terça-feira, 21 de agosto de 2012
Arre-Pe-Di-Men-To
Arre(dio)
Pe(rdido)
Di(as sofridos)
Men(tiras desmascaradas)
To(do infelicidade)
Foi isso que me tornei; depois de 9 anos vivendo assim, sempre só olhando pra frente; egoísta; tudo acumulado simplesmente explodiu de uma vez num só arrepedimento: não ter mais ela comigo.
E agora o que me resta é esperar. Ela. O Amor.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Ler Meus Pensamentos
Suspirando engravatado,
Preso no congestionamento,
Lembranças do domingo passado,
Quando apenas um sorriso,
Me despertou dessa tormenta,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
De repente você apareceu,
E por um momento,
Tudo pareceu melhorar,
Até o semáforo ficou verde,
Depois que você me recordou,
Que eu ainda poderia sonhar,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Os dias dourados,
O jovem apaixonado,
O beijo roubado,
Os sonhos deixados de lado.
Eu não vou esquecer,
Se você não esquecer,
Porque não quero viver,
Sem conseguir você,
E antes que se vá,
Guarde o sentimento,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Numa quarta-feira à tarde,
Vamos fugir do expediente,
Pra ver o sol poente,
Nas ladeiras sorridentes,
Com uma cerveja gelada,
Aí, vai haver um momento,
Que você vai sentir,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Ai tudo vai se apagar,
Os dias nublados,
O coração despedaçado,
O beijo chorado,
O sonho realizado.
Eu não vou esquecer,
Se você não esquecer,
Porque não quero lhe perder,
Se você me quiser com você,
E antes que você decida sumir,
Lembre do tempo,
Em que você podia ler meus pensamentos.
Quero que você seja toda minha,
Cada detalhe seu,
Todas as formas de sorrir,
Quero ter o prazer de descobrir.
Porque eu não vou esquecer,
Se você me prometer,
Que tudo que achei em você,
Será sempre nosso resplandecer.
Acredite em mim quando digo,
Que vou lhe levar comigo,
Ser seu abrigo e melhor amigo,
Ser para sempre,
Quem lhe fará sorrir.
Preso no congestionamento,
Lembranças do domingo passado,
Quando apenas um sorriso,
Me despertou dessa tormenta,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
De repente você apareceu,
E por um momento,
Tudo pareceu melhorar,
Até o semáforo ficou verde,
Depois que você me recordou,
Que eu ainda poderia sonhar,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Os dias dourados,
O jovem apaixonado,
O beijo roubado,
Os sonhos deixados de lado.
Eu não vou esquecer,
Se você não esquecer,
Porque não quero viver,
Sem conseguir você,
E antes que se vá,
Guarde o sentimento,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Numa quarta-feira à tarde,
Vamos fugir do expediente,
Pra ver o sol poente,
Nas ladeiras sorridentes,
Com uma cerveja gelada,
Aí, vai haver um momento,
Que você vai sentir,
Como se pudesse ler meus pensamentos.
Ai tudo vai se apagar,
Os dias nublados,
O coração despedaçado,
O beijo chorado,
O sonho realizado.
Eu não vou esquecer,
Se você não esquecer,
Porque não quero lhe perder,
Se você me quiser com você,
E antes que você decida sumir,
Lembre do tempo,
Em que você podia ler meus pensamentos.
Quero que você seja toda minha,
Cada detalhe seu,
Todas as formas de sorrir,
Quero ter o prazer de descobrir.
Porque eu não vou esquecer,
Se você me prometer,
Que tudo que achei em você,
Será sempre nosso resplandecer.
Acredite em mim quando digo,
Que vou lhe levar comigo,
Ser seu abrigo e melhor amigo,
Ser para sempre,
Quem lhe fará sorrir.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Terceira Forma
É cativante essa tua forma de sorrir, como arrepia cada pedaço do meu ser e me contagia com uma alegria inexplicável por palavras (ditas ou escritas).
Hoje mesmo percebi tua terceira forma de sorrir, e a guardei pra mim; é o sorriso natural que vem só por vir, preenche os teus lábios e é tão sereno como a brisa além-mar; notei que tu sempre pisca os olhos e faz um ligeiro beiço antes de ostentar esse sorriso; e só posso dizer que ele é um dos presentes mais agradáveis que tive o deleite de receber.
Sou um colecionador de sorrisos e agora o que mais desejo é o teu quarto sorriso.
Às vezes me pergunto se eu sou muito estranho ou só um louco a procura da felicidade (e do amor) e a única conclusão que achei é que indepedente do que for eu sou ma pessoa obstinada; nesse caso a guardar cada forma tua sorrir bem aqui, no peito.
Mas olha, não se preocupa com o que há por vi não; o futuro é tão incerto como o número de estrela no céu; sei bem que toda vez que tentar exatidá-los irei errar; e assim vou errando, sempre em frente; com presentes preciosos comigo, como seus sorrisos lindos.
Ao Meu Lado
Noite passada lhe vi sorrindo,
Chamei seu nome, mas você continuou andando
Não lhe ouvi com tanta gente falando
Tentei chamar sua atenção,
Mas você olhou para o outro lado.
O sol deve ter me cegado
Você lembra como a noite era uma eternidade,
Quando misturávamos amor e amizade?
Eu lhe perdi quando você quis me ter só pra si
Na primeira vez que lhe vi sorrindo,
Você me encarou e continuou fumando
Não lhe prestei atenção com o cigarro apagando
Tentei chamar sua atenção,
Mas você entrou numa briga com seu namorado
O idiota havia me magoado
Você se lembra como a noite era uma eternidade,
Quando seus beijos enchiam-me de tranquilidade?
Eu tentei resistir, mas você só pensou em si
Eu não queria, que terminasse assim,
Por favor, nãos esqueça de mim,
Sei que o que fiz foi errado,
Mas entre amor e amizade,
O que sempre quis foi lhe ter ao meu lado.
Na próxima vez que lhe ver sorrindo,
Tentarei me desculpar, mas você continuará me ignorando.
Na próxima vez que você me encontrar, irei continuar fugindo
Você se lembra como a noite era uma eternidade?
Lhe perdi quando você me mostrou que só amava a si
Eu não queria, que terminasse desse jeito,
Por favor, não me tire do seu peito,
Sei que acabei lhe magoando,
Mas entre o amor e amizade,
Eu sempre estarei lhe amando.
Chamei seu nome, mas você continuou andando
Não lhe ouvi com tanta gente falando
Tentei chamar sua atenção,
Mas você olhou para o outro lado.
O sol deve ter me cegado
Você lembra como a noite era uma eternidade,
Quando misturávamos amor e amizade?
Eu lhe perdi quando você quis me ter só pra si
Na primeira vez que lhe vi sorrindo,
Você me encarou e continuou fumando
Não lhe prestei atenção com o cigarro apagando
Tentei chamar sua atenção,
Mas você entrou numa briga com seu namorado
O idiota havia me magoado
Você se lembra como a noite era uma eternidade,
Quando seus beijos enchiam-me de tranquilidade?
Eu tentei resistir, mas você só pensou em si
Eu não queria, que terminasse assim,
Por favor, nãos esqueça de mim,
Sei que o que fiz foi errado,
Mas entre amor e amizade,
O que sempre quis foi lhe ter ao meu lado.
Na próxima vez que lhe ver sorrindo,
Tentarei me desculpar, mas você continuará me ignorando.
Na próxima vez que você me encontrar, irei continuar fugindo
Você se lembra como a noite era uma eternidade?
Lhe perdi quando você me mostrou que só amava a si
Eu não queria, que terminasse desse jeito,
Por favor, não me tire do seu peito,
Sei que acabei lhe magoando,
Mas entre o amor e amizade,
Eu sempre estarei lhe amando.
Me Pegou
Eu não vou voltar mais,
Decidi que passo pra trás,
Não me leva a lugar nenhum,
Principalmente,
Depois de meia garrafa de rum.
Meu apetite se foi,
Quando você virou para mim,
E disse que não valeria a pena,
Insistir num romance,
Tão dramático.
Seu olha me pegou,
Me enfeitiçou,
De uma forma tão forte,
Que nem tive tempo,
Pra descobrir se era azar,
Ou uma grande sorte.
Eu decidi segui adiante,
Disse pra mim mesmo,
Que o que tivemos,
Nunca foi bom o bastante,
Mas é olha pro céu,
E lembro das suas juras de féu.
Como vou esquecer,
Todas as formas de sorrir?
O jeito como você sussurava em mim,
Cada detalhe seu,
Que descobri.
Está estampado em todo lugar,
Seu sorriso, seu olhar,
Sua forma doce de falar,
Como posso fazer,
Pra parar de lembrar,
Tudo que você me fez querer?
Seu amor me pegou,
Me conquistou,
Tão intensamente,
Que nem sei dizer,
O que realmente,
Fez de você,
Tão interessante,
Assim pra mim.
O que posso fazer?
Se toda vez,
Que você me olhar,
Irei querer lhe beijar?
Uma ave de asa quebrada,
Uma raposa afugentada,
Uma fragata de vela rasgada,
Sem você sou tudo isso,
Mas acho que estou bem.
Seu sorriso me pegou,
Me arrebatou,
De um jeito tão incrível,
Que mesmo se você sumir,
Sempre guardarei comigo,
Esse sentimento inesquecível.
domingo, 29 de julho de 2012
Incêndio
Eu te via
Quando você não sabia
Que eu existia
E mesmo assim
Só queria
Que você soubesse
O que eu sentia
As palavras se formaram sem nem me dar conta que o mar se desenhava do outro lado da janela do carro. É sempre a mesma coisa quando lembro de você, só precisa de uma fagulha para acender esse incêndio que se chama você, dentro de mim.
Minha natureza sempre foi assim escondida; eu sempre me peguei desejando ser diferente e conseguir colocar em palavras o que sinto, mas tanta coisa na minha vida me ensinou que aqueles que se expõe são os mais machucados na guerra e no amor; então qual a solução racional para um sentimento tão passional? Queria ter a resposta; na verdade acho que já sei, é você.
Engraçado como tive tantas oportunidades de demonstrar e tantas vezes eu simplesmente não o fiz; não por covardia, era mais por grande parte de mim acreditar que você não me notaria; e o pior, é que eu simplesmente sei que seria perfeita para você.
Mas o tempo passou, e você simplesmente sumiu; eu fiquei transbordando todas as possibilidades que seu sorriso me trouxe. Sei bem que já devia ter largado isso, pois como já disse, você é um incêndio pra mim e não simplesmente o fogo; você me queima e tortura, me destrói e sobra apenas as cinzas, com gosto de lágrimas.
É difícil pra mim, simplesmente encarar seus olhos cheios de lume todo dia; é difícil ir dormir lembrando que vou lhe encontrar no dia seguinte; é difícil não ir falar com você porque sei o quão estranho seria isso; e é simplesmente impossível, pra mim, não lhe querer.
Me dizem que isso vai passar, mas quer saber de uma coisa, sendo muito sincera comigo mesma, eu não quero que passe; eu quero você, com muito calor, só pra mim.
*Créditos a Maria Resende
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Ledice
O aroma que acompanha cada sonho que tenho acabou por ser o cheiro doce de luar que você emana toda vez que vem até meus braços; foram meus lábios secos e a língua roçando no canino esquerdo que me fez notar que jamais conseguiria te esquecer, então resolvi tornar-te o ponto são de toda minha loucura.
Cada sorriso, de uma forma diferente, cada olhar, tão cativante; o jeito como você se mexe não é justo comigo, e me peguei analisando até o jeito como seus pés são tortos. Eu soube quando abri os olhos cheios de ressaca e vi tudo dourar ao meu redor que eu havia escolhido você para ser o meu tipo perfeito de garota.
O nariz, o tom da pele, as caretas sutis e a gargalhada embriagada foram o xeque-mate no tabuleiro que meu coração armou para me proteger. Quando você sorriu pra mim após gritarolar com todas as suas amigas uma música piegas eu tive de pensar 'por favor, pare; não tem nada mais aqui que você possa roubar'; e eu que sempre achei que você um ladrão, acabei vítima da maior conquistadora de sorrisos.
Ser seu expectador se tornou o único vício que preciso, o jeito como você tropeça ao dançar, desafina ao cantar e sorri ao chorar preenche cada lacuna que havia imaginado para ser a protagonista ideal do meu romance. Me pego tão obcecado que algumas lágrimas me vem aos olhos enquanto dirijo sozinho, gritando uma música qualquer que me faça lembrar dos seus olhos sorridentes. Cada sensação nova que você trouxe ao meu dia-a-dia é espasmo de Ledice e isso é o que eu venho buscando desde que... Bem desde que me peguei escrevendo sobre uma protagonista que sempre foi você, mesmo antes de lhe conhecer.
O engraçado é que sempre que olho ao redor, vejo tantos lhe cobiçando, e me pego apenas querendo estar contigo, porque eu que sempre quis tudo, a ti só quero por perto, pelo aroma de lua, pelos olhos sorridentes, e pelos tantos sorrisos teus que ainda anseio por descobrir; você deu uma direção a meus suspiros, uma inspiração aos meus sonhos e uma conexão ao meu coração.
E aí, finalmente eu posso ser eu mesmo, ladino, egoísta, falastrão, desastrado, sorridente, tagarela... Na verdade, não há nada que eu não possa ser; eu sei que serei tudo quando você estiver comigo. Então, essa noite, eu não quero perder nada do que você faça. Essa noite, você é minha, toda sorrisos, olhares e Ledice.
sábado, 30 de junho de 2012
Erva-daninha
As vezes me pego olhando pro formato do meu coração e parece-me que foi moldado todo por cicatrizes que vivem me recordando como ele funciona de forma tão deturpada.
Acho que gosto muito de observar as coisas, pois todas as vezes que observo o formato das nuvens consigo ficar sorridente por ter um coração assim, deformado o bastante para acreditar que sonhar por dois não é impossível. Não, eu não estou dizendo que meu sonho é compartilhar a vida com outra pessoa, e sim sei que meus sonhos são válidos por duas pessoas numa só; o sonho de ter o céu só pra mim, de um egoísta que só eu posso ser.
E se há algum resquicio de amor em mim, eu prefiro não deixar que ele se mostre; se há algum amor dentro de mim, prefiro que ele não germine. Porque se as chuvas que são tão cinzas e poderosas são apenas momentaneas, imagina um amor que brota da incerteza de palavras ditas?
Para o coração normal que prospera com amor, tal qual uma flor com a chuva e o sol; o meu mais parece uma erva-daninha que destrói toda a beleza de qualquer coração-flor que tiver no caminho.
Segue só, o caminho de quem deturpa é só, mas nunca solitário; sempre roubando, maculando, por um motivo digno, por uma promessa, pelo egoísmo de querer ser mais que um; carregar o dois que nasceu de uma vez só; mesmo que isso venha a machucar qualquer um que fique no caminho.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Abacaxi com Hortelã
Acho que é bom confessar que às vezes fico irritado com sua forma de ser; logo que você se fecha e eu não entendo muito bem o porquê. Você não costuma a dizer o que sente de uma forma sensata e aí eu me pego matutando sobre uma forma de te fazer entender os motivos de sentir o que sei que sente.
Eu sei que sentes, porque vejo em seus olhos e no sorriso, há mais de três anos vejo nesses olhos achocolatados brilhando uma luz que nunca vi em lugar algum e no sorriso percebo a armadilha perfeita para minha prisão perpetua.
E de repente quando a lua muda, seu humor vai da água para o vinho e me pego contemplado por inumeras formas de carinho e amor; porque você é assim como abacaxi com hortelã. Azeda, refrescante, doce e principalmente viciante. Despertando no meu coração as mesmas sensações que um suco de Abacaxi com Hortelã causa no meu paladar; sempre um gosto de quero mais.
Eu te quero tal como és, porque sua essencia é a que me enfeitiçou e roubou, mesmo que o sabor mude um pouco, eu vou sempre querer mais; Não precisa mudar nada, eu te quero quando você está aqui ou quando some; seguro que aquilo que sinto é bem mais que eterno.
Posso até confessar agora, que nunca acreditei na felicidade; mas toda vez que provo o sabor de ti, começo entender de onde ela existe. Logo que encontro esse olhar cheio de coisas inefáveis sinto que só de ter por perto estou recomeçando a viver; com cores, com açucar. Abacaxi e hortelã, para acalmar e seguir em frente; crescendo e vivendo, sempre me tornando uma pessoa melhor; sempre querendo ser o melhor para ti.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Equalizando
Eu apenas sorrio, nunca fui muito bom de começar uma conversa inteligente; vivo no tédio divertido onde vizinhos se dividem em gostos e etnias só para odiarem um ao outro; num país onde tudo parece estar de ponta a cabeça, me peguei observando você quando todos estavam olhando para o outro lado. Eu vi a careta que você fez praquele idiota metido à sabichão e gargalhei fazendo todo mundo se virar para ver do que se tratava; você corou e deu um sorriso tímido, acho que foi aí que tudo começou.
Você ouve o que quer ouvir, e eles acreditam no que quiserem acreditar; a sua fé foi maior que seu medo, e sem nem perceber eu me peguei admirando você de um jeito bem único. Alguns poderiam até dizer que era um vício, mas eu acredito que tenha sido um feitiço, ou algo que me tenha feito ficar analisando cada detalhe seu; tantas formas de sorrir, as leve impressões que nos olhares, me peguei querendo estar perto de você mais e mais.
-Posso te pedir uma coisa?
-Han - você teve de parar de dançar para me encarar - pode, acho... O que é?
-Primeiro eu queria te dizer como me impressiona.
E aí ficamos nos encarando, enquanto eu aguardava o tempo certo de acrescentar; o tempo em que a curiosidade dominava seus olhos.
-Me impressiona o jeito como você consegue dançar; chega quase a hipnotizar.
-Eu... - os seus lábios se estreitaram e a barroca do lado direito surge tímida - brigada.
-De nada - senti um meneio com a cabeça acontecer com ar de sabedoria sem que me desse conta - não quer saber o que ia pedir?
-Quero né - e mais um sorriso.
-Era isso - apontei para os seus lábios, todos abertos e felizes - seu sorriso.
-Ein? - o nariz inflou, e os olhos oscilaram enquanto o lábio inferior diminuia o sorriso.
-E agora ganhei mais que a encomenda... Dois sorrisos.
O olhar confuso que você esbanjou só não era mais atraente que o sorriso tímido.
-Eu não...
-Depois eu explico - lhe disse com um sorriso franco - enquanto isso fica com a curiosidade contigo, assim como eu fico com os seus sorrisos guardados comigo - e bate um indicador na sua cabeça. - heh.
Sei que você não merecia a curiosidade, mas é que era o melhor jeito de eu equalizar um pouco as coisas sabe? Fazer com que seus pensamentos divagassem para o motivo de eu falar aquilo é justo já que todos meus pensamentos sempre divagam para o seu sorriso.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Pra lá de Passárgada
Lá; lá; lá,
Onde só o sol vai nos encontrar;
É de lá,
Que a saudade vem.
A Cabeça está cheia, e não é por causa do uísque,
Com doze, vinte e um ou cinquenta e dois;
Eu nunca saberei o que virá depois,
Pra lá,
Longe pra te encontrar,
E esconder.
Só quero estar junto e sozinho,
Como a vontade tem dito pra ser;
Pra ir pra lá,
Pra lá de Passárgada;
Onde um sorriso é muito mais que preciso,
Mais que sonho ou vontade;
Muito mais que a saudade.
domingo, 1 de abril de 2012
Núbil
A felicidade é de toda Núbil. Dura uma fração de sorriso. Do momento em que seus lábios se estreitavam e os caninos se projetavam. Do instante em que as barrocas surgiam nas bochechas e os lábios se contraiam. Enquanto os olhos brilhavam, as pupilas tremiam e as sobrancelhas se arqueavam. Até que o nariz inflava-se e estava pronto. O que mais há de belo no mundo estava ali, e era tudo que preciso; esse seu sorriso.
Mas aí você me viu lhe encarando, e seu orgulho fez a expressão oscilar. Não sei se por vergonha, magóa ou mania.
-Pare de olhar. - sibilou num sussurro.
-Não consigo. - respondi movendo meus lábios sem emitir som algum.
Uma vontade enorme de tomar seus lábios me consome, mas eu me seguro, aprendi a parar de roubar; principalmente quando se trata de você.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Idiossincrasia
Essa minha Idiossincrasia sempre me acaba me surpreendendo. Dia desses me peguei lembrando do teu olhar entediado, do semblante de desafio e do suspiro sem paciencia. Lembrei também do sorriso viciante e do beijo voraz; do seu cheiro cítrico e dos cabelos rebeldes ao vento. Porém a lembrança se foi, assim como eu.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Torpe
Por mais que eu diga que era algo normal, não era; nunca foi.
Lhe roubei, me deixei levar, as coisas se complicaram e meu coração deixou claro uma coisa, era Amor, é bem verdade, mas um amor Torpe.
Sempre escondido, sem espaço pra respirar, desonesto, infame e sórdido; algo que não podia me orgulhar, mas um vício, algo que preciso.
E assim sigo meu caminho, sabendo que estou errando, porque um amor como esse, Torpe ou não; nunca volta a acontecer e exatamente por causa disso, não vou deixar desaparecer.
domingo, 18 de março de 2012
Amargura
-Posso conversar contigo?
-Hmm.
-É coisa rápida, só pra te fazer lembrar do que realmente importa. Sabe, esse teu relacionamento aí que não deu certo deve estar te incomodando ainda não é? Eu sei como é isso, porque isso acontece comigo quando qualquer projeção que faço sobre a vida não dá certo. Mas eu quero que tu lembre de uma coisa que aprendemos com nosso irmão; 'Você Não Precisa de Ninguém'.
Não houve resposta. O irmão mais alto ficou esperando uma resposta, mas não veio como havia de ser.
-Entende o que estou dizendo? Você não precisa de ninguém; se você conseguiu superar àquela perda, porque não poderia superar essa? Foi isso que a vida ensinou-nos. Só que só por que você não precisa de ninguém, não quer dizer que você deva viver sozinho. É que nem um seminário em grupo; você pode muito bem fazê-lo só, e sabe que consegue, mas não é muito melhor dividir as responsabilidades? É assim num relacionamento também, ao meu ver. Mas você deve sempre se lembrar que você pode e consegue fazer as coisas (e viver) só; e que sua escolha por estar com uma parceira nada mais é que uma escolha sua. Lembre disso e não vai haver mais amargura.
-Hmm.
-É sério, essa amargura que nos foi oferecida é para lembrarmos que tudo se amarga quando passamos a acreditar que dependemos de outras pessoas; mas também nos foi oferecido para que lembremos que tudo só ficou amargo depois que uma pessoa foi tirada de nós; que a amargura só vem quando levamos um baque, somos surpreendidos, traídos ou despojados. Se você deposita todas suas moedas numa jogada só, está fadado a perder tudo. É assim com a amargura da vida. A única hora que sentimos a vida doce é quando encontramos uma pessoa para termos ao nosso lado; mas só porque estamos bebendo de um tinto doce, não quer dizer que devamos esquecer que aquele mesmo tinto pode se tornar amargo após uma reviravolta. Confie sempre desconfiando, e nada lhe machucará novamente, ou pelo menos, dificilmente machucará.
O irmão mais alto meneou com a cabeça esperando uma resposta, mas não houve. Observou o mais baixo pensativo.
-Bom é isso. Só queria dizer isso mesmo; e lhe lembrar que você é melhor do que a maioria e sabe disso. Nós perdemos meu reflexo que sempre quis ser o seu reflexo, porque via em você algo admirável, então não o decepcione. Viva e seja egoista, porque foi isso que a vida nos deu: egoismo; mas não viva só, nunca só; a vida nos deu amargura, mas não quer dizer que devemos beber só desse cálice o resto da vida. Faça o que lhe convir, mesmo que para os outros seja 'errado', e se tiver dúvidas se deve ou não fazer com medo do julgamento alheio, não deixe que lhe julguem e faça de um jeito que só você saiba e possa julgar. Sua vida é sua e mais de ninguém; nunca esqueça disso, você não precisa de ninguém para ser feliz.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Tépido
O outono vem, Tépido; as folhas caem e os sentimentos eternenalizados por promessas também. Agora, com o tempo levando, enferrujando e desatanto o que deixasse numa confusão só, a nostalgia que me vem não passa de uma nuance do que um dia sonhei. Todo o calor que costuma a sentir ao lhe ver não toma mais conta de mim; o sorriso que florescia em meus lábios, as borboletas que levantavam vôo no estômago e o doce samba que ressoava no coração se foram. O que era quente esfriou e só assim pude notar aquilo que você tinha para mim.
O sorriso era falso.
O sussurro era lábia.
O amor era volúpia.
Você era tépido.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Ceteris Paribus
Estava tão bebâdo que nem reconheci aqueles olhos cheios de fogo, cintilando na minha direção; enquanto o caos tomava posse da minha mente, aquela voz melíflua sussurrou algum tipo de feitiço sobre mim. Eu sorri e disse para mim mesmo 'Ceteris Paribus', com tudo o mais mantido constante, era só mais um alvo.
A ressaca não foi física, é bem verdade que meus lábios estavam vermelhos e inchados, tal qual como meu pescoço e costas exibiam marcas do caminho que os beijos dela haviam percorrido na noite passada; mas o que mais me abalava era o Amor que tinha tomado conta do meu peito. Eu procurei freneticamente por algum tipo de contato com ela, mas ela desapareceu, como tinha de fazer para me enlouquecer.
Tentei levar minha vida sutilmente, rotineiramente, mas nada disso funcionou, não até ela voltar a aparecer. E eu tive que lhe dizer entre a sétima e oitava dose de uíque 'Você me faz isso, me leva para cima, para baixo, danaçando doce, balançando os cabelos aos ventos, olhos hipnotizando, lábios sussurrando encantos'. E ela me sorriu, como se o melhor de mim não fosse o suficiente para saciar o apetite dela.
Cada manhã que acordava sem tê-la ao meu lado deixava um gosto amargo no café que tomava após vários suspiros. Por mais que eu tivesse vencido incontáveis jogos feito aquele, cada vez mais me sentia preso a um cerco que tendia a derrubar o fortificado coração que tinha em meu peito e tudo que eu queria dizer a ela era 'Ei menina sexy, me liberte de seus feitiços, não se finja de timida, minha flor recém brotada, você pode não ter percebido, mas é única para mim', mas de que adiantaria dizer isso? Não ela era muito mais que súplicas e esforços, ela era um sonho.
Desde então tenho arrumado as coisas complicadas, concertar o que destruí no passado, é bem verdade que recebi duas tapas na cara e inúmeros xingamentos ao tentar consolar os corações que parti em outrora. Mas pelo menos assim me certifico que estou no caminho certo para concertar as asas dos anjos que magoei.
Esse sou eu sem saber o que fazer ao descobrir que aqueles olhos sedutores e cheios de fogo, são os mesmos olhos azulados que vi se inundarem de lágrimas ao me ver sair de sua vida. Lá no fundo eu tinha esse sentimento de nostalgia, que já a conhecia, mas o meu coração teimava em dizer que era de outra vida, e agora sei que o motivo daqueles quadrias se afundarem tão bem as pontas dos meus dedos é porque fui eu quem os domei pela primeira vez.
E agora, enquanto não sei o que dizer ela me diz 'Esse Amor me abalou de tal forma, que eu tinha de voltar e lhe dizer adeus, mesmo que fosse partir meu coração mais uma vez, só para vê-lo sentir sangrar o que infligiu em tantas mulheres', num sussurro firme, lupino e sem alegria. Eu até queria impedi-la, mas não tenho a menor ideia do que responder... Não até sentir meu braço puxá-la de volta para mim e minha boca recitar 'Se aquele foi um Adeus, então deixe eu lhe dar boas-vindas, pois esse seu Amor também me abalou e já não tenho escolha e não lhe direi mais nenhum amor'
Ceteris Paribus, com tudo o mais mantido constante o Amor sempre Abala tudo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Desalento
Vento,
Voa Lento,
Vem de Dentro,
Vive o Momento.
Desatento,
Coração Sedento,
Corrói o Sentimento,
Destrói-se com o Tempo.
Deixa-me num Desalento.
Voa Lento,
Vem de Dentro,
Vive o Momento.
Desatento,
Coração Sedento,
Corrói o Sentimento,
Destrói-se com o Tempo.
Deixa-me num Desalento.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ladino
Desde a primeira vez que a vi, senti os pelos da nuca se eriçarem; senti a língua deslizar pelos caninos e meu instinto se aguçar; como vulpino que sou, passei a fitá-la com intensidade, sem saber se naquela troca de olhares, eu era caça ou caçador.
Ela tinha aquele jeito Ladino, que pegou meu coração Marau de supetão, com um sorriso, um olhar; uma gargalhada hipnotizante, um toque arrepiante. Eu não pude evitar, e quando me dei conta, já estava enlaçado e rendido.
Demorou até eu assumir para mim mesmo; mais ainda pra me deixar levar, e quando o fiz, foi um encontro de duas almas, nós dois éramos um só, com uma promessa a lua, uma promessa ao rio, uma promessa ao amor, uma promessa à nós dois; foi tão bom, que quando eu acordei no dia seguinte, eu já não sabia se as memórias daquele momento havia sido um sonho, uma projeção ou a realidade; era bom demais pra ser verdade.
Ela era assim perfeita para cada parte minha; tão perfeita que eu até começava a indagar-me se era eu quem estava roubando-a, ou se era ela que estava me hipnotizando; tão perfeita que a cada três suspiros que dava, quando me exauria da rotina, os três eram pra ela.
Hoje, o que sobra é Saudade, o tempo todo, embora ela esteja sempre comigo, pulsando no meu coração; vontade, de ter aquilo tudo de novo, de me enebriar no perfume e no gosto dela, de sonhar acordado enquanto encaro aquele olhar sedutor; e Amor, muito amor, pelo que foi, pelo que é, e pelo que sempre vai ser, esse amor Ladino.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Passou
O tempo,
Passou;
O sonho,
A gravata obliterou;
O sorriso,
A realidade enferrujou;
O coração,
As perdas deformou;
Você e o nó,
O tempo ainda não levou.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Títere
Eu sei que a morte não virá me ceifar até que todos os palpites do meu coração sejam tamborilados; até que a minha última palavra seja escrita, porque eu sou um Títere do amor.
Quanto mais amor você dá, mais liberdade para me titerear você terá; mais empenho do marionetista que rege as cordas que me prendem você dará. Se você der um pouco de amor, você terá um pouco de amor próprio, simples assim.
Bem, se seu coração é tão grande como o meu, ele é tão grande quanto a terra, tão profundo quanto os mares e tão confuso como um espelho... E graças a isso você deve ter a tênue impressão que a vida e o amor estão estritamente relacionados.
Embora tenha sido o destino quem lhe deu o primeiro amor, viver acreditanto que tudo já está definido simplesmente não vale a pena. Porque a vida é passageira, é momento, sereno como o vento; assim como foi para mim descobrir o quanto te amo. E meu amor está presente em cada parte sua, como o oxigênio está no ar, que te envolve, te enamora, te flutua e te faz gargalhar. E para ter mais um pouco disso, você só precisa dar um pouco de amor, para esse Títere continuar a saculejar aos seus sorrisos.
Se você é, o que você ama, persegue, o que sonha, e você faz, o que você ama; eu sempre serei o céu e mar para você; e se você sorri, com os olhos, então você é feliz de coração; e a partir daí, o que você oferecer ao mundo, será espontaneamente você, a parte pela qual não deixo de me apaixonar a cada raiar do sol. A parte pela qual estou preso a cordas mais fortes que a gravidade, que me transformam num simples marionete do amor; a parte pela qual sou protagonista do espetáculo diário que exibo pra você; que só preciso de um tipo de bonificação para tudo isso... O seu sorriso.
Me dê um pouco de amor, e sou seu, a titubear entre amores, sorrisos e suspiros.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Brotou
É um pouco dificil mergulhar de cabeça na sua alma; nem tudo que há para se encontrar é precioso, existem demônios e fantasmas escondidos no passado, acorrentados a memórias enferrujadas... Eles ficaram ali na surdina, aguardando que eu encontrasse um amor para se deleitarem de mim; por saberem que eu não sou bom o suficiente para ninguém, por saberem que meu coração não é forte o sufiente para encarar os riscos que o amor traz... Quando eu tremo de medo, desejo fugir e tenho total consciencia que sou um grandiossímo covarde, é nessas horas que os fantasmas do meu passado cantarolam.
O que eu carrego é apenas um amor faminto para um coração sem sangue em suas veias.
Simplesmente não há uma única crença que seja imaculada de mentiras. Se você acredita no amor, por que não pode acreditar em Deus? Enquanto houver esse ideal discrepante do que se deve acreditar, confessarr, mentir e omitir, os relacionamentos continuaram a ser tratados como um meio e não como um objetivo.
Foi um amor cheio de abrasão, mas não necessariamente de aluvião, que mudou tudo. Enquanto éramos soprados acima dágua, nossos pés cruzaram caminhos similares e distintos com o mesmo ponto de chegada; o que nos foi dado foram os pés para seguir em frente, e pedaços de coração para amarrar ao amor. Enquanto o nó se desgastava, o nós se tornava mais que uma palavra; e de onde só havia um findar-se, brotou a coisa que há de surgir ao redor de todo ser humano, um amor.
Poderíamos muito bem termos desistido, fugido, ou apagado os rastros que ficaram na areia; mas simplesmente sorrimos e mergulhamos; deixámos os fantamas cantarolarem e as crenças se complicarem... Conquanto tudo pudesse se dirigir para mais estilhaçar de corações, de lá brotou o sol; do seu sorriso brotou tudo. O amor, o chocolate, o aroma cítrico. E foi aí que percebemos que vamos seguir em frente e atrás do amor, até a serenidade do mundo nos colocar em paz.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O Que Resta Depois do Vento Passar
Tem horas que é assim mesmo, tudo fica complicado, dá uma vontade danada de desistir, jogar tudo pro alto e se agarrar a primeira brisa que passar, só pra fugir e não ter que encarar os resultados da última tormenta; eu sei como é isso, volta e meia duma onzena, meu coração rebate num palpite dum furacão e aí eu fico assim, pairando, perdido, doido pra fugir... Mas aí tem sempre uma força que puxa, mas forte que a gravidade ou responsabilidade, é um sorriso, que me puxa pra realidade e me fez acreditar que tudo há de melhorar, como a tormenta a de se acalmar, como a calmaria há de chegar, contra o cais, com tudo em paz.
E aí, quanto eu consigo organizar meus pensamentos, tento reunir os pedaços de felicidade, aqueles que meu coração recolheu um dia da melodia que comecei a esquecer quando a tormenta começou a me preencher. É uma melodia contagiante, que por mais vontade que dê de fugir e desaparecer, ela não vai sair de mim; e por ela, lhe agradeço do fundo do meu coração; na verdade, tudo que me resta agora é agradecer a todos vocês.
Agora, que a tormenta bateu no seu cais, que nada faz sentido mais, e que tudo que você é quer é uma saída de emergencia; é agora, a hora em que eu lhe darei a felicidade que você me dá todo dia, a cada instante; e que continua sendo o mesma daquele dia, quando você me abraçou, colocou no colo, afagou meus cabelos e afugentou minhas lágrimas, prometendo que ali, consigo, eu teria um eterno abrigo; Preciso lhe dizer que te amo ainda mais, e que nas noites em que voce estiver chorando, apenas vire-se e refaça seus passos para ter certeza de que não esquecerá aquele dia, em que nos tornamos um; em que você foi toda eu; e eu fui todo você. Em que não importa brisa, tormenta ou calmaria; só sorrisos, empatia e amor. Lembra-se disso e do abrigo, que guardo no meu peito pra você. Levanta a cabeça, sacode a poeira e deixa o vento vir; uma hora ele há de passar, e o que vai sobrar? Sorrisos e Amores.
domingo, 25 de dezembro de 2011
A Desejar
Em algum lugar, intríseco, entre o palpitar de um coração e suspiro de uma alma, os sonhos começaram a se realizar. Aqueles sonhos de almoeda se tornaram particulares, restritos e contidos num sorriso; num olhar.
É lá que acordo, acima de uma estrela, inundado por serenidade, onde os problemas são voláteis, inodoros e indistinguíveis; onde tudo que me é caro se torna notável, só que toda minha atenção é focalizada para um baricentro definido pelo seu sorriso, sempre que estou com você.
A bem verdade é que todas as vezes que vejo os céus azuis e as nuvens brancas; o brilho do dia, eu percebo o quanto a felicidade pode estar contida em coisas pequenas, em coisas que preciso; no seu sorriso.
As cores da vida cada vez mais notáveis, a medida que um casal de estranhos na rua estão enamorados no seu próprio romance, e eu me pego numa nuance; desejando e anseiando para que você esteja ali comigo, para saciar a saudade, para mostrar a vida, ao amor e ao sol, o que é um romance de verdade.
Acho que por isso que toda vez que me pego solitário, observando uma estrela, deixo meus problemas evaporarem, deixo um sorriso inundar meu corpo, minha alma e minha mente; deixo você bater, entrar, arrombar e outorgar meu coração, deixo-me ser feliz, a desejar que você sempre esteja comigo, assim, simples assim, só comigo.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Melífluo
Sua presença sempre foi assim: melíflua. Nunca duvidei disso, pelo contrário, sempre me peguei querendo mais de ti, mais que talvez você nem soubesse ter para me dar; mas nunca importou, sempre preferi roubar a receber, e assim tudo aconteceu como havia de ser. Pelo menos é o que vivo sussurrando para mim mesmo.
A cada regougo que dava ao meu coração, percebia que a parte furtiva de mim era tão temerosa quanto um vulpino em debandada, e que a cada três onzenas eu precisava fugir, para me reencontrar, e não associar toda a minha deformidade sentimental a você.
Uma parte era só isso, é bem verdade. Essa era a parte boa, a parte altruísta, a parte que sempre me orgulhei de admitir; porém sempre existe uma segunda parte (às vezes são inúmeras partes), e comigo nunca foi diferente. A segunda parte sempre foi bem simples, é que eu sempre fui um pouco pérfido com você, comigo e com o Amor.
Eu fiz saudade, criei saudade, plantei e colhi; mas nunca esperei senti-la também, mas essa última parte não cabe a mim, cabe apenas a você. E seu sorriso... Um lindo sorriso melífluo.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
À Bailarina Descalça
Sinto saudades; do sorriso, das palavras, do enigma, mas principalmente do vestido esvoaçando ao vento. De você sorrindo enquanto o sol inundava sua pele alva e seus cabelos carmim; mas o que mais me chamava atenção eram os pés descalços, bailando nos paralelepípedos, me encantando. Eram tardes auspiciosas, onde o amor era voluptuoso, e o tempo tempestuoso. Tudo me lembra a você;
Uma reprimenda pelo atrevimento,
Duas sobrancelhas erguidas pela discrepância,
Vários muxoxos pelo melindrar,
Tudo contido na tentativa de manter comigo para sempre aquela imagem.
De você, só você, Sorrindo, Soluçando, Enfeitiçando, Cantarolando.
Posso eternamente regular meu coração,
Ao dizer que você foi só um grande experimento,
Para minha obra, minha literatura, minha ciência,
Porém, decidi que chega de pseudo-núpcias,
Se há de haver amor, porque haveria de contermos os palpites, palpitantes?
Tudo permanece, as Flores, os Amores, os Sabores, a Voracidade, a Levianidade,
E principalmente você, Dançando, o mundo acabando, e você Dançando, Descalça, no meu Coração.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Cara ou Coroa
Existem pessoas que ficam em pedaços, quando estão dormindo só numa longa noite; enquanto isso, outras pessoas se satisfazem com o silencio que tem só para si numa noite de pura paz. Ao mesmo tempo que alguns ficam sorrindo a tôa por receber uma flor, outros derramam lágrimas ao jogá-las num túmulo branco. E no meio de tudo isso, a única coisa que lhe resta a fazer é ser você mesmo.
Toda moeda tem duas faces: alguém arrisca tudo para amar de verdade numa viela e alguns fogem de seus sentimentos; qual foi covarde e qual foi corajoso? Racionais ou insanos? Separados ou juntos... Toda escolha tem uma alternativa oposta que lhe leva a um possível arrependimento.
E no fim, tudo que lhe resta é dizer a você mesmo que você escolheu o certo para si, independente do resultado, porque na verdade a vida nada mais é que uma batalha entre você e você mesmo. Tem gente que vai chamar isso de egoísmo, na verdade, essas pessoas só não tem coragem de auto-confrontar e decidir serem elas mesmas.
Logo, não adianta perder o sono durante a noite, repensando nas possibilidades, tudo não passa de uma moeda lançada ao ar: só pode ser cara ou coroa, mas qual das duas opções realmente será a escolhida pelo destino? É a mesma coisa com você, e seus amores. É a mesma coisa comigo, toda vez que lembro de você, e das possibilidades que o gelo poderia ter dito de derreter com você, pela neve, do inverno passar, e da primavera chegar palpitando.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Pétalas
As pétalas caem,
As estações passam,
O nó se desfaz,
Amores se perdem,
Vícios são superados,
Sorrisos são esquecidos,
As vitrines são trocadas,
Destarte, o Tempo vem levar tudo.
Mas as palavras tem um poder que ninguém consegue explicar, e por isso as suas pétalas que deveriam murchar, foram guardadas num livro. Eu ainda tenho amores guardados assim; ainda tenho um pedaço de mim que é seu. E está bem guardado, com amor, suspiros, parenteses, letras e palpites.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Atrever
Um ódio após um cativar,
Vai te fazer sorrir,
Um preto e branco pode se colorir,
Se seu coração se abrir.
Um insosso pode ser saboroso,
Desde que você aceite bem,
Cada contradição,
Que aparecer em sua vida.
Se você viver o que tiver vontade,
Sem se preocupar com as dificuldades,
Tudo vai ser mais gostoso,
Então, porque tanta confusão,
Para se atrever?
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
De Protagonista A Coadjuvante
Tinha tanta coisa pra dizer; tanta coisa pra fazer; tantos planos; sonhos, e expectativas... Todos tão ultrapassados, errôneos e ingênuos; eram apenas miragens feitas por um coração que se acostumou a querer demais, e se entregar de menos. Cheio de manias de um Protagonista fanfarrão.
-Eu lamento por ter estragado tudo, por ter desaparecido assim, sem dar nenhuma explicação racional, sei lá, foi uma coisa tão...
-Deixa pra lá, eu já perdoei.
-É que eu perdi a cabeça quando soube do... Bem...
Era mentira. Não foi aquilo que me incomodara, foi apenas o fato que meu coração percebeu que nunca teve você; percebeu que não dá pra ter uma pessoa, apenas dá para acompanhá-la, e se um dia ela quiser ir, não há nada que se possa fazer, a não ser deixá-la partir.
-É eu lamento por isso. Lamento pela frieza, pelas piadinhas irônicas, por dar mole pros seus amigos, por tudo...
-Voce não fez por mal, estava magoada...
-É...
-E eu lamento muito mesmo por isso...
Durante muito tempo não lastimei, apenas achei que o melhor a ser feito era desaparecer... Era o que você merecia; meu plano perfeito para você aprender a me dar valor; mas eu estava errado mais uma vez, não estava?
-Sabe, às vezes eu ainda fico desejando abrir a porta de casa e lhe encontrar lá, bocejando com aquela camisola suja de tinta depois de terminar de maquilar minhas paredes com tantas cores estraordinárias... E ai eu percebo que está tudo tão normal... Tão arrumado...
Era disso que eu mais senti saudade. Dessa risada, da nossa risada em uníssono. De nós dois, juntos, compartilhando coisas: sentimentos, sorrisos, gargalhadas, segredos, sonhos...
-Eu estava com saudade da sua risada.
É errado tentar reviver aquilo que me fez feliz por tanto tempo? Eu realmente nunca me importei com o certo e o errado, mas agora, depois de roubar mais um beijo e sentir que a resposta é tão estranha quanto um gole de vodka numa terça-feira ensolarada de ressaca, eu consigo concluir que todo recomeço tem um fim, e vice-versa.
-Nós acabamos mesmo não foi?
É o que seus olhos que me cativaram por tanto tempo dizem, é que nossos sorrisos tristes compartilham. Um beijo na bochecha, é tudo o que está na minha alçada antes de lhe dar um pequeno cafuné e partir.
Não mais para longe, não mais para fora da sua vida, apenas para o posto de um coadjuvante.
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