quarta-feira, 30 de junho de 2010

Concha Protetora

Se mantendo sempre na sua,
Foi essa a primeira impressão,
Que tive sobre você.

Não que você não se manifestasse,
É só que sempre guardou sua onião,
Para aqueles que você confia.

Demorou bastante,
Mas hoje, posso me achar um tanto importante,
Por ser um dos poucos,
Que tem o lisogeio de lhe aconselhar.

Não sei quando comecei a lhe admirar,
Numa hora você era apenas uma amiga da namorada,
Na outra, era um dos meus maiores pontos de apoio.

Pra desabafar, sorrir, ou conversar.

Sem um fluxo muito constante,
Pois, assim como você,
Sou de câncer, e sei que não é qualquer um,
Que merece nossos conselhos.

Somos cautelosos por natureza,
Não queremos inteligencia, carisma ou beleza,
Apenas um colo que nos proteja,
Uns poucos alguém para chamarmos de abrigo.

Acho que por isso que me orgulho tanto,
De ser, talvez, seu melhor amigo.

E comos carangueijos que somos,
Quando encontramos nossa concha,
Não largamos tão rapidamente,
Queremos mantê-la, no mínimo, pra um eternamente.

Por isso, pra você Malu,
Guardo um carinho gigante,
Que está sempre aqui, constante,
Um espaço só seu,
Assim como sei que tenho o meu,
Em você.

Que todos os seus desejos,
Sejam mais que desejos, e se tornem realidade,
Pois, se a alguém que merece a felicidade,
É você, minha concha protetora.

E não se esqueça, nem duvide em momento algum,
A recíproca é verdadeira,
Quando precisar, é só chamar,
Farei de tudo para lhe apoiar,
Independente do certo e do errado,
Vou proteger você, de qualquer coisa que lhe entristecer.

Bruno M. Tôp

domingo, 27 de junho de 2010

Dica Aos Amantes


Eu já sabia que o amor era assim uma mão de uma via só, um sentimento que nasce num peito só, sem saber se existe reciprocidade; e mesmo assim me meti a amar uns certos alguéns. Pra quê? Não sei se posso responder essa pergunda, afinal, meu coração é desse jeito, cheio de 'querer', pouco de 'poder', porém, ainda assim, me arrisco a afirmar que foi pra sentir saudade.

O que mais incomoda é que os certos alguéns, somem, sem dar noticias, desaparecem, depois de cativar um espaço no peito, deixando um vazio de nostalgia, dizendo apenas um 'eu te amo', só por dizer. Acho isso puro egoísmo, queria muito mais um carinho, um abraço, um beijo... Afinal, de que vale um 'amo você', quando o peito está ensopado de tristeza e solidão? Acho eu, que as pessoas acreditam que utilizar o verbo 'amar' consegue encobrir a ausencia.

Muito mais útil seria um carinho inesperado. Mas poucos são aqueles que sabem amar e usar as surpresas do amor para alegrar. Mais raros ainda são aqueles que recebem esse carinho, se alegram, se surpreendem, sabem que seu amor é correspondido, não só por palavras, também por ações, demonstrações e sentimentos.



Por isso, caro(a) leitor(a), se existe alguma pessoa que você ama, por favor, não se contenha; surpreenda quem você ama; é muito bom.
Fica a dica.

Bruno M. Tôp

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tão facilmente.

Seu coração é um túmulo, perfeitamente inviolável. Quanto mais eu me aproximo, quanto mais eu busco por pistas suas, mais fundo eu chego, mais eu me impressiono, é muito mais do que qualquer uma poderia imaginar, é um infinito congelado.

Não entendo como vim parar aqui, só sei que não consigo mais sair, nem fugir, sei bem que sou só mais uma na sua história, apesar de seus discursos dizerem que sou bastante especial, eu entendi minha posição quando seu sorriso fugiu da minha direção, se focando em outro olhar, nessa hora uma incerteza se apossou de mim, parecia o momento perfeito para pisar no futuro, mas eu não consegui.

Um pouco de afeto, sem mostrar os defeitos, apenas virtudes, sorrisos, fui me interessando cada vez mais, como uma presa que cai na lábia da raposa, que se hipnotiza pela sua beleza, não percebendo seus perigosos dentes. Antes, eu não poderia coexistir com o frio e a suspeira, hoje, minha vida dentro do seu coração, é toda fria e suspeita.

Sua boca é uma evidência incotestável, esses lábios cítricos que sempre voltam a me tomar, para deixar minhas pernas  bambas, e depois que estou arrependida, você me sorri enquanto entrelaça uma faca em meu coração.

E mais uma vez, você se esvai. Tirando tudo o que puder de mim, eu me tornei muito fraca, estás me tendo de um jeito muito fácil, fácil demais.

Aproveitando um dos momentos em que você me deixa a sós com a minha solidão e arrependimento, eu fugi. Deixei isso tudo para trás, mas a pergunta ainda continua.

Eu digo para mim mesma, "você não sabe a diferença entre o amor e a submissão", queria ter forças para te dizer a mesma coisa.


(...)



Depois de lágrimas salgadas junto a seus beijos doces, ela está dormindo com a cabeça em meu peito. O aroma de seus cabelos chegam ao meu inalar, estava com um pouco de saudade disso.

Sei que sou assim, um cafajeste por natureza, e que, por querer mesmo, estou te monopolizando sem me monopolizar. Sou um dos piores cafajestes que ela poderia encontrar. Uma das únicas raposas que não deveria se apaixonar.

Eu estou tentando me manter por aqui, ficar o máximo possível, mas já é tarde e eu preciso ir embora. Pode parecer cruel, mas se fosse diferente, talvez ela não tivesse toda essa dependencia por mim, é a incerteza de me ter, que a faz me amar tanto assim.

Só não queria quebrar o encanto, dos pensamentos que tenho quando a seguro em meus braços. Ela está tentando afastar um sonho ruim (eu já roubei tudo o que eu queria dela), com um sussurro chamando por mim (consegui tudo tão facilmente), e eu estou a deixando na cama, sozinha.

Meu coração é gelado demais para alguém entender. É complexo demais para alguém ter. Uma parte dele com certeza é dela, afinal, é a que mais aguentou essa posição. Porém, uma parte, na verdade, não significa nada.

E eu me vou, tão facilmente. Sem nenhuma culpa, vou voltar, e tê-la novamente, tão facilmente. 

"Seu Coração, é algo que não vou abrir mão, pois ele já é meu, tão facilmente." Um beijo na testa dela, e quando me levanto seus olhos marejados me encaram... Eu realmente tenho um fraco pela cor única de seus olhos. "Eu te amo"

"Você vai estar aqui quando eu acordar?". Dou um sorriso. "Eu prometo", e ela fecha os olhos sorrindo cheia de paz. Eu vou estar aqui quando ela acordar, em seu peito. Eu sempre vou estar em seu peito. Nunca quebrarei minhas promessas. Eu não deixarei o seu coração tão facilmente.

Bruno M. Tôp

sexta-feira, 18 de junho de 2010

pra conquistar só precisa de conteúdo (e beleza)



Sou fácil de conquistar, basta alguns elogios com um sorriso sincero, apenas um ‘eu te amo’, e eu sou seu. Todo o resto será desprezado, a beleza exterior não é importante, o que importa mesmo é seu conteudo ‘interno’.

Não dou o minimo para isso, é sério, sempre te disse “não é a beleza que me atrai, e sim um sorriso e um olhar”.

Você sabia disso, e por isso me conquistou, me fez dizer que te amava. Sempre serei seu, apenas pelo seu sorriso e suas palavras.
Então, por favor, me dê seu sorriso mais bonito, pois assim vou te amar. (…)

Você devia entender uma coisa, sou homem (e cafajeste). E vou te trocar, por um recipiente mais atraente. Não percebeu? Eu não me importo com beleza exterior, só acho que ela é a parte mais importante de uma mulher.

Bruno M. Tôp

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Covardia

Temos que avaliar melhor,
As pessoas que nos são importante,
Sabe, quanto mais próximo ficamos de alguém,
Mais fica dificil de perceber seus defeitos.

Fala para mim dessa nossa felicidade,
Que você acabamos de vivenciar,
Talvez você seja muito sortuda,
E não consiga perceber a alegria absurda,
Que eu sinto quando estou com você.

Os sorrisos e abraços de cumplicidade,
Todas foram bem guardados no meu peito,
Para lembrar sempre do grande bem,
Que só você consegue me trazer.

Sabe, quanto mais nos conhecemos,
Menos eu consigo perceber seus erros,
É o que o amor me faz,
Me torna incapaz,
Só me resta um riso bobo,
E uma vontade de teu colo.

Tudo bem se eu falar.
Nunca desista,
Corra atrás dos seus sonhos.

É engraçado como minhas palavras não servem para mim,
Agora os papéis se inverteram,
E eu, o ponto de apoio, estou perdido,
Procurando o abrigo, que só posso ter contigo.

Quanto mais tempo gastamos falando, menos nós fazemos,
Eu sei que deveria ser forte,
Mas na verdade, eu sou um covarde,
Sempre tive medo de admitir isso,
Porém, fiquei encurralado,
E agora o que resta é um topor durante os fins de tarde.

Uma promessa, que tudo vai ficar bem,
Pelo nosso amor,
Vou pressionar meu punho de coragem contra meu coração,
Com seu empurrão, vou sobreviver outro dia.

Desculpa,
Agora percebo,
Que nunca dei muito valor a isso,
Eu te amo,
Obrigado, por não me deixar abandonado.

Bruno M. Tôp

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Além Do Que Se Vê

Olha só, o tanto de coisas que te escrevi. É pra sonhar, se emocionar, e sorrir.

Eu não estou te vendo agora, mas tenho uma certa certeza que enquanto estais lendo esse texto, as tuas maçãs na bochecha se contraem, o peito fica descompassado, a respiração meio ofegante, e um sorriso se alarga em teu rosto. Eu sei, pois é assim que me sinto quando leio os textos que me escreveste, me pego abobalhado, sorridente, esperançoso.



Sei, que a tua solidão me dói, e que é difícil ser feliz, mais do que somos todos nós. Porém, não é minha culpa se o destino se atrasou em nos apresentar. Do jeito que foi atrasado, acredito até que foi erroneamente planejado, para que nós não fossemos um amor desses, que se pode achar num romance qualquer.

Sei, que o vento que entortou a flor, bateu também em teu rosto, trazendo o meu cheiro cítrico, enchendo teu coração de palpites. Sei também, que balançaste a cabeça, tentando me tirar da mente, mas eu já estava, supostamente impregnado no seu peito.

Eu sei, é o amor que ninguém mais vê, guardado só para 'nós'. Mesmo eu indo, podes até achar que te deixo só com um 'nó' no coração, solitário. Mas na verdade, eu estou bem preso, ao nosso 'nó', que não tem 's', pois é só nosso. Quer um exemplo? Só olhando para uma foto do teu sorriso, uma alegria percorre todo meu eu, estranhamente piegas, é verdade, mas é assim que me sinto, ultimamente quando penso, lembro ou sinto a ti.

É bom te ver sorrir, faz tudo se tranquilizar, quanto tudo está errado, é pro teu abraço que eu corro, pois ele não me cobra explicação, causa, ou consequencia, só está aberto para mim, enquanto estivermos a sós. Por mais que queiras negar, ele é meu, todo meu, deformadamente meu.

Talvez já tenhas percebido, e guardado só para ti, escondendo de tuas amigas. É assim mesmo, nosso amor, é muito Além Do Que Se Vê.

Bruno M. Tôp

domingo, 13 de junho de 2010

Um Fio Especial

Um abraço. Um sorriso, risadas, é o que mais adoro em 'nós'.

Meu colo, tem espaço para você e para mim. Na verdade, foi feito para você.

Eu sou assim mesmo, tenho que te mimar, dar dengo, só pra te fazer sorrir.

Brincadeiras, que te deixam vermelha, que te irritam, e então, eu faço aquela cara, tão tristonha, um biquinho, dou meu olhar mais carente, e você não resiste... Agora, só agora, antes de me deixar ir, suspira, e me olha com amor, o suficiente para me fazer dar meu sorriso mais sincero.

No meu abraço, você sempre terá seu lar, sem muita pressa, só um abraço, aninhada a mim, como nasceu para estar. Cochilando, com uma expressão tão serena, calmamente, lindamente...

Outono, Inverno, Primavera, Verão... Não importa a estação, estamos aqui, juntos, amarrados, por um fio invisível, um amor que nos une, nos prende, nos aquece, e felicita.

"O que quer que você faça na vida, será insignificante, mas é muito importante que você o faça, porque ninguém mais o fará, como quando alguém entra na sua vida; uma metade diz que você não está preparado, e a outra metade diz faça que ela seja sua para sempre."




Pra mim, só vale a segunda parte. Quero que você seja minha, assim, para sempre.

Tudo que você me faz, traz, e causa, resultam em momentos incríveis, geram um algo especial. Lembranças. Boas, estranhas, nostalgicas, saudosas, ruins, chatas, excitantes. Lembranças, que eu quero guardar pra sempre, junto a ti, no meu peito.

Talvez você perceba, que é preciosa demais, e que eu nunca vou deixá-la ir.

 Bruno M. Tôp

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ninho

“Sem tirar nem por, com carinho, com amor”

Foram essas suas palavras no pé do meu ouvido. Numa voz rouca, vindas de lábios secos e temerosos; sua mão tremia na minha, seus olhos que antes demonstravam tanta certeza estavam com medo... Temerosos de que sua cartada final não fosse capaz de derrubar a barreira que coloquei entre nós. Mais uma tentativa de roubar um beijo, e com um pouco de resistência, eu consigo me manter firme.

-Por que não?

-Porque não é certo.

-E o que seria certo?

Meu silencio de constrangimento lhe rendeu um sorriso de confiança, eu tentava me manter forte, decidida, mas seus olhos amendoados me fascinam demais. Esse sorriso meio torto, de cafajeste me rouba o ar. Você não tem nada de lindo, mas olhando assim para você, desengonçadamente esperto, não posso deixar de pensar que todos as falhas foram feitas milimetricamente de propósito. É o seu charme, afinal, não existe um cafajeste bonito demais, existem cafajestes galantes demais. E você é um deles.

-Você nem sabe o que é certo.

-Sei que isso que você quer, não é.

Outra pausa, em que você passa a língua no canino esquerdo, enquanto dá seu sorriso mais malandro, uma mania sua, eu já reparei. Você chega mais perto e roça seus lábios no meu cangote, arrepiando todo meu ser. Com dificuldade, escondo um sorriso de prazer, sou teimosa demais para abrir mão de mim mesma.

-Se é isso que você quer... Só acho que o certo e o errado não deveriam interferir com o seu querer.

-Prossiga.

-Você me quer, eu consigo ver, nos seus olhos, no seus sorriso. – uma pausa calculada em que você avalia minha reação a suas palavras. Droga, eu odeio quando as maçãs da minha bochecha ficam rosadas, mas não consigo controlá-las, parece que elas fazem isso só para me entregar. – nos seus suspiros, e nos abraços...

-Nada além de carinho.

-Eu sei o que você quer.

-E o que seria?

-Eu.

-Puft.

-E eu te quero.

Perto demais, rápido demais, não consegui reagir. Não, não. Eu não queria isso, mas essa mordida no meus lábios inferiores, esse aroma ácido que vem do seu respirar (...)

-Eu disse que você queria.

-Mas o que fizemos é errado...

-Não, não é. Sabe, se tu queres algo, não deves deixar de fazer se tem uma oportunidade.

-Mas eu tenho um compromisso...

-É, eu sei, é amanhã, eu fui convidado lembra? – e você retira o convite que os padrinhos do meu casamento receberam.

-O que eu faço agora?

-O que seu coração mandar.

-Mas ele sempre fica confuso com você por perto. Sempre é assim, eu repito esse erro. – e lágrimas descem pelo meu rosto. Ótimo, era só o que faltava, agora você vai ter pena de mim. Não, por favor, beijos não, eu estou horrível, chorando assim.

-Salgado – você sussurra sorrindo e me faz soluçar um sorriso – não derrame-as por não saber o que quer, lembra do que me disse quando cometeu o primeiro ‘erro’?

É claro que eu lembro, fazem oito anos, desde que eu me deixei levar nesse furacão que é o seu coração, desde que você me adicionou a sua coleção, vindo me tirar para dançar a cada três onzenas. Eu sei o que disse, não me arrependo, pois eu te amo, mas queria poder ser um pouco diferente.

-Entenda só uma coisa: eu nunca vou deixá-lo ir...

-E vice-versa... - você beija meu nariz com sutileza - deixa eu te dizer uma coisa, sem você, é como se eu não tivesse asas para voar. Preciso de um local para descansá-las, por isso sempre volto...



-Eu sou seu ninho?

-Exatamente, como tinha que ser... E aqui estamos nós. – você aponta para o seu coração e depois para o meu... Mais um abraço com cheiro adocicado, e minhas forças se vão. Me deixo levar, mesmo sabendo que só será por uma noite, que amanhã, você vai sorrir e fingir para os outros que nada aconteceu. Que esse momento nosso, será só nosso. Porque somos assim, um do outro, no coração e na alma, sem mais.

Bruno Tôp

domingo, 23 de maio de 2010

Abstinencia

Sinto um desconpasso no coração,
Minhas mãos estão tateando o mundo a sua procura,
Meu peito está aberto a sua espera,
Fantasio seu toque nas minhas mãos,
Minha boca dança estremecida por sua causa.

Esse calor irradiando aqui dentro,
A visão ficando cada vez mais escura,
Estou sofrendo, por falta de você.

É a abstinencia,
Estou me destruindo sem sua pressença.

Você sumiu,
Deixando um vazio,
Garantindo que tudo foi uma ilusão,
Mas meu coração,
É teimoso demais para enxergar a verdade.

A todo momento,
Sinto que você está ao meu redor,
Deixando rarefeito o ar que respiro,
Manipulando o que sinto,
Apreciando os meus mais ofegantes suspiros.

Minhãs mãos flutuam acima de mim,
Enquanto escuto ao pé do ouvido,
Você dizendo que me ama,
Meu coração não aguenta tanta adrenalina,
E o meu corpo começa a desfalecer,
Desmaiando no nosso lugar preferido.

Pode ser apenas um delírio,
Essa música que me faz balançar,
Os anjos que nos garantem que estamos juntos novamente,
O abraço mais gostoso que existe,
E então... A garganta volta a arder.

Tudo volta a ficar triste,
Sua existencia,
Que eu tinha em meus braços,
Se desfez como uma miragem,
Deixando lágrimas salgadas a escorrerem.

Por favor, pegue minha mão,
Ela é toda sua,
Não só ela, como meu coração,
E todo o meu ser...

Eu me perdi em você,
E agora, você me deve,
Tudo que eu sou...

Você garantiu que nunca me deixaria,
Eu acreditei... Eu acredito.

Tudo a respeito de nós dois,
Deveria ser mais que infinito...
Eu estou sofrendo,
Mais uma dose de morfina,
Para anular a adrenalina,
Que meu corpo produz,
Enquanto sinto que você está ao meu lado,
Esperando para voltarmos a ficar selados,
Como nunca deveriamos ter deixado de ficar.

Mas essa sensação,
Não passa de um espectro do seu sorriso torto.
Tudo era mentira, eu sei,
Mas continuo a acreditar,
Em cada palavra.

Sou uma tola,
Que nunca aprendeu a deixar de amar,
E que fique escrito,
Ainda preciso do seu sorriso mais bonito,
Pois sou uma viciada sem cura.

Abstinencia,
Eu não estou pronto para viver sem sua existencia.

Bruno Tôp

terça-feira, 18 de maio de 2010

Brilho

Eu nunca saberia,
E se o fim tiver de acontecer,
Saiba que ainda serás para mim,
O que mais brilhará nesse mundo.

Infelizmente,
Estamos levando isso mais longe que deveríamos,
Está me machucando, dilacerando,
Você não sabe que isso é doloroso pra mim?
Bem, talvez lhe surpreenda a ideia,
Que não é tão doloroso assim.

Você quer levar o que é seu,
Me forçando a levar o que é meu?
Não queria que chegassemos a esse ponto,
Não mais uma vez.

A culpa não é sua,
Mas é que sem você, me sinto tão pequena,
Não sou mais sua musa serena,
Mas se você tem que ir,
Não esqueça que és o brilho da minha vida.

Talvez seja melhor pararmos por agora,
Cada segundo que se passa, parece uma hora,
É sinal que estamos nos perpetuando demais,
Num erro tão óbvio.

Se você fugir agora,
Continuará por perto?
E mesmo você fulgindo,
Ainda ficaria admirada de te ver brilhando.

Fico indecisa,
Percebendo que esse é um final,
Mas depois lembro que não necessariamente, será o fim.

Você é assim, tão instável, fulgente,
Como um sol, que por agora,
Quero um pouco de distância.

vou me despedindo,
Admirando seu modo de brilhar,
E mesmo assim me despedindo, por agora.

Bruno Tôp

domingo, 16 de maio de 2010

Ao Seu Lado

Se apenas um dos meus desejos,
Estivessse para ser realizado,
Escolheria adormecer ao seu lado.

Em qualquer lugar ou situação,
Estarei visando apenas você.

Quero seu calor,
Acariciar seus cabelos,
Enquanto você está cochilando,
Ou apenas fazendo charminho.

Porém, estou um pouco temeroso,
Você assim, parada,
Apenas sonhando,
Passa pra mim a sensação,
Que não se ama.

Que depende de alguém,
Pra fazer seu mundo girar,
Uma carência tão grande,
Que chega a ser feia.

E quanto mais tentamos nos conhecer,
Mais cuidadoso eu tenho que ser,
Pois, sem percecer, você necessita,
Apenas Necessitando,
Tépidas lágrimas fluem pela sua face.

E não há nada que eu queira dizer,
Só quero ficar com você mais um pouco,
O que eu quero, eu não digo,
Já que tenho medo te perder meu abrigo.

Alguns dizem que é porque não tenho força de vontade,
Eu realmente não me importo.

Não sei se você sabe,
Mas se eu não puder te encontrar,
Antes que meu mundo desapareça,
Não poderei mais sonhar,
Pois tudo que mais desejo,
É adormecer ao seu lado.

A desigualdade de nossos sentimentos não podem ser mudadas,
Mas não me importo, de verdade,
É só amor,
Aquele velho e sempre, vício palpitador.

Bruno Tôp

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sem Olhar Para Trás

Na busca dos meus sonhos,
Acabei me encurralando no caminho.

Não que eu queira voltar atrás,
Só quero de volta,
Aquele alvorecer que deixei pra trás.

Você não precisa se entristecer,
Toda vez que fala pra mim do seu destino.

O que ficará para o fim,
Não precisam ser lágrimas,
Deixe o vento levar seu sofrimento,
Que você está esperando,
Não alcançará esse lugar sem saída,
Onde você prendeu sua vida.

Anote num livro de bolso,
Sua lista para o que fazer antes de morrer,
Seja sincera consigo mesma,
É um bom jeito de começar,
Se quiser me seguir,
Será sempre bem-vinda.

Eu estou vivendo para realizar meus desejos,
Logo, não tenho tempo para arrependimento,
Deixo os momentos bons e ruins no esquecimento,
Guardo comigo apenas, as lembranças mais lindas.

Ainda tenho um longo caminho a trilhar,
Para apagar esses sentimentos,
E realizar tudo que almejei.

Faz tanto tempo que não me sentia assim,
Eu tenho que me desculpar,
Mas se o fizer, estarei olhando para trás,
Não é orgulho, é só... Averssão ao arrependimento.

Fechei seus olhos por um segundo,
Para que você sentisse que as coisas mais importantes do mundo,
Estão situadas no encontro dos nossos lábios.

Eu não quero uma relação normal,
Eu não sou natural, então não me venha com rotina.

Já estou abrindo a próxima porta,
Seguindo adiante, se você não se apressar,
Vai ficar no meu passado.

Te estenderei a mão,
Sempre que você estiver ao alcance do meu coração,
Só lembre de uma coisa,
Não tenho tempo, nem vontade para voltar.

Sou assim, um ótimo ladrão,
Muito egoísta, cheio de palpites,
Da minha maneira,
Pois assim, faz tempo que não sinto nenhuma dor ou orgulho.

Bruno Tôp

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um Bom Ladrão

Com um único suspiro,
Consigo congelar seu calor,
A partir da cicatriz,
Essa sensação de não sentir,
Vai se espalhando por você.

Seus lábios são envenados,
Pela minha lábia mais charmosa,
Vai demorar pra que você perceba,
Mas eu estou escondendo seus pecados,
Apenas momentaneamente.

Ninguém vive eternamente,
E principalmente eu,
Não gosto de ficar num lugar só,
Por muito tempo.

Eu sou um criminoso,
Um ladrão do amor,
Que rouba toda a vitalidade,
Deixando os corações em pó.

Porém, às vezes me apego,
Isso eu não nego,
E aí, será mais dificil pra você,
Quando chegar a hora partida.

Hmm, eu queria saber,
Se você realmente precisa de mim.

Você tem que demontrar,
Se realmente precisa de mim,
Talvez com isso, eu volte de vez em quando.

Sou como um vício ruim,
Faço você me querer mais,
Querer o monópolio,
E quando eu sumo,
Há luz desaparece,
O calor volta, com uma dor alucinante.

Eu volto,
Você tenta me repelir,
Mas eu sempre fui um bom ladrao,
Roubando mais um suspiro,
Um óscúlo no colo superior,
Mordida no beiço inferior,
E me saio, sorrindo, como só eu sei fazer.

Sou um criminoso, sempre em fuga,
Sabendo que estou errado,
Porém, te peço,
Deixe-me te amar mais uma vez,
Você é minha rosa em meio a uma guerra.

Me pergunto como acabamos assim,
Você tão desejada,
Se viciou em mim, tão imperfeito pra ti.

Só que, eu sou covarde,
E vou fugir, de novo, te machucando,
Como sempre faço,
Só quero saber se você ainda me quer.

Bruno Tôp

terça-feira, 4 de maio de 2010

Súplica Sem Som

Minha boca ressecada está esxposta ao sol,
Enquanto lágrimas incessantes,
Escorrem deixando um rastro brilante em meu rosto.

Só você que poderia encher os vazios em mim.

Porém, sem perceber, acabamos assim,
Acumalando dor, que se concentra ainda mais,
Quando nossas peles se tocam.

Se o desejo oculto na batida do meu coração,
For se tornar o meu futuro,
Então as lembranças que deixei para trás,
Isoladas no escuro,
Permaneceram abandonadas,
Com seu rosto que me infligiu tanta dor.

Estremeço só de ver seu tenue suspiro.

Seus olhos carregam as mesmas manchas de cansaço,
Queria poder retirar isso de você com um abraço,
Mas já perdemos essa habilidade há muito,
Nossas almas, já estão cansadas demais.

Me pergunto se não teria sido melhor,
Se não tivessemos nos conhecidos,
Todas essas cicatrizes...
Todos os momentos infelizes,
Nenhum deles seria real,
E as pestanas que perdemos,
Tudo seria tão normal.

Mas não podemos voltar,
Esses braços perderam tudo,
Inclusive seu calor.

Apesar de única coisa que nos resta ser a dor,
Ainda continuamos de pé, vivendo com torpor.

Por isso, tenho que seguir em frente,
Deixando uma súplica na minha voz sem som,
Seus olhos e sorrisos que foram abandonados,
Permanecem ali, engaiolados,
Para que a dor vá se dissipando.

As lembranças, essas foram trancafiadas,
Esquecidas, e afogadas,
Sem nenhuma pena.

Bruno Tôp

domingo, 2 de maio de 2010

Um Verbo Cheio de Anexos

Aquele sorriso que traz calma,
Que capturou e hipnotizou a minha alma,
Sem uma explicação decente,
Apenas como um feitiço potente,
Meu coração, foi sendo engaiolado,
Dominado...

Bem, você nunca saberia,
Eu tinha tudo, mas não o que queria,
Porque ainda não te tinha,
E meu coração, ele sempre era mais,
Sempre era um ponto indefinido.

A esperança, pra mim era um lugar desconhecido,
E há muito perdido.

Mas você entrou,
Resisti a você assim,
Só que você conseguiu me mandar sentir,
Um par de olhos cafeinados,
Eu estava me tornando vivo.

Tudo que eu queria era o nexo,
Dos amores e suas definições,
Partes que só esse verbo consegue ter,
Gostos e sensações, vindas em anexo,
Para colorir e confundir.

E foi você que trouxe tudo isso de uma vez,
Você pode até que tentou ser cuidadosa,
Não se aproximar,
Mas eu fiz você estender o coração um pouco mais,
Pois feitiço bem feito, é aquele que enlaça ambas as partes.

Abri meus olhos, para ver os seus,
O mundo real, pareceu mais belo,
Uma vida que jamais iriamos conhecer,
Desviando nosso futuro da dor,
Esse é um dos poderes do amor.

Você me olha desse jeito bobo,
Tão linda, de um jeito fofo,
O tempo para, eu não o tenho em mãos,
Mas sei que ele para nos nossos corações.

A verdade é que,
O amor pode ser real.

É um pouco assustador pra mim,
Você me tem assim,
De uma forma banal, de uma forma total.

Você não precisa ser tão cuidadosa,
Pode demonstrar mais carinho,
Mais afeto, pois independente da quantidade,
Já sou todo seu.

Bruno Tôp

terça-feira, 27 de abril de 2010

Da Primeira Estrela, até o Alvorecer

Eu estou sendo empurrado,
Pela tenue escuridão,
Que surge com o anoitecer.

Começo a seguir, para onde o bréu aponta,
Tropeçando, repetidamente,
Não sei exatamente para onde vou,
Só sinto que quanto mais escuro,
Melhor ficará para o meu coração.

As pessoas que estão perdidas,
Aguentam o destino, chamando-o de pecado,
Porém, eu continuo aprendendo,
Caindo, me levantando,
E entendendo o verdadeiro significado de viver.

Um dia após outro dia,
Vamos trilhando o caminho que leva ao amanhã,
A estrada do destino vai ficando marcada pelas nossas pegadas...
Gostaria que você disesse novamente,
Embora seja encabulante,
Que eu sempre terei um abrigo,
Que sempre poderei permanecer contigo.

Algumas vezes perdendo,
Outras simplesmente ganhando,
Deixando o coração se encaixar onde tem que estar,
Pode ser arriscado, mas é o melhor jeito de viver.

São incontaveis, as cicatrizes que o circundam,
Aparentamente, ferimentos ainda em aberto,
Porém, continuo aprendendo,
Apontando agora, para o lugar onde a luz brilha.

Um dia após outro dia,
Vamos desenhando um mapa,
Para o futuro sem fim,
Gostaria que você disesse novamente,
Embora seja uma pessoa tímida,
Que você quer que eu permaneça com você pra sempre,
Que você precisa do meu abraço pra ser feliz.

Apesar do tempo ser limitado,
Sempre almejei um sonho ilimitado,
Acorrentado ao meu coração,
Que continua clamando por você,
Da primeira estrela, até o alvorecer.

Um dia após outro dia,
Vamos parar no meio do caminho,
Olharemos para o céu, juntos,
Sem medo do que virá no futuro.
Gostaria que você disesse novamente,
Mesmo que você esteja envergonhada,
Que enquanto estou contigo,
Você está completa.

Então, por favor,
Deixe sua mão sobre a minha,
Para que eu sinta o calor,
Que você projetou dentro de mim.

Bruno Tôp

sábado, 17 de abril de 2010

Utilidade

Não quero saber as consequencias,
O que eu quero, eu simplesmente quero,
Vamos, me dê,
Não importa se eu mereço,
Eu quero, idependente do preço...

O que te ofereço?
Não posso afirmar isso com tanta vontade,
Mas você é simplesmente a única coisa desperta desejo em mim.
Pode ser uma proposta ruim,
Porém é melhor que nada, não?

Eu sinceramente não ligo para o que dizem,
Eu nunca vou deixar você me deixar,
Simples assim,
Eu vou tentar parar o tempo para sempre,
Implantar meus desejos no seu coração.

Eu me sinto tão frio,
E quero você tanto,
Que não consigo resistir,
Ao seu jeito de sorrir.

Quero preencher esse vazio,
Nem que depois lhe deixe aos prantos,
Quero seu calor,
Independente de ser ou não o tal falado amor.

Eu me sinto tão sozinho,
Preciso tanto de você de alguma maneira,
Eu não consigo te esquecer,
Só fico ainda mais a te querer.

Pode ser que eu seja um tanto quanto mesquinho,
Isso não passa de uma grande besteira,
Eu fiquei obcecada por te usar,
Desde que percebi as cores do seu olhar.

Ver você, respirar você,
Obsessão, ilusão,
Desejo, carnal,
Amor ou imortal?

Pode viver sua vida,
Mas sem mim, sua alma estará partida,
Porque eu impregnei meu veneno,
De uma forma não forte,
Que você chega a ter sorte,
Por ainda conseguir ficar longe de mim.

Me dê tudo de você,
Não fique com medo,
A solidão não voltará a te visitar,
Eu afasto isso apenas com um sorriso,
Sei que meu charme lhe causa isso.

Saiba que no fim,
Seremos apenas nós dois,
E o que virá depois...
Bem... Responderemos o que deixámos para trás.

Afinal, você foi feito pra mim,
Então se o mundo desabar hoje,
Você ainda terá que vir me levantar,
E eu não vou te decepcionar...

Eu me sinto tão frio,
Que preciso do seu beijo,
Para acalentar meus desejos,
E principalmente, suprir meus desejos.

Não pense mal de mim,
Eu te quero, mais que qualquer outra pessoa,
Só não irei te priorizar,
Pois sei que assim você irá me amar mais ainda,
É a lei do amor...

Essa será sua utilidade,
Receber meu carinho,
Não me deixar sozinho,
E em troca, você receberá meu sorriso,
Eu sei, é como um vício, mas eu não me importo.

Bruno Tôp

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Caridade

É engraçado, que quanto mais a gente precisa,
Menos a gente tem...

Quando tudo ao redor fica escuro,
O medo prevalece sobre tudo,
Precisamos daqueles abrigos...
Aqueles que cativamos em peitos amigos,
Dos colos que nos fazem bem,
Que afastam qualquer incerteza do futuro.

Mas eles simplesmente estão ocupados,
Estão longes demais...
E ficamos assim, sozinhos...

Hoje, eu queria só um único carinho,
Um abraço aconchegado,
Ou um sorriso ensolarado.

Queria qualquer conselho sobre a vida,
Uma ou outra jura despercebida,
Preciso ainda de qualquer humor...

Pode parecer estranho,
Mas o vazio que sinto no peito,
Não tem outra cura senão,
Um aperto bem feito.

É que eu acordei assim,
Meio bom, muito ruim,
Sem poder entender o que quero,
O que sinto, e o que espero.

E a única companheira,
Que me acolheu, foi uma gelada.
Ficou ali calada, me suprindo o calor,
Congelando meu temor...
Fazendo o que ninguém mais pôde fazer.

Num ciclo triste,
Percebo que o relacionamento humano,
Simplesmente não funcionam comigo,
Pra mim, nessas horas, ele nem existe.

Afinal, hoje eu precisava de suspiros,
Afagos, choros, muxoxos, sorrisos, abraços,
Precisava de um nó nos meus laços...

Mas tudo que encontrei foi a solidão,
Tragando-me para um moinho,
Me triturando em um homem tão mesquinho...

Precisava de uma unica presença,
Pra me deixar feliz...
Um único beijo,
Um daqueles que diz,
'Eu amo você, e és muito pra mim'.

Não quero ser o tudo de ninguém,
Só queria um alguém,
Que me tratasse como prioridade,
Para que assim, não precisasse de amor por caridade.

Bruno Tôp

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Coração do Destino

Eu realmente, não fico bem,
Quando te vejo chorar,
Assim tão tristonha,
Que não deixa nada além,
Das lágrimas a escoar...

Mas a vida é assim mesmo,
Há coisas que você precisa saber,
Que você tem que perceber,
Por você mesma, e eu só posso assistir.

O dificil, é me acostumar,
Com essa posição de expecatador,
Sem poder fazer nada, para que a tristeza possa se esvair.

Pode parecer crueldade,
Mas não é,
O coração do destino sabe o que é melhor pra gente,
Se tropeçamos agora, é pra aprendermos a olhar por onde andamos,
O coração do destino é poetico... Te garanto isso.

A dor deixa seu coração no chão,
Isso é inevitável, e o amor,
Ah esse mistura tudo,
Deixando as coisas ainda mais confusas.

Você sabe que a vida é assim desse jeito,
Não da pra arrancar uma aflição,
Que se formou no seu peito,
Mas você pode olhar o lado bom da vida,
E tentar ofuscar um pouco as partes ruins...

Elas nunca vão desaparecer, eu sei disso,
Mas podemos sim deixá-las de lado,
Afinal, eu mesmo não consigo ficar mal,
Quando vejo seu sorriso, ou sinto o gosto dos seus beijos...
É por isso que vivo dizendo,
Que você é tudo que preciso, tudo que desejo.

O que virá no futuro,
Também me assusta,
Mas você não pode deixar que o medo,
Impeça você de sorrir.

Até porque, se você parar de sorrir,
Eu também o farei,
Isso não é nenhum segredo,
ou é?

Vamos juntos, de mãos dadas,
Encarando o destino,
Pois, apesar de ser ruim agora,
Ele tem um coração bom,
Eu sei que tem.

Bruno Tôp

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Para o Coração Repousar

Eu queria ser um pouco original,
Conseguir expressar,
Aquilo que todo mundo sente,
De um jeito diferente.

Mas, infelizmente,
Acabo preso ao geralmente,
Só conseguindo ser mais um normal...

Deveria haver um jeito simples,
De poder colocar o coração para repousar,
Apenas para ele poder parar de sangrar...

Só que isso não é natural,
Ele foi feito para latejar,
Rasgar a alma até não poder mais...

A solução é deixá-lo pra trás,
Um gole de aguardente,
E essa dor já não se sente...

Quando acordo as três da tarde,
Sentindo que todo meu pescoço arde,
As memórias da noite passada,
Estão todas embaçadas,
E a cabeça não para de girar...

O que fiz, não me condiz,
O que quero, é que espero.

Só lembro com exatidão,
Do copo de tequila com sal e limão,
E depois, meus coração foi repousar.

Essa tal de consciencia moral,
Vem só pra me deixar mal,
Só que por agora,
Vou mandá-la embora...

Não preciso do que me deixa aquém,
Já que não fiz nada além,
Daquilo que eu mesmo sou.

Mais um gole de tequila,
Pra embrulhar meu estomago e minha mente,
Tudo vai ficando dormente,
E meu coração volta a repousar.

Bruno Tôp

sábado, 3 de abril de 2010

Uma Estrada a Mais

As luzes passam tão rápido pela janela,
Você não está incomodada com os borrões de luz?
Seu olhar costumava a me seduzir,
Mas a frieza que ele ostenta agora,
Só me faz querer ir embora.

Se puder, encoste o carro,
Prefiro seguir andando,
Do que perpetuar essa situação incomoda,
Não é velocidade que me frusta,
Mas sim sua hostilidade.

Talvez a culpa seja minha,
Por não saber exatamente o que dizer,
Não me lembro exatamente se o erro foi meu,
Porém eu sei, que se estamos distantes,
A culpa também pode ser atribuída a erros seus.

Não é melhor pararmos?
Acho que já passou da hora de eu voltar pra casa,
Preciso rever o que realmente quero.

Sabe, eu costumava a ver o amor dos meus pais,
Cheguei a acreditar que o nosso amor,
Era igual ao deles, mas agora...
Preciso do meu lar, para pensar...

Tenho medo de envelhecer,
Me sinto muito bem enquanto ainda sou jovem,
Se eu desperdiçar o que Deus me ofereceu,
Como é que irei consegui viver, sem um arrependimento.

O engraçado é que o conselho do meu pai,
Foi justamente esse,
"Não entre de cabeça num relacionamento,
Se você puder ver alguma possibilidade de arrependimento"

E agora, estou nessa contradição...
Os bons momentos me fazem te querer mais e mais,
Só que a frieza de agora, me faz temer o futuro.

Ok, eu pensei um pouco melhor,
Não pare o carro, siga um pouco mais,
A lua cheia te fez sorrir,
E agora, te observando, percebi,
Que não posso viver longe desse sorriso...

Mesmo que ele demore pra aparecer,
Independente do quanto seja dificil de se obter,
Eu vou te fazer sorrir, teus olhos brilharem,
Porque preciso disso pra viver...

Desculpa se falei palavras duras,
É a estrada que me faz pensar loucuras,
E fico nessa, de me arrepender do que jamais me arrependeria.

Vamos seguir até o nascer do sol,
De mãos dadas, abraçados e cantando.

Mesmo que o carro venha a parar,
Nós sempre vamos continuar em frente,
Pois o destino nos fez seguir nessa estrada,
Entre a vida e a dor, eu encontrei seu amor.

Bruno Tôp

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Cores de Um Sonho

Misturando amor e dor,
Seu sorriso sempre viverá dentro de mim,
Quando a solidão me alcança,
Ela traz a lembrança do seu rosto,
E a lágrima que cai deixa esse gosto,
Salgado, saudoso, nostálgico...

O calor que já envolveu nossas mãos,
Nos abandonou, sem ter porque,
Deixou um frio,
Que planeja um destino tão sombrio...
Ah como eu queria aqueles dias de volta.

Memórias dos dias distantes,
São tão aconchegantes,
Apesar das pontadas que sinto no meu peito,
Não posso deixar de comparar,
Nosso amor, como uma flor,
Que murchou ao inicio do inverno.

Ouvir nossa canção,
Sentir a garganta engasgar,
É melhor que chorar.

Eu tenho que seguir em frente,
Não posso esperar, que o mundo irá mudar,
Tenho que acreditar, até o fim,
Vou caminhar, pra te buscar.

Eu quero novamente aquele seu sorriso antigo,
Preciso urgentemente dele, aqui comigo...

Vou te mostrar, que ele sempre esteve ali,
Que ele nunca morreu,
Só se refugiou em algum lugar afastado da sua alma,
Só não quis se macular com a dor que meu erro criou.

Tenho que te provar,
Que você continua podendo amar...
O amor nunca deixou de existir,
E nem nossos sonhos desenhados em conjunto...

Eles ainda poderão voltar a ter vida.

Estampados em seu coração,
As cores não desapareceram,
Só ficaram um pouco ofuscadas.

Se ficarmos juntos novamente,
Nossos sonhos voltarão a fazer sentido.

Bruno Tôp

domingo, 28 de março de 2010

Reticências Transmutada em Interrogação

Ah o Amor, tão complicado,
E às vezes. tão simples,
Sabe, dizem que é sentimento mais belo do mundo,
O único capaz,
De conquistar almas de soldados e vagabundos,
De nascer e morrer em apenas um segundo,
Aquilo que quanto mais se prolonga,
Mais parece ser profundo.

É o Amor em si, de todas as formas,
Em todas as suas facetas.

Tem a improvável sagacidade,
De estar presente nos bons momentos,
E nos ruins,
Apenas, porque ele é assim.

Os melhores momentos da sua vida,
Serão tragados pelo amor,
As lágrimas mais dolorosas…
Provirão do amor,
E assim por diante.

É, ele tem o poder de trazer a felicidade,
Só que, também tem o poder de tirá-la,
E mais além, tem o poder de gerar infelicidade,
OU a tristeza mascaradamente produzida…
É assim com todos os humanos,
Não só comigo, você, e a moça da esquina.

Simplesmente, porque ele faz dessas coisas.

Gostaria muito de acreditar,
Nas palavras que vivo dizendo,
‘O Amor não é justo’,
Mas ele é….
Na verdade se existe algo imparcial,
É o tall do Amor,
Já que ele nunca vai ser uma coisa banal.

Definições simplórias não vão servir,
Chamo-o de monstro, apenas por brincadeira,
Pois sei que, se o Amor fere é porque tem que ferir, e pronto!

O Amor nada mais é,
Que a burguesia da paixão,
A voracidade do coração,
A reticencia que nasceu em interrogação…
E mais infnitas dessas complicações.

Não pense que eu não o quero pra mim,
Longe disso, já abri meu peito,
Para que ele se instalasse de seu próprio jeito,
Só, não acho ele essas coisas todas que dizem por aí.

Não é o sentimento mais bonito,
E tenho dito,
Ele vai te consumir,
Mais cedo ou mais tarde,
Pois somos humanos não porque temos essa genetica,
Ou porque podemos pensar, mas porque podemos amar,
É assim e acabou.
Sem ponto final, só interrogação,
Já que estamos falando de amor.

Bruno Tôp

domingo, 14 de março de 2010

Chuva Amarelada

Um dia ele diz em tom normal,
Aquilo que eu não consigo repetir,
Eu já esperava, mais aquilo foi dificil de ouvir.

Por mais que você já saiba o que vai acontecer,
É impossível de impedir seu coração de se partir,
Ah, nesses momentos queria ser uma garota vazia,
Sem alma, sentimentos, coração e qualquer coisa assim.

Isso porque tudo dentro de mim,
Está em revolução...
A culpa é minha?
Talvez sim, talvez eu deva ficar sozinha.

Foram cinco meses maravilhosos,
Cada parte boa e ruim,
Agora soam tão saudosos.

São tantos lugares para ir,
Tantos motivos pra me trancar,
Tantos caminhos...
Mas não existe caminho pra casa,
Já que eu não pertenço a lugar nenhum.

Fora dos trilhos do amor,
Os sonhos parecem tão distantes,
As luzes quase nem brilha.

Ouvi uma parteira que vive na escuridão,
Dizendo que essas luzes só lhe causam dor.

Eu não quero mais escutá-la,
Recolho meus trapos e sigo cambaleando,
As estrelas estão caindo, numa chuva amarelada,
Como fogos de artificio, e eu continuo por aqui,
Sozinha, assistindo o céu derramar lágrimas amarelas.

Tantos lugares se tornam inúmeras escolhas,
Para onde eu vou?
Será mesmo que o destino é quem está me guiando?
Ah eu queria ser vazia...

Faces e máscaras passam por mim,
E a vida continua, num devaneio.

Então ele volta,
Trazendo o arrependimento, a saudade,
Aquele sentimento que me feriu.

E eu simplesmente digo:
"Você pode trazer de volta?"
Ele fica lá me encarando,
Enquanto assisto as folhas caírem.

Não ele não pode,
Ninguém pode, pois eu não tenho nenhum abrigo,
São tantos caminhos,
E nenhum deles me leva pra casa...

Ainda vivo num mundo conhecido,
Aguardando algo a mais,
Enquanto a vida continua.

Bruno Tôp

sexta-feira, 5 de março de 2010

As Coisas Importantes Não Têm Forma

Transforme pessimismo em otimismo,
Não estou dizendo que isso é fácil,
Só acho que seguir para um abismo,
É uma das piores escolhas a serem feitas...

Mesmo quando se perde, tudo bem, comece a andar,
Mais uma vez, assim como nos foi ensinado,
Se cairmos, nos levantamos e seguimos,
Se choramos, logo sorrimos.

Desde que seu sorriso seja belo,
Todo o resto será insignificante...
Acordar depois de ver o começo de um sonho,
Pode ser frustrante ou istigante,
Tudo é interpretação,
Quem faz nossa vida feliz,
É o jeito como animamos nossos corações.

As coisas mais importantes,
São sempre aquelas que não têm forma,
As tendo ou perdendo,
Você não percebe...

A chuva parou naturalmente,
Como o arco-íris que surge,
Depois de lágrimas salgadas.

Mesmo que você não possa ver,
Acredite... Isso por si só já vai te fazer bem,
O amor, sonhos e a felicidade são abstrato,
Pois tudo que é dificil de entender é mais gostoso.

Por isso, simplesmente, transforme tristeza em bondade,
Singularidade em força,
Mesmo quando se perde, estamos ganhando uma lição.

Levante os olhos para o céu,
Atrás das nuvens ainda existirá um sol,
Aguardando para te iluminar.

Tal igual o meu sorriso.

Mesmo quando tudo estiver ruim,
Eu estarei aqui, seu eterno abrigo.

Bruno Tôp

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Coração bate, palpita.

Eu me acalmei,
Vislumbrar seus olhos achocolatados,
Me fez tão bem,
Que eu até comecei a admitir,
Quando eu estou errado.

Fique comigo, isto é o que eu preciso,
Susurre que você me ama no meu ouvido,
Explique quais partes de mim te deixam feliz,
Sempre gosto de escutar você falando de amor,
Meio ruborizada, totalmente apaixonada.

Eu não sou nada faz muito tempo,
Tempo desde que me apaixonei por você,
Desde que ouvi você dizer que me amava no natal,
O som que me aqueceu, me derreteu,
Me encheu de esperanças.

Este coração, bate, palpita, apenas por você.

Por favor, nunca esqueça,
Essa parte, esse detalhe, esse fato,
Sou seu, só seu, para sempre,
Se você quiser, desejar, almejar,
Serei seu, unicamente seu.

Basta um cativar, aquele sorriso especial,
Que me faz ser a pessoa mais feliz do mundo,
E assim eu me rendo para você.

Feitiço por feitiço,
Encanto por encanto,
Vou me apaixonando, me apegando,
Não tem mais volta,
Então fique comigo,
Eternamente...

Afinal, se hoje meu coração,
Ainda bate, palpita, é graças a você,
E é todo seu.

Um dengo que me conquistou,
E consumiu,
Um Dengo para a vida toda,
Amo você.

Bruno Tôp

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval de Torpor

E daí que estou sozinho?
E daí que preciso de carinho?
Cativar as pessoas é uma lâmina afiada,
Que penetra o coração de forma eficaz,
Mas poucos sabem, que é uma faca de dois gumes.

Hum, Hum,
Lá vai o Bloco do Eu Sozinho,
Desfilando com o tédio,
Junto da troça vem a solidão,
Essa sempre traz a tristeza,
Não é surpresa,
Relacionamentos humanos rendem esse tipo de situação.

É isso que são,
Sentimentos chegam sem se mostrar,
Como um traidor disfarçado,
É bem acolhido e nos apunhala,
Ah, ah...
Não quero mais esse tipo de pesar.

O amor, esse grande vilão,
Disfarça-se como suave e meigo,
E quando se revela,
Mostra sua face cruel...

Argh, todas caricias e pobres promessas,
Do que adianta se deixar envolver,
Se no fim, é tudo uma emboscada.

Se pudesse, recitaria uma verso,
Impactante o bastante,
Para fazer o amor se afastar de mim,
Só precisaria dele de tempos em tempos,
Prefiro mais o gosto do vento,
Aquele gosto estranho e suave,
Concentrado com o aroma dos amantes,
Mas o amor, não, esse tipinho ai, de jeito nenhum!

Só que existe um porém,
Coração é teimoso,
Sempre está preso aos ciclos mais viciosos,
Tsc, tsc,
Porque não podemos nascer sem corações?

Ah, sim, é verdade,
Porque são eles que tingem o mundo,
Então eis que surge uma grande dúvida...
Ficar sem aromas, cores, melodias e gostos,
E não ter nenhum motivo para sentir o torpor?
Ou simplesmente se arriscar ao amor?

Droga, humanos errantes,
Imperfeitos e interessantes.
Não existe resposta,
Só essa agonia...

Acabo sendo pessimista,
Até parece que gostaria de me livrar do amor...
Er... Solidão sempre me traz esse tipo de divagações,
Sempre todas cheias de mais puro baixo astral...
Vai entender...

Bruno Tôp

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Alma Deformada

Quando eu ainda era inocente,
Quis viver num mundo saído de um sonho,
Onde tudo que fosse idealizado,
Seria simplesmente mais um desejo realizado.

Com um choque, percebi que não podia ser assim,
Não dependia de mim,
Se o mundo seria bom ou ruim,
Eu só poderia decidir,
Qual o caminho que iria seguir,
E mais importante, se por ele iria ter motivos pra sorrir.

Numa decisã abrupta,
Acabei escolhendo um caminho estranho,
Mas é o meu caminho, não importa se vou seguir sozinho,
Foi uma escolha só minha.

Não vou mais ficar me segurando,
Tenho que dizer tudo que quero,
Voltando pra casa, com o luar me observando,
Logo após descer na parada de ônibus,
Eu dei um adeus permanente ao arrependimento.

Só que mesmo assim, meu mundo ainda é cheio de problemas,
E às vezes chega a ficar numa tonalidade solitária,
Mas eu não me importo.

Pois tenho certeza que mentir não faz sentido,
Todo meu amor,
Eu jurei pra mim mesmo,
Que sem isso, não conseguiria sobreviver.

Ó, doce amor, como eu vi em meus sonhos,
Os namorados procuram lugares em que se sentem mais à vontade,
Mas na verdade, os dias que não podemos nos ver,
São dias que temos de aprender a conviver.

Não importa se o caminho está certo, ou errado,
Eu simplesmente sigo em frente,
Pois serei sempre uma raposa, que independente de condenada,
É inocente porque já nasceu assim,
Com uma alma deformada.

Bruno Tôp

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Domando a Mim Mesma

Sempre estive sujeita a isso,
Suas escolhas, sua decisões,
Foi me arrastando, me empurrando,
E eu sem saber o real motivo disso.

Só que finalmente, estou tomando conta das situações,
Eu me dei conta que posso ser eu mesma,
Posso falar o que pensei,
Sem sentir a garganta suforcar...
Agora, só agora,
Consegui parar de fantasiar você.

O problema, é que eu ainda não sei o quero,
Eu te espero,
Mesmo sabendo que pode terminar num fim,
Que será ruim pra mim.

Mas eu sou domada, hipnotizada,
Pelo seu aroma, suas palavras,
Não consigo me manter firme,
Odeio isso,
E também amo.

É um maldito vício,
Que me puxa da tranquilidade,
E me joga num furacão de incertezas.

Deus sabe disso,
Não tenho controle do que faço,
Se faço, é porque você rouba meu ar,
Minha razão, minha emoção.

E como se eu estivesse louca,
Tenho alguns surtos de lucidez,
Mas elas duram o tempo necessário,
Pra que você volte a me atormentar.

É, eu dependo de você,
Preciso me livrar,
Afinal, eu nunca deveria ter começado a pensar,
Que você é meu coração.

Quando eu consegui controlar a mim mesma,
Te juro, que não sofrerei mais,
Até lá, vou tragando uma vez ou outra,
Seu veneno, que me traz um prazer momentaneo,
Me torna sua escrava,
E cria ess dependencia,
Que só o amor pode criar.

É uma promessa,
Vou conseguir domar a mim mesma,
E quem sabe,
Recuperar o coração,
Que você guardou na sua estante.

Bruno Tôp

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dizem por Ai

Dizem que vidas humanas não valem tanto assim,
Elas são insignificantes, e em instantes,
Murcham como qualquer rosa.

Porque o tempo às vezes é ruim,
E faz das nossas tristezas, seu entretenimento.

Tudo ficou tão triste,
Eu era uma criança que teve os sonhos destruídos,
No entando, ouvi o vento sussurrar,
Que você me amava...
A cor voltou a existir.

Já me disseram que o destino nos menospreza,
Nada nos dá, apesar de prometer tudo,
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então descobrimos, que é uma miragem,
Atentando contra nosso coração.

Isso até fazia sentido,
Mas como pode o destino ser de todo ruim,
Se ele me levou até você?

Não, isso não faz sentido,
Nem quero que faça,
É o amor, que nos infectou com suas desgraças,
E trouxe pra minha vida a sua graça.

Dizem por aí,
Que a felicidade é algo impossível,
Não acredito mais no que dizem,
Pois você me fez questionar,
Até o congelar do meu coração,
Essas afirmações se desfazem,
Enquanto observo seu sorriso.

Era pra ser segredo,
Pois eu tinha medo,
De dizer isso pra você,
Só que você roubou tudo de mim,
Com um feitiço deveras complicado.

Então sempre acabo dizendo,
Eu te amo, eu te amo, eu te amo...
Nunca consigo parar,
Afinal, não é de admirar,
Pois sempre estou perdido no seu olhar.

Bruno Tôp