quarta-feira, 11 de março de 2009

Divagações de Tôp XXIV - Egoísmo

Nem eu sei em que direção,
Estou seguindo,
Não existe nenhuma seta,
E até que eu atinga minha meta,
Já vai ser tarde demais.

Talvez apenas meu coração,
Saiba pra onde estou indo,
Minha alma parece feliz,
De seguir por esse caminho.

Eu sei que o estou fazendo,
Talvez seja errado,
Mas mesmo assim estou fazendo,
Só dessa vez eu quero errar,
Nem que seja por um triz.

Eu cansei de estar sozinho,
Por isso hoje vou ser chato,
A sua curiosidade vai te ajudar,
Eu garanto que irá.

Não posso te dar nenhuma pista,
Porque hoje eu vou ser egoísta,
Só por esses dias,
Vou deixar você estressada,
Mas promete que é a última vez.

O único conselho que posso dar,
É que você pense no que fez,
E em como você esta agora,
Quando chegar a hora,
Você irá saber o que dizer.

Desculpe por ser egoísta,
Mas eu tenho poucos arrependimentos,
E o único que tenho no momento,
Me consome totalmente,
Menos quando sou egoísta.

Bruno Tôp

domingo, 1 de março de 2009

Cereja

Todo dia, sem falsidade,
Apenas sorria,
E só se tiver vontade,
Distribua um pouco de alegria.

Cada sorriso que aparecer,
Será reconfortante,
Será a cereja de um sorvete,
Um doce ácido para alegrar.

Seu coração vai gostar,
É só você ter paciência,
Com as pessoas cinzas,
Que não entendem a felicidade,
De sorrir de verdade.

A paciência é a arte da esperança,
Todos seus deveres inacabados,
Vão ser realizados com eficiência,
Se você ostentar um sorriso.

O bom humor faz de tudo tolerável,
Faz até o ódio mais amável,
Por isso não mostre rancor,
Apenas esbanje bom humor.

Essa mudança de altitude,
Não vai ser bom só para você,
Na verdade, todos ao seu redor,
Vão se sentir melhor.

Cada um em sua plenitude,
Vai ficar mais feliz,
O ambiente se tornará bom,
E as pessoas que eram cinza,
Ganharam um belo tom.

Tudo por causa da cereja,
Que você vai distribuir,
Cada vez que um sorriso sincero.
Nos seus lábios se abrir.

Não tenha medo de ser feliz,
Nem de tentar novas experiências,
A vida sempre está por um triz,
E não somos perfeitos como a ciência.

Por isso nunca desista.
Tropece e se machuque,
Se divirta, chore e sorria,
Mas principalmente sorria,
Isso vai validar sua vida.

Afinal juntar alegria e tristeza,
É uma grande ironia,
Mas é a verdadeira beleza,
Da vida humana,
Às vezes tão insana.

Bruno Tôp

Week

Monday they are cold in the spring,
The birds had stopped to sing,
And I have noticed,
Happy days if had been.

There it comes rain again,
Wetting the Tuesday,
And fulling my heart,
Of uncertainty and pain.

The streets are empty,
With the candy fog,
Of the frozen Wednesday.
That they make me to think,
In my own life.

The thursday comes,
And the thunders appears,
My fear grows,
It will be alone,
Until the end of life.

With the arrival of the friday,
The climate comes back to be hot,
Little joy seems to come back,
And the confidence also.

In Saturday everything is excellent,
The city breathes happy,
Sun shining,
My heart if getting passionate

Sunday is great,
But I miss you,
And already i'm faint,
For the return of the monday.

Bruno Tôp

Divagações de Tôp XXIII - Amor + Carnaval

Amor é abstrato,
Não existe de fato,
Está na cabeça do humanos,
Assim como qualquer religião,
Depende da nossa imaginação.

Se eu sonho com pianos,
Com liras e flores,
Paisagens cheias de cores,
E belas moças sorridentes,
É porque soum dos poucos crentes,
Na lenda do amor.

Não estou dizendo que é ruim?
Só não acho muito bom,
Ter a vida sempre sem tom,
Porque não existe fim,
Na busca pelo amor.

E o pior é quando uma paixão,
Conquista seu coração,
Principalmente numa época boa,
Em que você quer mais é gandaia,
Alguns rabos de saia,
E ficar bebo à tôa.

Não tem solução,
Amor não combina com carnaval,
Talvez apenas com o natal,
E com o dia-a-dia,
Em que ele é a única alegria.

Já sei o que fazer...
Inundar o coração de desilusão,
Pegar as esperanças e esconder,
E quando o carnaval acabar,
Se eu precisar, eu as vou resgatar.

Embora amor que não deu certo,
Dificilmente eu vou querer por perto,
Mas talvez eu queira tentar,
Talvez eu goste de reconquistar.

Bruno Tôp

She Can Be A Witch

She can't always be wrong,
Maybe almost always,
But it try follow the song...
It's all just circumstance.

He can't always be smiling,
Falseness has limit,
And his mask goes falling,
Early or later.

She wants it easy,
She want it relaxed
Said i can do a lot of things,
But can't tell a lie.

I cannot take this anymore,
Saying everything,
I said before,
"He can't love you,
He just a kidding"

She can be a witch,
But she not believe in me,
Because she is just a kid.
And i love her.

I'm sure,
I'm not being rude,
But it's just her attitude,
She can't see the truth.

I'm wanna be a clown,
Because i won't see,
She crying,
I won't see she's down.

I love her,
But can't see hope,
I'm go follow the ride,
And just forgot her smile.

Bruno Tôp

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Passos

A cada passo que dou para frente percebo o quanto minha busca está distante de ser alcançada. E cada passo que dou é uma nova tentativa de encurtar essa distância. Já dei passos largos, curtos, em marcha ré e para os lados, mas todos foram importantes para eu não voltar a usar dos mesmos passos. Os meus passos na verdade são minhas tentativas de descobrir quem sou eu. Já tentei descobrir a resposta dando passos no sinuoso caminho no amor, e falhei. Já tentei encontrar a resposta do afortunado caminho da amizade, e falhei. Já tentei na minha familia, e falhei. Mas eu sempre continuo a tentar. Não é porque eu sou brasileiro e não desisto nunca, é só que se eu já tentei uma vez, porque não duas? Três? Quatro? Infinito? Não é otimismo, é só que não vejo nenhuma vantagem em desistir por covardia de falhar. A covardia anda ao lado do arrependimento, e a cada passo que dou na minha busca, mais percebo que não quero voltar a me arrepender. E sabe, as falhas foram mais beneficas para mim do que qualquer acerto, porque com elas eu ganhei experiência, e isso não tem valor. Experiência para não errar de novo, está certo que às vezes eu repito um erro, mas é porque eu ainda sou uma criança, brincando de ser adulto. E graças a essa experiência passei a criar personagens para agradar as pessoas ao meu redor, personagens que fazem parte de mim é verdade, mas que não são a minha verdadeira essencia, são uma fração do que aprendi com meus erros. Tudo porque eu tenho medo de parecer arrogante demais, por nutrir um amor-próprio muito grande. Longe de eu me achar perfeito, a perfeição é mórbida. Eu tenho defeitos, e muitos. E adoro isso, pois sei que assim continuarei a errar e só assim poderei ter aventura na minha busca. Uma busca que precisa ser dada de passo em passo, para que eu não perca nenhum detalhe. Uma busca que só um tolo feito eu poderia entrar, uma busca pelo Amor e pela Felicidade, pois sei que eles estão aí em algum lugar, mas precisamente em alguém. E sigo caminhando, com uma pitada de romance no bolso, para que um dia possa passá-lo adiante quando meu objeto for alcançado.

Bruno Tôp

Lily

Lily não quer mais esperar,
Sua guitarra ficou na janela,
E poderá se molhar.

As nuvens cobriram o céu,
E até os desenhos no papel,
Borraram na mão dela.

Piso no acelerador,
Para não vê-la chateada,
Mas ela parece entediada...
Sua vida não tem cor.

Olhos de esmeralda,
As vezes são tão frios...
Você poderia me fazer um favor?
Desperte desse vazio,
E me conte sua história.

Depois de conferir sua guitarra,
Ela pegou duas cervejas,
Para contar do seu passado,
Começo a me interessar mais ainda,
Por essa garota misteriosa.

São instigantes lembranças...
Que moldaram um garota singela,
Às vezes ausente,
Com pensamentos diferentes.

Ela me perguntou se acreditei...
Acho que ela foi sim uma rainha,
Na verdade ela ainda é,
Só não percebe que seu reino mudou.

Seu reino deixou ser sua casa,
Assim que ela voou,
Com suas flamejantes asas,
E num certo coração pousou.

Hey Lily, seu reino é meu coração,
E por mais estranho que pareça,
A cada novo poema que componho,
Sei que te realizo um sonho.

Então não se importe,
Eu estou aqui por você,
E permanecei independete da sorte,
Até a minha morte...

Assim está bom?
Ou você ainda quer outro tom?
Te darei um beijo,
E posso oferecer uma flor,
Mas meu coração...
Já está em sua mão.

Bruno Tôp

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Divagações de Tôp XXII - Maroto

Papai me ensinou a não perguntar,
A curiosidade me fez desobedecer,
Palmadas tive que levar,
Mas e daí?
Sempre é bom espairecer.

Prometi ser um bom garoto,
Deveria ser quietinho,
Mas não é meu tipo,
Sempre fui muito maroto.

Ele sempre me desejou advogado,
Só porque eu falo bastante,
Mas percebeu de uma forma frustante,
Que sou muito relaxado.

Tomara que não o tenha decepcionado,
Afinal ser um poeta,
E também professor,
É algo que faço com muito amor.

Mamãe disse pra eu rezar,
Que papai do céu,
Sempre iria me ajudar,
E talvez meus desejos realizar.

Pra eu me comportar bem,
Senão ficaria de castigo,
Mas sempre fui treloso,
Eu sabia que não era legal,
Mas era meu natural.

Com seu abraço como abrigo,
Aprendi a ser carinhoso,
E assim ela percebeu que comigo,
Não teria nenhum problema,
Só vários poemas.

Eu sou quem eu quero ser,
Mas só sinto meu coração bater,
Quando penso nela,
Quando estou com ela,
E faço poemas sobre ela.

Bruno Tôp

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Divagações de Tôp XXI - Doce Angústia

Garganta engasgada,
Visão embaçada,
E as lágrimas sem descer,
Não sei o porquê,
Mas elas não querem descer.

É uma aflição,
Que corrói meu peito,
Uma aflição no coração,
Que não tem explicação.

Ela me entristece de um jeito,
Que passo o dia angustiado,
Posso estar sendo mimado,
Mas a dor é angustiante.

Será que foram relações mal resolvidas?
Ou foram antigas feridas?
Que foram reabertas,
E permanecem incertas?

Eu não sei a resposta,
Só sei que minha alma,
Não esta nem um pouco disposta,
Há manter essa calma.

Não consigo manter...
Não essa calma frustrante.
Ela esta me consumindo.

Perguntas sem respostas,
Feridas reabrindo,
O que mais poderia querer?
É o que mereço por assim ser.

Tão romântico e sincero,
Tão cheio de cantadas,
E sem nunca saber o que quero.

Mas essa agonia vai passar...
Pelo menos eu espero,
E já estou a tentar,
Um novo amor.

Porque meu sorriso galanteador,
Esse não consegue parar,
De se apaixonar,
E se esbaldar...

Bruno Tôp

Éden

Eu quero voltar a sonhar novamente,
Aquele que eu desperto,
E que eu estou morto,
Mas eu abro os olhos
E me deparo com um sol do amanhecer.

Eu fui o primeiro a saber,
Que ali era o Éden,
Esperando para nascer...

E Todos meus amigos,
Que deveriam estar no meu funeral,
Estão ao meu redor,
Esperando algo maior...
Algo como o amor,
Que fará à todos bem.

Eu estou bem no centro,
Esperando você aparecer,
A vida está te esperando,
Para poder recomeçar.

Todo os sonhos dentro dos corações,
Foram jogados ao ar,
Como as flores espalham o polén,
E as árvores apontam para o céu.

E nossos peitos,
Agora palpitam de emoções,
Enquanto voamos pelo céu azul,
E mesmo sabendo que vou cair,
Eu ainda estou a sorrir.

Eu estou aqui dentro,
Do seu coração,
Esperando você me dar sua mão,
Para criarmos nosso próprio mundo.

Eu não consigo viver,
Muito menos respirar,
Sem você perto de mim.

Eu não consigo continuar,
Nem mesmo a sonhar,
Sem seus o gosto de seus lábios carmesim.

Ei, eu estou aqui,
E aqui vamos nós,
Até onde alcance a sua voz,
Podemos criar a felicidade,
Em apenas um segundo...

Escute a lira de Orfeu,
E saiba quem sou eu,
Seu par eterno,
Que só inventou o inverno,
Para poder abraçar.
E nos seus braços se esquentar,

É esse sou eu,´
Um apaixona sonhador,
Que nos seus olhos e cabelos,
Encontrou a cor,
Para afastar todos os pesadelos.

Bruno Tôp

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sereia

Ah, o verão!
Isso é que é estação!
Não só da perdição,
Mas também de alegrar o coração.

Ah, o mar!
Sempre traz coisas maravilhosas,
E foi nas suas areias,
Que conheci um ser mistico.

Uma mitólogica sereia,
Tão linda que parecia uma miragem,
Quase que instantaneamente,
Seu olhar me seduziu de um jeito,
Que descompassou meu peito.

Eram olhos verde mel,
Tão lindos que ofuscaram,
A beleza de um céu,
Tão amplamente estrelado,
E por um belo luar iluminado.

Esse luar refletiu de tal maneira,
Em seus cabelos cor de labaredas,
Que criou uma aura tão bela,
Formada pelo contraste de seus olhos brilhantes,
E seus cabelos macios feito a seda,
Exibindo uma uniforme aquarela.

E se já não fosse o bastante,
Sua pele de um puro marfim,
Combinava divinamente,
Com seus lábios carmesim.

Ah, quando ouvi sua voz,
Fiquei enebriado com a melodia,
Que pelo ar se expandia,
E se misturava graciosamente,
Ao som e o cheiro da maresia,
E do seu perfume enebriante.

Ah, que sereia!
Agora todos os meus sonhos serpeia,
De uma forma tão viciante,
Que chega a ser apaixonante.

Minha cabeça só pensa nela,
Minhas pestanas das tardes,
Já não existem mais,
Tudo porque Júlia Bernardes,
Não deixa meu coração em paz.

Até as cantadas que adorava soltar,
Para outras meninas,
Não passam de brincadeira,
Quando eu me lembro da beleza divina,
Daquela apotilínea sereia.

Já não consigo pensar em mim,
Não consigo pensar em nada,
Só consigo pensar em nós,
Juntos... De almas entrelaçadas.

Bruno Tôp

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Divagações de Tôp XX - Desencontro de Verão

O sol na minha face,
A brisa doce do oceano,
Tocando a minha pele,
A areia massageando meus pés.

Um clima tão relaxante,
Mas essa maresia,
Traz muita nostalgia,
Mesmo que dias eu passe,
Vou sempre me sentir infeliz.

Pelo menos por agora,
Até que eu a reveja,
Aquela linda sereia,
Que no meu coração relampeia.

Sou só mais um humano,
Que desocupado e sem fé,
Acabou se apaixonando no verão.

E como me apaixonei!
Meus olhos ficaram fascinados,
Quando nela reparei,
Ali foi mais que paixão.

Conheço palpitares de coração,
E aquele, daquela hora,
Foi bem mais que especial,
EU não o deixei ir embora.

Guardei ele na lembrança,
Alimentando uma esperança,
Que aquela menina docemente bordada,
Com instrumentos divinos,
Pudesse fazer parte do meu destino.

Cada virtude dela é descomunal,
E hoje eu suponho,
Que já não posso dormir sossegado,
Pois ela invade todos meus sonhos.

E acho que comecei a acreditar,
Que com ela os contos de fadas,
Talvez eu possa realizar.

Ter um final feliz...
Seria realizante.
Mas só se vai ser,
Se ela quiser que seja.

Por isso vou fazer de tudo,
Inclusive colocar a disposição,
Todo o meu conteúdo,
O bom e o ruim,
Para que ela veja,
Que ela conquistou tudo de mim.

Bruno Tôp

domingo, 18 de janeiro de 2009

Divagações de Tôp XIX - Ombro Reconfortante

O que você faz agora,
As pessoas de tempos passados
Pensavam que eram cachoeiras,
Perto do mar, que vinham lhe molhar.

O gosto meio salgado,
Que você tem na boca,
Logo vai embora,
Mas o motivo da sua lágrima...
Ele não vai te abandonar.

Enquanto afago suas costas,
Percebo que você ainda está tremendo,
Deixe que escorram as lágrimas,
E conte-me o que está doendo.

Pode ser que eu não tenha a resposta,
Mas sempre vou ter um abraço para dar,
Palavras para te reconfortar,
O que eu mais desejo é o seu bem-estar.

Venha para mais perto de mim,
Eu quero tocar sua face,
Todo o amor não pode ser apagado,
Não vou te ver sofrer e ficar parado.

Deixe uma trilha para eu seguir,
Pode não parecer,
Mas já passei por isso,
E quando não consigo sorrir,
Escuto a música você me enviou.

Pois o nosso amor é mais profundo,
E mais convincente que o mar,
você é as ondas do meu oceano.

Hoje você se acha a pessoa mais triste do mundo,
Mas, por favor, não fique assim,
Se a sua dor não tem fim,
A vida não tem cor para mim.
Deixe-me tentar alegrar você.

Pode até ser que eu venha a falhar,
Mas eu preciso tentar,
Senão a angústia no meu peito não vai parar.
Ainda não descobri o porquê,
Só não consigo te ver chorar.

E mesmo que isso seja insano,
Vou te alegrar mesmo sem sua permissão,
Pois sua dor corrói meu coração,
Eu quero ser seu ombro reconfortante.

Pois preciso voltar a sentir,
Seus lábios viciantes,
Seu perfume enebriante,
E principalmente vislumbrar,
O seu sorriso deslumbrante.


Bruno Tôp

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Olhos de Maresia

Toda noite, todo dia,
Eles não param de aparecer,
Esses olhos de maresia,
Sempre vêm me embevecer.

Nos espelhos, nas estrelas, no luar,
Os olhos de maresia,
Parecem estar em todo lugar,
Como se fossem obra de magia.

E a cada nova aparição,
Mais perfeitos são!
Pobre dos meus olhos cheios de covardia,
Sempre são hipnotizados de tal jeito,
Que despertam alguns efeitos...
Quase que insanos.

E mesmo que se passem vários,
Ou apenas poucos anos,
Esses apelíneos olhos de maresia,
Não vão sumir do meu imaginário...

Eu não sei explicar o porquê,
Eu só sei...
Porque aos vislumbrar uma só vez,
Senti que me apaixonei!

Por esse olhar que trasborda nostalgia,
Um olhar cheio de maresia...
Um olhar pertencente a você,
E é onde se esconde talvez,
A minha eterna alegria.


Bruno Tôp

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Divagações de Tôp XVIII - Divagações

A cerveja fica amarga sem ela...
Percebi isso depois que meu costume,
Se tornou entediante.
Já não é mais reconfortante,
Apreciar a bela cevada amarela.

Decidi então passear por uma viela,
Tentando tirar da cabeça, o rosto dela.
Sentei num banco de uma praça...
Que só não estava mergulhada no negrume,
Por causa de um solitário lampião.

Ultimamente a vida não tem muita graça,
Nem mesmo o alivio de ver a fumaça,
Que sai do cigarro recém tragado,
Me deixou mais relaxado.

A dança dos vaga-lumes,
Fizeram letras garrafais,
Aparecerem na fumaça,
E elas dizem o que eu já sabia.

Sem ela não existe magia,
Todos que conhecem a saudade,
Sabem do que falo...
Não sei como sentimentos tão banais,
Fizeram nossa relação,
Decorrer pelo ralo.

Um longo suspiro...
Seguido de um aceno no ar.
E o nome que estava a flutuar,
Simplesmente some.

Mas ele ainda me consome,
Já que só sumiu do ar,
Pois do meu peito...
Ah, não tem jeito,
Ele continua a pairar por lá.

Não sei onde foi a minha vontade,
De viver a vida por um triz,
Sem se preocupar com nada...
Ultimamente não tenho sido feliz,
Sinto minha alma aprisionada...

E mesmo que tente negar,
Sei o motivo dessa negativade,
É só o angustiante arrependimento,
Que de fragmento em fragmento,
Acabou com minha alegria.

Ah... Como eu queria minha ousadia,
Queria... Como queria!
Mas sou covarde demais,
Para voltar atrás,
E quem sabe me arriscar...

Afinal é isso que é o amor,
Um risco sem pudor...
Droga... Odeio ficar a divagar,
E a nenhuma conclusão chegar.

Recolho minha insignificância,
E a hospedo com minha arrogância,
Ainda falta muito para que esse poeta,
Atinja sua tão sonhada meta...
De acabar com minha ignorância,
E talvez ser feliz ao lado do amor.

Será que um dia acabo com minha ignorância?
Essa ignorância sobre relacionamentos...
Essa tendência ao mundo focado em mim?
Droga... Essa divagação não tem fim...
Acho melhor me recolher e beber um pouco de gim.

Bruno Tôp

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gatuna Ardilosa

Brincadeiras a parte,
Ela simplesmente me roubou tudo.
Apareceu assim, e roubou tudo!
Como uma gatuna misteriosa.

Tudo que eu chamo de arte!
Todos os versos que eu componho!
E todo o seu conteúdo...
Hoje é tudo dela.

Primeiro ela apareceu,
Como quem não queria nada,
Mas minha alma percebeu,
Que por ela poderia ficar apaixonada.

Então num noite de incontáveis horas,
Ela roubou os meus sonhos...
Todos são dela agora,
E mesmo eu tentando esquecer dela,
Não dava mais...
Sua presença é muito contumaz!

Então essa ardilosa gatuna,
Não se contentou com meus sonhos,
E roubou mais uma das minhas lacunas.

Dessa vez levou meu coração...
De um jeito tão... Tão...
Cheio de uma simétrica perfeição,
E ainda fingindo não ter essa intenção.

Enão eu precavido como sou,
Escondi meus pensamentos,
Para que ela não os levasse,
Mas não teve escapatória...

Ela penetrou nas minhas memórias,
E conquistou meu imaginário,
Com suas atitudes misteriosas,
Ficou ainda mais deliciosa.

Esse seu obtuso talento,
De me conquistar cada vez mais,
De uma forma tão eficaz,
Fez com que me orgulhasse do que fiz:
De ter deixado ela me conquistar.

Nem consigo descrever,
Nem se pudesse utilizar,
Todas as palavras de um dicionário,
Essa gatuna roubou todo meu ser,
Mas eu estou feliz.

Porque agora meus sonhos são dela,
E com eles ela transformará,
Uma simples e branca tela,
Numa romântica aquarela.

Meus pensamentos são dessa morena,
Que com sua beleza serena,
E ofuscante de uma forma tão plena,
Meus neurônios envena.

E meu coração...
Ah esse já não tem jeito não...
Ela já o tem na sua mão.

Bruno Tôp

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Divagações de Tôp XVII - Pescador

Caminhando pelos mangues,
Mergulhando nos açudes,
Sempre pensativo,
Sigo como pescador de histórias.

Sou a reunião das memórias,
Daqueles que não tem voz,
Os que vivem sem viver,
Que nasceram pra morrer.

Os esquecidos pela sociedade,
Que são a ralé da cidade.
São eles que eu sou.

Não sei pra onde eu vou,
Só sigo vivendo,
E aos poucos aprendendo.
A cultura popular,
É que faz o meu o pensar.

Vivo sempre à deriva,
Sem me importar onde quer que eu viva,
Vou sempre ter uma ideia boa,
As complicações sempre tem saída.

Vejo todo dia reflexos no rio,
De um pobre coitado,
Que estava apaixonado,
E se iludiu acreditando na reciprocidade,
De um sentimento que não tem piedade.

Vivo a pescar todo dia num rio de escuridão,
Onde já não há esperança,
De resgatar nenhuma lembrança,
De felicidade do meu coração,
Que foi destruido por uma amorosa ilusão.

Pescador é assim mesmo,
Ninguém acredita nele.
Ninguém aceita nada dele.
Esse sou eu,
Mas um pescador da vida.

Queria poder ajudar meus irmãos,
Os que sofrem sem opção.
Eu sofro porque errei,
E nem ao menos tentei,
Concertar tais erros.

Já as pessoas que tento ajudar,
Eles não tem do que reclamar,
Tudo sempre foi assim,
Injusto... Sem futuro.

Já pra mim não.
Se hoje estou na escuro,
É porque deixei escapar o carmesim,
Deixei muxar o amor e a jasmim,
Por isso não sinto pena de mim.

Não quero auxilio de ninguém,
Só anseio que um outro alguém,
Entenda a dor dos nossos irmãos,
Que não tem oportunidade,
De vislumbrar a tal da felicidade.

Ajudem-nos, um ato de benevolência,
Não vai mudar sua vida em nada,
Mas irá mudar a vida deles,
Que nunca tiveram nada.

Quem sou eu?
Já fui poeta sonhador,
O palhaço chamado Pierrot,
Hoje sou só um iludido pecador.

Que chora por não pôr cor,
Na vida de quem realmente,
Sente a mais famigerada dor,
Aquela que não some,
O monstro chamado fome.

Bruno Tôp

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Um Céu & Um mar

Eu espero ser o luar do seu céu,
Então venha para que eu te balance,
Para que eu mostre o sentimento humano,
Que tinge o meu mundo.

Deixe eu velejar pelo oceano,
Que estar dentro do seus olhos,
Explorar seus segredos profundos,
Admirar as estrelas refletidas,
Nessas suas orbes escurecidas.

Suas provocações me enfeitiçaram,
De um jeito que faz com que tudo,
Faça eu me relembrar do seu sorriso,
Tão ofuscante que me faz agir bobamente.

Agora suavemente apague as luzes,
Carregue com você no bolso nosso romance,
E uma pitada de coisas que você
Não quer ver com o tempo desaparecer...
São eles que seu céu estão se iluminando.

Agora estrelas eles estão se tornando,
Se juntando a minha presença,
Para iluminar só você.

Você ficará tão orgulhosa...
Se hoje estou aqui,
É apenas para você, apenas por você,
Para tornar sua vida maravilhosa.

Abaixo do seu céu,
Está o meu mar,
Que sempre vem a oscilar,
Junto aos seus sentimentos.

Você não conseguirá ir muito longe,
A distância pode até aumentar,
Mas daqui a um tempo você vai perceber,
Que já não pode fugir do meu coração,
Muito menos dos meus pensamentos.

Vou te levar para sentir a maresia
Para que nosso amor o vento venha espalhar,
Para que você cheire a água salgada,
Ela vai te fazer suspirar.

Depois eu quero te levar,
E experimentar da nostagia,
De navegar num barco de remar,
Para uma longínqua ilha.

Só para eu ficar só com você,
Eu, você, o céu e o mar,
Vamos ver o sol nascer juntos finalmente,
Nada de vê-lo em lugares diferentes,
Vou ficar só a me apaixonar.

E eu sei que todo dia vou me apaixonar,
Mesmo com meus sonhos que estão mudando,
Todos eles são desprezíveis,
Comparado com seus sorrisos irresistíveis.

Bruno Tôp

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vício Noturno

Mesmo que eu queira tê-la,
Não posso fazê-lo por hora,
Assim como não posso agora,
De presenteá-la com as estrelas.

Ela e seu sorriso maroto,
Me faz voltar a suspirar,
Como quando eu era um garoto,
Que acabara de se apaixonar.

O jeito como ela me provoca,
Quase que toda vez, meu coração sufoca,
E seus olhos de um modo inocente,
Não param de viciar a minha mente.

Toda noite eu vejo seu rosto,
E depois de admirá-lo com gosto,
Sinto o sabor de seus lábios,
Tão doces e enebriantes,
Que se tornaram viciantes.

Às vezes eu suponho,
Que ela fez porque quis,
Tomou conta dos meus sonhos,
E agora não sou dono nem do meu nariz.

Mesmo que ela não queira nada,
Eu sou um poeta deveras contumaz,
E sei que so vou encontra minha paz,
Quando tivermos um final feliz,
Digno do mais belo conto de fadas.

Bruno Tôp

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Divagações de Tôp XVI - Coração de Poeta

Sabe qual era minha meta?
Mudar meu coração de poeta,
Mas ele não muda jamais,
Vai ser sempre como é agora,
Tolo, fraco e incapaz.

Eu me machuco por sua causa,
Mas meu amor não vai embora,
Cada vez mais e mais, sem pausa
Ele insiste em retornar a toda hora

Os meus dias brilhantes,
E até mesmo as noites geladas,
Vão ser docemente esquentadas,
Pwlo seu sorriso contagiante.

A experiência que ganhei,
Depois de tudo que já passei,
Me fez ter uma força inacreditável,

Mas não serei capaz de dormir,
Vou virar essa noite sem parar de refletir,
Pois não importa, isso sempre vai se repetir,
As brigas sempre vão existir.

Revive de novo e de novo, porque é amor,
Você não pode culpar minha emoção,
Porque deveria saber que ela jamais desvanecerá,
Essa emoção jamais se acabará,
Já está bem presa no coração,
Não tem como arrancar...

Dê-me um sorriso e terei dias brilhantes,
Não seja indiferente tão de repente,
Não importa o quanto estejamos distantes
Com um sorriso seu, o frio vira quente.

Quanto eu tenho que fazer para te amar?
Todo dia ao me lembrar do nós, volto a me apaixonar...
As palavras dançam no ar,
E tudo que venho a poetizar,
É para poder te homenagiar.

Quanto mais me separo de você,
Mais eu percebo que você é preciosa para mim
E que tendo ou não um porquê,
Eu vou sempre estar errado no fim.

Toda vez que te procuro,
Te encontro dentro do meu coração,
E percebo que sem você não tem futuro,
Só o vazio da solidão.

Bruno Tôp

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Divagações de Tôp XV - Um Bom Futuro

Já me perguntaram sobre meu futuro,
Sobre o qual caminho eu escolheria,
Se era capaz de derrubar todos os muros,
Que impedissem a minha alegira.

Eu sempre respondi que não sabia,
Pra mim eu iria morrer jovem,
Meu destino nunca teve um certo sentido,
Até o amor ter aparecido.

Não sei como ele surgiu ao certo,
Só sei que agora o quero bem perto,
Adorei tocar no meu peito e perceber,
Que arrumei uma razão para envelhecer.

O amor consegue mudar algumas coisas,
Ele é tão misterioso,
E um sentimento tão gostoso,
Que é dificil de definir.

É capaz de fazer o triste sorrir,
O enfermo se curar,
O preto e branco colorir,
A lua tocar o mar.

E o mais curioso,
É que além de tudo o amor é charmoso,
Ele é quem me faz, ser capaz,
De me apaixonar por ela a cada novo dia,
Me faz acreditar na eternidade da alegria.

Como já disse ainda não conheço meu futuro,
Mas vejo nele uma esperança,
De que desse sentimento doce e puro,
Germinem belas crianças,

Para serem a provar que provei do amor,
De que me enebriei com o odor,
De uma feiticeira perspicaz,
A única que não tiro da cabeça jamais.

Bruno Tôp

sábado, 20 de dezembro de 2008

Divagações de Tôp XIV - Uma Resposta

Meu amor é correspondido ou não?
Não me importo com a resposta,
Eu só preciso saber!

Por mais que eu deseje estar com você,
Não se pode ter tudo o que você quer,
Bem firme nas suas mãos.

Tem coisas imutáveis neste mundo,
E meu amor por você,
Se renovará a cada segundo.

Mesmo que se passem mil dias,
Eu vou continuar a te amar,
Vou continuar a fazer o que fazia,

Sem me importar,
Se o tempo vai ou não nos mudar,
Eu sempre vou falar:

"Eu quero seu amor,
Mas não acho que vai ser assim "
Já venho repetindo isso pra mim.

E a única resposta que quero no fim,
É que você não desista do amor,
Idependente do que for acontecer a mim.

Pois mesmo que eu esteja assustado,
Ou que eu acabe machucado,
Vou dizer "Eu te Amo" pra o meu amor.

Meus olhos podem transbordar covardia,
Mas prefito uma resposta ruim,
Do que uma falsa alegria.

Transformar em palavras em sentimentos,
Chega a ser assustador,
Mesmo assim, errando eu tento,
Te mostrar todo o meu amor.

A felicidade não pode ser dita em palavras,
É por isso que só podemos sorrir.
É a única forma correta de agir,
O sorriso é o único que reflete a felicidade.

No verão, outono, primavera e inverno,
Meu sorriso sempre estará vivo,
Pois ele é o reflexo que meu amor é eterno.

Olhando a estrada que deixei pra trás,
Eu viajo recitando para mim mesmo que jamais,
Vou esquecer do que o amor é capaz.

Idependente do que eu tente,
Tudo o que aparece na minha frente,
É uma sensação de nostalgia.

Como se a cada novo dia,
Eu repetisse todas as minha lembranças,
Como se meu destino fosse controlado por uma criança.

Seu olhos sempre foram tão amoros,
Eu queria olhar nos seus olhos,
Mas temia ver refletidos meus olhos medrosos.

Não queria saber se você me amava ou não...
Queria viver o resto dos meus dias sozinho,
Naquele dia, eu continuei a te amar sem machucar meu coração.

Mas decidi acabar com minha covardia,
E eu sei que algum dia,
Vou conseguir fazer o sempre planejei fazer,
Vou conseguir me declarar à você.

E mesmo que sua resposta venha a me machucar,
Vai ser menos doloroso do que com essa dúvida continuar,
Porque não aguento esse mártir profundo,
O amor foi feito para se realizar,
E essa é a coisa mais linda do mundo.

Bruno Tôp

Velho Horizonte

As ondas passam por mim,
As lembranças voltam a memória,
A imensidão do horizonte não tem fim,
A solidão faz parte da minha história.

Desde que perdi de você,
Não consigo me sentir feliz,
O mundo perdeu a razão de viver,
Sem você sou só verniz.

Grãos de areia dançam no ar,
A brisa vem meu rosto acareciar,
Gaivotas planam sobre o mar,
E meu coração continua a te amar.
Sinto uma dor sem dó nem piedade,
Uma dor chamada saudade.

A maresia resseca meus lábios,
O sol timido vai embora,
A estrelas tão adoradas pelos sábios,
São tão sem graça agora.

Toda a cor do universo,
Foi levada da minha visão,
Quando um ser perveso,
Afastou de mim seu coração.

Coloquei uma carta engarrafada,
No mar para navegar,
Na esperança que um doce lufada,
Consiga nosso amor imortalizar.

Se tenho saudade,
É porque te amo tanto,
Que nem essa avançada idade,
Me impede de viver aos prantos.

Eu sei que não vai tardar,
Para que eu te reveja,
Mas é de martirizar,
Que agora do seu lado eu não esteja.

Nossos meninos tentaram me convencer,
Que a vida é assim,
Que eu tenho que viver sem você,
Mas para mim, já é o fim,
Viver sem minha preciosa jasmim.

Bruno Tôp

Cielo Dell'Arcobaleno

Nos conhecemos de uma forma banal,
Mas compartilhamos anos de amor sem igual,
Sob o gentil farfalhar de flores,
Nós juramos eternos amores.

Eu queria te encontrar e fugir
Nas praias onde o sol vive a sorrir,
E nos campos cheios de tranquilidade,
Onde as nossas sombras repousam com serenidade.

Eu, você e a estação das flores
Eu vôo, levado pelo vento,
E volto de novo puxado por um sentimento,
Como se tivesse acabado de acordar
De um sonho que estavámos a nos beijar,
Eu olho para céu e vejo o mundo cheio de cores.

Você se dizia estar apaixonada,
Por meu sorriso brilhante,
Só eu conhecia cada detalhe da sua risada,
Eramos mais que simples amantes,
Nosso amor era perfeito, de todos os jeitos.

A promessa feita sob o céu de sete cores,
"Vamos eternizar nossos amores'
Refizemos um para o outro por tantas vezes,
Mas ela não foi cumprida depois de meses.

Eu, você e o céu cheio de beija-flores,
O vento me desperta gentilmente,
Eu me pergunto se, agora, você também esta olhando,
Para o céu a sua frente,
O mesmo céu das sete cores.

Eu lutei por aqueles dias,
Em que misturavamos tudo com excesso de alegria,
E as marcas deixadas por eles são insubstituíveis,
Os tesouros de mais altos níveis.

Eu, você e a estação dos amores,
Eu vôo, levado pelo vento, e retorno com um pensamento,
Minhas intermináveis emoções transbordam para fora de mim,
E lágrimas preenchem meu coração com flores,
Não sei se é alegria ou tristeza enfim.

Eu, você e o desabrochar das flores,
Eu vôo, levada pelo vento, e um sorriso ostento,
Carrego comigo um futuro que ainda não posso ver,
Eu olho para cima e vejo um céu de sete cores,
Desejando que no meu caminho você volte a aparecer.

Bruno Tôp

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Bodas

Desde que te encontrei,
Tudo passou a fazer sentido,
Um homem feliz eu me tornei,
E olhando para trás,
Parece que ainda não tinha vivido.

Sempre que você sorria,
Era um sinal de que a felicidade,
Estaria presente no meu dia,
Com você tudo tinha vivacidade.

Tudo o que eu desejo,
É ter para sempre seus laços,
Ter para sempre seus beijos,
E seus abraços.

É tão bom comemorar nossas bodas,
Quando estamos juntos,
A felicidade é nossa compranheira,
A alegria está em todos os assuntos,
Sou feliz de segunda a segunda-feira.

Desde que você partiu,
Tudo ficou sem cor,
A realidade simplesmente descoloriu,
Até a paz sumiu,
Não sei viver sem seu amor.

Sempre que olho para as lembranças,
Tento acordar de um pesadelo,
Pois tenho a esperança,
De poder acariciar novamente seu cabelo.

Tudo que o quero,
É que me levem o quanto antes,
Todo dia a minha hora espero,
Para acabar com essa dor constante.

É tão bom relembrar nossas bodas,
Sonhar novamente com você,
Mas é horrível acordar,
E chorar até o entardecer,
Porque não posso te abraçar.

Bruno Tôp

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Maresia

Sinto o gosto da maresia,
Tocando meus lábis com desejo,
Mas não sinto nenhuma alegria,
Pois só penso em seus beijos.

Ondas vem e vão,
A saudade aperta cada vez mais,
Já não consigo conter meu coração.
Ele já não é capaz,
De ficar sem você.

É tão difcil perceber?
Está até escrito no ar,
É obvio o que sinto por você,
Está no céu, na terra, no mar,
Você é meu respirar,
É meu existir,
Meu motivo pra sorrir.


Os seus mistério, tão charmosos,
Seus sorrisos sem jeito,
Me pregam feitiços poderosos,
Capazes de enlouquecer meu peito.

Sem a sua companhia,
Admirar o anoitecer,
Se restringe a saborear a maresia,
Pois sem você,
Não tem nada nada para viver.

Bruno Tôp

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Divagações de Tôp XIII - Ressaca da Vida

Descobri que sou um poeta de ressaca,
Que não precisa nem do martelo nem da estaca,
Eu consigo esculpir com as mãos nuas,
Consigo esculpir poemas de qualquer jeito,
Desde que eu tenha sentimento no peito,
Assim como o mar ama a lua.

Sempre prometo que vou mudar,
Que vou deixar a ressaca passar,
Mas quem disse que ela vai embora?
Ela fica dentro de mim a toda hora.

Não adianta fazer nada,
Essa ressaca é de alma apaixonada,
Não passa assim tão depressa,
Ela só acaba depois que a gente se confessa.

Não tentem entender se você nunca amou,
Essa ressaca é só para quem já se apaixonou,
E para quem já se sentiu inseguro,
Para quem não sabia se o amor tinha futuro.

Não tente ser algo que você não é...
O amor desmascara a pessoa da cabeça ao pé.
Esse sentimento é o mais doloroso,
Mas também é o mais gostoso.

Impossível viver sem tentar o amor,
É o mesmo que um cozinheiro não tentar o sabor.
Um pintor não experimentar da cor,
Um jardineiro não plantar flor...

Aprendi que o destino é irreversível,
E que tudo que acontece é previsível,
Mas não por isso deixa de ser surpreendente,
O jeito como o fluxo muda de repente,
E de uma hora pra outra o sorridente,
Encontra uma tristeza a sua frente.

Bruno Tôp

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Vento

A brisa balança tudo,
As pétalas caem pelo jardim,
Folhas caem sobre mim,
A vida parece um absurdo.

Esse vento me faz suspirar...
Essas sensações...
Todas aquelas emoções...
Voltam a me assombrar,
Acho que voltei a amar...

Vento vem bater,
Vem (meu) coração ler,
E facilmente perceber
O que sinto por você,
Vento vem levar,
E (meu) desejo realizar,
Encher minha vida de cor,
Levar para você o (meu) amor.

Você acorda com o vento,
Acorda com um pesamento,
Está pensando no nosso amor,
Está lembrando daquela flor,
Que eu te dei,
No dia em que me declarei.

Você quer me ver confuso,
Você me trata como um intruso,
Mas me ama de verdade,
Tanto que todo dia morre de saudade.

Vento vem trazer,
O que você quer fazer,
Mas tem vergonha de dizer.
Vento vem buscar,
O que quero te contar,
Vem pegar minha paixão,
E levar até seu coração.

Eu te quero bem perto,
Sei que nosso amor vai dar certo,
Te quero como fogo e o ar
Quero é te amar,
Por isso peço ajuda ao vento,
Para que acabe com meu lamento.

Já estou sem alento,
Ando todo desatento,
Só a espera de sua decisão,
Espero pelo seu coração.

Vento vem relaxar,
Vem me mostrar,
Que a vida foi feita para amar,
Vento vai te ver,
Levar meu ser,
Para perto de você.

Bruno Tôp

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dias Vazios

Vivendo sem sol ou lua,
A sombra é a única na rua,
Os meus dias já não têm cor,
Todo dia espero o desabrojar da minha flor.

As estrelas permancem apagadas,
As nuvens continuam encharcadas,
De uma chuva tão triste,
Como jamais viste.

Tantos dias passam sem jeito,
Tantos meses voam e você num leito,
E eu ainda sinto um frio rarefeito,
Continuo com um vazio no peito,
Sem você nada,
Nada pode ser perfeito.

A rotina segue sempre igual,
Não que eu me sinta mal,
Mas te visitar todo dia no hospital,
Faz minha vida trivial.

Se pelos menos seus olhos abrissem,
Se seus lábio sorrisem...
Continuo a alimentar essa esperança,
Que voltaremos a sorrir feito crianças,
Como nas nossas felizes lembraças.

Se você estiver ao meu lado,
Talvez não precise ficar calado
É tão frio sem você,
Não vejo porque viver.

Se você estiver ao meu lado,
Talvez os sonho serão realizados
É tão gostoso com você,
Não sei como eu pude te perder

Bruno Tôp

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Desventuras de um Espantalho - Sapo

Já fazia alguns dias,
Desde o ultimo sorriso de alegria,
Do pobre espantalho de alma apaixonada,
Pela doce bailarina na estante aprisionada.

Não estava prestando atenção em nada,
Tanto que seguiu em frente...
E de repente,
Se viu numa loja de presentes...

Um ser em especial chamou sua atenção,
Um sapo de pelúcia segurando um coração.
Se ele possuisse um em suas mãos,
Talvez conseguisse libertar a bailarina de sua prisão.

'Ei senhor sapo elegante...
Poderia ajudar um tolo amante?
Desde que o vi na minha frente
Quis fazer uma pergunta pertinente'

'Ao me chamar de sapo tirasse a minha elegância,
Sou Tico, um conselheiro para a infância,
E um amigo para a maturidade,
Mas fale espantalho, em que posso te ajudar de verdade?'

'Bem é que percebi que estais a segurar um coração...
Será que não poderias dá-lo pra um necessitado irmão,
Que anseia em salvar de uma prisão,
O que chamam da vida a razão'

'Não sei qual o seu problema,
Mas vou te ajudar com esse dilema,
Não é de um coração que você precisa,
É de uma chave dourada e lisa.

Ela será a solução,
E não esse falso coração,
Mas ei, eu tenho uma condição,
Peço que me leve na sua missão'

O Espantalho não entendeu direito,
O que quis dizer o astuto sapo faladeiro,
Mas achou ser mais direito,
Seguir em sua jornada com um companheiro.

Mas será que nele poderia confiar?
Será que a tal chave ele iria achar?
E o mais importante:
Será que ele e a bailarina seriam de fato eternos amantes?

Bruno Tôp