois de se contorcer de prazer, logo depois do corpo todo se estremecer ao toque dele. Quando finalmente entrava, a luxúria em muito já havia sido superada.
Posições diferentes, toques fortes, sutis, desalinhados, independentes. Eles iam dançando, encaixando, sorrindo, gozando. O prazer em si não era o resultado e sim toda a trajetória e quando paravam, finalmente paravam, exaustos, exauridos, se encaravam, gargalhavam.
Ele lambia o lábio, ela ria sem jeito e olhava pro teto. Um carinho com ternura, um aviso que aquele prazer era apenas uma parcela de toda a usura, que ainda teriam de pagar em outras noites futuras. Que bom então, afinal, o sabor dela era descomunal. Quem bom então, até porque, eles se entendiam muito bem obrigado.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Moça de Samba
Eu quero um frevo,
Que fanfarre assim,
Feito só pra mim,
Quero frevar,
Porque de carnaval eu sou,
E o ano todo passou,
Pra ladeiras eu pintar de amor.
Lá vem a moça de samba,
Com um olhar tão forte,
Que eu agradeço pela sorte,
De ela deixar tão bamba,
Minha risada e meu peito,
Já que lhes é causa e efeito.
Ela parece decidida,
A me hipnotizar,
Com essa troca de olhar,
Quase que escondida,
Que é pra ninguém reparar,
Como ela gosta de me conquistar.
E com o primeiro dia,
Ela também se vai,
Quatro dias ainda tem,
A cerveja me cria uma paz,
Fazendo-me sorriso e além,
Porque não há problema,
Se a moça se despede com desdém.
É com euforia,
Que meu sorriso sai,
Quando ela me vem,
E com um beijo desfaz,
Toda dúvida que meu peito tem,
E me cria um dilema,
Se meu carnaval é ela e mais ninguém.
Eu quero um frevo,
Eterno pra mim,
Pro carnaval não ter fim,
Quero ladeira pular,
Porque um fevereiro eu sou,
E é com essa moça que vou,
Escrever nas ladeiras nosso amor.
Que fanfarre assim,
Feito só pra mim,
Quero frevar,
Porque de carnaval eu sou,
E o ano todo passou,
Pra ladeiras eu pintar de amor.
Lá vem a moça de samba,
Com um olhar tão forte,
Que eu agradeço pela sorte,
De ela deixar tão bamba,
Minha risada e meu peito,
Já que lhes é causa e efeito.
Ela parece decidida,
A me hipnotizar,
Com essa troca de olhar,
Quase que escondida,
Que é pra ninguém reparar,
Como ela gosta de me conquistar.
E com o primeiro dia,
Ela também se vai,
Quatro dias ainda tem,
A cerveja me cria uma paz,
Fazendo-me sorriso e além,
Porque não há problema,
Se a moça se despede com desdém.
É com euforia,
Que meu sorriso sai,
Quando ela me vem,
E com um beijo desfaz,
Toda dúvida que meu peito tem,
E me cria um dilema,
Se meu carnaval é ela e mais ninguém.
Eu quero um frevo,
Eterno pra mim,
Pro carnaval não ter fim,
Quero ladeira pular,
Porque um fevereiro eu sou,
E é com essa moça que vou,
Escrever nas ladeiras nosso amor.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Desatar
Você é minha fraqueza, com esse sorriso tóxico, olhar cheio de volúpia que me faz toda incerteza. É um encontro entre o amor que não mais creio ter e um erro que gosto de cometer, você colore a parte mais incolor da minha alma, parece saber como desatar alguns nós em mim que eu nem sabia que existiam.
Cada vez que lembro dos nossos momentos, tenho essa sensação que em você eu me perco. Quando você me tira do chão com tanta facilidade, quando me embalada num beijo cheio de voracidade, quando me despe sem nenhum suavidade, você me domina de uma forma, que quando vai embora, meu corpo todo reclama, como se sem seu toque eu estivesse entre o inferno e suas chamas.
Você é meu vício, com um beijo delicioso que deveria ser proibido. Quando sou tomada por você, lhe inalo e expiro buscando folego para não desmaiar, buscando forças pra não me deixar tão facilmente me entregar. Eu espero o nosso encontro, como a última cerveja da geladeira, depois de uma semana inteira.
Normalmente eu diria que você é todo um problema, entretanto, sempre que leio um de seus poemas, escuto uma das tantas músicas que você me enviou, sou forçada a admitir que você, facilmente, me conquistou. Nunca foi assim com ninguém, só com você eu não consigo resistir, é um poder natural que você tem sobre mim.
Você é meu, e eu sei que essa é a maior mentira que eu poderia me contar, contudo, é um pensamento que não consigo afastar. É seu olhar, às vezes zarolho, seus cabelos, poucas vezes organizados, seu sorriso, que tantas vezes tem me encantado, seu aroma, todas as vezes tem me enebriado... Seria loucura fingir que eu não anseio pelo seu sabor. Não gosto de admitir, mas sob seu encanto, largo todas as minhas armas, relaxo todas as minhas amarras e me deixo desatar.
Cada vez que lembro dos nossos momentos, tenho essa sensação que em você eu me perco. Quando você me tira do chão com tanta facilidade, quando me embalada num beijo cheio de voracidade, quando me despe sem nenhum suavidade, você me domina de uma forma, que quando vai embora, meu corpo todo reclama, como se sem seu toque eu estivesse entre o inferno e suas chamas.
Você é meu vício, com um beijo delicioso que deveria ser proibido. Quando sou tomada por você, lhe inalo e expiro buscando folego para não desmaiar, buscando forças pra não me deixar tão facilmente me entregar. Eu espero o nosso encontro, como a última cerveja da geladeira, depois de uma semana inteira.
Normalmente eu diria que você é todo um problema, entretanto, sempre que leio um de seus poemas, escuto uma das tantas músicas que você me enviou, sou forçada a admitir que você, facilmente, me conquistou. Nunca foi assim com ninguém, só com você eu não consigo resistir, é um poder natural que você tem sobre mim.
Você é meu, e eu sei que essa é a maior mentira que eu poderia me contar, contudo, é um pensamento que não consigo afastar. É seu olhar, às vezes zarolho, seus cabelos, poucas vezes organizados, seu sorriso, que tantas vezes tem me encantado, seu aroma, todas as vezes tem me enebriado... Seria loucura fingir que eu não anseio pelo seu sabor. Não gosto de admitir, mas sob seu encanto, largo todas as minhas armas, relaxo todas as minhas amarras e me deixo desatar.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Volver
Para chegarmos lá,
Precisamos saber o que há
Quando, onde e como,
Depende do que já somos,
Você sabe o que será dito.
Três palavras poucas,
Quando reunidas soam roucas,
Envolvem sensações tão loucas,
Contudo, é o que fazem viver,
O bom conteúdo, alegria, volver.
Nós dissemos anteriormente,
Pra pessoas diferentes,
Dissemos porque teve de ser,
E não foi como deveria ser,
Deveria ter sido infinito.
Sobre isso não há dialogar,
Você não tem o que falar,
Mas eu ainda posso ouvir,
Não posso sentir,
Tudo que você sentiu antes,
Posso apenas sorrir,
Garantindo que eu sou eu,
Nada igual ao que você já viveu.
Tem sido tempo o bastante,
Desde que você me olhou assim,
Como se me conhecesse,
Como se me entendesse,
E todas as coisas que pra mim,
Não seriam expostas tão fácil assim.
Juntos, pra ser,
Separados, pra ter,
Assuntos, de escrever,
Apaixonados, volver,
É o que podemos viver.
Não sei se será de todo bom,
Nem se será de eternidade,
Mas garanto que será sorriso com,
Porque essa sua personalidade,
Já me coloca tantos no rosto,
E faço questão de esbanjá-los com gosto.
Precisamos saber o que há
Quando, onde e como,
Depende do que já somos,
Você sabe o que será dito.
Três palavras poucas,
Quando reunidas soam roucas,
Envolvem sensações tão loucas,
Contudo, é o que fazem viver,
O bom conteúdo, alegria, volver.
Nós dissemos anteriormente,
Pra pessoas diferentes,
Dissemos porque teve de ser,
E não foi como deveria ser,
Deveria ter sido infinito.
Sobre isso não há dialogar,
Você não tem o que falar,
Mas eu ainda posso ouvir,
Não posso sentir,
Tudo que você sentiu antes,
Posso apenas sorrir,
Garantindo que eu sou eu,
Nada igual ao que você já viveu.
Tem sido tempo o bastante,
Desde que você me olhou assim,
Como se me conhecesse,
Como se me entendesse,
E todas as coisas que pra mim,
Não seriam expostas tão fácil assim.
Juntos, pra ser,
Separados, pra ter,
Assuntos, de escrever,
Apaixonados, volver,
É o que podemos viver.
Não sei se será de todo bom,
Nem se será de eternidade,
Mas garanto que será sorriso com,
Porque essa sua personalidade,
Já me coloca tantos no rosto,
E faço questão de esbanjá-los com gosto.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Liquidificador
Um pulsar. Era pra limpar os resquícios que ficaram de vivências anteriores, mas eu aprendi que esse botão era o melhor pra tornar tudo mais prático. Você veio assim. Pulsando. Triturando o gelo. Mudando a forma como eu batia os sentimentos. Uma noite e bastou pra tudo mudar. Seu sabor. Como poderia ter esse sabor tão bom?
O luar que entra pelas cortinas abertas pra afastar um pouco do nosso calor, fez uma luz refletir no vazio da cama que você deixou quando levantou. Você se move esguia, quase em sintonia, com as sombras do quarto, como se respirar fosse fácil depois de tanto ofegar em conjunto comigo. Se alguém acreditasse no que eu vi e senti, eles estariam tão apaixonados por você quanto eu estou agora.
Todos os dias eu aprendo um pouco mais dos seus detalhes, dos seus trejeitos que vou tatuando no meu peito, das coisas que ninguém mais vê, e apesar de ser tão cedo, não faço segredo que sim, você fez um liquidificador dentro de mim.
Existem tantas palavras não ditas, algumas bonitas, outras perdidas, quiça infinitas, na plenitude de tentar contemplar toda sua graça, mas elas foram trancadas, numa devoção silenciosa, e espero que você entenda o que quero dizer com isso. O fim é desconhecido, mas estou pronto pro próximo passo, desde que você esteja comigo. Se alguém acreditasse no que eu vejo e sinto, eles estariam tão apaixonados quanto eu fiquei sem demora.
O luar que entra pelas cortinas abertas pra afastar um pouco do nosso calor, fez uma luz refletir no vazio da cama que você deixou quando levantou. Você se move esguia, quase em sintonia, com as sombras do quarto, como se respirar fosse fácil depois de tanto ofegar em conjunto comigo. Se alguém acreditasse no que eu vi e senti, eles estariam tão apaixonados por você quanto eu estou agora.
Todos os dias eu aprendo um pouco mais dos seus detalhes, dos seus trejeitos que vou tatuando no meu peito, das coisas que ninguém mais vê, e apesar de ser tão cedo, não faço segredo que sim, você fez um liquidificador dentro de mim.
Existem tantas palavras não ditas, algumas bonitas, outras perdidas, quiça infinitas, na plenitude de tentar contemplar toda sua graça, mas elas foram trancadas, numa devoção silenciosa, e espero que você entenda o que quero dizer com isso. O fim é desconhecido, mas estou pronto pro próximo passo, desde que você esteja comigo. Se alguém acreditasse no que eu vejo e sinto, eles estariam tão apaixonados quanto eu fiquei sem demora.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Um Brinde A Sua Percebida
Não faz diferença se você vai ficar em pé, dançar ou sentar, em todas as escolhas, vou brindar e agradecer por você ter aparecido aqui, porque em todas essas escolhas suas, terminam me deixando em apuros, terminam me deixando com um sorriso. Parece que não, porém isso que vivemos não nos é uma novidade, então, tenho certeza que você já viveu esse deleite com outro alguém, e eu também, já conheci outras pessoas que me fizeram bem, e aqui estamos nós, num mundo lotado, e mesmo assim meio que a sós, trocando olhares que dizem tanto, mesmo sem dizer nada.
Eu sei que no Havaí, Bali e Noronha, lugares que nunca fui, mas que meu subconsciente em algumas noites ainda sonha, estão lá, me esperando, sendo abençoados pelo mar, e eu estou aqui, pensando que há algo especial pra mim, porque é num desses lugares que quero lhe levar, ou, na verdade, alguém que eu possa brindar de tudo um pouco, sobre sucesso, tristezas, falhas e desejos loucos. Estes são lugares que eu irei, pode ter certeza, com tudo dando certo ou errado, é lá onde você vai me encontrar se nossos destinos decidirem por ficar separados.
Eu já estou na minha jornada, e como lhe disse, ou ainda vou dizer, cada um tem sua trajetória, às vezes a gente encontra alguém que siga uma parte do caminho, às vezes temos de seguir sozinhos, entretanto, independente da parte em que eu esteja, vou contar as estrelas no céu, vou recortá-las e colá-las na parede, riscá-las no braço, sei lá, vou mantê-las guardadas de alguma forma, porque vão ser um pedaço da alegria que a gente pode partilhar.
Hoje eu brindo a você, não por ser algo fenomenal, não por termos sequer algo especial, apenas pelo sorriso que você me fez. Sim sou tão grato por isso, por você ter me encarado e, mesmo que sem jeito, exibido aquele sorriso semi-perfeito. Um brinde a isso, e a todas as outras coisas boas da vida. Um brinde a sua percebida. Um brinde a nossos olhares perdidos não terem sido em vão. Um brinde aos nossos bons corações.
Eu sei que no Havaí, Bali e Noronha, lugares que nunca fui, mas que meu subconsciente em algumas noites ainda sonha, estão lá, me esperando, sendo abençoados pelo mar, e eu estou aqui, pensando que há algo especial pra mim, porque é num desses lugares que quero lhe levar, ou, na verdade, alguém que eu possa brindar de tudo um pouco, sobre sucesso, tristezas, falhas e desejos loucos. Estes são lugares que eu irei, pode ter certeza, com tudo dando certo ou errado, é lá onde você vai me encontrar se nossos destinos decidirem por ficar separados.
Eu já estou na minha jornada, e como lhe disse, ou ainda vou dizer, cada um tem sua trajetória, às vezes a gente encontra alguém que siga uma parte do caminho, às vezes temos de seguir sozinhos, entretanto, independente da parte em que eu esteja, vou contar as estrelas no céu, vou recortá-las e colá-las na parede, riscá-las no braço, sei lá, vou mantê-las guardadas de alguma forma, porque vão ser um pedaço da alegria que a gente pode partilhar.
Hoje eu brindo a você, não por ser algo fenomenal, não por termos sequer algo especial, apenas pelo sorriso que você me fez. Sim sou tão grato por isso, por você ter me encarado e, mesmo que sem jeito, exibido aquele sorriso semi-perfeito. Um brinde a isso, e a todas as outras coisas boas da vida. Um brinde a sua percebida. Um brinde a nossos olhares perdidos não terem sido em vão. Um brinde aos nossos bons corações.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
De Segunda
Seus olhos, turvos,
Encaram os meus,
Seus lábios, curvos,
De graça, quase ateus,
Não creem em nada,
Além do que são,
E como o são.
Eu me seguro,
Não penso no futuro,
Apenas estou enfadada,
Do que dizem pra eu ir,
Do que dizem preu sorrir,
De você não estar aqui,
Onde você foi?
Não deveria ter depois,
Eu sei, sempre foi assim,
Mas eu queria nós dois,
Ainda lhe quero em mim,
Dentro, fora, antes, agora,
Ligado, rindo, falando,
Simples e me encantando.
Contudo sumimos,
Eu encontrei uma maneira,
Olhar apenas o dia presente,
E é como se não tivesse vida,
Como se, após sua partida,
Ainda fosse segunda-feira.
O amor não deveria ser morrer,
O amor não deveria ser segunda,
O amor não era pra ser dor profunda,
O amor era pra enriquecer,
O nosso amor era eu e você,
Era de alegrar, de espairecer,
Era de dançar, de se manter.
Seus olhos, tão castanhos,
Encaram os meus,
Seus lábios, tão estranhos,
Distante, quase ateus,
Não dizem nada,
Exceto o que são,
Que não querem meu coração.
Às vezes queria lhe encontrar,
Porém não há palavras para chamar,
Hoje a noite chora, você nem desconfia,
O que nos resta agora, nem é nostalgia,
É um sentimento derradeiro,
Tão ou mais desnecessário,
Como uma segunda-feira em janeiro.
É, eu tive que desistir,
Aprendi a lhe deixar ir,
Entendi como voltar a sorrir,
E ainda estou aqui, porque sim,
Ainda busco o amor no fim.
O amor que virá não há de morrer,
O amor que virá não ficará na segunda,
O amor que virá já me inunda,
O amor que chega vai me enlouquecer,
Diferente do que havia entre eu e você,
Será de dançar, de se fazer valer,
Será de alegrar, e há de se manter.
Encaram os meus,
Seus lábios, curvos,
De graça, quase ateus,
Não creem em nada,
Além do que são,
E como o são.
Eu me seguro,
Não penso no futuro,
Apenas estou enfadada,
Do que dizem pra eu ir,
Do que dizem preu sorrir,
De você não estar aqui,
Onde você foi?
Não deveria ter depois,
Eu sei, sempre foi assim,
Mas eu queria nós dois,
Ainda lhe quero em mim,
Dentro, fora, antes, agora,
Ligado, rindo, falando,
Simples e me encantando.
Contudo sumimos,
Eu encontrei uma maneira,
Olhar apenas o dia presente,
E é como se não tivesse vida,
Como se, após sua partida,
Ainda fosse segunda-feira.
O amor não deveria ser morrer,
O amor não deveria ser segunda,
O amor não era pra ser dor profunda,
O amor era pra enriquecer,
O nosso amor era eu e você,
Era de alegrar, de espairecer,
Era de dançar, de se manter.
Seus olhos, tão castanhos,
Encaram os meus,
Seus lábios, tão estranhos,
Distante, quase ateus,
Não dizem nada,
Exceto o que são,
Que não querem meu coração.
Às vezes queria lhe encontrar,
Porém não há palavras para chamar,
Hoje a noite chora, você nem desconfia,
O que nos resta agora, nem é nostalgia,
É um sentimento derradeiro,
Tão ou mais desnecessário,
Como uma segunda-feira em janeiro.
É, eu tive que desistir,
Aprendi a lhe deixar ir,
Entendi como voltar a sorrir,
E ainda estou aqui, porque sim,
Ainda busco o amor no fim.
O amor que virá não há de morrer,
O amor que virá não ficará na segunda,
O amor que virá já me inunda,
O amor que chega vai me enlouquecer,
Diferente do que havia entre eu e você,
Será de dançar, de se fazer valer,
Será de alegrar, e há de se manter.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Ondulação
Sim, eu sei que há um mar em você, não precisa tentar controlá-lo, não precisa querer explorá-lo, apenas aproveite a ondulação.
Pode parecer que não, porém, aos poucos, na minha medida, e no meu tempo, estou lhe enviando uns sinais, e não se tratam apenas dos que você insiste em beijar pelo meu corpo, são trejeitos meus, sorrisos, olhares, que nem mesmo eu, sei como vão ser e o que significam. Penso que são como um farol em meio a uma neblina: estão lhe orientando e brilhando pra que você saiba que é seguro vir até aqui. O problema é que eu sou tão inconstante quanto o vento, e aí, no meio do seu trajeto, eu mudo de ideia, tenho vontade de me esconder, porque é assim eu sou: imprevisível, quiçá pouco crível. Sigo nesse fluxo que ninguém sabe onde vai dar, apenas onde a minha vontade me guiar e assim vou lhe trazendo aos pouquinhos, logo, ao invés de tentar adivinhar, porque não aproveita o navegar?
Você não percebeu ainda, entretanto, nessa sua vontade de querer o mundo abraçar, não notou que está me trazendo de volta a vida, que está revivendo um coração enterrado e totalmente realizado. Eu tenho medo pelo que há de vir, tenho medo por tudo que você me faz sorrir, às vezes estou tranquila, e, subitamente, estou mergulhando em você! Não posso me afogar, então apago a luz que estava emitindo pra lhe iluminar, pra lhe guiar até mim porque... Bem porque você já sabe essa resposta! Ou talvez não, eu vivo mudando de opinião, lembra?
É que talvez eu seja como as ondas do mar mesmo. Você até consegue sentir o roçar em seus pés, mas vou embora quando você tenta me alcançar, é a minha maré, minha ondulação, não tem nada a ver com você não. Eu espero, ou melhor, eu não espero nada, porque assim você me ensinou a fazer, a não ter expectativa nenhuma, bem, eu não sei então como dizer, apenas penso que gosto de você, do que a gente tem, porém não posso ir além e espero que fique tudo bem, porque você é um alguém, que, pra agora, não gostaria de viver sem.
Pode parecer que não, porém, aos poucos, na minha medida, e no meu tempo, estou lhe enviando uns sinais, e não se tratam apenas dos que você insiste em beijar pelo meu corpo, são trejeitos meus, sorrisos, olhares, que nem mesmo eu, sei como vão ser e o que significam. Penso que são como um farol em meio a uma neblina: estão lhe orientando e brilhando pra que você saiba que é seguro vir até aqui. O problema é que eu sou tão inconstante quanto o vento, e aí, no meio do seu trajeto, eu mudo de ideia, tenho vontade de me esconder, porque é assim eu sou: imprevisível, quiçá pouco crível. Sigo nesse fluxo que ninguém sabe onde vai dar, apenas onde a minha vontade me guiar e assim vou lhe trazendo aos pouquinhos, logo, ao invés de tentar adivinhar, porque não aproveita o navegar?
Você não percebeu ainda, entretanto, nessa sua vontade de querer o mundo abraçar, não notou que está me trazendo de volta a vida, que está revivendo um coração enterrado e totalmente realizado. Eu tenho medo pelo que há de vir, tenho medo por tudo que você me faz sorrir, às vezes estou tranquila, e, subitamente, estou mergulhando em você! Não posso me afogar, então apago a luz que estava emitindo pra lhe iluminar, pra lhe guiar até mim porque... Bem porque você já sabe essa resposta! Ou talvez não, eu vivo mudando de opinião, lembra?
É que talvez eu seja como as ondas do mar mesmo. Você até consegue sentir o roçar em seus pés, mas vou embora quando você tenta me alcançar, é a minha maré, minha ondulação, não tem nada a ver com você não. Eu espero, ou melhor, eu não espero nada, porque assim você me ensinou a fazer, a não ter expectativa nenhuma, bem, eu não sei então como dizer, apenas penso que gosto de você, do que a gente tem, porém não posso ir além e espero que fique tudo bem, porque você é um alguém, que, pra agora, não gostaria de viver sem.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Boa Incerteza
Não é como se eu estivesse à procura, ou à espera, mas, de alguma foram eu tenho essa incerteza, que, em breve, alguém de aura leve, vai surgir pra mim, pra mais sorrisos me permitir. É incerteza, porque não há nada certo nessa vida, nem o ponto de partida, nem o ponto de despedida, todavia, acredito que ela há de ser de ficar por um bom tempo, de ficar no tempo que lhe faça mais que momento, que nos faça um bom sentimento.
Ela pode ser de aproveitar o destino, ou apenas a jornada, pode ser de gostar de correr descalça na estrada, ou ter medo de descer da calçada, pode ser apenas de gostar de deixar na areia a sua pegada, contanto que tenha alma levada e lavada, ela poderá retrucar sobre minha fala atrapalhada sempre que eu interromper um longo discurso apenas pra ficar encantado, encarando seus sorriso pelo qual serei tão apaixonado.
As pessoas temem mergulhar adiante, porque o futuro, apesar de sua imprecisão, pode terminar com um perder, mas se você não se arriscar, não entendo pra quê inventou de tentar viver. Tinha um professor meu que dizia: "o mais difícil é você sair da cama", então, se já se levantou, por que não deixar a maré roçar os pés? Né nem questão de fé, é apenas do que você é, e estando vivo, você pode se fazer protagonista de um livro, acho que esse é o meu motivo pra buscar por aí, tantos motivos pra sorrir, é por isso que gosto de aparecer e sumir, de me fazer ondas de mar, de me fazer arriscar numa boa incerteza, tão cheia de beleza.
Não faço ideia do que está por vir, nem quem é você que se esconde na próxima esquina da minha vida, contudo, já estou por aqui, vivendo o presente, porque foi o melhor tempo que me foi dado. Existe arrependimento sim, e a vontade de planejar pro ainda está por vir, mas esses sentimentos estão tão bem guardados, afogados num eu meu do passado, aquele que não sabia aproveitar muito bem o que tinha na mão, que vivia para tentar equilibrar razão e coração, e convenhamos, isso nunca deu certo não, por isso decidi mudar de supetão, e me tornei isso que sou hoje, esse eu todo leve.
Não sei quem é você que está escondida, que não ainda aparece pra mim, porém não tem pressa não, já guardei o seu lugar no meu coração, e não vou dar pra ninguém não. O que eu sei, por agora, é que gosto do risco da boa incerteza, porque ela tem lá sua beleza, é tipo dançar na chuva, ao som do trovão, com relâmpago a fazer clarão, é mais ou menos isso que vou sentir quando você vier tomar seu lugar de direito no espaço que lhe reservei na minha história em segredo, vai sobrar deleite e um pouco de medo, principalmente sorrisos, por saber que estou me arriscando novamente; sobretudo, vai sobrar aura boa, quando você vier até meu coração, tomar o lugar de realeza, e dizer pra mim o quão bom foi eu ter guardado essa boa incerteza.
Ela pode ser de aproveitar o destino, ou apenas a jornada, pode ser de gostar de correr descalça na estrada, ou ter medo de descer da calçada, pode ser apenas de gostar de deixar na areia a sua pegada, contanto que tenha alma levada e lavada, ela poderá retrucar sobre minha fala atrapalhada sempre que eu interromper um longo discurso apenas pra ficar encantado, encarando seus sorriso pelo qual serei tão apaixonado.
As pessoas temem mergulhar adiante, porque o futuro, apesar de sua imprecisão, pode terminar com um perder, mas se você não se arriscar, não entendo pra quê inventou de tentar viver. Tinha um professor meu que dizia: "o mais difícil é você sair da cama", então, se já se levantou, por que não deixar a maré roçar os pés? Né nem questão de fé, é apenas do que você é, e estando vivo, você pode se fazer protagonista de um livro, acho que esse é o meu motivo pra buscar por aí, tantos motivos pra sorrir, é por isso que gosto de aparecer e sumir, de me fazer ondas de mar, de me fazer arriscar numa boa incerteza, tão cheia de beleza.
Não faço ideia do que está por vir, nem quem é você que se esconde na próxima esquina da minha vida, contudo, já estou por aqui, vivendo o presente, porque foi o melhor tempo que me foi dado. Existe arrependimento sim, e a vontade de planejar pro ainda está por vir, mas esses sentimentos estão tão bem guardados, afogados num eu meu do passado, aquele que não sabia aproveitar muito bem o que tinha na mão, que vivia para tentar equilibrar razão e coração, e convenhamos, isso nunca deu certo não, por isso decidi mudar de supetão, e me tornei isso que sou hoje, esse eu todo leve.
Não sei quem é você que está escondida, que não ainda aparece pra mim, porém não tem pressa não, já guardei o seu lugar no meu coração, e não vou dar pra ninguém não. O que eu sei, por agora, é que gosto do risco da boa incerteza, porque ela tem lá sua beleza, é tipo dançar na chuva, ao som do trovão, com relâmpago a fazer clarão, é mais ou menos isso que vou sentir quando você vier tomar seu lugar de direito no espaço que lhe reservei na minha história em segredo, vai sobrar deleite e um pouco de medo, principalmente sorrisos, por saber que estou me arriscando novamente; sobretudo, vai sobrar aura boa, quando você vier até meu coração, tomar o lugar de realeza, e dizer pra mim o quão bom foi eu ter guardado essa boa incerteza.
domingo, 25 de outubro de 2015
Tinta
Eu pintei algumas lembranças na minha pele, de uma parte de mim que sempre será o norte da minha bussola vital. Tudo que eu sei é que estou perdido, seguindo rumo a sei lá que destino, curtindo sobretudo, a tal jornada que me disseram pra não deixar passar sem aproveitar. Estou me sentindo perdido porque quando você vai, tudo que eu sei é que a saudade vem, e é uma coisa boa também.
A tinta que você usou pra se riscar em mim é tão forte, que quase parece um ataque bélico. Sob seu fogo, que vem do olhar, vem do sorriso, vem da aura tão boa, sinto-me presa fácil, e provavelmente estaria em debandada, se não surgisse essa sensação tão bem-aventurada que surge no peito e toma toda minha mente em versos e parágrafos que não param de jorrar, apenas por você ser assim, toda de inspirar.
Vejo a estrada que vem a seguir, e ela começa a subir; vejo as estrelas que não costumavam aparecer e elas parecem brilhar tão mais que antes; vejo seu rosto e a quero tanto. Tudo que eu sei, é que não sei exatamente o que existe aqui dentro por você, mas é bom o bastante pra lhe querer comigo com tudo o mais mantido constante. Quero seu azul pra mim, essa tinta que me faz assim, um bem sem fim.
A tinta que você usou pra se riscar em mim é tão forte, que quase parece um ataque bélico. Sob seu fogo, que vem do olhar, vem do sorriso, vem da aura tão boa, sinto-me presa fácil, e provavelmente estaria em debandada, se não surgisse essa sensação tão bem-aventurada que surge no peito e toma toda minha mente em versos e parágrafos que não param de jorrar, apenas por você ser assim, toda de inspirar.
Vejo a estrada que vem a seguir, e ela começa a subir; vejo as estrelas que não costumavam aparecer e elas parecem brilhar tão mais que antes; vejo seu rosto e a quero tanto. Tudo que eu sei, é que não sei exatamente o que existe aqui dentro por você, mas é bom o bastante pra lhe querer comigo com tudo o mais mantido constante. Quero seu azul pra mim, essa tinta que me faz assim, um bem sem fim.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Um Bom Desvio
Ela estava bem,
Não queria amor,
Nem romance,
Quiçá conto de fadas,
Em suma, não queria nada,
Tinha um destino planejado,
Não queria nenhum desvio,
Apenas se aproveitar por si só.
Um sorriso. Ela ignorou. Sabia que era pra ela, mas sabia o perigo, que um sorriso traz consigo, e por isso o ignorou, juntamente com o dono do mesmo.
Um olhar. Ela fugiu. Estava ciente que ele olhava pra ela, contudo tinha ciência do que significaria encará-lo, melhor então ignorá-lo, melhor então fingir que não o via.
Uma palavra. Ela poderia ter continuado a andar e deixá-lo acreditar que ela não o escutou, mas acabou sorrindo ao encarar o olhar dele, e uma resposta saiu, meio sem querer, meio por querer, pra saber exatamente o que ele tinha a dizer.
Ele disse, entre risos, boas conversas, danças e beijos. A primeira vista, ele não parecia ser, mas a cada novo ponto dado, ele não mais parecia tão errado. Ela gostava disso, do ar de aventura, do sensação que não mais controlava o que viria na sua vida futura. Ele era totalmente um bom desvio nos planos que fizera.
Alguns encontros não são pra acontecer, outros sequer pra perdurar, mas alguns são de enriquecer, uma rotina, um dia-a-dia; alguns são tão bons, que às vezes é pra se perceber que a trajetória é tão ou mais importante que o destino.
Não queria amor,
Nem romance,
Quiçá conto de fadas,
Em suma, não queria nada,
Tinha um destino planejado,
Não queria nenhum desvio,
Apenas se aproveitar por si só.
Um sorriso. Ela ignorou. Sabia que era pra ela, mas sabia o perigo, que um sorriso traz consigo, e por isso o ignorou, juntamente com o dono do mesmo.
Um olhar. Ela fugiu. Estava ciente que ele olhava pra ela, contudo tinha ciência do que significaria encará-lo, melhor então ignorá-lo, melhor então fingir que não o via.
Uma palavra. Ela poderia ter continuado a andar e deixá-lo acreditar que ela não o escutou, mas acabou sorrindo ao encarar o olhar dele, e uma resposta saiu, meio sem querer, meio por querer, pra saber exatamente o que ele tinha a dizer.
Ele disse, entre risos, boas conversas, danças e beijos. A primeira vista, ele não parecia ser, mas a cada novo ponto dado, ele não mais parecia tão errado. Ela gostava disso, do ar de aventura, do sensação que não mais controlava o que viria na sua vida futura. Ele era totalmente um bom desvio nos planos que fizera.
Alguns encontros não são pra acontecer, outros sequer pra perdurar, mas alguns são de enriquecer, uma rotina, um dia-a-dia; alguns são tão bons, que às vezes é pra se perceber que a trajetória é tão ou mais importante que o destino.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Esbarrão
Como o oceano puxa e manda a maré, como o vento espalha as folhas pra longe e as traz de volta pro pé, você conseguiu mexer com toda a minha fé. Estou nessa grande incerteza, que tem lá sua beleza, afinal é só alegria e nada tristeza, é você me sendo a melhor das minhas surpresas.
Você não sabe não, porém desde que você surgiu num esbarrão, tornou-se a razão de eu acreditar em algo que eu não sei.
Você faz assim, do seu jeito, sem jeito, em mim, no meu peito, tão fácil, que fico duvidando realmente se não existe um manual de como me conquistar. Você diz que não há nada o que conquistar, que sou todo dado, e provavelmente sou, um dado viciado, em lhe fazer ganhar, tantos sorrisos, que me fazem pensar se não sou eu o maior ganhador. A verdade é: todo mundo ganha quando há sorrisos e você me ensina tanto que eu tenho medo de soar tão repetitivo quando lhe agradeço apenas pelo que já é, quando dou inicio a um papo qualquer. Eu gosto muito do agora, então, entenda que nunca se demora pra eu puxar um novo papear. Não é expectativa, não é projeção, é apenas eu me deixando seguir meus impulsos facilmente. Porque, apesar de não precisar de explicação, às vezes eu sinto que você tem receio de estar interpretando mal toda essa minha interação, e eu não quero isso não. Quero só me perder nas conversas com você.
Eu gosto de me perder, gosto do que você já me fez perceber. Gosto de você e sinto uma aura tão boa no seu coração, que sou muito grato pelo nosso esbarrão.
Você não sabe não, porém desde que você surgiu num esbarrão, tornou-se a razão de eu acreditar em algo que eu não sei.
Você faz assim, do seu jeito, sem jeito, em mim, no meu peito, tão fácil, que fico duvidando realmente se não existe um manual de como me conquistar. Você diz que não há nada o que conquistar, que sou todo dado, e provavelmente sou, um dado viciado, em lhe fazer ganhar, tantos sorrisos, que me fazem pensar se não sou eu o maior ganhador. A verdade é: todo mundo ganha quando há sorrisos e você me ensina tanto que eu tenho medo de soar tão repetitivo quando lhe agradeço apenas pelo que já é, quando dou inicio a um papo qualquer. Eu gosto muito do agora, então, entenda que nunca se demora pra eu puxar um novo papear. Não é expectativa, não é projeção, é apenas eu me deixando seguir meus impulsos facilmente. Porque, apesar de não precisar de explicação, às vezes eu sinto que você tem receio de estar interpretando mal toda essa minha interação, e eu não quero isso não. Quero só me perder nas conversas com você.
Eu gosto de me perder, gosto do que você já me fez perceber. Gosto de você e sinto uma aura tão boa no seu coração, que sou muito grato pelo nosso esbarrão.
domingo, 11 de outubro de 2015
Tiquetaquear
Parecia um tiquetaquear de relógio, num ritmo nosso, seu peito palpitava ao meu ouvido, enquanto seus dedos entrelaçavam meus cabelos. Eu pensei que o amor já havia sido encontrado, e que qualquer coisa que viesse depois do que já havia vivido, seria apenas um sentimento divertido, porque a vida, infelizmente não havia acabado, junto meu amor passado.
Eu fui passando por todos os sinais, na esperança que um dia o destino seguisse sua linha, e eu não precisasse lhe fazer minha, contudo, aparentemente, a capacidade sua de, rastejar até mim com beijos pela minha pele nua, arrepiam mais do que meu braço, se estendem até desatar todo o laço que tinha imposto ao meu coração tão indisponível.
Hoje percebo que, apesar de não dever, apesar de não poder, apesar de não querer, eu sinto você. O som da sua risada, mesmo ao parecer uma gargalhada, quase sempre tem um toque de cansaço, a noite que passamos juntos, às vezes é tomada pelo seu sorriso de tristeza. Porque eu sei, que esse meu jeito, infelizmente lhe causa algumas incertezas e mesmo assim você não fala nada, ri pra mim aquele seu riso tão apaixonado, que ao quase que me sinto culpado, quando lembro do quão complicado devo soar pra você.
Tenho algumas prioridades que não posso adiar, e é difícil explicar, mas eu gostaria que você pudesse ficar, mesmo que eu não venha a falar, gostaria que você pudesse ficar, pra eu poder, no seu peito deitar, e escutar o lindo tiquetaquear, que seu coração faz especialmente pra mim.
Eu fui passando por todos os sinais, na esperança que um dia o destino seguisse sua linha, e eu não precisasse lhe fazer minha, contudo, aparentemente, a capacidade sua de, rastejar até mim com beijos pela minha pele nua, arrepiam mais do que meu braço, se estendem até desatar todo o laço que tinha imposto ao meu coração tão indisponível.
Hoje percebo que, apesar de não dever, apesar de não poder, apesar de não querer, eu sinto você. O som da sua risada, mesmo ao parecer uma gargalhada, quase sempre tem um toque de cansaço, a noite que passamos juntos, às vezes é tomada pelo seu sorriso de tristeza. Porque eu sei, que esse meu jeito, infelizmente lhe causa algumas incertezas e mesmo assim você não fala nada, ri pra mim aquele seu riso tão apaixonado, que ao quase que me sinto culpado, quando lembro do quão complicado devo soar pra você.
Tenho algumas prioridades que não posso adiar, e é difícil explicar, mas eu gostaria que você pudesse ficar, mesmo que eu não venha a falar, gostaria que você pudesse ficar, pra eu poder, no seu peito deitar, e escutar o lindo tiquetaquear, que seu coração faz especialmente pra mim.
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